Professores e diretores escolares são unânimes no alerta: o maior problema dos alunos atualmente não é a perda de aprendizagens devido às greves no setor, mas sim a falta de docentes nas escolas.
Segundo o último balanço da Fenprof, citado pelo Jornal de Notícias, tendo em conta os horários ainda por preencher em oferta de escola, havia 20 mil alunos ainda sem professor. Isto numa altura em que termina o segundo período e falta apenas o terceiro para o final do ano letivo.
Vítor Godinho explica que o valor chegou a ser mais alto nas últimas semanas, mas explica que o número desceu de quase 32 mil (há 15 dias), já que é normal que os pedidos de professores para substituições caiam antes dos períodos de férias ou interrupções.
O sindicato aponta que, nas 13 semanas de aulas desde janeiro, em mais de metade (sete) o número de alunos que não tinham professores em todas as disciplinas esteve sempre acima de 30 mil. Só na primeira semana de aulas é que esteve abaixo dos 20 mil, segundo a Fenprof.
Mesmo com as medidas aplicadas pelo Ministério da Educação para responder ao problema, este ano a questão agravou-se, já que, no ano passado, na maioria das semanas do 2º período letivo, havia 25 mil alunos com algum professor em falta.
Lisboa, Setúbal, Faro e Porto são os distritos mais afetados pela falta de professores.
Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores, diz que o problema acontece em todo o País e Manuel Pereira, presidente da Associação de Dirigentes Escolares (ANDE), alerta que a questão “está cada vez pior” e “sem soluções, vai agravar.se cada vez mais”.
A falta de renovação na carreira docente continua a ser um obstáculo, já que as entradas de novos professores não colmata as saídas dos que se reformam que, segundo a Fenprof, podem atingir as 4000 este ano letivo.






