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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 07 Aug 2026 17:08:10 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Eclipse de 12 de agosto: as nuvens vão estragar o espetáculo? Eis o que prevê a meteorologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 17:08:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[eclipse solar]]></category>
		<category><![CDATA[estado do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Para já, as notícias são relativamente boas...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O eclipse solar de 12 de agosto aproxima-se e, para milhares de pessoas que já planeiam onde assistir ao fenómeno, a grande questão começa a deixar de ser astronómica: estará o céu suficientemente limpo para o ver?</p>
<p>Para já, as notícias são relativamente boas. As previsões analisadas pelo &#8216;Luso Meteo&#8217; apontam para um dia geralmente pouco nublado em Portugal, favorecido pela presença de altas pressões sobre o oeste da Europa. Mas ainda há incerteza suficiente para que ninguém possa garantir que as nuvens não apareçam precisamente no pior momento.</p>
<p>E existe um detalhe decisivo: o eclipse acontecerá perto do pôr do Sol. Isso significa que não basta olhar para a previsão de nebulosidade ao longo do dia. O que estiver junto ao horizonte oeste ao final da tarde poderá decidir tudo.</p>
<p><strong>Norte e Interior partem em vantagem</strong></p>
<p>Os cenários meteorológicos disponíveis apontam, para já, para condições mais favoráveis no Norte e no Interior.</p>
<p>É uma indicação particularmente relevante porque será precisamente no extremo nordeste de Portugal, numa pequena zona do distrito de Bragança, que poderá ser observada a fase total do eclipse.</p>
<p>Se as previsões atuais se mantiverem, quem se deslocar para esta região terá boas hipóteses de encontrar céu suficientemente aberto para assistir ao fenómeno.</p>
<p>Ainda assim, a meteorologia continua longe de oferecer uma garantia. Alguma nebulosidade de desenvolvimento poderá surgir no Interior Norte, embora os modelos não apontem atualmente para uma situação generalizada que comprometa a observação.</p>
<p><strong>Litoral é onde existe maior risco</strong></p>
<p>A situação é mais incerta junto à costa ocidental.</p>
<p>Alguns cenários meteorológicos admitem a formação de neblina ou nebulosidade baixa no litoral Norte e Centro, sobretudo devido à humidade marítima.</p>
<p>O problema é que esta nebulosidade nem sequer precisa de ocupar grande parte do céu para estragar o eclipse.</p>
<p>Como o Sol estará muito baixo, basta uma camada de nuvens junto ao horizonte oeste para o esconder, mesmo que durante boa parte do dia o céu tenha estado praticamente limpo.</p>
<p>Segundo o &#8216;Luso Meteo&#8217;, este não é atualmente o cenário considerado mais provável, mas é uma possibilidade que não pode ser excluída e uma das variáveis que só poderá ser prevista com maior confiança quando estivermos mais próximos de quarta-feira.</p>
<p><strong>Uma nuvem no horizonte pode fazer toda a diferença</strong></p>
<p>É precisamente a hora do fenómeno que torna esta previsão particularmente delicada.</p>
<p>A nebulosidade baixa associada à influência marítima pode desenvolver-se rapidamente ao final da tarde. Isso significa que um local que tenha passado o dia com céu limpo poderá apresentar nuvens junto ao horizonte na altura do eclipse.</p>
<p>Para quem pretende assistir ao fenómeno no litoral, será por isso particularmente importante acompanhar a evolução das previsões durante os próximos dias e, sobretudo, no próprio dia 12.</p>
<p>Ter céu azul ao longo da tarde não será necessariamente garantia de uma boa observação.</p>
<p><strong>E no Sul?</strong></p>
<p>No Sul do país, os modelos admitem alguma nebulosidade de desenvolvimento, tanto no litoral como no Interior, mas para já sem intensidade suficiente para suscitar grande preocupação.</p>
<p>O cenário dominante continua a ser de condições relativamente favoráveis para observar o eclipse, embora a posição concreta das nuvens só possa ser determinada com maior precisão nas previsões de muito curto prazo.</p>
<p>No conjunto do território, não existe atualmente qualquer indicação de nebulosidade generalizada capaz de impedir a observação em grande parte de Portugal.</p>
<p><strong>Ir para Espanha também tem riscos</strong></p>
<p>Quem estiver a pensar atravessar a fronteira para procurar uma zona mais ampla de totalidade deverá também ter atenção à meteorologia.</p>
<p>No norte de Espanha, algumas regiões, sobretudo áreas montanhosas e zonas situadas mais a norte, poderão registar nuvens baixas que dificultem ou mesmo impeçam a observação.</p>
<p>Ou seja, estar dentro da faixa de totalidade não será suficiente: céu limpo e horizonte desimpedido serão igualmente essenciais.</p>
<p><strong>O horizonte oeste será tão importante como as nuvens</strong></p>
<p>Há ainda outro cuidado para quem já está a escolher o local de observação.</p>
<p>Como o eclipse decorrerá com o Sol próximo do horizonte, montanhas, árvores ou edifícios poderão bloquear a visão mesmo num dia perfeitamente limpo.</p>
<p>O &#8216;Luso Meteo&#8217; recomenda procurar antecipadamente um ponto com horizonte oeste aberto e, se possível, confirmar nos dias anteriores se o Sol é visível nesse local por volta das 19h30.</p>
<p>Locais elevados poderão oferecer vantagem, desde que não existam obstáculos na direção do pôr do Sol.</p>
<p><strong>Para já, previsão é favorável — mas ainda não definitiva</strong></p>
<p>A fotografia meteorológica atual é, portanto, relativamente otimista: altas pressões deverão favorecer tempo estável e céu pouco nublado em boa parte de Portugal.</p>
<p>Norte e Interior apresentam, nesta fase, as melhores condições potenciais. O litoral é a zona onde a possibilidade de neblina e nuvens baixas merece maior atenção.</p>
<p>Mas há ainda vários dias pela frente e, quando se trata de prever nebulosidade junto ao horizonte, pequenas alterações podem fazer uma enorme diferença.</p>
<p>Para quem quer assistir ao eclipse, a recomendação é simples: os planos podem começar a ser feitos, mas a decisão final sobre onde ficar deverá esperar pelas previsões mais próximas de 12 de agosto.</p>
<p>Porque neste caso não será necessária uma tempestade para estragar o espetáculo. Bastará uma nuvem no lugar errado, à hora errada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798941]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tragédia de Ceuta: e se fosse em Portugal? Especialista alerta: “Não estamos preparados”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 16:44:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ceuta]]></category>
		<category><![CDATA[Daniela Nogueira]]></category>
		<category><![CDATA[Migrações]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SPTFE]]></category>
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					<description><![CDATA[Daniela Nogueira, psicóloga clínica, membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Focada nas Emoções (SPTFE), em entrevista à 'Executive Digest', abordou o processo de luto depois das imagens terríveis que chegaram de Ceuta]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há famílias para quem a tragédia de Ceuta está longe de ter terminado. Famílias que continuam sem saber exatamente o que aconteceu aos filhos, irmãos ou outros familiares desaparecidos, enquanto sobreviventes tentam regressar a uma normalidade depois de terem visto outros morrer.</p>
<p>Mas há uma pergunta que a tragédia deixa também para Portugal: se acontecesse uma emergência desta dimensão no nosso país, estaríamos preparados para cuidar psicologicamente de quem sobrevivesse e das famílias que ficassem?</p>
<p>“Honestamente, não me parece que estejamos preparados”, responde Daniela Nogueira, psicóloga clínica, membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Focada nas Emoções (SPTFE) e diretora da Comissão Organizadora Local da European Grief Conference 2026, em entrevista à &#8216;Executive Digest&#8217;.</p>
<p><strong>“Não há um ‘facto’ a aceitar, há apenas um vazio de informação”</strong></p>
<p>Para algumas famílias atingidas pela tragédia, o sofrimento tem uma característica particularmente cruel: não saber.</p>
<p>Morrer alguém é uma perda devastadora, mas não saber se essa pessoa morreu pode bloquear o próprio início do processo de luto. “Não existe uma hierarquia simples de sofrimento”, começa por ressalvar Daniela Nogueira. Há, contudo, fatores que podem agravá-lo — e “a incerteza é um dos mais determinantes”.</p>
<p>“O primeiro passo de integração de qualquer processo de luto é a aceitação da realidade da perda, ou seja, reconhecer, cognitiva e emocionalmente, que a pessoa já não vai voltar. Quando há dúvida sobre o que realmente aconteceu, este passo fica bloqueado à partida: não há um ‘facto’ a aceitar, há apenas um vazio de informação.”</p>
<p>É por isso que pode surgir um paradoxo difícil de compreender para quem observa de fora.</p>
<p>“Muitas famílias que sabem com certeza que o seu familiar morreu, por mais doloroso que seja, acabam por conseguir iniciar o seu processo de luto mais cedo do que aquelas que vivem na incerteza total”, explica.</p>
<p><strong>“A pessoa fica suspensa entre dois mundos”</strong></p>
<p>A psicologia dá um nome a esta situação: “perda ambígua”. A pessoa está fisicamente ausente, mas continua psicologicamente presente porque não existe confirmação da sua morte.</p>
<p>E a esperança, que seria normalmente encarada como uma força positiva, pode transformar-se numa prisão.</p>
<p>“A ausência de corpo, de identificação ou de qualquer confirmação mantém sempre uma possibilidade de esperança aberta. E é essa esperança, legítima, humana e compreensível, que paradoxalmente impede o processo de luto de sequer começar.”</p>
<p>Daniela Nogueira descreve-o de uma forma particularmente gráfica: “A pessoa fica suspensa entre dois mundos: não pode chorar a morte porque não sabe se ela ocorreu, mas também não consegue viver plenamente a expectativa de um reencontro, pois reconhece a sua baixa probabilidade.”</p>
<p>E esse estado pode prolongar-se durante anos.</p>
<p>“Há pessoas que não conseguem trabalhar, que deixam de conseguir manter relações sociais significativas e que ficam como que ‘congeladas’ no tempo”, explica a psicóloga, apontando também para uma maior prevalência de problemas associados, como ansiedade, ansiedade de separação e estados depressivos persistentes.</p>
<p><strong>Porque é tão importante haver um corpo e uma despedida?</strong></p>
<p>É também por isso que recuperar e identificar as vítimas assume uma importância que ultrapassa muito a dimensão prática.</p>
<p>“Os rituais e as cerimónias fúnebres [&#8230;] não são apenas uma tradição ou uma mera formalidade social; têm uma função psicológica muito concreta na aceitação da realidade da morte”, explica Daniela Nogueira.</p>
<p>O funeral representa ainda o momento em que a comunidade reconhece formalmente aquela perda e se mobiliza em torno da pessoa enlutada. Não é por acaso, salienta, que existem rituais desta natureza em praticamente todas as culturas humanas.</p>
<p>“Quando não há corpo, não há funeral nem esse momento coletivo de despedida, falta à pessoa enlutada um marco simbólico fundamental para começar a organizar a sua experiência da perda.”</p>
<p><strong>“Porque eu e não ele?”</strong></p>
<p>Para aqueles que sobreviveram à tragédia, pode surgir um sofrimento diferente: a culpa por terem ficado vivos quando outros morreram.</p>
<p>“Há alívio por estar vivo, misturado com culpa por esse mesmo alívio, questionamentos como ‘porque eu e não ele?’ e, por vezes, até vergonha”, explica Daniela Nogueira.</p>
<p>É a chamada culpa do sobrevivente, uma resposta que a psicóloga considera “muito comum” e até “esperada” depois de uma experiência coletiva de risco extremo.</p>
<p>O problema surge quando esses sentimentos permanecem e não são trabalhados. Podem alimentar ansiedade, depressão e formas complicadas de luto, tornando-se crónicos.</p>
<p>“A longo prazo, a culpa do sobrevivente não tratada pode manifestar-se em dificuldades de vinculação, isolamento social e uma espécie de autopunição continuada, em que a pessoa sente que não tem ‘direito’ a reconstruir a sua vida.”</p>
<p><strong>E se fosse em Portugal? “Não me parece que estejamos preparados”</strong></p>
<p>É aqui que a tragédia de Ceuta deixa uma pergunta incómoda para Portugal.</p>
<p>O país recebe migrantes e pode ter de responder a pessoas que chegam depois de atravessarem experiências de violência, desaparecimento ou morte. Estará preparado para tratar também as feridas que não são visíveis?</p>
<p>“Honestamente, não me parece que estejamos preparados”, responde Daniela Nogueira.</p>
<p>“As organizações portuguesas que trabalham os processos de luto de forma especializada são ainda muito recentes. Falamos de associações fundadas há poucos anos e, tanto quanto sei, não existem ainda em Portugal especialistas em luto dedicados especificamente ao estudo e à intervenção nas temáticas migratórias.”</p>
