A norte-americana American Airlines ameaçou, esta terça-feira, que cortará 19 mil empregos assim que a ajuda estatal, destinada às companhias aéreas no âmbito do Programa de Apoio à Liquidez para aliviar o impacto da pandemia, expirar conforme planeado a 1 de outubro.
Os cortes planeados reduzirão o total de empregos da American Airlines para menos de 100 mil funcionários, que comparam com os 140 mil a laborar em março.
Segundo a empresa, cerca de 12.500 trabalhadores saíram voluntariamente e 11 mil estarão em licença a partir de 1 de outubro. E a estes podem juntar-se os 19 mil que a empresa anunciou hoje.
Recorde-se que em abril passado, o Governo dos Estados Unidos anunciou um acordo de resgate com as principais companhias aéreas de passageiros do país para amenizar os prejuízos decorrentes da conjuntura económica gerada pela pandemia do coronavírus, num montante de cerca de 25 mil milhões de dólares (22.759 milhões de euros )
Tal não impediu a empresa de registar perdas líquidas de 4.308 milhões de dólares (3.600 milhões de euros) no primeiro semestre do ano, face ao lucro de 847 milhões de dólares (733 milhões de euros) no mesmo período do ano anterior, impactado pelo colapso na procura de viagens em todo o mundo.
O debate sobre uma possível extensão de seis meses do programa de apoio do governo está em ‘stan-by’ no Congresso, mas se o debate for retomado em breve, e acordarem estender o apoio às empresas, ainda podem ser evitados os cortes de empregos na American Airlines.
“Viemos a vocês muitas vezes durante a pandemia, muitas vezes com atualizações preocupantes sobre um mundo que nenhum de nós poderia ter imaginado”, disse o CEO Doug Parker e o presidente Robert Isom em uma carta aos funcionários que foi lançado em um arquivo regulatório. “Hoje é a mensagem mais difícil que tivemos de compartilhar”, reconheceram.
Com base na atual procura, a American prevê voar menos de 50% de sua programação normal no quarto trimestre, com voos internacionais de longa distância a apenas 25% dos níveis de 2019.




