Ano letivo mais longo com pausas menores na Páscoa e Natal. As medidas do Governo para o regresso às aulas

O ministro da educação, Tiago Brandão Rodrigues, acaba de anunciar as medidas decididas pelo Governo para o próximo ano lectivo, que deverá começar entre os dias 14 e 17 de Setembro.

«Temos todos mais experiência acumulada depois do terceiro período e estamos agora a preparar o inicio deste ano lectivo, com a devida ponderação e amadurecimento», refere o ministro, sublinhando a importância de reforçar as aprendizagens dos alunos.

O responsável começa a anunciar as medidas dizendo que o número de aulas foi alargado e que foram preparados três cenários: presencial, misto e não presencial, «sendo que a regra é o presencial». O regime misto funcionará «única e simplesmente em situação contingencial», prevendo que os alunos alternem entre períodos presenciais e à distância, em situações de emergência.

«Em contingência vai privilegiar-se a manutenção do regime presencial aos alunos do pré-escolar, primeiro ciclo e segundo ciclo, bem como a todos os alunos da acção social escolar e a alunos em risco ou em perigo sinalizado», anuncia Tiago Brandão Rodrigues, sublinhando que «trabalhamos entre todos para que se mantenham o maior tempo possível nas nossas escolas».

O responsável revela que todos os alunos vão regressar às escolas, o ano lectivo vai ser mais longo, com as pausas na Páscoa e no Natal a serem menores. Todos os alunos e professores devem usar máscara obrigatória, cumprindo uma distância de 1,5 metros nas salas de aula.

O calendário escolar do próximo ano

Tiago Brandão Rodrigues anuncia também «o reforço de professores no crédito horário» e mais docentes para os alunos com necessidades educativas especiais. O responsável volta a recordar que nas cinco primeiras semanas de aulas o trabalho será destinado à recuperação.

«Temos de continuar a aferir a equidade e igualdade do sistema educativo», afirma o responsável, acrescentando que as aprendizagens essenciais serão o foco do ensino.

De recordar que o Conselho de Ministros aprovou na quinta-feira as medidas excepcionais devido à pandemia para o próximo ano lectivo, entre as quais «o aumento das tutorias e o reforço do crédito horário».

No briefing do Conselho de Ministros de ontem, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, anunciou a aprovação da «resolução que estabelece medidas excepcionais, temporárias, para a organização do ano letivo 2020/2021», hoje apresentadas por Tiago Brandão Rodrigues.

«Entre as medidas aprovadas nesta resolução está o aumento das tutorias e o reforço do crédito horário para as escolas que possam reforçar os apoios educativos e as aulas coadjuvadas», explicou na altura a ministra.

De acordo com Mariana Vieira da Silva «tratam-se de medidas de organização e funcionamento dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, incluindo escolas profissionais, que garantam a retoma das actividades educativas e formativas, lectivas e não lectivas, em condições de segurança para toda a comunidade educativa».

 

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