Antes e depois do Covid-19. De Meca a Pequim, imagens aéreas mostram ruas desertas

Praças vazias, auto-estradas sem carros e locais sagrados desertos. Imagens aéreas, divulgadas pela empresa de tecnologia espacial Maxar, revelam o impacto do surto do novo coronavírus em alguns dos espaços mais movimentados do mundo.

Executive Digest

Praças vazias, auto-estradas sem carros e locais sagrados desertos. Imagens aéreas, divulgadas pela empresa de tecnologia espacial Maxar, revelam o impacto do surto do novo coronavírus em alguns dos espaços mais movimentados do mundo.

As imagens mostram, por exemplo, poucos peregrinos à volta da Caaba, a pedra negra que existe no exterior da mesquita de Meca e que é ritualmente beijada pelos peregrinos muçulmanos. As autoridades sauditas anunciaram a proibição de entrada no país de peregrinos estrangeiros que iam fazer o Umrah ou visitar a mesquita do profeta, também em Meca. Além dos vistos para a peregrinação, suspenderam a emissão de vistos de turismo para quem vem de países já afectados pelo vírus.

Uma imagem do Santuário Hazrat Masumeh em Qom mostra um dos lugares mais santificados do Irão praticamente deserto. As ruas e pátios ao redor do santuário estão igualmente vazios.

Também em Wuhan, o epicentro do surto global, na China, vê-se uma rua vazia, normalmente ocupada com trânsito. Na Praça Tiananmen, passam apenas uma dúzia de carros e nem um cidadão.

O surto de Covid-19, detectado em Dezembro na China, já fez cerca de 3.300 mortos e infectou mais de 95 mil pessoas em 85 países ou territórios, incluindo nove em Portugal. Das pessoas infectadas, mais de 50 mil recuperaram.

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Além de 3.012 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas, San Marino, Iraque, Suíça e Espanha.

A Organização Mundial da Saúde declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para «muito elevado».

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