Antigo comandante militar da Ucrânia afasta adesão à NATO: “Nunca vamos entrar”

O antigo responsável militar disse conhecer profundamente a NATO e lembrou que trabalhou durante cerca de 12 anos para aproximar as forças ucranianas dos requisitos da organização.

Executive Digest

Valerii Zaluzhnyi, antigo comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia e atual embaixador em Londres, considera que o país não tem perspetivas reais de aderir à NATO.

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Segundo o Guardian, Zaluzhnyi terá afirmado, durante uma reunião com embaixadores ucranianos, que a Ucrânia está longe de cumprir os padrões militares exigidos pela Aliança Atlântica.

O antigo responsável militar disse conhecer profundamente a NATO e lembrou que trabalhou durante cerca de 12 anos para aproximar as forças ucranianas dos requisitos da organização.

Apesar desse esforço, Zaluzhnyi considera que as promessas de uma adesão próxima nunca se concretizaram e dificilmente se concretizarão no futuro.

Forças Armadas ucranianas não cumprem requisitos da NATO

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Zaluzhnyi terá defendido que o atual nível de desenvolvimento das Forças Armadas da Ucrânia torna impossível a entrada na Aliança Atlântica.

O antigo comandante criticou também aquilo que descreveu como doutrinas militares ultrapassadas dentro da NATO, afirmando que a organização continua orientada por princípios associados à Segunda Guerra Mundial.

De acordo com o Guardian, as declarações foram divulgadas pelo site ucraniano Evropeiska Pravda, que citou a intervenção de Zaluzhnyi perante os diplomatas.

O embaixador afirmou que, ao longo dos anos, ouviu repetidamente previsões de que a Ucrânia estaria prestes a tornar-se membro da NATO, mas concluiu que essa perspetiva não corresponde à realidade.

Adesão continua inscrita na Constituição ucraniana

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A integração na NATO e na União Europeia permanece definida na Constituição da Ucrânia como um objetivo estratégico do país.

Kiev reconhece, no entanto, que a adesão à Aliança Atlântica não reúne atualmente o apoio de todos os Estados-membros.

A entrada de um novo país na NATO exige consenso entre os aliados, o que significa que a oposição de um único membro pode impedir o processo.

As declarações de Zaluzhnyi representam uma das avaliações mais pessimistas feitas por uma figura de destaque ucraniana sobre a possibilidade de o país integrar a organização.

Zaluzhnyi afastado do comando após divergências com Zelensky

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Valerii Zaluzhnyi foi afastado do cargo de comandante-chefe das Forças Armadas ucranianas em 2024.

A saída ocorreu num contexto de divergências com o presidente Volodymyr Zelensky sobre a condução da guerra contra a Rússia.

Mais tarde, Zaluzhnyi foi nomeado embaixador da Ucrânia no Reino Unido, função que exerce atualmente.

As suas declarações surgem numa altura em que Kiev continua a apresentar a integração na NATO como uma garantia de segurança a longo prazo, apesar das reservas de vários membros da organização.

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