Antes das medidas extraordinárias, Santander Totta injetou mais de 500 milhões de crédito na economia

“No Santander não houve, e nem haverá lay-off, por causa da covid-19”, garantiu o CEO do banco que detalhou que a equipa não sofreu qualquer alteração, ficando todos devidamente apoiados, incluindo os estagiários.

Sónia Bexiga

“Cerca de 150 mil clientes empresas, logo no início do mês de março, foram contactados para sabermos que apoio precisavam do banco. Alguns com testemunhos dramáticos mas todos, logo neste mês, contaram o apoio do banco e  injetámos mais de 500 milhões de crédito na economia, sem contar com as linhas COVID”, afirmou Pedro Castro e Almeida, CEO do banco Santander Totta, esta terça-feira, na Comissão de Orçamento e Finanças, Economia, Inovação, Obras Públicas Habitação, na Assembleia da República.

Segundo o CEO, ainda no referido mês de março, o Santander Totta, manteve as suas linhas de crédito, de 6 mil milhões de euros, as quais nada têm a ver com os apoios extraordinários. Créditos que têm estado a ser bastante utilizados e ao mesmo preço de sempre, assegurou.

Outra das medidas, também logo acionada, prende-se com a moratória de capital que foi alargada, particularmente para as empresas, a todos os créditos, “muito antes das medidas anunciadas”, reforçou. Sendo que agora, acrescenta, está também disponível a moratória do Estado e, desde segunda-feira, a moratória privada da APV.

Em relação ao número de moratórias, o banco tem, ao dia de hoje, 70 mil clientes, o que se traduz em 7,5 mil milhões de euros de crédito. Os clientes até 30 de setembro não vão pagar capital e muitos nem juros.

Até ao momento, da sua carteira de clientes, significam mais de 20% do montante de crédito a particulares e acima dos 40% em empresa, se excluirmos o crédito ao Estado e a grandes empresas.

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“O que representa naturalmente mais uma injeção de capital para as famílias que, até setembro, será de praticamente mil milhões dde euros”, reforçou.

“Fazemo-lo com profundo sentido de responsabilidade e por isso não podemos aceitar a crítica de não estamos a fazer o suficiente”, afirmou Castro e Almeida.

Ainda sobre a questão dos dividendos, afirmou que decidiram deixar de pagar, que seriam no valor de 410 milhões de euros, numa medida que permitirá ao Santander Totta aumentar a concessão de crédito em 8 mil milhões de euros.

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