<p>A psicóloga reconhece o “trabalho social e de integração muito válido” realizado pelas organizações portuguesas de apoio a refugiados. Mas identifica uma lacuna.</p>
<p>“O luto migratório, enquanto área de especialização clínica própria, ainda não existe de forma estruturada entre nós.”</p>
<p>A situação é particularmente relevante porque esta é uma área ainda relativamente recente mesmo a nível internacional. Em Portugal, considera Daniela Nogueira, o atraso é maior.</p>
<p>“Não existe uma resposta estruturada, articulada entre os serviços de saúde mental, as organizações de apoio a migrantes e os especialistas em luto. Continua, na prática, a ser uma realidade invisível.”</p>
<p>Segundo a especialista, quem chega ao país depois de sofrer perdas traumáticas durante processos migratórios “raramente” encontra acompanhamento que reconheça a especificidade dessa experiência e a sua dimensão cultural.</p>
<p>O tema estará, aliás, em discussão na European Grief Conference, que decorre no Porto entre 9 e 11 de setembro e terá um simpósio dedicado ao luto migratório. Daniela Nogueira espera que o encontro possa constituir “um ponto de partida para a comunidade portuguesa aprender, refletir e começar a sensibilizar-se para esta lacuna”.</p>
<p><strong>Saúde mental não pode ser “um luxo posterior”</strong></p>
<p>Numa emergência desta dimensão, salvar vidas, garantir alimentação, abrigo e cuidados médicos é necessariamente prioritário. Mas isso não significa, alerta a psicóloga, que a resposta psicológica possa esperar até tudo o resto estar resolvido.</p>
<p>“Ninguém consegue processar uma perda emocional enquanto não está em segurança, tem onde dormir ou comer. Mas isso não significa que a saúde mental deva ficar para depois.”</p>
<p>Os primeiros socorros psicológicos podem começar logo nas primeiras horas e não significam colocar imediatamente um sobrevivente em terapia.</p>
<p>“Não são terapia; são um conjunto simples de práticas de acolhimento, escuta e estabilização que qualquer profissional ou voluntário devidamente formado pode prestar.”</p>
<p>E a forma como uma pessoa é tratada imediatamente depois da tragédia pode ter consequências muito para lá dessas primeiras horas.</p>
<p>“Há investigação consistente que demonstra como a forma desadequada ou insensível como as pessoas são tratadas durante e imediatamente após a tragédia está diretamente relacionada com maior sofrimento pós-traumático mais tarde.”</p>
<p>Por isso, defende Daniela Nogueira, o apoio emocional deve integrar a resposta humanitária “desde o primeiro momento”, “não como um luxo posterior, mas como parte da própria resposta de emergência”.</p>
<p><strong>As vítimas “não têm apenas um número, têm nome, rosto e história”</strong></p>
<p>Há ainda outro elemento capaz de interferir com o trauma: a própria exposição mediática da tragédia.</p>
<p>Daniela Nogueira não questiona a necessidade de informar. “O direito à informação e a necessidade de sensibilizar a opinião pública são legítimos e importantes.” Mas deixa um alerta sobre a forma como sobreviventes e mortos são mostrados.</p>
<p>“Para as famílias, é muito duro ver os seus entes queridos reduzidos a um número num balanço de óbitos, como se não tivessem nome, rosto ou história própria.”</p>
<p>Imagens de corpos ou de sofrimento extremo e perguntas feitas a sobreviventes ainda em estado de choque podem, acrescenta, “reativar o trauma, em vez de ajudar a compreendê-lo”.</p>
<p>Informar sem voltar a traumatizar significa preservar a dignidade das vítimas, evitar a exposição desnecessária de imagens gráficas e permitir que as famílias decidam aquilo que querem — e aquilo que não querem — tornar público.</p>
<p><strong>“Quando as câmaras se vão embora, o sofrimento não desaparece com elas”</strong></p>
<p>E depois chega o silêncio.</p>
<p>Nos primeiros dias, uma tragédia mobiliza autoridades, equipas de emergência, organizações humanitárias, jornalistas e ondas de solidariedade. Essa atenção pode ser importante: traz “visibilidade, solidariedade, recursos e pressão para respostas institucionais”.</p>
<p>Mas acaba por desaparecer.</p>
<p>“O que é importante perceber é que, quando as câmaras se vão embora, o sofrimento das famílias não desaparece com elas”, alerta Daniela Nogueira.</p>
<p>É frequentemente nesse momento, explica, “já sem o foco mediático e sem a mobilização inicial de recursos e apoio, que começa a fase mais silenciosa, mais solitária e, para muitas famílias, mais difícil do luto”.</p>
<p>E é precisamente quando mais falta pode fazer uma resposta continuada que esta tende a desaparecer.</p>
<p>“É precisamente nesse período que uma resposta estruturada e continuada de apoio psicológico faz mais falta e é também nessa altura que ela normalmente deixa de existir.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798925]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Incêndios: Treze meios aéreos e 301 operacionais combatem fogo em Fornos de Algodres às 16h50</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 16:16:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Treze meios aéreos e 301 operacionais estão a combater às 16:50 de hoje um incêndio rural no concelho de Fornos de Algodres, que está a progredir para o município de Celorico da Beira, no distrito da Guarda.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Treze meios aéreos e 301 operacionais estão a combater às 16:50 de hoje um incêndio rural no concelho de Fornos de Algodres, que está a progredir para o município de Celorico da Beira, no distrito da Guarda.</P><br />
<P>&#8220;O fogo deflagrou na localidade de Vila Ruiva, no concelho de Fornos de Algodres, e o combate está a ser difícil. As chamas estão a progredir para o concelho de Celorico da Beira&#8221;, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Fornos de Algodres, Alexandre Lote.</P><br />
<P>O alerta para a ocorrência foi dado pelas 13:40, segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).</P><br />
<P>O combate às chamas envolve ainda 75 viaturas.</P><br />
<P>O fogo está a consumir uma área de mato na União de Freguesias de Juncais, Vila Ruiva e Vila Soeiro do Chão, no concelho de Fornos de Algodres.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798900]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Bolsa de Lisboa contraria tendência europeia e fecha a semana em queda</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsa-de-lisboa-contraria-tendencia-europeia-e-fecha-a-semana-em-queda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 16:16:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou a semana em queda, recuando 0,46% para 9.181,38 pontos e contrariando a tendência dos maiores mercados europeus.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou a semana em queda, recuando 0,46% para 9.181,38 pontos e contrariando a tendência dos maiores mercados europeus.</P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice PSI, 11 desceram e cinco subiram.  </P><br />
<P>Os principais mercados europeus fecharam hoje maioritariamente em alta, com exceção de Madrid, que caiu 0,02%. Londres avançou 0,31%, Paris 0,17%, Frankfurt 0,69% e Milão 0,06%.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798914]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Seguro dá luz verde à prestação que junta 13 apoios sociais, mas avisa Governo: “Ninguém pode ser prejudicado”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 16:13:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[António José Seguro]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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		<category><![CDATA[PSU]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal comprometeu-se a concretizar esta reforma até 31 de agosto e o incumprimento da meta poderia levar à perda do financiamento europeu especificamente associado à medida, explica a Presidência da República]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da República promulgou esta sexta-feira o decreto-lei que cria a Prestação Social Única (PSU), uma reforma que vai reunir 13 apoios sociais num único mecanismo. António José Seguro deu luz verde ao diploma, mas deixou um aviso ao Governo: a simplificação do sistema não pode significar uma redução da proteção de quem atualmente recebe estas prestações.</p>
<p>A decisão foi tomada tendo também em conta o calendário do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Portugal comprometeu-se a concretizar esta reforma até 31 de agosto e o incumprimento da meta poderia levar à perda do financiamento europeu especificamente associado à medida, explica a Presidência da República.</p>
<p><strong>Treze apoios passam a estar reunidos numa única prestação</strong></p>
<p>A nova Prestação Social Única será criada no âmbito do subsistema de solidariedade e pretende concentrar 13 apoios sociais atualmente distintos, entre os quais o Rendimento Social de Inserção (RSI) e o subsídio social de desemprego.</p>
<p>Segundo a Presidência, a reforma pretende tornar o sistema “mais simples, mais justo e transparente”, reduzindo burocracias e sobreposições e procurando garantir que as prestações chegam às pessoas que delas mais necessitam.</p>
<p>Seguro considera que esse é “um passo na direção certa”, mas estabelece uma linha vermelha para a execução da reforma: “Nenhum processo de simplificação pode traduzir-se numa diminuição da proteção social.”</p>
<p><strong>“Ninguém é prejudicado face à situação de que hoje beneficia”</strong></p>
<p>É sobretudo na regulamentação e aplicação prática da PSU que o Presidente da República pede cautela. A portaria que vier a concretizar a reforma terá, segundo Seguro, de assegurar que os atuais beneficiários não ficam numa situação pior.</p>
<p>“Exige-se particular atenção na execução desta reforma, nomeadamente na portaria que vier a ser adotada, assegurando que ninguém é prejudicado face à situação de que hoje beneficia”, refere a nota publicada no site da Presidência.</p>
<p>O chefe de Estado destaca particularmente “os mais vulneráveis, as famílias de menores rendimentos, os idosos, as pessoas com deficiência e todos aqueles que vivem em situação de maior fragilidade”.</p>
<p><strong>Seguro lembra que apoios ainda são insuficientes contra a pobreza</strong></p>
<p>O aviso surge também num contexto em que a proteção social portuguesa continua, segundo a Presidência, a apresentar limitações. Seguro cita um estudo recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), segundo o qual o valor das prestações sociais permanece relativamente reduzido.</p>
<p>O mesmo estudo aponta ainda para uma cobertura e um impacto insuficientes dos apoios para que estes sejam plenamente eficazes no combate à pobreza e à exclusão social.</p>
<p>Para o Presidente da República, as prestações sociais desempenham precisamente um papel essencial nesse combate, razão pela qual a simplificação administrativa prevista na PSU não deverá traduzir-se numa perda de proteção.</p>
<p><strong>Outro aviso: autarquias precisam de dinheiro para novas competências</strong></p>
<p>Seguro deixa ainda uma segunda advertência ao Governo. O diploma prevê um aumento das competências atribuídas às autarquias e, para o Presidente, essa transferência terá de ser acompanhada pelos meios necessários para que os municípios consigam desempenhar as novas funções.</p>
<p>O chefe de Estado volta assim a defender, como já fez perante outras transferências de competências, que o reforço das responsabilidades municipais seja acompanhado por um “adequado reforço de meios, nomeadamente financeiros”.</p>
<p>A promulgação permite ao Governo avançar com uma das reformas previstas no PRR antes do prazo de 31 de agosto. A atenção passa agora para a regulamentação e para a aplicação concreta da Prestação Social Única — precisamente a fase em que Seguro exige garantias de que a simplificação de 13 apoios num único mecanismo não deixará nenhum dos atuais beneficiários com menos proteção.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798913]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia pede mais, Europa guarda os seus e o Médio Oriente esvaziou arsenais: porque estão a faltar mísseis Patriot?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 16:10:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema Patriot]]></category>
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					<description><![CDATA[Usado pela primeira vez em combate na Guerra do Golfo, em 1991, é hoje essencial para proteger cidades e infraestruturas contra mísseis balísticos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema Patriot tornou-se uma das peças mais disputadas da defesa aérea mundial. Usado pela primeira vez em combate na Guerra do Golfo, em 1991, é hoje essencial para proteger cidades e infraestruturas contra mísseis balísticos — mas as guerras na Ucrânia e no Médio Oriente estão a consumir os seus intercetores a um ritmo que a indústria tem dificuldade em acompanhar.</p>
