Um tribunal russo condenou, esta segunda-feira, o antigo jornalista Ivan Safronov a 22 anos de prisão por traição devido a acusações de ter divulgado segredos de Estado.
O antigo repórter de defesa dos jornais ‘Kommersant’ e ‘Vedomosti’, e mais tarde conselheiro do chefe da agência espacial russa Roscosmos, foi preso em 2020 e acusado de divulgar informações confidenciais. Os promotores apontaram que Safronov partilhou segredos de Estado sobre as vendas de armas russas no Médio Médio com os serviço de inteligência da Chéquia.
O antigo jornalista negou as acusações, chamando o julgamento de “uma completa farsa de justiça”. Safronov rejeitou um acordo judicial que lhe daria uma sentença de 12 anos de prisão, afirmando que as informações que supostamente partilhou com a inteligência estrangeira eram todas públicas e de código aberto.
Depois de Safronov ter supostamente revelado os planos de Moscovo de vender caças de combate para o Egito, o acordo estimado em cerca de 2 mil milhões de euros foi cancelado depois de Washington ter ameaçado com sanções ao Cairo.
Antes da sentença, a União Europeia pediu que Moscovo retirasse as acusações e libertasse Safronov. Vários veículos russos independentes, incluindo ‘Meduza’, ‘Novaya Gazeta’ e ‘TV Rain’ (“Dozhd”), divulgaram um comunicado no qual pediam a libertação de Safronov – os meios de comunicação disseram que era “óbvio” que o ex-jornalista estava a ser punido por fazer reportagens sobre os negócios de armas da Rússia.





