Diversos estados americanos estão a considerar projetos de lei que tornem mais fácil processar pessoas que ameacem as autoridades eleitorais. As medidas, reveladas pela agência ‘Reuters’, seguem após uma série de relatórios que documentam uma onda nacional nos Estados Unidos de ameaças e assédio contra administradores eleitorais por partidários de Donald Trump que adotaram as alegações falsa de fraude eleitoral nas eleições de 2020 pelo antigo presidente.
Vermont, Maine e Washington são alguns dos estados em questão. O senador do estado de Washington David Frockt, democrata de Seattle, garantiu que os relatórios “deram-nos mais evidências” para construir apoio à legislação para responsabilizar aqueles que ameaçam autoridades eleitorais.
No Maine, um projeto de lei de autoria do deputado estadual democrata Bruce White aumentaria as penas para quem “interferir intencionalmente pela força, violência ou intimidação” na administração eleitoral. A secretária de Estado Shenna Bellows citou a reportagem da ‘Reuters’ no depoimento que apoia o projeto. “Isso é inaceitável”, garantiu, observando que dois funcionários municipais no Maine foram ameaçados de violência.
A ‘Reuters’ documentou mais de 850 ameaças e mensagens hostis a funcionários e funcionários eleitorais dos EUA. Quase todas as comunicações ecoaram nas alegações infundadas de Trump de que ele perdeu a eleição de 2020 por causa de fraude. Mais de 100 das ameaças podem atingir o limite federal para processos criminais, de acordo com professores de direito e advogados que as analisaram.
No entanto, os processos nesses casos têm sido raros. Na última 6ª feira, uma ‘task force’ do Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou a primeira acusação, de um homem do Texas que postou ameaças online contra três autoridades na Geórgia. Um procurador-geral assistente garantiu que o caso está entre as “dezenas” que estão a ser investigadas pela ‘task force’.