<p>A &#8216;Reuters&#8217; explica que a procura disparou este ano, numa altura em que Kiev pede urgentemente mais intercetores para enfrentar os ataques russos com mísseis balísticos. Ao mesmo tempo, a guerra com o Irão esvaziou parte dos arsenais dos Estados Unidos e dos países do Golfo, enquanto alguns aliados europeus mostram relutância em entregar mais unidades por recearem ficar sem capacidade suficiente para a sua própria defesa.</p>
<p><strong>O que é, afinal, um Patriot?</strong></p>
<p>Patriot é a abreviatura de Phased Array Tracking Radar for Intercept on Target e designa um sistema móvel de defesa aérea e antimíssil desenvolvido nos Estados Unidos durante a década de 1980. Apesar da idade, foi sucessivamente modernizado e deverá permanecer em serviço pelo menos até 2048.</p>
<p>Uma bateria integra radar, centro de controlo, geradores, lançadores e veículos de apoio. Dependendo do intercetor utilizado, pode combater aviões, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. O radar tem um alcance superior a 150 quilómetros e consegue acompanhar simultaneamente até 100 potenciais alvos, segundo dados da NATO citados pela &#8216;Reuters&#8217;.</p>
<p><strong>Do PAC-2 ao míssil que destrói o alvo por impacto</strong></p>
<p>Nem todos os mísseis Patriot funcionam da mesma forma. O PAC-2, mais antigo, utiliza uma ogiva que explode junto do alvo, enquanto os PAC-3 recorrem à tecnologia hit-to-kill: em vez de dependerem essencialmente da explosão, atingem fisicamente o míssil inimigo a grande velocidade.</p>
<p>A Lockheed Martin produz o PAC-3 MSE, a versão mais avançada, concebida para enfrentar mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e aeronaves, além de algumas ameaças hipersónicas. Em julho, a empresa apresentou ainda o PAC-3 ACE, que, segundo o fabricante, deverá custar cerca de metade e manter capacidade contra várias destas ameaças.</p>
<p>O Patriot nem sequer tinha sido originalmente concebido para intercetar armas hipersónicas. Ainda assim, em maio de 2023, os Estados Unidos confirmaram que a Ucrânia utilizara o sistema para abater um Kinzhal russo, apresentado por Moscovo como um míssil hipersónico.</p>
<p><strong>Ucrânia diz ter abatido 250 alvos</strong></p>
<p>Os países que utilizam o Patriot raramente divulgam em detalhe a eficácia operacional do sistema. A Ucrânia afirmou, porém, em janeiro, que já tinha destruído 250 alvos com esta defesa, incluindo 140 mísseis balísticos.</p>
<p>Os Patriot também foram utilizados para intercetar dezenas de mísseis balísticos iranianos no Golfo, embora os números completos permaneçam confidenciais.</p>
<p>Atualmente, 19 países operam o sistema, entre os quais Estados Unidos, Alemanha, Polónia, Ucrânia, Japão, Qatar, Arábia Saudita e Egito. A Raytheon afirma já ter construído e entregue mais de 240 unidades de tiro Patriot, enquanto milhares de intercetores foram produzidos ao longo dos anos.</p>
<p><strong>Um único míssil pode custar 5 milhões de dólares</strong></p>
<p>A proteção tem um preço elevado. Segundo o Center for Strategic and International Studies (CSIS), uma nova bateria Patriot pode ultrapassar mil milhões de dólares — cerca de 860 milhões de euros ao câmbio atual — contando com aproximadamente 400 milhões de dólares pelo sistema e 690 milhões pelos mísseis que o acompanham.</p>
<p>Cada intercetor PAC-3 poderá custar entre quatro e cinco milhões de dólares, aproximadamente 3,4 a 4,3 milhões de euros.</p>
<p>Mas, neste momento, o maior problema não é apenas quanto custam. É quantos ainda existem.</p>
<p><strong>EUA terão consumido 65% do arsenal em cinco meses</strong></p>
<p>Os números exatos são secretos, mas as estimativas do CSIS citadas pela &#8216;Reuters&#8217; dão uma ideia da dimensão do problema. Cerca de 65% dos intercetores Patriot dos Estados Unidos terão sido utilizados entre fevereiro e julho, deixando menos de 850 em stock. Antes do início da guerra com o Irão, seriam cerca de 2.330.</p>
<p>A situação terá sido ainda mais extrema na Arábia Saudita. Segundo as mesmas estimativas, o país utilizou aproximadamente 86% dos seus 2.800 intercetores PAC-3 nos primeiros 38 dias de combates, ficando em abril com apenas cerca de 400. Outros países do Golfo terão igualmente consumido parcelas significativas dos seus arsenais.</p>
<p>É neste cenário que Kiev tenta conseguir mais mísseis. Alguns países europeus já transferiram parte dos seus stocks para a Ucrânia, mas a deterioração da situação internacional está a tornar cada intercetor mais difícil de dispensar.</p>
<p><strong>A produção está agora numa corrida contra o consumo</strong></p>
<p>Os Estados Unidos aprovaram entretanto a venda de 5.250 intercetores ao Bahrain, Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos para reconstituir arsenais. Entre seis e oito países terão também solicitado novos mísseis.</p>
<p>Washington está ainda a negociar uma solução que poderá permitir à Ucrânia fabricar componentes dos intercetores Patriot, com montagem final noutros pontos da Europa, apesar das dúvidas manifestadas pelo presidente Donald Trump sobre um eventual acordo.</p>
<p>A dimensão da corrida à produção ficou clara no final de julho: o Exército dos Estados Unidos atribuiu à Lockheed Martin um contrato que pode chegar aos 58,6 mil milhões de dólares, cerca de 50 mil milhões de euros, para fabricar intercetores Patriot.</p>
<p>Quase 35 anos depois de ter sido utilizado pela primeira vez numa guerra, o Patriot enfrenta assim um problema que pouco tem que ver com a sua capacidade tecnológica. Ucrânia, Estados Unidos, países europeus e aliados do Golfo querem cada vez mais intercetores — mas as guerras estão a consumi-los a uma velocidade que tornou a reposição dos arsenais numa corrida estratégica global.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798905]]></sapo:autor>
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		<title>“Hoje já estarão todas distribuídas”: ministro garante entrega das reapreciações dos exames às escolas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:57:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo Fernando Alexandre, algumas regiões já tinham o processo concluído no início da tarde. “O Algarve, a essa hora, já estava completo, a região Centro também já estava completa. Por isso, hoje já estarão todas distribuídas”, assegurou]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os resultados das reapreciações das provas dos exames nacionais já começaram a ser distribuídos às escolas e deverão chegar esta sexta-feira a todos os estabelecimentos de ensino, garantiu o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.</p>
<p>“As reapreciações estão a chegar, estão classificadas. Haverá um caso ou outro que precisa de ser verificado, mas estão a ser distribuídas desde as 13 horas a todas as escolas”, afirmou o governante, após a cerimónia de tomada de posse dos órgãos da Universidade de Leiria.</p>
<p>Segundo Fernando Alexandre, algumas regiões já tinham o processo concluído no início da tarde. “O Algarve, a essa hora, já estava completo, a região Centro também já estava completa. Por isso, hoje já estarão todas distribuídas”, assegurou.</p>
<p><strong>“Os problemas que tivemos foram corrigidos”</strong></p>
<p>O ministro aproveitou ainda para fazer um balanço do processo de classificação dos exames, depois dos problemas registados na primeira fase, defendendo que o sistema conseguiu responder às dificuldades.</p>
<p>“O sistema educativo português mostrou, mais uma vez, que consegue melhorar, mudar”, afirmou Fernando Alexandre, destacando o “avanço” conseguido nas correções da primeira fase.</p>
<p>“Com os problemas que tivemos, mas que foram corrigidos, garantindo todos os direitos aos alunos, conseguimos num período de seguida mostrar que os professores, as escolas e os serviços do Ministério colocaram milhares de pessoas a trabalhar para, mais uma vez, garantir o rigor da avaliação externa”, acrescentou.</p>
<p><strong>Conselho Nacional de Educação vai avaliar processo</strong></p>
<p>Fernando Alexandre reconheceu, no entanto, que o processo não decorreu como o Governo pretendia e revelou que o Conselho Nacional de Educação fará uma avaliação até ao final do ano, que incluirá a digitalização das provas.</p>
<p>“As coisas não correm sempre como nós queremos ou desejamos, mas o país tem de avançar. Vamos ter uma avaliação, pelo Conselho Nacional de Educação, até ao final do ano e uma das questões é precisamente o que foi o processo de digitalização, as vantagens e desvantagens”, anunciou.</p>
<p>Apesar dos problemas registados, o ministro defendeu que a mudança representou uma melhoria na avaliação externa. “Esta mudança foi um avanço na qualidade da avaliação. Hoje temos uma transparência que nunca tivemos”, sustentou.</p>
<p><strong>Metade das 90 mil provas entregue em PDF até às 14h00</strong></p>
<p>Fernando Alexandre apontou como exemplo dessa maior transparência a rapidez com que os alunos passaram a ter acesso às próprias provas.</p>
<p>“Às 14 horas, metade das 90 mil provas tinham sido entregues em PDF, o que nunca aconteceu, para verificarem o que fizeram. É um avanço muito grande”, afirmou.</p>
<p>O ministro considera, assim, que apesar das dificuldades verificadas na primeira fase, a digitalização permitiu introduzir mudanças que deverão ser mantidas e avaliadas. O processo será agora analisado pelo Conselho Nacional de Educação, que deverá identificar até ao final do ano as vantagens e desvantagens do modelo adotado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798893]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mundial faz receita do jogo online crescer 14,4% para 328 M€ no 2.º trimestre</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mundial-faz-receita-do-jogo-online-crescer-144-para-328-me-no-2-o-trimestre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:52:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[APAJO]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A receita bruta do jogo 'online' aumentou 14,4% para 328 milhões de euros no segundo trimestre, impulsionada pelo Mundial de Futebol, revelou hoje a Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A receita bruta do jogo &#8216;online&#8217; aumentou 14,4% para 328 milhões de euros no segundo trimestre, impulsionada pelo Mundial de Futebol, revelou hoje a Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO). </P><br />
<P>&#8220;A atividade dos operadores de jogo &#8216;online&#8217; em Portugal, no segundo trimestre de 2026, gerou uma receita bruta de 328,2 milhões de euros &#8212; um crescimento de 14,4% face ao período homólogo e de 1,4% face ao trimestre anterior&#8221;, indicou, em comunicado. </P><br />
<P>Neste período, em resultado desta evolução, o Imposto Especial de Jogo Online (IEJO) atingiu 92,1 milhões de euros, mais 13,4% relativamente ao mesmo período do ano anterior.</P><br />
<P>No segmento das apostas desportivas à cota, as receitas progrediram 14,6% para 125,1 milhões de euros. </P><br />
<P>Entre abril e junho, as receitas brutas de casino ascenderam 14,2%, acima do aumento de 12,2% registado no período homólogo. </P><br />
<P>O número de contas de utilizadores ativas cresceu 8,4%, relativamente ao segundo trimestre de 2025, para 1,2 milhões.</P><br />
<P>Por sua vez, os novos registos cresceram 17,7% em termos homólogos para 248.400. </P><br />
<P>&#8220;Os resultados confirmam que temos hoje um mercado sólido, que continua a crescer de forma sustentada, mas que está também numa fase de maior maturidade. O Mundial teve naturalmente um impacto importante nas apostas desportivas, trazendo para o mercado muitos jogadores ocasionais e é importante ter isso em conta na leitura destes números&#8221;, afirmou, citado na mesma nota, o presidente do Conselho Diretivo da APAJO, Ricardo Domingues.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798892]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tribunal dá sete dias à AIMA para agendar pedido de residência de jovem deportado</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/tribunal-da-sete-dias-a-aima-para-agendar-pedido-de-residencia-de-jovem-deportado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:51:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[AIMA]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Tribunal Administrativo do Circulo de Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal Administrativo do Circulo de Lisboa aceitou a ação para intimar a AIMA a agendar a entrega do pedido de autorização de residência do jovem brasileiro deportado na quarta-feira e deu sete dias à entidade para responder.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal Administrativo do Circulo de Lisboa aceitou a ação para intimar a AIMA a agendar a entrega do pedido de autorização de residência do jovem brasileiro deportado na quarta-feira e deu sete dias à entidade para responder.</P><br />
<P>Segundo o despacho, a que a Lusa teve acesso, a juíza entendeu &#8220;não se verificarem de forma evidente causas de rejeição&#8221;, tendo, por isso admitido &#8220;liminarmente a petição inicial&#8221;.</P><br />
