O líder do Chega, André Ventura, foi constituído arguido por “discriminação por assédio em razão da origem étnica” à comunidade cigana. Como avança o Correio da Manhã (CM), a imputação foi feita pelo Alto Comissariado para as Migrações, entidade que recebeu a denúncia.
O deputado único do Chega publicou um texto onde afirma que “90% da comunidade cigana vive de outras coisas que não o próprio trabalho”, baseando-se em quadros estatísticos.
O Alto Comissariado para as Migrações, um instituto público que visa integrar as comunidades migrantes e as comunidades ciganas, acusa o deputado de ter publicado os quadros estatísticos “retirados do seu contexto e com o objetivo de atingir as comunidades ciganas”, tratando-se de “uma conduta “discriminatória e hostil” e de um discurso “ofensivo”, escreve o CM.
Isto pode vale a André Ventura o pagamento de uma multa.
O líder do Chega, em declarações ao Correio da Manhã, afirma que “continua a perseguição do Estado a um líder da oposição e quem pensa diferente”. “Já não sei em quantos processos sou arguido por dizer o que penso. Uma vergonha”, diz.





