A Federação Nacional de Educação (FNE) é uma das estruturas sindicais que se juntou à greve de professores convocada para os dias 2 e 3 de março, mas até lá vai desenvolver outros protestos e ações de luta.
Este sindicato está a organizar, a partir desta quinta-feira e até terça-feira da próxima semana, dia 28 de fevereiro, a iniciativa de protesto ‘Dias 4D’, de Debate Democrático pela Dignificação da Docência.
Segundo explica a FNE, está prevista a “realização de um amplo conjunto de reuniões e plenários nos quais serão analisadas as propostas do Ministério da Educação, estabelecidas as prioridades negociais e consultados os docentes sobre as formas de luta a desenvolver”.
Esta semana de protestos, que deverá voltar a levar muitos professores para a porta das escolas em manifestação, antecipa os dois dias de greve no setor da educação, depois de um fracasso na última ronda negocial entre sindicatos e professores. Na semana que passou, a FNE levou a cabo a Semana de Luto e Luta nas Escolas, que decorreu em 13 e 17 de fevereiro, e levou concentrações de docentes com reivindicações junto aos estabelecimentos de ensino.
A ASPL, Fenprof, FNE, Pró-Orsem, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE e SPLIU convocaram greve no dia 2 de maço com incidência nos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Guarda, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, e para dia 3 de março, nos distritos de Beja, Castelo Branco, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal.
Em causa, segundo recorda a FNE, está o “desacordo em relação a aspetos estruturantes das propostas do ME para o regime de concursos; pela calendarização de processos negociais urgentes para resolver problemas que afetam e desvalorizam a profissão docente”.