<P>A ação foi apresentada pelo advogado que representa o jovem de 19 anos, Kauê Matos, deportado na quarta-feira para o Brasil, apesar de viver há dois anos em Portugal com os pais e o irmão, porque a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) demorou dois anos a responder ao pedido de reagrupamento familiar.</P><br />
<P>O jovem acabou retido no domingo no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, quando regressava a Portugal depois de um período de estágio escolar na Irlanda e o agente constatou que não tinha autorização de residência válida, pelo que determinou a sua retenção e posterior afastamento.</P><br />
<P>O advogado avançou com uma ação para intimar a AIMA a agendar a entrega do pedido de autorização de residência e, posteriormente, com uma providência cautelar para suspender a decisão de afastamento.</P><br />
<P>No entanto, a segunda ação só pode ser apresentada depois de o primeiro processo receber número de entrada no tribunal.</P><br />
<P>O despacho, datado de quinta-feira, obriga agora a AIMA a &#8220;apresentar resposta, no prazo de sete dias&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;No mesmo prazo, a Entidade Requerida deve juntar aos autos o correspondente processo administrativo, devidamente paginado e ordenado&#8221;, refere o documento.</P><br />
<P>Kauê Matos chegou a Portugal há cerca de dois anos, quando tinha 17 anos, acompanhado pelos pais e pelo irmão mais novo, tendo, na altura, os pais apresentado um pedido de autorização de residência através do então regime de manifestação de interesse, prevendo avançar posteriormente com o pedido de reagrupamento familiar do filho, ainda menor de idade.</P><br />
<P>Segundo o advogado, a legislação da altura estabelecia um prazo máximo de 90 dias úteis para a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) decidir esses processos, mas a decisão só foi conhecida cerca de dois anos depois, quando o jovem já tinha completado 19 anos.</P><br />
<P>O processo burocrático e os sucessivos atrasos acabaram por ter como consequência que o jovem estivesse no país sem a devida autorização de residência, o que provocou a sua deportação para o Brasil.</P><br />
<P>A defesa já havia dito que iria aguardar pelas decisões das duas ações administrativas apresentadas e, em função do seu desfecho, definir a estratégia para tentar fazer regressar o jovem a Portugal.</P><br />
<P>Entre as hipóteses em análise estão o pedido de um visto de estudante junto do consulado português no Brasil ou o regresso ao país caso a AIMA venha entretanto a marcar o atendimento para formalização do pedido de autorização de residência.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798891]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>IA cria vírus do zero pela primeira vez: cientistas alertam para uma nova era de riscos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ia-cria-virus-do-zero-pela-primeira-vez-cientistas-alertam-para-uma-nova-era-de-riscos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:47:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>
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					<description><![CDATA[Objetivo é promissor — combater bactérias resistentes aos tratamentos atuais —, mas o avanço está também a levantar sérias questões de biossegurança]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inteligência artificial acaba de atravessar uma fronteira que até agora permanecia no domínio da possibilidade teórica: investigadores utilizaram modelos de IA para desenhar novos genomas de vírus, produziram centenas deles em laboratório e descobriram alguns capazes de funcionar. O objetivo é promissor — combater bactérias resistentes aos tratamentos atuais —, mas o avanço está também a levantar sérias questões de biossegurança.</p>
<p>O estudo, publicado na revista científica &#8216;Science&#8217; e citado pelo &#8216;The Independent&#8217;, utilizou inteligência artificial para criar bacteriófagos, vírus especializados em infetar bactérias. Os investigadores conseguiram desenvolver vírus capazes de eliminar estirpes de E. coli que já resistiam a bacteriófagos existentes na natureza.</p>
<p>A experiência pode abrir novas possibilidades para combater a resistência aos antibióticos. Mas há um problema: a mesma capacidade de utilizar IA generativa para escrever genomas virais poderá, no futuro, ser aplicada de outras formas.</p>
<p><strong>Dois milhões de vírus ensinaram a IA</strong></p>
<p>Os cientistas recorreram a modelos de linguagem genómica, uma tecnologia que apresenta algumas semelhanças conceptuais com os grandes modelos de linguagem utilizados por sistemas de inteligência artificial generativa, mas que trabalha com sequências genéticas.</p>
<p>Os modelos foram treinados com dados genéticos de cerca de dois milhões de bacteriófagos. A partir dessa informação, a IA aprendeu padrões presentes nos genomas e foi utilizada para gerar milhares de propostas de vírus novos, que não existiam nos dados originais.</p>
<p>Os investigadores selecionaram depois 300 desses genomas, produziram-nos em laboratório e testaram a capacidade de infetar E. coli.</p>
<p>O resultado foi pequeno em proporção, mas cientificamente relevante: 16 dos genomas criados pela IA deram origem a bacteriófagos funcionais, com diferentes estruturas.</p>
<p><strong>Criaram um “cocktail” contra bactérias resistentes</strong></p>
<p>A equipa foi mais longe e combinou alguns dos novos vírus num “cocktail”. Quando colocado em contacto com bactérias que tinham desenvolvido resistência aos bacteriófagos naturais, o conjunto conseguiu eliminá-las rapidamente.</p>
<p>É esta parte da experiência que explica o entusiasmo em torno do trabalho. Os bacteriófagos são estudados como possível alternativa ou complemento aos antibióticos, sobretudo perante o crescimento da resistência bacteriana aos medicamentos.</p>
<p>Jasna Rakonjac, da Massey University, lembra, citada pelo &#8216;The Independent&#8217;, que o aumento da resistência aos antibióticos poderá conduzir até 2050 a um cenário em que determinadas doenças infecciosas se tornem extremamente difíceis ou mesmo impossíveis de tratar.</p>
<p>A possibilidade de desenhar bacteriófagos especificamente adaptados a determinadas bactérias poderia, por isso, tornar-se uma ferramenta importante.</p>
<p><strong>Mas há uma fronteira que preocupa os especialistas</strong></p>
<p>O estudo foi deliberadamente limitado. Os dados utilizados para treinar os modelos não incluíram códigos genéticos de vírus capazes de infetar seres humanos, animais ou plantas, precisamente para reduzir o risco de a tecnologia gerar agentes potencialmente perigosos.</p>
<p>O problema, alertam especialistas ouvidos pelo &#8216;The Independent&#8217;, é que nada garante que todos os projetos futuros adotem as mesmas precauções.</p>
<p>Tom Inglesby e Moritz Hanke, do Center for Health Security da Universidade Johns Hopkins, resumiram a preocupação: a capacidade para compor genomas virais através de inteligência artificial generativa já existe, mas a governação necessária para orientar essa tecnologia em segurança ainda não acompanha o avanço científico.</p>
<p>Os próprios autores do estudo reconhecem o risco e recomendam que investigadores envolvidos em trabalhos semelhantes consultem especialistas em segurança e biossegurança ao longo de todo o projeto.</p>
<p><strong>“Não há garantia de que todos sejam tão cuidadosos”</strong></p>
<p>Simon Clarke, professor associado de microbiologia celular da Universidade de Reading, considera que o trabalho levanta “sérias preocupações regulatórias e de segurança”.</p>
<p>Neste caso, os investigadores colocaram barreiras adicionais e limitaram aquilo que os modelos poderiam aprender e produzir. Mas Clarke chama a atenção para a questão central: não existe garantia de que outros cientistas, laboratórios ou equipas que tentem reproduzir esta abordagem adotem o mesmo nível de precaução.</p>
<p>É precisamente aqui que o avanço deixa de ser apenas uma história sobre bacteriófagos. Se modelos futuros conseguirem trabalhar com genomas maiores e muito mais complexos, a capacidade de desenhar sistemas biológicos poderá aumentar substancialmente.</p>
<p><strong>Por enquanto, há limites importantes</strong></p>
<p>Os especialistas sublinham, contudo, que não estamos perante uma inteligência artificial capaz de criar arbitrariamente qualquer vírus desejado. Os bacteriófagos utilizados nesta experiência têm genomas relativamente pequenos e o salto para organismos virais muito mais complexos continua por demonstrar.</p>
<p>Patrick Cai, da Universidade de Manchester, considera que a importância do trabalho está sobretudo no que demonstra sobre a aprendizagem dos próprios modelos: a IA parece começar a identificar alguns dos princípios de construção genética produzidos pela evolução.</p>
<p>O passo seguinte será perceber se a abordagem pode ser ampliada para genomas muito maiores e mais complexos — sempre, sublinha o investigador, acompanhando as previsões computacionais com validação experimental rigorosa.</p>
<p><strong>A tecnologia chegou. As regras ainda estão a tentar alcançá-la</strong></p>
<p>É essa possibilidade futura que torna o estudo simultaneamente promissor e inquietante. A mesma tecnologia que poderá ajudar a criar tratamentos contra bactérias resistentes mostra que a inteligência artificial começa a ser capaz não apenas de interpretar informação biológica, mas de propor novos genomas funcionais.</p>
<p>Neste estudo, as barreiras foram colocadas deliberadamente para impedir que o sistema trabalhasse com vírus capazes de infetar seres humanos, animais ou plantas. Nada indica que os bacteriófagos criados representem uma ameaça desse género.</p>
<p>O alerta dos especialistas dirige-se ao que poderá acontecer depois. Se a capacidade da IA para escrever genomas continuar a aumentar, as ferramentas para criar novas formas virais poderão evoluir mais depressa do que as normas destinadas a garantir que são utilizadas em segurança.</p>
<p>Pela primeira vez, a questão deixou assim de ser apenas se uma inteligência artificial poderá ajudar a desenhar um vírus funcional. A experiência mostra que já pode. A discussão passa agora a ser até onde deverá ser permitido levá-la.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798886]]></sapo:autor>
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		<title>Detenções registadas pela PSP em eventos desportivos aumentam 136% e infrações descem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:34:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[As detenções pela PSP nos espetáculos desportivos "aumentaram significativamente" na época 2025/2026, de 101 para 238 (cerca de 136%), enquanto as infrações diminuíram 14,4%, segundo dados hoje divulgados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As detenções pela PSP nos espetáculos desportivos &#8220;aumentaram significativamente&#8221; na época 2025/2026, de 101 para 238 (cerca de 136%), enquanto as infrações diminuíram 14,4%, segundo dados hoje divulgados.</P><br />
<P>Dados hoje avançados pela Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), referem que neste período foram feitas 238 detenções, mais 137 do que na época anterior (2024/2025).</P><br />
<P>Em contrapartida, as infrações nos espetáculos desportivos registadas pela PSP diminuíram 14,4% na época 2025/2026 face ao período homólogo, passando de 7.140 para 6.112.</P><br />
<P>Os números caíram ainda mais face à época de 2023/2024, de 34,2%, sendo que em 2025/2026 garantiu a segurança de oito milhões de espetadores.  </P><br />
<P>Contudo, apesar da diminuição global das infrações, a PSP, que executa a segurança na maioria dos eventos desportivos, dividindo com a GNR, sublinha que as ações preventivas e de fiscalização permitiram &#8220;aumentar significativamente a identificação e responsabilização dos autores de comportamentos ilícitos&#8221;. </P><br />
<P>De acordo com os dados, na época de 2025/2026 foram registadas 6.112 infrações, face às 7.140 em período homólogo, 282 detenções (238 pela PSP e 44 pela GNR, enquanto 460 adeptos foram impedidos de assistir a espetáculos desportivos (293 pela PSP e 167 pela GNR), 318 expulsos dos recintos (228 pela PSP e 90 pela GNR) e 923 identificados (618 pela PSP e 305 pela GNR).</P><br />
<P>A PSP levantou ainda 737 autos de notícia por contraordenação (multa).</P><br />
<P>Apenas 7,6% dos eventos policiados pela PSP, correspondentes a 595 espetáculos desportivos, registaram algum tipo de infração, segundo os dados a que a agência Lusa teve acesso.</P><br />
<P>Do total nacional de 6.112 infrações, 4.616 foram efetuadas pela PSP e 1.496 pela GNR. Comparativamente com a época anterior, a PSP registou uma diminuição de 24,1%, enquanto a GNR registou um aumento de 41,4%.</P><br />
<P>Dos 18 estádios da 1.ª Liga de futebol, 12 estão situados em localidades pertencentes à área de responsabilidade territorial da PSP e seis na da GNR.</P><br />
