Ameaça de ataque com armas em escolas de Lisboa foi “brincadeira de mau gosto”, mas PSP está atenta. Menor responsável já foi identificado

No WhatsApp, as imagens circulavam com ameaças de que seriam realizados ataques a várias escolas da zona de Lisboa esta quinta-feira.

Pedro Zagacho Gonçalves

Tornou-se viral nas últimas horas uma mensagem com fotografias que mostravam um jovem de cara tapada ao lado de várias armas. No WhatsApp, as imagens circulavam com ameaças de que seriam realizados ataques a várias escolas da zona de Lisboa esta quinta-feira. O caso levantou grande preocupação entre alunos, pais, professores e funcionários escolares, mas, segundo a PSP, afinal foi apenas uma “brincadeira de mau gosto”.

O diretor nacional da PSP, Magina da Silva, disse que o episódio “é mais um exemplo do mau uso das redes sociais” e que as ameaças feitas de massacres nas escolas da Grande Lisboa não passaram “de uma brincadeira de mau gosto”.

A PSP analisou a fotografia e percebeu que tinha sido retirada de um site brasileiro. O menor responsável pelas mensagens já foi identificado, segundo adianta fonte do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP ao Expresso.

“Não obstante haver já um individuo identificado e a ser acompanhado pelas autoridades competentes, a PSP encontra-se a monitorizar a situação em apreço e está a acompanhar o funcionamento dos estabelecimentos de ensino e a população escolar”, avançaram as autoridades.

A direção nacional da PSP garante estar a acompanhar e “monitorizar” o caso, e a dar resposta junto das escolas e comunidade escolar.

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“Por intermédio das redes sociais temos também recebido esta informação por parte de diversos cidadãos que entenderam, e bem, confirmar que a PSP se encontra a par do assunto”, afirma a PSP, que pede a qualquer pessoa que tenha informação sobre o caso (sobre, por exemplo, pessoas envolvidas na disseminação das mensagens), que contactem as autoridades”.

Da mesma forma, a polícia pede em comunicado que, nos estabelecimentos de ensino, quem identificar “algum problema ou uma simples movimentação suspeita” deve comunicar imediatamente com a PSP,  “preferencialmente a equipa de polícias da Escola Segura da área”.

A PSP recorda que “em situações de emergência, o apoio necessário (policial, médico ou outro) pode ser solicitado pelo 112, número europeu de emergência”.

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As autoridades continuam a investigação para tentar chegar à identidade de quem ajudou a disseminar as mensagens que continham as ameaças.

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