O primeiro-ministro, António Costa garantiu esta quarta-feira que ainda não escolheu os ministros do novo Governo. Em declarações aos jornalistas antes de iniciar as audições com os diversos setores da sociedade civil, o responsável falou sobre esse e outros assuntos.
“Como sabe estive esta semana retirado. A Covid-19, mesmo quando não dá sintomas muito graves, não deixa de afetar. Cada passo deve ser dado no seu tempo. Só dia 23 é que é possível dar a posse ao novo Governo e só nessa altura é que farei convites. Não farei convites antes da proximidade do dia 23”, disse.
António Costa foi questionado sobre a facto de não ouvir o Chega nesta ronda de audições, explicado que essa decisão tem a ver com as matérias. Na preparação da legislatura, “não há convergência com o Chega”, disse. “Não tenciono fazer diferente no governo daquilo que disse na campanha eleitoral”, afirmou.
“Vamos continuar a dialogar com os diferentes setores e nesta fase estão as forças que nos pareceram essenciais para esta fase da governação”, sublinhou ainda António Costa, sobre o mesmo assunto.
Ainda assim, o primeiro-ministro esclareceu que “há matérias onde o governo ouve institucionalmente todos os partidos representados na AR”, dando o exemplo das medidas a adotar para a pandemia, onde pode incluir o Chega.
António Costa esclareceu ainda que as audiências com os partidos para preparação da legislatura “nada têm a ver” com a pandemia. “Não vamos discutir essa matéria”, afirmou.
Recorde-se que os socialistas venceram as eleições de dia 30 de janeiro com maioria absoluta, reunindo 41,7% dos votos e 117 dos 230 deputados, numa noite em que o Chega se tornou a terceira força política e CDS-PP e PEV perderam representação parlamentar.