<P>Os dados apontam que o futebol concentrou 94,6% das infrações, totalizando 5.780 ocorrências, enquanto entre as restantes modalidades o futsal registou 176 infrações, o equivalente a 71,6% das ocorrências verificadas fora do futebol.</P><br />
<P>Na 1.ª Liga de Futebol foram registadas 2.632 infrações, uma redução de 19,8% relativamente à época 2024/2025, sendo a utilização e posse de artigos de pirotecnia responsável por 74,2% das mesmas.</P><br />
<P>Em contrapartida, na 2.ª Liga verificou-se um aumento de 54,75% das infrações relativamente à época anterior, com a deflagração de artigos de pirotecnia a representar 43,3% do total dos incidentes.</P><br />
<P>Nas competições europeias registadas em Portugal, nas áreas de jurisdição da PSP, as infrações diminuíram 55,1% relativamente à época anterior e passaram de 704 para 316, redução que, segundo aquela polícia, &#8220;resulta do modelo preventivo adotado, da articulação internacional e do rigoroso controlo implementado nestes encontros&#8221;. </P><br />
<P>A pirotecnia representou 56,6% das infrações registadas nas competições europeias.</P><br />
<P>A análise dos dados demonstra igualmente uma redução das manifestações de maior conflitualidade, designadamente dos episódios de participação em rixa, arremesso de objetos, injúrias e ameaças.</P><br />
<P>A utilização de artigos de pirotecnia continua a constituir &#8220;o principal desafio operacional&#8221; nos espetáculos desportivos, mantendo-se a infração mais frequente, afirma a PSP, acrescentando que continuará &#8220;a desenvolver ações de prevenção, fiscalização, investigação criminal e cooperação institucional especificamente dirigidas ao combate a este fenómeno e à responsabilização dos respetivos autores&#8221;.</P><br />
<P>A PSP destaca ainda a importância da partilha de informações e a cooperação institucional, dando como exemplo a permanente troca de informações entre as forças de segurança, assegurada pelo Ponto Nacional de Informações sobre Desporto (PNID), sobretudo no que respeita aos grupos de adeptos organizados.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798874]]></sapo:autor>
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		<title>“Poço misterioso” começa a criar ondas e assusta uma aldeia inteira: veja as imagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:33:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Num poço com apenas 5,5 metros de profundidade, numa pequena aldeia do oeste da Índia, começaram a formar-se ondas suficientemente invulgares para assustar os habitantes e alimentar uma suspeita inquietante: estaria a terra a tremer debaixo dos seus pés?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo começou com água a mexer-se de uma forma que ninguém parecia conseguir explicar. Num poço com apenas 5,5 metros de profundidade, numa pequena aldeia do oeste da Índia, começaram a formar-se ondas suficientemente invulgares para assustar os habitantes e alimentar uma suspeita inquietante: estaria a terra a tremer debaixo dos seus pés?</p>
<p>O fenómeno aconteceu em Virparda, uma localidade remota do estado de Gujarat, e rapidamente saltou da aldeia para as redes sociais. Vídeos das oscilações da água começaram a circular na Internet e o local depressa ganhou a alcunha de “poço misterioso”.</p>
<p>Segundo relata o jornal espanhol &#8216;El Mundo&#8217;, o receio inicial era de que as ondas pudessem estar relacionadas com atividade sísmica. As autoridades locais chamaram geólogos ao local para perceber o que estava a acontecer.</p>
<p><strong>Geólogos descartam um terramoto</strong></p>
<p>A primeira conclusão trouxe algum descanso aos habitantes: não foram encontrados indícios de atividade sísmica que explicassem o movimento da água.</p>
<p>Swapnil Khare, responsável pelo distrito de Morbi, onde se encontra o poço, explicou que especialistas se deslocaram à aldeia depois de o fenómeno começar a ganhar projeção nas redes sociais.</p>
<p>A avaliação preliminar aponta para uma explicação bastante diferente de um terramoto. O responsável será, provavelmente, ar que ficou aprisionado debaixo da superfície e que está agora a ser expulso através do poço.</p>
<p><strong>A explicação pode estar nas chuvas das monções</strong></p>
<p>Por detrás das ondas estará um fenómeno relacionado com as fortes chuvas de monção que atingem esta região da Índia.</p>
<p>A precipitação faz subir rapidamente o nível das águas subterrâneas. Ao avançar através do subsolo, a água desloca o ar acumulado nas fissuras, cavidades e poros existentes nas formações rochosas.</p>
<p>Esse ar fica sob pressão e procura uma saída. Quando consegue escapar através do poço, empurra a água para cima e provoca as oscilações que, à superfície, podem dar a impressão de que algo está a abanar no subsolo.</p>
<p>É precisamente este mecanismo que, segundo a avaliação inicial dos especialistas citada pelo El Mundo, poderá explicar as misteriosas ondas observadas em Virparda.</p>
<p><strong>Fenómeno ainda vai ser estudado</strong></p>
<p>Apesar de a hipótese do ar aprisionado ser considerada a explicação mais provável, as autoridades querem confirmar cientificamente o que está a acontecer.</p>
<p>A administração do distrito pediu ao Instituto de Pesquisa de Águas Subterrâneas de Gujarat um estudo detalhado do poço e um relatório oficial sobre o fenómeno.</p>
<p>A investigação deverá permitir perceber melhor a relação entre a subida das águas subterrâneas, a pressão acumulada nas formações geológicas e as ondas que aparecem à superfície.</p>
<p><strong>Do medo de um sismo a atração turística</strong></p>
<p>Descartado, pelo menos numa primeira avaliação, o cenário de perigo tectónico, o medo deu lugar à curiosidade.</p>
<p>O “poço misterioso” começou a atrair visitantes interessados em observar pessoalmente o movimento da água, enquanto os vídeos continuam a espalhar-se pelas redes sociais.</p>
<p>Aquilo que começou por assustar uma pequena aldeia indiana acabou assim transformado numa atração local. E, se a avaliação preliminar dos geólogos estiver correta, o mistério terá uma explicação relativamente simples: não é a terra que está a provocar as ondas — é o ar que tenta escapar debaixo dela.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">🚨 GUJARAT | MYSTERIOUS WELL</p>
<p>An unusual phenomenon has drawn crowds to Virparda village in Gujarat&#39;s Morbi district where water inside a roadside well has been continuously moving from one side to the other.</p>
<p>According to local reports nearby wells remain completely calm while… <a href="https://t.co/rJHvXjOZ8V">pic.twitter.com/rJHvXjOZ8V</a></p>
<p>&mdash; contentkikamii (@contentkikamii) <a href="https://x.com/contentkikamii/status/2085250282540458180?ref_src=twsrc%5Etfw">August 6, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798880]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Houthis intensificam ataques e Arábia Saudita prepara-se para ofensiva em várias frentes: o Mar Vermelho está novamente no centro da crise</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/houthis-intensificam-ataques-e-arabia-saudita-prepara-se-para-ofensiva-em-varias-frentes-o-mar-vermelho-esta-novamente-no-centro-da-crise/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:27:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[arábia saudita]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[houthis]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Rebeldes Houthi intensificaram os ataques contra forças do Governo do Iémen, atingiram território da Arábia Saudita e mantêm a pressão sobre petroleiros sauditas numa das rotas marítimas mais importantes do mundo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A tensão voltou a disparar na Península Arábica e no Mar Vermelho. Os rebeldes Houthi intensificaram os ataques contra forças do Governo do Iémen, atingiram território da Arábia Saudita e mantêm a pressão sobre petroleiros sauditas numa das rotas marítimas mais importantes do mundo. Riade, por seu lado, prepara-se para a possibilidade de ataques coordenados vindos de duas direções e está a construir novas alianças militares.</p>
<p>Pelo menos 30 soldados do exército iemenita morreram num ataque lançado na quinta-feira contra acampamentos militares nas províncias de Marib e Hadramout, controladas pelo Governo internacionalmente reconhecido do Iémen, segundo relata o &#8216;El País&#8217;. Marib assume particular importância por ser a principal região produtora de petróleo e gás do país.</p>
<p>Os Houthis reivindicaram posteriormente ataques contra aquilo que classificaram como “desdobramentos militares sauditas”. Uma segunda ofensiva atingiu a província saudita de Najran, junto à fronteira com o Iémen, deixando 11 civis feridos. Horas depois, um novo ataque em Marib matou pelo menos outros três militares iemenitas e feriu quatro.</p>
<p><strong>Riade teme ataques vindos de norte e de sul</strong></p>
<p>O problema para a Arábia Saudita é que a ameaça poderá não estar limitada à sua fronteira com o Iémen. Segundo a &#8216;Reuters&#8217;, Riade acredita que poderão estar iminentes ataques coordenados de milícias apoiadas pelo Irão: grupos armados iraquianos a partir do norte e os Houthis a partir do sul.</p>
<p>Um alto responsável saudita, citado sob anonimato, afirmou que informações dos serviços de inteligência da Arábia Saudita, dos Estados Unidos e de outros países da região apontam para possíveis ataques contra alvos civis e económicos.</p>
<p>Infraestruturas energéticas, portos e aeroportos estão entre os potenciais objetivos. Riade terá ainda detetado movimentações de drones e mísseis que, segundo a mesma fonte, poderão indicar a preparação de operações coordenadas.</p>
<p>A escalada acontece pouco mais de uma semana depois de a Arábia Saudita e os Estados Unidos terem atacado, a 29 de julho, grupos armados apoiados pelo Irão no Iraque, responsabilizados por um ataque com drones contra instalações petrolíferas sauditas.</p>
<p><strong>Arábia Saudita procura aliados</strong></p>
<p>Perante o agravamento da ameaça, Riade está a reforçar a sua arquitetura de segurança. Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinaram esta sexta-feira o chamado “Acordo Conjunto de Defesa de Meca”.</p>
<p>O pacto pretende reforçar a “dissuasão coletiva” e estabelece um princípio particularmente relevante: um ataque armado contra qualquer um dos três países deverá ser considerado um ataque contra todos.</p>
<p>A aproximação junta três importantes países de maioria sunita e aprofunda a cooperação militar entre Riade, Ancara e Islamabad, num momento de crescente tensão com forças apoiadas por Teerão em diferentes pontos do Médio Oriente.</p>
<p><strong>Uma nova coligação para proteger o Mar Vermelho</strong></p>
<p>A Arábia Saudita pretende ainda criar uma coligação internacional destinada a proteger as rotas marítimas e o abastecimento energético no Mar Vermelho.</p>
<p>Segundo o Ministério da Defesa saudita, 14 países apoiaram uma declaração conjunta sobre a iniciativa, entre eles Turquia, Paquistão, Egito, Sudão e Djibuti. Omã e Emirados Árabes Unidos não surgem entre os Estados do Golfo que subscreveram o documento.</p>
<p>A razão para a preocupação está também no mar. Desde 20 de julho, os Houthis afirmam ter imposto um bloqueio no Mar Vermelho, aumentando a pressão sobre as exportações petrolíferas sauditas e sobre a navegação através do estreito de Bab el-Mandeb.</p>
<p>Na quarta-feira, pelo menos dois petroleiros sauditas foram atacados, sem vítimas registadas. Os Houthis reivindicaram as duas operações.</p>
<p><strong>Oito petroleiros atacados e 29 obrigados a recuar, dizem os Houthis</strong></p>
<p>Yahya Sarea, porta-voz militar Houthi, afirma que o grupo atacou oito petroleiros sauditas desde que anunciou o bloqueio e que outros 29 navios foram obrigados a inverter a marcha no Mar Vermelho e no Mar Arábico.</p>
<p>Os números são reivindicações da própria milícia e não têm confirmação independente apresentada pelo &#8216;El País&#8217;, mas ajudam a perceber a estratégia: aumentar simultaneamente a pressão militar e económica sobre a Arábia Saudita.</p>
<p>O estreito de Bab el-Mandeb é particularmente sensível. Liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e constitui uma das principais portas marítimas entre a Europa e a Ásia, tornando qualquer perturbação prolongada relevante para o transporte internacional de mercadorias e energia.</p>
<p><strong>Uma guerra que nunca terminou verdadeiramente</strong></p>
<p>Os Houthis combatem o Governo internacionalmente reconhecido do Iémen há quase duas décadas. O país permanece dividido entre centros de poder rivais: a milícia controla Sana&#8217;a e grande parte do noroeste, enquanto o Governo reconhecido internacionalmente domina sobretudo áreas do sul e do leste.</p>
<p>Segundo os dados citados pelo &#8216;El País&#8217;, os Houthis controlam atualmente cerca de 30% do território do Iémen, mas nessas áreas vivem aproximadamente 75% dos habitantes do país.</p>
