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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Jul 2026 16:14:22 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Bolsa de Lisboa fecha no &#8216;vermelho&#8217; com Galp Energia a perder 4,44%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 16:14:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Bolsa de Lisboa]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa fechou hoje em terreno negativo, com o PSI a recuar 0,41% para 9.215,11 pontos, contrariando a tendência das restantes praças europeias, com a Galp Energia a liderar as perdas, ao recuar 4,44%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Lisboa fechou hoje em terreno negativo, com o PSI a recuar 0,41% para 9.215,11 pontos, contrariando a tendência das restantes praças europeias, com a Galp Energia a liderar as perdas, ao recuar 4,44%.  </P><br />
<P>Das 16 cotadas que integram o índice de referência nacional, sete fecharam a última sessão da semana no &#8216;vermelho&#8217;, sete no &#8216;verde&#8217; e a Jerónimo Martins e a Sonae SGPS, inalteradas a cotar nos, 16,81 euros e nos 2,05 euros, respetivamente.</P><br />
<P>Pelas restantes principais europeias, o espanhol IBEX-35 somou 1,65%, o alemão DAX subiu 1,36%, o britânico FTSE 100 avançou 0,91% e o francês CAC-40 valorizou 0,88%. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793689]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Atenção à nova burla do falso acidente: PSP alerta para esquema que já roubou mais de 200 mil euros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 16:13:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[PSP explica que, embora o número de denúncias tenha diminuído no primeiro semestre deste ano, o esquema evoluiu e pode provocar prejuízos muito superiores aos da versão tradicional da fraude]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia de Segurança Pública (PSP) alerta para uma nova variante da burla do falso acidente que, segundo a força de segurança, já permitiu aos burlões desviar mais de 200 mil euros em apenas 50 ocorrências analisadas.</p>
<p>Em comunicado, a PSP explica que, embora o número de denúncias tenha diminuído no primeiro semestre deste ano, o esquema evoluiu e pode provocar prejuízos muito superiores aos da versão tradicional da fraude.</p>
<p>Segundo a PSP, entre janeiro e junho de 2026 foram registadas 140 denúncias de burla por falso acidente, menos 24,3% do que as 185 participações registadas no mesmo período de 2025.</p>
<p>Em comunicado, a polícia considera que esta redução representa uma inversão da tendência de crescimento registada nos últimos anos, depois de as denúncias terem aumentado 78% em 2025 face ao ano anterior.</p>
<p>A PSP atribui esta evolução ao reforço das campanhas de sensibilização e à maior atenção dos cidadãos, sobretudo da população idosa, que continua a ser o principal alvo deste tipo de crime.</p>
<p><strong>Como funciona a burla</strong></p>
<p>Segundo a PSP, os suspeitos abordam habitualmente as vítimas em parques de estacionamento de superfícies comerciais, alegando um embate na viatura ou um atropelamento.</p>
<p>Depois, exigem o pagamento imediato de uma indemnização em dinheiro, recorrendo à pressão psicológica, intimidação ou manipulação, tentando evitar que a vítima contacte a polícia ou acione o seguro.</p>
<p>Para tornar a fraude mais credível, chegam a simular dores físicas, danos no veículo ou telefonemas para falsas oficinas e seguradoras que confirmariam o alegado valor da reparação.</p>
<p><strong>A nova variante preocupa a PSP</strong></p>
<p>Em comunicado, a PSP revela que os burlões estão agora a recorrer a um método mais sofisticado.</p>
<p>Depois de convencerem a vítima a introduzir o código PIN num terminal de pagamento portátil, alegando tratar-se do pagamento da indemnização, trocam discretamente o cartão bancário por outro semelhante, pertencente a uma vítima anterior.</p>
<p>De seguida, utilizam o cartão verdadeiro em caixas multibanco para levantar quantias elevadas antes de o titular conseguir bloquear a conta.</p>
<p>Segundo a PSP, esta variante já permitiu subtrair mais de 200 mil euros nas primeiras 50 ocorrências analisadas pelo Departamento de Investigação Criminal.</p>
<p><strong>Como se pode proteger</strong></p>
<p>A PSP aconselha os cidadãos a nunca efetuarem qualquer pagamento por um acidente que sabem não ter provocado e a desconfiarem de quem insiste em receber dinheiro no momento, recusando contactar as autoridades ou recorrer ao seguro.</p>
