Amor ou dinheiro? Portugueses adiam fim das relações por problemas financeiros

Com a aproximação do Dia dos Namorados, a Intrum apresenta nos resultados do seu estudo European Consumer Payment Report, que cerca de 24% dos inquiridos concorda que as questões financeiras se manifestam como uma fonte de tensão entre os casais e que há alguma dificuldade em falar abertamente sobre finanças com o seu par.

O estudo demonstra ainda, que este fenómeno sendo comum a ambos os sexos, tem um destaque acentuado nas mulheres (28%) quando comparado com os homens (20%).

Os resultados do estudo demonstram também que 16% dos casais portugueses não terminam o seu relacionamento devido à sua situação financeira. Os casais ficam presos numa relação indesejada, o que tem uma contribuição negativa para o seu bem-estar. Esta tendência aumentou 2% face a 2018.

O grupo etário dos 38 aos 54 anos é onde esta situação assume maior relevância.

Apesar das dificuldades na comunicação entre os casais portugueses relativamente às suas finanças, a verdade é que Portugal se encontra bem situado quando comparado com os restantes países da Europa, com uma percentagem de 16%. A Roménia é o país onde se encontram mais dificuldades neste tópico, com uma percentagem de 76%, por oposição a Holanda e a Dinamarca são os países onde os casais têm maior abertura para falar sobre temas financeiros, com uma percentagem de 12%.

Para Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum “a situação financeira pode ter uma influência decisiva no modo como se conduzem as relações pessoais, nomeadamente, quando há dificuldades financeiras. No entanto, o fim das relações é muitas vezes adiado precisamente pelos problemas financeiros e dos encargos que o fim de uma relação traria para cada uma das partes’’.

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