<p>Um cessar-fogo alcançado em abril de 2022 entre os Houthis e a Arábia Saudita conseguiu travar grande parte dos combates nas frentes internas e ao longo dos cerca de 1.200 quilómetros de fronteira entre os dois países. A atual escalada ameaça voltar a alterar esse equilíbrio.</p>
<p><strong>O risco já ultrapassa as fronteiras do Iémen</strong></p>
<p>É precisamente essa combinação que está a preocupar Riade: ataques no interior do Iémen, ofensivas contra território saudita, ameaça às infraestruturas energéticas e uma campanha contra a navegação no Mar Vermelho.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a possibilidade apontada pelos serviços de inteligência sauditas de uma ação coordenada entre os Houthis e milícias iraquianas apoiadas pelo Irão acrescenta uma dimensão regional ao conflito.</p>
<p>A Arábia Saudita responde agora através de duas vias: reforça alianças militares em terra e tenta construir uma coligação internacional no mar. Depois de anos de relativa contenção na fronteira entre o Iémen e a Arábia Saudita, a questão passa a ser até onde irá esta nova escalada — e se o Mar Vermelho voltará a tornar-se uma das frentes mais perigosas do Médio Oriente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798873]]></sapo:autor>
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		<title>Alerta chega do país vizinho: novo “golpe do hambúrguer” pode começar com uma simples resposta a um SMS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:15:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[cibersegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um novo esquema de fraude através do telemóvel está a gerar um alerta em Espanha e tem uma característica particularmente preocupante: para cair na armadilha não é necessário abrir qualquer ligação, descarregar um ficheiro ou instalar uma aplicação. Uma simples resposta a uma mensagem pode ser suficiente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo esquema de fraude através do telemóvel está a gerar um alerta em Espanha e tem uma característica particularmente preocupante: para cair na armadilha não é necessário abrir qualquer ligação, descarregar um ficheiro ou instalar uma aplicação. Uma simples resposta a uma mensagem pode ser suficiente.</p>
<p>O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Cibersegurança de Espanha (INCIBE) e é relatado pelo &#8216;El Economista&#8217;, que descreve o caso como o “golpe do hambúrguer”. A fraude terá sido descoberta depois de o pai de um menor contactar as autoridades para explicar o que tinha acontecido ao filho.</p>
<p><strong>Tudo começa com a promessa de um presente</strong></p>
<p>O jovem recebeu no telemóvel uma mensagem proveniente de um número estrangeiro. O SMS apresentava aquilo que parecia ser uma promoção de uma conhecida cadeia de hambúrgueres que a vítima já tinha frequentado.</p>
<p>A proposta era aparentemente inofensiva: estavam disponíveis vários presentes e, para escolher um deles, bastava responder à mensagem indicando uma das opções — A, B ou C. O jovem respondeu. Não abriu qualquer link nem descarregou qualquer aplicação.</p>
<p>Foi aí que começou o problema.</p>
<p><strong>A surpresa só chegou com a conta do telemóvel</strong></p>
<p>A família só percebeu que alguma coisa estava errada no final do mês, quando recebeu a fatura das telecomunicações. Ao analisar os movimentos, descobriu que tinham sido enviadas 120 mensagens em poucos minutos a partir do telemóvel do jovem para números estrangeiros.</p>
<p>Segundo o caso divulgado pelo INCIBE e citado pelo &#8216;El Economista&#8217;, a resposta ao SMS terá levado à subscrição de um serviço de mensagens internacionais premium, fazendo aumentar significativamente o valor da fatura.</p>
<p>O prejuízo não terá atingido os milhares de euros habitualmente associados a algumas burlas digitais, mas o método chama a atenção precisamente pela simplicidade com que a vítima foi levada a interagir.</p>
<p><strong>Não há links nem ficheiros para levantar suspeitas</strong></p>
<p>É esta característica que torna o esquema particularmente enganador. Muitos dos conselhos de segurança digital repetidos nos últimos anos passam por não clicar em ligações suspeitas, não descarregar anexos desconhecidos e não instalar aplicações provenientes de fontes duvidosas.</p>
<p>Neste caso, porém, a vítima não precisou de fazer nada disso. A fraude explorou uma ação aparentemente banal: responder a uma mensagem de texto.</p>
<p>A utilização de uma oferta associada a uma cadeia de restauração conhecida ajuda ainda a dar credibilidade à abordagem, sobretudo quando a mensagem chega a alguém que já conhece ou frequenta aquele tipo de estabelecimento.</p>
<p><strong>O que fazer se receber uma mensagem semelhante?</strong></p>
<p>O INCIBE aconselha a não responder a mensagens suspeitas provenientes de números desconhecidos ou estrangeiros e, caso já exista uma cobrança deste género, recomenda contactar imediatamente a operadora de telecomunicações para cancelar eventuais serviços de SMS premium ou mensagens internacionais.</p>
<p>As autoridades espanholas aconselham ainda uma verificação completa do telemóvel com software de segurança, a análise das aplicações instaladas e a revisão das permissões concedidas a cada uma delas, eliminando aplicações desconhecidas e revogando acessos considerados suspeitos.</p>
<p>Se a resposta da operadora não resolver a situação, em Espanha o utilizador pode ainda recorrer ao organismo responsável pela defesa dos utilizadores de telecomunicações.</p>
<p><strong>Uma simples resposta pode sair cara</strong></p>
<p>O caso serve sobretudo de aviso para uma evolução das técnicas utilizadas pelos burlões. À medida que os utilizadores aprendem a desconfiar de links, anexos e páginas falsas, os esquemas procuram outras formas de provocar uma interação aparentemente inocente.</p>
<p>Neste “golpe do hambúrguer”, a promessa de um presente e três letras — A, B ou C — foram suficientes para convencer a vítima a responder. O problema só foi descoberto muito depois, quando chegaram a casa os custos dessa resposta.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798863]]></sapo:autor>
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		<title>Aston Martin põe o próprio nome em jogo para sobreviver: será este o preço para salvar a marca?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 15:06:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Construtor britânico aceitou ceder o controlo maioritário dos direitos de utilização da marca fora do universo automóvel]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Aston Martin está a recorrer a um dos seus ativos mais valiosos para conseguir novo financiamento: o próprio nome. O construtor britânico aceitou ceder o controlo maioritário dos direitos de utilização da marca fora do universo automóvel, numa operação destinada a reforçar as finanças da empresa e que já provocou uma reação dos seus credores.</p>
<p>Segundo o &#8216;Motor1&#8217;, a Aston Martin acordou transferir 50,1% dos direitos de propriedade intelectual não relacionados com automóveis para a Authentic Brands Group, empresa que controla marcas como Reebok e Brooks Brothers. A operação está associada a um financiamento de 550 milhões de libras, cerca de 635 milhões de euros, liderado pela HPS Investment Partners.</p>
<p><strong>Os carros continuam a ser Aston Martin</strong></p>
<p>A operação não significa que a empresa tenha vendido a marca dos seus automóveis. Na prática, o nome Aston Martin fica dividido em dois universos.</p>
<p>A fabricante mantém o controlo da utilização da marca nos automóveis de estrada e na atividade ligada à Fórmula 1. A Authentic Brands passa, porém, a controlar a maioria dos direitos associados à utilização do nome e dos logótipos em produtos de luxo, merchandising, licenciamento e outros negócios de lifestyle.</p>
<p>É precisamente esta vertente que permite encontrar o símbolo da Aston Martin muito para lá de um DB12 ou de um Vanquish, através de roupa, acessórios, artigos de luxo e diferentes parcerias comerciais.</p>
<p><strong>550 milhões de libras para ganhar margem financeira</strong></p>
<p>O financiamento negociado com a HPS inclui um empréstimo garantido de 450 milhões de libras e uma facilidade adicional de 100 milhões que poderá ser utilizada posteriormente.</p>
<p>Parte desse dinheiro adicional depende precisamente da transferência dos 50,1% da propriedade intelectual não automóvel para a Authentic Brands.</p>
<p>O negócio surge num momento particularmente delicado para as contas da fabricante britânica. De acordo com informações citadas pelo &#8216;Motor1&#8217;, credores que representam cerca de 1,3 mil milhões de libras — aproximadamente 1,5 mil milhões de euros — de dívida existente contestam agora a forma como a operação foi estruturada.</p>
<p><strong>Credores temem perder uma das joias da coroa</strong></p>
<p>No centro da disputa está o valor do próprio nome Aston Martin. Para os credores, os direitos da marca constituem um dos ativos mais valiosos que poderiam servir para recuperar dinheiro caso a empresa entrasse numa situação financeira ainda mais grave.</p>
<p>Os detentores de obrigações argumentam que a transferência desses direitos para uma nova estrutura poderá retirar ativos importantes do seu alcance numa eventual insolvência. Segundo o Motor1, já foi enviada ao conselho de administração uma comunicação formal que antecede uma possível ação judicial.</p>
<p>Há ainda outro elemento a alimentar a contestação. A HPS não é apenas a entidade que lidera o financiamento: também investe na Authentic Brands. Scott French, cofundador da HPS, integra, além disso, os conselhos de administração tanto da Aston Martin como da Authentic Brands.</p>
<p><strong>Direitos terão passado pelas Ilhas Caimão</strong></p>
<p>De acordo com informações citadas pela publicação, alguns direitos fundamentais relacionados com a marca terão sido transferidos da entidade britânica para uma subsidiária sediada nas Ilhas Caimão, que posteriormente contraiu financiamento junto da HPS.</p>
<p>É este desenho financeiro que preocupa os credores. Estes receiam que, caso a Aston Martin entre formalmente em insolvência, alguns dos ativos mais valiosos associados ao nome estejam numa estrutura sobre a qual deixem de ter os mesmos direitos.</p>
<p>Credores que representam cerca de 1,3 mil milhões de libras de dívida estarão, por isso, a ameaçar recorrer à justiça para tentar anular a operação e impedir a transferência dos ativos.</p>
<p><strong>Aston Martin já tinha usado a Fórmula 1 para conseguir dinheiro</strong></p>
<p>Não é a primeira vez este ano que o construtor transforma ativos associados ao nome Aston Martin em liquidez. A empresa já tinha conseguido cerca de 50 milhões de libras através da cedência de direitos de naming relacionados com a Fórmula 1 à AMR GP Holdings, entidade da equipa controlada por Lawrence Stroll, presidente executivo e principal acionista da fabricante.</p>
<p>A diferença é que agora está em causa uma parcela maior e potencialmente muito mais duradoura do valor comercial da marca fora dos automóveis.</p>
<p>A Aston Martin procura assim ganhar margem financeira sem abdicar do nome que surge nos seus carros. Mas, fora deles, a situação será diferente: mais de metade dos direitos ficará nas mãos de uma empresa externa. A batalha com os credores determinará agora se esta engenharia financeira será suficiente para ajudar a fabricante a atravessar as dificuldades — ou se o preço do financiamento acabou por incluir uma parte demasiado valiosa do próprio nome.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798859]]></sapo:autor>
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		<title>EUA garantem que Ceuta é espanhola, mas acusam Governo de Sánchez de permitir uma “invasão”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 14:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Pedro Sanchéz]]></category>
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					<description><![CDATA[Departamento de Estado classificou o que aconteceu na cidade autónoma como uma “invasão de dezenas de milhares de migrantes” e considerou-a uma consequência direta daquilo que descreveu como a “recusa vergonhosa do Governo espanhol” em defender a soberania, as fronteiras e a população do país]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos reafirmaram de forma inequívoca a soberania de Espanha sobre Ceuta e Melilla, mas aproveitaram o esclarecimento para lançar um novo e duro ataque ao Governo de Pedro Sánchez, responsabilizando-o diretamente pela crise migratória que atingiu Ceuta no final de julho.</p>
<p>Numa publicação nas redes sociais citada pelo jornal espanhol &#8217;20 Minutos&#8217;, o Departamento de Estado classificou o que aconteceu na cidade autónoma como uma “invasão de dezenas de milhares de migrantes” e considerou-a uma consequência direta daquilo que descreveu como a “recusa vergonhosa do Governo espanhol” em defender a soberania, as fronteiras e a população do país.</p>