<p>A polícia recomenda ainda que nunca sejam entregues cartões bancários a desconhecidos nem seja introduzido o código PIN em terminais ou equipamentos apresentados fora de estabelecimentos comerciais legítimos.</p>
<p>Caso o cartão tenha sido entregue, a PSP aconselha a confirmar imediatamente se o cartão devolvido é efetivamente o seu.</p>
<p>Sempre que exista suspeita de burla, a força de segurança recomenda contactar de imediato a PSP, evitar qualquer pagamento sem antes falar com um familiar ou pessoa de confiança e, sempre que possível, recolher informação sobre os suspeitos e a viatura utilizada.</p>
<p>A PSP apela ainda à denúncia de todas as situações, sublinhando que quanto mais rapidamente os factos forem comunicados às autoridades, maiores são as possibilidades de identificar os autores destes crimes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793688]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>“Durmo entre zero e três horas por dia”: publicação da primeira-ministra japonesa transforma-se num desastre político&#8230; e acaba sob chuva de críticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 16:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[Sanae Takaichi]]></category>
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					<description><![CDATA[Mensagem nas redes sociais, publicada no passado dia 20, acumulou dezenas de milhares de reações e milhares de comentários, muitos deles críticos da imagem de dedicação extrema que a líder japonesa procurou transmitir]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma publicação da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, nas redes sociais, destinada a demonstrar a sua dedicação ao cargo, acabou por desencadear uma onda de críticas e reacendeu a polémica em torno do seu Governo.</p>
<p>Segundo o &#8216;El País&#8217;, Takaichi escreveu na rede social X que tem dormido &#8220;entre zero e três horas por dia&#8221; desde o início de julho, explicando que passa os dias a analisar documentos oficiais e as poucas horas livres a tratar das tarefas domésticas, como lavar roupa, limpar a casa, coser roupa e lavar a loiça.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="ja" dir="ltr">7月に入ってからの土日は、公邸で『骨太方針』『日本成長戦略』『地域未来戦略』に関する分厚い資料を早朝から深夜まで読み続け、2週目は与党審査で加筆修正された部分を熟読検討するなど、高市内閣が初めて骨太方針や概算要求段階から関われる令和９年度予算や本格的に取り組める中長期の成長戦略に向…</p>
<p>&mdash; 高市早苗 (@takaichi_sanae) <a href="https://x.com/takaichi_sanae/status/2079198063672098918?ref_src=twsrc%5Etfw">July 20, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A mensagem, publicada no passado dia 20, acumulou dezenas de milhares de reações e milhares de comentários, muitos deles críticos da imagem de dedicação extrema que a líder japonesa procurou transmitir.</p>
<p>Vários utilizadores acusaram Takaichi de glorificar uma cultura de excesso de trabalho que há décadas é alvo de críticas no Japão, onde fenómenos como o karoshi — morte por excesso de trabalho — continuam a preocupar especialistas e autoridades.</p>
<p>Outros consideraram que a publicação procura desviar atenções da queda da popularidade do Governo e das polémicas que têm marcado os últimos meses.</p>
<p>Uma das respostas mais partilhadas foi a de uma trabalhadora com deficiência, utilizadora de cadeira de rodas, que descreveu a sua própria rotina exaustiva e afirmou que continua, silenciosamente, a pagar os impostos que sustentam o Estado. &#8220;Quando vejo publicações como a sua, não consigo deixar de pensar: não é isso o óbvio?&#8221;, escreveu.</p>
<p>Outros utilizadores sugeriram que a primeira-ministra deveria delegar parte das tarefas domésticas e concentrar-se na resolução dos problemas que mais preocupam os japoneses, como a desvalorização do iene e o aumento do custo de vida.</p>
<p>A controvérsia surge numa altura em que a popularidade de Takaichi continua a cair. Depois de ter iniciado o mandato com uma taxa de aprovação próxima dos 70%, uma sondagem recente do Mainichi Shimbun indica que esse valor desceu para 41%.</p>
<p>Segundo o &#8216;El País&#8217;, a pressão política aumentou ainda mais devido às acusações de que um assessor próximo da primeira-ministra terá recorrido a vídeos gerados por inteligência artificial para desacreditar adversários internos durante a disputa pela liderança do Partido Liberal Democrático, em 2025.</p>
