Ana Gomes em Belém? movimento nas redes sociais põe a questão

A ex-eurodeputada socialista viu o seu apoio popular reavivado devido ao Luanda Leaks, um escândalo ligado à corrupção e desvio de dinheiro que envolve a empresária angolana Isabel dos Santos.

Ana Gomes já tinha denunciado alguns desses casos e inclusive levado algumas queixas à justiça portuguesa, na sua longa batalha contra a corrupção.

Neste sentido, a ex-eurodeputada viu reconhecida a sua razão pelo Tribunal de Sintra, no que respeita às publicações que fez na sua página de Twitter, pondo em causa a legalidade e verdade dos negócios de Isabel dos Santos.

Com tudo isto, Ana Gomes aumentou a sua força popular de incentivo a uma eventual candidatura presidencial, embora já tenha afirmado que não o quer fazer. No Twitter são vários os apelos para que a mesma se candidate, demonstrando assim o apoio às sua ideologias.

«Ninguém melhor do que @AnaMartinsGomes para, depois do 25/4, protagonizar a primeira candidatura presidencial verdadeiramente baseada em causas», pode ler-se no Twitter.

Contudo, há quem apesar de reconhecer o seu papel importante na política nacional, considere que a ex-eurodeputada deva permanecer no seu lugar actual, como é o caso do politólogo José Adelino Maltez: «Ana Gomes pode ser candidata, teria um resultado honroso. Podia chegar aos 20% ou 25%. Mas para quê? Para ficar numa página da história? É melhor deixá-la estar onde está», diz o responsável, citado pelo Diário de Notícias.

Maltez acrescenta ainda que Ana Gomes perderia alguma liberdade que tem actualmente para falar sobre temas susceptíveis, como a corrupção, «Acho que ela prefere ser durante mais anos uma voz incómoda porque tem mais combates, só não tem os dados para os divulgar – ainda vai cair mais gente.», finaliza o politólogo.

António Costa Pinto, outro politólogo consultado pelo DN, acredita fielmente que Ana Gomes ganhou espaço político para seguir com uma candidatura presidencial, devido à sua visibilidade mediática «Ana Gomes construiu o estilo, a linguagem, a lavra do povo. Construiu um estilo político do tipo justicialista.»

Já o politólogo e professor Carlos Jalali afirma ao DN que as eleições presidenciais cada vez são menos partidarizadas e mais abertas, com maior número de candidatos. Por isso, se Ana Gomes eventualmente decidisse candidatar-se, era difícil ter o apoio do PS, como aconteceu na recandidatura ao Parlamento Europeu. Contudo também ajudava António Costa, uma vez que na presença de um concorrente da mesma área politica, não precisaria de apresentar um candidato contra Marcelo Rebelo de Sousa.

Já não acontece desde 1996 a existência de apenas dois candidatos à presidência como aconteceu nesse ano com Jorge Sampaio e Cavaco Silva. Jalali recorda que o sistema facilita a chegada de outros candidatos.

Neste sentido, só a própria Ana Gomes pode decidir de deseja avançar ou não com a candidatura, ainda que Jalali reforce que dificilmente algum concorrente conseguirá vencer Marcelo Rebelo de Sousa, caso ele se recandidate. Mas não duvida que Ana Gomes ganharia «uma boa oportunidade para ganhar maior visibilidade e definir a sua agenda”.

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