<p><strong>Washington esclarece: Ceuta e Melilla são espanholas</strong></p>
<p>A posição surgiu depois de dúvidas sobre a política dos Estados Unidos relativamente às duas cidades autónomas, alimentadas por um relatório do Congresso que descrevia Ceuta e Melilla como cidades administradas por Espanha, mas situadas em “território marroquino”.</p>
<p>Washington procura agora afastar qualquer ambiguidade. Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, garantiu ao &#8216;POLITICO&#8217; que “os Estados Unidos apoiam inequivocamente a soberania de Espanha sobre Ceuta e Melilla” e esclareceu que aquele relatório não representa a posição jurídica do Governo dos EUA.</p>
<p>O esclarecimento, porém, veio acompanhado de críticas particularmente duras a Madrid. Segundo Pigott, aqueles que em Espanha questionaram o apoio de Washington à soberania espanhola são “atores nefastos” que procuram desviar as atenções da resposta do Executivo de Sánchez à crise.</p>
<p><strong>“Recusa vergonhosa” em defender as fronteiras</strong></p>
<p>O Departamento de Estado sustenta que a entrada de dezenas de milhares de pessoas em Ceuta foi consequência da política migratória seguida pelo Governo espanhol, acusando Madrid de não proteger adequadamente as suas fronteiras.</p>
<p>“Este incidente inaceitável é uma consequência direta dos esforços deliberados do Governo espanhol para permitir e facilitar a imigração ilegal em massa para a Europa”, afirmou o Departamento de Estado, numa declaração também partilhada pelo secretário de Estado, Marco Rubio.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, a posição americana voltou a não fazer qualquer referência crítica a Marrocos, aliado estratégico de Washington e país de onde partiram os migrantes que atravessaram a fronteira para Ceuta.</p>
<p><strong>Trump já tinha falado numa “catástrofe”</strong></p>
<p>O novo ataque mantém a linha seguida pela Administração Trump desde que a crise começou, em 30 de julho. No dia seguinte à entrada irregular de dezenas de milhares de pessoas, Donald Trump classificou a situação como uma “catástrofe” e uma “invasão”, acusando as autoridades espanholas de não saberem como reagir.</p>
<p>“Quando se olha para o que aconteceu em Espanha, eles não sabem o que fazer”, afirmou então o Presidente dos Estados Unidos, acrescentando que estavam a entrar pessoas “às dezenas de milhares”.</p>
<p>Trump aproveitou ainda a crise espanhola para a transportar para o debate político interno dos Estados Unidos, argumentando que algo semelhante poderia acontecer no seu país caso os republicanos não mantivessem o poder.</p>
<p><strong>JD Vance também apontou à esquerda</strong></p>
<p>O vice-presidente JD Vance adotou uma linha semelhante. Nas redes sociais, utilizou as imagens provenientes de Ceuta para atacar as políticas migratórias progressistas, considerando-as um exemplo das consequências da “imigração em massa” e das políticas “globalistas da esquerda radical”.</p>
<p>A nova intervenção de Washington surge num momento particularmente delicado para Espanha. Madrid está simultaneamente envolvida num confronto com Itália, depois de Roma ter reintroduzido controlos sobre viajantes provenientes de território espanhol na sequência da crise de Ceuta.</p>
<p>O Governo de Sánchez deu a Itália até ao final deste domingo para retirar essas medidas, ameaçando responder com medidas “proporcionais” caso Roma não recue.</p>
<p><strong>Apoio à soberania, confronto com Sánchez</strong></p>
<p>A posição americana deixa, assim, duas mensagens distintas. No plano diplomático, Washington procura eliminar as dúvidas e afirma claramente que reconhece a soberania espanhola sobre Ceuta e Melilla.</p>
<p>No plano político, porém, a Administração Trump intensifica o confronto com Pedro Sánchez e atribui ao próprio Governo espanhol responsabilidade pela dimensão da crise.</p>
<p>Ceuta transforma-se, desta forma, em mais um ponto de tensão entre Madrid e Washington: os Estados Unidos reconhecem que a cidade é espanhola, mas acusam o Governo de Espanha de não ter sido capaz de a proteger.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798851]]></sapo:autor>
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		<title>14 armazéns em 17 dias: Ucrânia muda de estratégia e leva a guerra ao quotidiano de milhões de russos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 14:42:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante mais de três anos de guerra, a Ucrânia concentrou grande parte dos seus ataques de longo alcance contra refinarias, depósitos de combustível, instalações energéticas e fábricas ligadas à indústria militar russa. Agora, Kiev parece ter aberto uma nova frente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante mais de três anos de guerra, a Ucrânia concentrou grande parte dos seus ataques de longo alcance contra refinarias, depósitos de combustível, instalações energéticas e fábricas ligadas à indústria militar russa. Agora, Kiev parece ter aberto uma nova frente: a economia do quotidiano.</p>
<p>Em apenas 17 dias, drones ucranianos destruíram 14 armazéns da Wildberries, a maior plataforma de comércio eletrónico da Rússia, segundo o jornal espanhol &#8216;El Mundo&#8217;. Estimativas citadas pelo diário apontam para a perda de mais de 1,5 milhões de metros quadrados de espaço logístico — cerca de 27% da capacidade total de armazenamento da empresa.</p>
<p><strong>250 mil metros quadrados destruídos num único ataque</strong></p>
<p>O ataque mais destrutivo ocorreu a 18 de julho, em Elektrostal, na região de Moscovo. Um complexo com cerca de 250 mil metros quadrados ficou completamente destruído, um trabalhador de 25 anos morreu e mais de 60 pessoas ficaram feridas.</p>
<p>Seguiram-se ataques contra instalações em Penza, Samara, Vladimir, Ryazan, Tambov, São Petersburgo, Stavropol e Krasnodar, além de outros centros logísticos de menor dimensão espalhados pelo território russo.</p>
<p>A Wildberries não é uma refinaria nem uma fábrica de armamento, embora a plataforma também comercialize equipamento utilizado por militares, incluindo capacetes, coletes e acessórios para drones. O verdadeiro valor estratégico da empresa está, porém, na enorme rede comercial que depende da sua infraestrutura.</p>
<p><strong>Muito mais do que a “Amazon russa”</strong></p>
<p>A comparação com a Amazon ajuda a perceber a dimensão da Wildberries, mas não conta toda a história. A plataforma funciona sobretudo como um gigantesco mercado para vendedores independentes: pequenas fábricas, oficinas, produtores de cosméticos, empresas têxteis e negócios familiares armazenam ali os produtos que depois são distribuídos por toda a Rússia.</p>
<p>Isso significa que destruir um armazém não provoca prejuízos apenas à Wildberries. Pode atingir simultaneamente milhares de vendedores, deixando mercadoria destruída ou imobilizada, atrasando entregas e pagamentos e criando problemas de liquidez a pequenas empresas fortemente dependentes da plataforma.</p>
<p>É precisamente aí que poderá estar a mudança de estratégia. Depois dos ataques destinados a reduzir a capacidade russa de produzir e distribuir combustível, a campanha contra grandes centros logísticos leva os efeitos económicos da guerra diretamente até consumidores e empresas afastados da frente de combate.</p>
<p><strong>“As coisas estão a piorar a cada dia”</strong></p>
<p>Os efeitos começam já a ser sentidos pelos clientes. “Há muitos atrasos. As coisas estão a piorar a cada dia”, contou ao &#8216;El Mundo&#8217; Valeria, mãe de três filhos que vive em Volgogrado.</p>
<p>Outros consumidores estão a repartir as encomendas por diferentes plataformas para reduzir o risco de atrasos. A Wildberries tornou-se particularmente importante desde o início da guerra, à medida que muitas empresas estrangeiras abandonaram ou reduziram as operações na Rússia e milhões de consumidores passaram a depender ainda mais de plataformas nacionais.</p>
<p>Para os pequenos empresários, a importância é ainda maior: vender através da Wildberries permite chegar a clientes em todo o país sem criar uma rede própria de armazenamento e distribuição.</p>
<p><strong>45% do comércio eletrónico russo</strong></p>
<p>Segundo uma análise da &#8216;Riddle Russia&#8217; citada pelo jornal espanhol, a Wildberries controla aproximadamente 45% do comércio eletrónico na Rússia e poderá acumular uma dívida superior a 1,3 biliões de rublos.</p>
<p>Apesar da dimensão dos danos, os ataques dificilmente provocarão, por si só, o colapso da empresa. A análise considera-a demasiado importante para que o Estado russo e os grandes bancos permitam a sua queda. O problema poderá estar no custo de a manter de pé.</p>
<p>Num sistema financeiro que já enfrenta pressão crescente, apoiar uma empresa desta dimensão poderá aumentar os encargos sobre bancos e Estado. Assim, o risco apontado não é tanto uma falência imediata da Wildberries, mas uma erosão gradual da capacidade financeira russa para absorver novos choques.</p>
<p><strong>Um alvo enorme, concentrado e difícil de substituir</strong></p>
<p>Do ponto de vista militar, estes centros apresentam ainda características que os tornam particularmente vulneráveis: são instalações gigantescas, facilmente identificáveis por imagens de satélite e concentram num único espaço milhões de produtos, sistemas de triagem, veículos e operações logísticas praticamente permanentes.</p>
<p>Quando um complexo destes é destruído, não desaparecem apenas as mercadorias armazenadas. É necessário encontrar novas instalações, reorganizar rotas, redistribuir encomendas e reconstruir uma cadeia logística que pode demorar semanas ou meses a normalizar.</p>
<p><strong>Quando a guerra chega a casa</strong></p>
<p>Para o Kremlin, existe também uma dimensão política. Durante grande parte do conflito, muitos russos conseguiram viver a guerra como algo relativamente distante, sobretudo fora das regiões fronteiriças e das famílias diretamente afetadas pelas baixas militares.</p>
<p>Os ataques contra infraestruturas utilizadas diariamente alteram essa perceção. Primeiro surgiram perturbações na internet e problemas no abastecimento de combustíveis. Agora são encomendas que não chegam, produtos indisponíveis, devoluções bloqueadas e mercadorias perdidas.</p>
<p>É precisamente essa sensação de normalidade que poderá constituir o verdadeiro alvo da nova campanha ucraniana. Mais do que destruir a Wildberries, Kiev poderá estar a tentar distribuir os custos da guerra por centenas de milhares de empresas e milhões de consumidores.</p>
<p>Depois das refinarias e das instalações militares, a guerra começa assim a entrar num território muito diferente: o carrinho de compras dos russos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798847]]></sapo:autor>
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		<title>Contratos públicos ao abrigo das medidas especiais de contratação atingem 1.451 M€</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 14:33:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Governo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Os contratos públicos celebrados ao abrigo de medidas especiais de contratação pública, com regras distintas das do regime geral desde 2021, atingiram, no segundo semestre de 2025, 1.451 milhões de euros, segundo uma comissão independente do parlamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os contratos públicos celebrados ao abrigo de medidas especiais de contratação pública, com regras distintas das do regime geral desde 2021, atingiram, no segundo semestre de 2025, 1.451 milhões de euros, segundo uma comissão independente do parlamento.</P><br />
<P>O valor abrange o acumulado desde o início da vigência das Medidas Especiais de Contratação Pública (MEC), em junho de 2021, até ao final do ano passado, segundo o mais recente relatório semestral da Comissão Independente de Acompanhamento e Fiscalização das Medidas Especiais de Contratação Pública (CIMEC), divulgado pela Assembleia da República.</P><br />
<P>Esta comissão é um órgão administrativo independente que funciona no parlamento para acompanhar e fiscalizar os procedimentos adotados ao abrigo destas regras especiais de contratação.</P><br />
<P>Assim, indicou, &#8220;desde o início de vigência das medidas especiais até ao final do 2.º semestre de 2025 foram registados no IMPIC [Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção] 4.321 procedimentos, com o total de preço base de 1.451.110.362,66 euros&#8221;, lê-se no relatório.</P><br />
<P>A larga maioria destes procedimentos comunicados ao IMPIC &#8220;centrou-se na execução de projetos financiados ou cofinanciados por fundos europeus, totalizando estes 2.656 procedimentos com um preço base total de 420.584.088,26 euros&#8221;, indicou.</P><br />
<P>A comissão disse que em termos relativos, &#8220;os procedimentos tendentes à execução de projetos financiados ou cofinanciados por fundos europeus representaram 61,5% do total dos procedimentos MEC desde o início de vigência das medidas especiais de contratação pública e 29% do total de preço base&#8221;. </P><br />