<p>Takaichi nega qualquer envolvimento. Esta semana apresentou um documento assinado pelo assessor Takeshi Kinoshita, no qual este rejeita ter criado ou distribuído os alegados vídeos difamatórios.</p>
<p>A oposição, porém, considera insuficiente essa explicação e continua a exigir que Kinoshita seja ouvido no Parlamento para esclarecer o caso.</p>
<p>Enquanto isso, uma simples publicação sobre noites mal dormidas acabou por transformar-se num símbolo das dificuldades políticas da primeira-ministra, alimentando o debate sobre liderança, cultura de trabalho e transparência no Governo japonês.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793664]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Creche de Almada em cujo carro morreu bebé cumpria critérios, indica Segurança Social</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/creche-de-almada-em-cujo-carro-morreu-bebe-cumpria-criterios-seguranca-social/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:52:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Almada]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[segurança social]]></category>
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					<description><![CDATA[O Instituto de Segurança Social (ISS) garantiu hoje que a creche "Mestre Cuco", em Almada, em cuja viatura morreu uma bebé de 18 meses, cumpria todos os critérios de funcionamento, remetendo a investigação para as autoridades judiciais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Instituto de Segurança Social (ISS) garantiu hoje que a creche &#8220;Mestre Cuco&#8221;, em Almada, em cuja viatura morreu uma bebé de 18 meses, cumpria todos os critérios de funcionamento, remetendo a investigação para as autoridades judiciais.</P><br />
<P>Em resposta à agência Lusa, o ISS refere que se trata de um estabelecimento de natureza privada licenciado, com autorização de funcionamento para 54 crianças, ao qual fez uma visita de acompanhamento técnico sem pré-aviso no dia 30 de setembro de 2025.</P><br />
<P>Nessa visita, &#8220;foram analisados todos os aspetos de funcionamento e organização da creche como, por exemplo, as condições das instalações, o quadro de pessoal e a sua formação técnica, os procedimentos de segurança, a alimentação, organização das salas e os processos individuais das crianças&#8221;.</P><br />
<P>Segundo a Segurança Social, &#8220;a creche apresentava um funcionamento regular, proporcionando às crianças instalações e serviços que cumprem todas as suas necessidades, designadamente, pedagógicas, lúdicas e emocionais&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A situação em apreço está a ser investigada pelas autoridades judiciais competentes&#8221;, conclui.</P><br />
<P>A bebé de 18 meses morreu na quinta-feira, em Almada, depois de ter ficado esquecida durante cerca de sete horas no interior de uma viatura ao serviço do colégio &#8220;O mestre Cuco&#8221;.</P><br />
<P>O alerta só foi dado quando a mãe se preparava para levar a menina de volta para casa, tendo sido informada na altura de que filha não tinha dado entrada na creche.</P><br />
<P>A menina viria a ser encontrada pouco tempo depois, já inanimada, no interior da viatura onde terá permanecido cerca de sete horas. As manobras de reanimação de nada valeram, tendo o óbito sido declarado no local.</P><br />
<P>As circunstâncias da morte estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793647]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Médio Oriente: Bloqueio marítimo no estreito de Bab el-Mandeb visa só Arábia Saudita, garantem Huthis</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/medio-oriente-bloqueio-maritimo-no-estreito-de-bab-el-mandeb-visa-so-arabia-saudita-huthis/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:52:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[houthis]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mar vermelho]]></category>
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					<description><![CDATA[Os rebeldes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, asseguraram hoje que não encerraram o estratégico estreito de Bab el-Mandeb e insistiram que o bloqueio marítimo anunciado recentemente visa apenas os navios da Arábia Saudita.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os rebeldes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, asseguraram hoje que não encerraram o estratégico estreito de Bab el-Mandeb e insistiram que o bloqueio marítimo anunciado recentemente visa apenas os navios da Arábia Saudita.</P><br />
<P>&#8220;Não há qualquer encerramento de Bab el-Mandeb, ao contrário do que alguns afirmam&#8221;, escreveu na rede social X o principal negociador huthi, Mohammed Abdulsalam, esclarecendo que o bloqueio marítimo assumido pelo movimento xiita é dirigido exclusivamente contra a navegação saudita.</P><br />
<P>A medida, acrescentou, foi tomada em resposta ao &#8220;bloqueio&#8221; imposto por Riade ao Iémen e à &#8220;recusa&#8221; do reino saudita em aceitar uma solução política justa.</P><br />
<P>Os rebeldes xiitas do Iémen impuseram o bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita após uma troca de tiros entre os dois lados na semana passada.</P><br />
<P>Há cerca de uma semana, os huthis lançaram mísseis e drones contra o Aeroporto Internacional de Abha, no sul da Arábia Saudita, em retaliação por um ataque do Governo iemenita, apoiado por uma coligação militar liderada por Riade e reconhecido internacionalmente, contra o aeroporto da capital iemenita.</P><br />
<P>O grupo pró-iraniano controla atualmente o noroeste do Iémen, incluindo a capital, Sana.</P><br />
<P>Na mesma mensagem publicada na rede social X, Mohammed Abdulsalam procurou tranquilizar o setor do transporte marítimo internacional, assegurando que a via permanece aberta, apesar das ameaças dos huthis ao tráfego, num contexto de receios de que Bab el-Mandeb possa evoluir para uma situação semelhante à do estreito de Ormuz.</P><br />
<P>O estreito de Bab el-Mandeb é uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo, ligando o mar Vermelho ao golfo de Aden e, consequentemente, ao oceano Índico, constituindo um ponto de passagem obrigatório na rota mais curta entre a Europa e a Ásia através do canal de Suez.</P><br />
<P>As declarações surgem quatro dias depois de os huthis terem anunciado um bloqueio naval à Arábia Saudita, afirmando que os navios ligados ao reino do Golfo estariam proibidos de navegar em águas sob o seu controlo, no âmbito de uma política de &#8220;bloqueio por bloqueio&#8221;.</P><br />
<P>O anúncio representou uma escalada significativa no mar Vermelho, após vários anos de relativa acalmia entre os huthis e a Arábia Saudita, na sequência da trégua negociada pelas Nações Unidas em 2022.</P><br />
<P>Desde então, os huthis têm advertido as companhias de navegação para não transportarem cargas com destino ou origem em portos sauditas e declararam que os navios que violem essa proibição poderão ser alvo de ataques.</P><br />
<P>Os rebeldes huthis reivindicaram esta semana a responsabilidade por ataques com drones e mísseis contra dois petroleiros sauditas no mar Vermelho.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793663]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Trump transforma a Casa Branca “no negócio mais lucrativo da sua carreira” e triplica receitas após regresso ao poder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:40:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Forbes]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Montante resulta da combinação de receitas operacionais e da venda de ativos, tendo sido calculado com base na declaração financeira de Trump, complementada por documentos financeiros, processos judiciais e registos de obrigações]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump terá arrecadado cerca de 2,4 mil milhões de dólares (cerca de 2 mil milhões de euros) em 2025, um valor mais de três vezes superior aos cerca de 760 milhões de dólares registados em 2024 e muito acima do salário anual de um presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>Segundo a análise publicada pela revista &#8216;Forbes&#8217;, o montante resulta da combinação de receitas operacionais e da venda de ativos, tendo sido calculado com base na declaração financeira de Trump, complementada por documentos financeiros, processos judiciais e registos de obrigações.</p>
<p><strong>Criptomoedas explicam grande parte do crescimento</strong></p>
<p>A &#8216;Forbes&#8217; afirma que cerca de 1,4 mil milhões de dólares do aumento das receitas estão ligados ao negócio das criptomoedas.</p>
<p>Segundo a publicação, a principal fatia terá vindo da memecoin lançada por Trump poucos dias antes de regressar à Casa Branca, que lhe terá rendido cerca de 635 milhões de dólares durante 2025.</p>
<p>A revista estima ainda que o projeto World Liberty Financial, ligado ao Presidente, lhe terá proporcionado quase 800 milhões de dólares adicionais.</p>