<P>De acordo com o relatório, os 4.321 procedimentos registados pelo IMPIC desde o início de vigência das medidas especiais de contratação pública &#8220;evidenciam o predomínio da consulta prévia simplificada, ao abrigo da qual foram lançados 2.027 procedimentos, no valor global de 411.375.685,47 euros&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a comissão, em termos relativos, os procedimentos de consulta prévia simplificada &#8220;representaram 46,9% do total de procedimentos MEC e 28,4% do preço base total desses procedimentos&#8221;.</P><br />
<P>A mesma informação apontou que &#8220;os 1.948 procedimentos registados pelo IMPIC respeitantes a ajustes diretos simplificados ao abrigo das MEC representam 45,1% do número total de procedimentos no valor de 6.070.795,92 euros&#8221;.</P><br />
<P>Já &#8220;o montante despendido ao abrigo de ajustes diretos simplificados representa apenas 0,4% do preço base total&#8221; destes procedimentos.</P><br />
<P>Segundo o documento, as entidades adjudicantes &#8220;comunicaram ao IMPIC 143 procedimentos que decorreram por concurso público simplificado&#8221;, que totalizaram, em preço base, 220.645.854,61 euros, indicou, sendo que &#8220;em termos relativos, os concursos públicos simplificados representaram 3,3% dos procedimentos MEC e 15,2% do preço base total&#8221;.</P><br />
<P>Por sua vez, &#8220;os procedimentos que beneficiaram do regime especial de empreitadas de conceção-construção, apesar de pouco expressivos em termos numéricos (apenas 98, correspondendo a 2,3% dos procedimentos MEC), envolveram um montante total de preço base significativo (681.310.614,51 euros), o que, em termos relativos, representa 47% do total de preço base dos procedimentos lançados ao abrigo das MEC&#8221;, salientou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_798820]]></sapo:autor>
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		<title>Mau tempo: Obras mais urgentes nas praias estão concluídas, garante ministra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 13:34:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os investimentos mais urgentes para reparar os estragos das tempestades de janeiro e fevereiro deste ano nas praias portuguesas estão concluídos, enquanto outros menos prioritários decorrem até 2028, disse hoje na Ericeira a ministra do Ambiente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os investimentos mais urgentes para reparar os estragos das tempestades de janeiro e fevereiro deste ano nas praias portuguesas estão concluídos, enquanto outros menos prioritários decorrem até 2028, disse hoje na Ericeira a ministra do Ambiente.</P><br />
<P>&#8220;Os mais urgentes foram feitos. Foram feitos antes da época balnear. Há várias obras que foram consideradas não tão urgentes que vão continuar&#8221;, afirmou aos jornalistas Maria da Graça Carvalho, recordando a calendarização já antes definida. </P><br />
<P>Entre as mais urgentes já terminadas, a governante destacou as obras em Quarteira, concelho de Loulé e distrito de Faro (15 milhões de euros) e na Costa da Caparica (10 milhões de euros), no concelho de Almada, distrito de Setúbal.</P><br />
<P>Questionada sobre o relatório divulgado na quinta-feira pela Agência Portuguesa do Ambiente, segundo o qual &#8220;41% das praias monitorizadas recuperaram ou superaram os valores médios de largura e volume sedimentar, enquanto 59% permanecem abaixo desses valores de referência, evidenciando a persistência de défices sedimentares numa parte significativa dos locais analisados&#8221;, a ministra esclareceu que há obras previstas até 2028, com financiamento do Programa Operacional para a Ação Climática e Sustentabilidade 2030.</P><br />
<P>&#8220;Esperamos que a maior parte delas sejam executadas para o ano. Mas este ano já fizemos muito e quem vai às praias já pode ver. Alguém dizia que eu estava muito preocupada em dar um bom verão aos portugueses e estou&#8221;, disse.</P><br />
<P>A decorrer existem intervenções menos prioritárias e com menores custos associados, entre elas a da praia do Algodio, na Ericeira, no concelho de Mafra (distrito de Lisboa), que visitou.</P><br />
<P>&#8220;Esta é uma das que nos preocupavam mais e agora vai ficar com muito mais segurança&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>Além de &#8220;remediar erros do passado&#8221;, explicou a governante, as obras visam &#8220;dar mais segurança a todas as habitações que estão em cima da arriba&#8221; e a quem frequenta a praia.</P><br />
<P>A intervenção, iniciada em maio, tem um custo de 1,1 milhões de euros e deverá ficar concluída em outubro.</P><br />
<P>No sul do país, depois da intervenção de urgência para repor areia na praia algarvia da Fuseta, está prevista uma outra &#8220;mais estrutural&#8221; a partir de outubro e com um investimento superior a &#8220;mais de um milhão de euros&#8221;.</P><br />
<P>A ministra do Ambiente salientou que as obras, além de garantirem condições de segurança em muitas praias, são fundamentais para atrair turistas e assim contribuir para a economia local.</P><br />
<P>Os temporais que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, entre o final de janeiro e fevereiro deste ano, causaram pelo menos 19 mortos e várias centenas de feridos, desalojados e deslocados, provocando a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.</P><br />
<P>Os municípios das regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram os mais afetados.</P></p>
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		<title>De Cuba à Bielorrússia: como a migração se tornou uma arma para pressionar a Europa &#8211; e Ceuta pode abrir uma nova era</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 13:32:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A entrada de cerca de 70 mil migrantes em Ceuta na semana passada não provocou apenas uma crise humanitária e fronteiriça. Expôs também uma vulnerabilidade que acompanha a União Europeia há anos: a possibilidade de os fluxos migratórios serem utilizados como instrumento de pressão política, diplomática e económica. A instrumentalização da migração não nasceu em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A entrada de cerca de 70 mil migrantes em Ceuta na semana passada não provocou apenas uma crise humanitária e fronteiriça. Expôs também uma vulnerabilidade que acompanha a União Europeia há anos: a possibilidade de os fluxos migratórios serem utilizados como instrumento de pressão política, diplomática e económica.</p>
<p>A instrumentalização da migração não nasceu em Ceuta nem é exclusiva das relações entre Espanha e Marrocos. De Cuba à Líbia, passando pela Turquia e pela Bielorrússia, há décadas que Governos percebem que abrir uma fronteira — ou simplesmente ameaçar deixar de a controlar — pode ser suficiente para obrigar outros países a negociar.</p>
<p>Segundo explica o &#8216;El Confidencial&#8217;, especialistas ouvidos pelo jornal alertam, porém, que ainda não existem elementos suficientes para concluir que Marrocos tenha deliberadamente provocado a atual crise em Ceuta. Jørgen Carling, investigador do Instituto de Pesquisa da Paz de Oslo (PRIO), recorda, contudo, que a crise fronteiriça de 2021 fez parte do “repertório estratégico de Marrocos” para pressionar Espanha e a União Europeia.</p>
<p><strong>Cuba mostrou há quase meio século como funciona</strong></p>
<p>Um dos exemplos mais conhecidos ocorreu em 1980. Cuba permitiu que cerca de 125 mil pessoas partissem da ilha em direção aos Estados Unidos durante o chamado êxodo de Mariel. Entre elas encontravam-se dissidentes políticos, pessoas que fugiam da pobreza e também prisioneiros libertados pelo regime de Fidel Castro.</p>
<p>Para Carling, existe uma lógica que pode repetir-se noutros países: a saída de cidadãos descontentes, jovens ou desempregados não é necessariamente encarada pelo Governo de origem como uma perda. Pode, pelo contrário, reduzir tensões internas e, simultaneamente, criar pressão sobre o país de destino.</p>
<p>Na Europa, porém, a estratégia ganhou outra dimensão. Líbia, Turquia e Bielorrússia mostraram que nem sequer é necessário utilizar os próprios cidadãos: migrantes provenientes de países terceiros podem transformar-se em peões numa disputa entre governos. E, por vezes, basta ameaçar reduzir a cooperação fronteiriça para obter concessões.</p>
<p><strong>Gaddafi percebeu cedo o poder da fronteira</strong></p>
<p>Na Líbia, Muammar Gaddafi já apresentava o controlo da migração através do Mediterrâneo como um serviço pelo qual a Europa deveria pagar. Em 2010, chegou a exigir milhares de milhões de euros para impedir que migrantes partissem em direção ao continente europeu, ameaçando com as consequências caso Bruxelas não colaborasse.</p>
<p>Anos depois da queda do ditador, Khalifa Haftar percebeu o mesmo poder. Embora controle um Governo paralelo sem reconhecimento internacional, o marechal conseguiu estabelecer interlocução com países europeus graças, entre outros fatores, à influência que exerce sobre as rotas migratórias. Em julho, a UE anunciou mesmo a criação de um Centro de Coordenação de Resgate em Benghazi, território controlado por Haftar.</p>
<p><strong>Turquia abriu a porta — e Bruxelas voltou a pagar</strong></p>
<p>A Turquia protagonizou outro dos episódios mais claros. Depois da crise migratória de 2015, quando cerca de 860 mil pessoas chegaram à Bulgária, Chipre e Grécia, a UE reforçou a cooperação com Ancara para tentar controlar a rota.</p>
<p>Mas, em fevereiro de 2020, num momento de forte tensão com Bruxelas, as autoridades turcas anunciaram que deixariam de impedir refugiados de avançar para a fronteira grega. Ancara acolhia então quase quatro milhões de refugiados, sobretudo sírios, e a abertura da fronteira permitia simultaneamente aliviar pressão interna e exigir mais apoio europeu.</p>
<p>Meses depois, Bruxelas aprovou mais 485 milhões de euros para programas humanitários relacionados com refugiados, além dos seis mil milhões já previstos no mecanismo europeu destinado à Turquia.</p>
<p><strong>Bielorrússia levou a estratégia ainda mais longe</strong></p>
<p>Talvez o exemplo mais explícito tenha ocorrido em 2021. Depois de a UE reforçar sanções contra Alexander Lukashenko, o regime bielorrusso facilitou a chegada de migrantes às fronteiras orientais da União. Só na fronteira polaca foram registadas cerca de 30 mil tentativas de passagem em poucos meses.</p>
<p>Voos provenientes de cidades como Bagdade e Benghazi começaram a chegar a Minsk, enquanto milhares de pessoas eram encaminhadas para junto das fronteiras europeias. A UE classificou a operação como um “ataque híbrido” em resposta às sanções. A Polónia respondeu gastando quase 700 milhões de euros em medidas de proteção, incluindo a construção de uma barreira na floresta de Białowieża.</p>
<p>Os números mostram a dimensão da mudança: segundo dados citados pelos investigadores, no primeiro semestre de 2025 houve 15.500 travessias irregulares a partir da Bielorrússia; em igual período de 2026, apenas 235.</p>
<p><strong>O paradoxo europeu: quanto mais se protege, mais dependente fica</strong></p>
<p>É aqui que regressamos a Ceuta. Espanha reforçou a barreira flutuante de Tarajal e mantém a cooperação com Marrocos para controlar as entradas. Mas essa estratégia encerra aquilo que Alberto-Horst Neidhardt, do Centro de Política Europeia, descreve como um paradoxo: quanto mais a UE depende dos países vizinhos para impedir a chegada de migrantes, maior é o poder que lhes entrega.</p>
<p>Um Governo pode não precisar sequer de abrir formalmente a fronteira. A ameaça de suspender a cooperação, relaxar os controlos ou permitir um aumento das partidas pode tornar-se suficiente para exigir dinheiro, apoio diplomático ou outras concessões.</p>
<p><strong>Ceuta pode acrescentar uma arma nova: as redes sociais</strong></p>
<p>E é precisamente aqui que a atual crise pode introduzir uma novidade. O Governo espanhol atribuiu a entrada em Ceuta a redes de contrabando, enquanto dezenas de mensagens de origem desconhecida circularam nas redes sociais incentivando pessoas a tentar atravessar a fronteira.</p>
<p>Até agora, explica Carling, a instrumentalização da migração dependia sobretudo de Estados vizinhos, porque eram estes que tinham capacidade para abrir ou fechar rotas. Campanhas coordenadas de desinformação nas redes sociais podem alterar essa realidade.</p>
<p>Se conseguirem mobilizar milhares de pessoas em direção a uma fronteira, a capacidade de provocar uma crise migratória deixa de estar exclusivamente nas mãos dos governos. “Essa arma”, alerta o investigador citado pelo &#8216;El Confidencial&#8217;, pode passar a estar disponível para “uma gama nova e mais ampla de atores”.</p>
<p>E essa talvez seja a consequência mais inquietante de Ceuta: a próxima crise fronteiriça europeia pode não precisar de começar com uma decisão tomada num palácio presidencial. Pode começar simplesmente com uma campanha organizada num telemóvel.</p>
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