<p><strong>Mar-a-Lago e negócios internacionais também cresceram</strong></p>
<p>Além dos ativos digitais, a &#8216;Forbes&#8217; refere que o clube Mar-a-Lago, na Florida, e o negócio internacional de licenciamento da marca Trump registaram um forte crescimento após o regresso do republicano à Presidência.</p>
<p>Segundo a revista, estes negócios beneficiaram do aumento da visibilidade internacional e do impacto político da nova administração.</p>
<p><strong>Trump rejeita críticas</strong></p>
<p>Questionado sobre o aumento da sua fortuna, Donald Trump respondeu que já ganhava muito dinheiro antes de voltar à Casa Branca.</p>
<p>O presidente atribuiu ainda parte dos resultados ao bom desempenho dos mercados financeiros.</p>
<p>No entanto, a &#8216;Forbes&#8217; sustenta que a valorização da bolsa explica apenas uma pequena parte do crescimento e considera que o principal motor das receitas foi a aposta nas criptomoedas.</p>
<p><strong>&#8216;Forbes&#8217; critica estratégia comercial</strong></p>
<p>Na parte final da análise, a revista defende que Donald Trump encontrou na Presidência &#8220;o negócio mais lucrativo da sua carreira&#8221;, argumentando que o regresso ao poder permitiu potenciar a venda de produtos financeiros e digitais associados à sua marca.</p>
<p>A &#8216;Forbes&#8217; acrescenta que muitos destes ativos perderam entretanto grande parte do seu valor de mercado, apontando como exemplo a memecoin de Trump, que, segundo a publicação, caiu cerca de 98% desde o pico da cotação.</p>
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		<title>Exames: Professores fazem denúncia à CNPD sobre tratamento de dados pessoais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:21:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Um movimento de professores apresentou uma denúncia à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) pedindo a abertura de um inquérito ao processo de classificação digital dos exames nacionais e provas finais por acreditar que existem irregularidades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um movimento de professores apresentou uma denúncia à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) pedindo a abertura de um inquérito ao processo de classificação digital dos exames nacionais e provas finais por acreditar que existem irregularidades.</P><br />
<P>Na queixa, a que a Lusa teve acesso, o movimento cívico MetaProf sustentou que o novo modelo de classificação digital levanta dúvidas quanto às garantias de proteção dos dados pessoais de alunos e professores classificadores, defendendo por isso uma &#8220;intervenção urgente&#8221; da CNPD.</P><br />
<P>A MetaProf pede à CNPD que abra um inquérito ao tratamento de dados pessoais no âmbito da digitalização, distribuição e classificação eletrónica dos exames nacionais e provas finais do 9.º ano, alegando existirem &#8220;irregularidades, indícios e omissões&#8221; que podem configurar violações do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD).</P><br />
<P>Após analisarem documentos e com base em relatos de professores classificadores, o movimento identificou oito grupos de irregularidades. </P><br />
<P>Um deles diz respeito à empresa externa contratada para tratar da plataforma de distribuição e classificação de exames e que a queixa entende ter sido uma &#8220;subcontratação crítica sem garantias de segurança demonstradas&#8221;.</P><br />
<P>A denúncia sublinha que a empresa responsável desde 2018 &#8211; a Blat &#8211; Creative Powerhouse &#8211; tinha em 2024 apenas 14 funcionários e uma faturação inferior a 580 mil euros, o que &#8220;a qualifica como microempresa por dimensão&#8221;. </P><br />
<P>Os professores recordam dois episódios: Uma notícia que revelava que, em tempos, a empresa teria sido alvo de um alegado ciberataque e o facto de, já no início deste mês, a plataforma ter estado suspensa por recomendação da Deloitte e após detetarem &#8220;uma fragilidade de segurança cuja natureza não foi esclarecida publicamente&#8221;. </P><br />
<P>O movimento conclui assim que se levanta &#8220;uma questão objetiva de proporcionalidade entre a dimensão e a maturidade de segurança do subcontratante e a criticidade da função que lhe foi confiada&#8221;. </P><br />
<P>A denúncia acrescenta ainda não ser do conhecimento público que tenham sido exigidas à Blat certificações de segurança da informação, auditorias independentes ou cláusulas contratuais de resposta a incidentes.</P><br />
<P>O movimento considerou por isso que a CNPD deve verificar se os contratos com os subcontratantes cumprem as exigências do RGPD e garantem a segurança adequada.</P><br />
<P>A denúncia hoje apresentada aponta também alegadas falhas de integridade e autorização na Plataforma de Classificação e Supervisão (PCS), da responsabilidade do EduQa, lembrando que os próprios serviços reconheceram haver problemas com a contagem de respostas atribuídas aos classificadores e citando relatos de provas que desapareceram e voltaram a surgir classificadas por outros professores.</P><br />
<P>Os outros problemas passam pela ausência de qualquer referência ao RGPD nas normas que regulam a confidencialidade e operacionalização dos exames, que não mencionam o regulamento, a CNPD nem a expressão &#8220;dados pessoais&#8221;, lê-se na queixa.</P><br />
<P>O MetaProf pede ainda à autoridade que apure se ocorreu exposição de dados relativos às Medidas de Suporte à Aprendizagem, esclareça qual o modelo de controlo de acessos implementado nas plataformas, identifique formalmente o responsável pelo tratamento dos dados e o encarregado de proteção de dados e determine os prazos de conservação e eliminação da informação.</P><br />
<P>Este foi o primeiro ano em que a maioria dos exames nacionais, cerca de 300 mil, passou a ser corrigida em formato digital. Embora as provas continuem a ser realizadas em papel, são digitalizadas e distribuídas aos professores através da PCS e de uma segunda plataforma gerida por um fornecedor externo.</P><br />
<P>O documento questiona ainda a ausência de uma avaliação de impacto sobre a proteção de dados, dúvidas sobre os mecanismos de autenticação utilizados pelos classificadores e a eventual exposição de informação constante das Fichas A e das Medidas de Suporte à Aprendizagem, que podem conter dados pessoais de categoria especial.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793623]]></sapo:autor>
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		<title>“Verdadeiramente criminoso”: gatos com panos inflamáveis atados à cauda terão sido usados para provocar incêndios em Itália</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:17:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
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		<category><![CDATA[Itália]]></category>
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					<description><![CDATA[Os corpos de vários gatos foram encontrados entre os restos ainda fumegantes deixados pelos incêndios, levando as autoridades a investigar a possibilidade de fogo posto]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades italianas estão a investigar suspeitas de que gatos vadios tenham sido usados para espalhar incêndios florestais no Parque Nacional de Pollino, na Calábria, através de um método descrito como “desumano”.</p>
<p>Segundo o jornal britânico &#8216;The Independent&#8217;, os suspeitos terão atado panos inflamáveis às caudas dos animais, incendiando-os depois e libertando-os no terreno para que as chamas se propagassem pela vegetação.</p>
<p>Os corpos de vários gatos foram encontrados entre os restos ainda fumegantes deixados pelos incêndios, levando as autoridades a investigar a possibilidade de fogo posto.</p>
<p>“Este é o trabalho de uma mente que não é apenas maliciosa, mas verdadeiramente criminosa”, afirmou Domenico Costarella, responsável da Proteção Civil da Calábria, citado pelo jornal.</p>
<p>A Associação Italiana para a Defesa dos Animais e do Ambiente exigiu a abertura de uma investigação criminal e anunciou uma recompensa de mil euros por informações que permitam identificar os responsáveis.</p>
<p>A suspeita surge num momento em que vários incêndios continuam a atingir diferentes regiões da Europa, agravados pelas temperaturas elevadas, pela seca e por sucessivas vagas de calor.</p>
<p>Nem todos os fogos, contudo, terão causas naturais. No caso do Parque Nacional de Pollino, as autoridades procuram agora determinar se os animais foram deliberadamente usados para acelerar a propagação das chamas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793629]]></sapo:autor>
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		<title>Milhares de turistas evacuados por barco devido aos incêndios: França agradece ajuda de Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 15:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Calor]]></category>
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		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que França ativou o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia para reforçar os meios de combate às chamas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades francesas ordenaram a evacuação total da península de Cap Ferret, um dos destinos balneares mais exclusivos da costa atlântica francesa, devido ao avanço de um incêndio florestal de grandes dimensões que já consumiu cerca de 8.700 hectares.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">The sky is now completely engulfed by massive, billowing clouds of dark brown and orange smoke as the wildfire in the Lège-Cap-Ferret area sends a thick plume of smoke across nearby Lacanau, Gironde Department, France.</p>
<p>The wildfire has already scorched around 10,000 hectares. <a href="https://t.co/8aENqmWYY4">pic.twitter.com/8aENqmWYY4</a></p>
<p>&mdash; Weather Monitor (@WeatherMonitors) <a href="https://x.com/WeatherMonitors/status/2080656999327674368?ref_src=twsrc%5Etfw">July 24, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Segundo o jornal &#8216;The Independent&#8217;, milhares de residentes e turistas foram obrigados a abandonar a zona por barco ou através da única estrada que liga a península ao continente, numa operação que ilustra a gravidade da situação.</p>
<p><strong>Macron pede ajuda europeia</strong></p>
<p>Perante o agravamento dos incêndios, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que França ativou o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia para reforçar os meios de combate às chamas.</p>
<p>Segundo o chefe de Estado, o país vai receber dois aviões Canadair da Croácia, dois aviões Air Tractor de Portugal e dois helicópteros pesados Black Hawk disponibilizados pela Chéquia e pela Eslováquia.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="fr" dir="ltr">La situation reste sous très forte tension face aux incendies qui frappent le pays, en particulier en Gironde.</p>
<p>Mes pensées vont à nos sapeurs-pompiers et aux forces de secours qui luttent sans relâche sur le front des flammes. Leur courage force le respect.…</p>
<p>&mdash; Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) <a href="https://x.com/EmmanuelMacron/status/2080421021006405681?ref_src=twsrc%5Etfw">July 23, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Outro grande incêndio aumenta pressão</strong></p>
<p>Além do fogo em Cap Ferret, um segundo grande incêndio continua ativo na região de Biscarrosse, cerca de 40 quilómetros mais a sul.</p>
<p>As chamas já destruíram aproximadamente 2.500 hectares e obrigaram à evacuação de mais de 23 mil pessoas, sobretudo em parques de campismo e habitações de férias. Um campo de férias para crianças e um lar de idosos também foram retirados por precaução.</p>
<p>As autoridades alertam que o vento continua a dificultar o combate ao fogo, mantendo a situação altamente instável.</p>
<p>O calor extremo agrava a situação</p>
<p>Segundo o The Independent, França é um dos países europeus mais afetados pela sucessão de vagas de calor registadas este verão.</p>
<p>A combinação de temperaturas elevadas, seca prolongada e vegetação extremamente seca criou condições propícias à rápida propagação dos incêndios.</p>
<p>O ministro do Interior francês, Laurent Nunez, afirmou que os bombeiros enfrentam &#8220;uma verdadeira batalha&#8221; contra as chamas.</p>
<p>Espanha também enfrenta emergência</p>
<p>A situação é igualmente crítica em Espanha, onde o Governo declarou emergência nacional após vários incêndios terem obrigado à evacuação de cerca de 10 mil pessoas na região de Madrid.</p>
<p>Desde o início do ano, o fogo já consumiu cerca de 1.300 quilómetros quadrados de território espanhol, mais de quatro vezes a área ardida no mesmo período de 2025.</p>
<p>As previsões apontam ainda para temperaturas que poderão atingir os 44 graus em algumas zonas do sudeste de Espanha, aumentando o risco de novos incêndios nos próximos dias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793616]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Subconcessão de 690 M€ do Metro do Porto não terá encargos para o Estado, garante Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:53:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Governo assegurou hoje que a subconcessão de 690 milhões de euros do Metro do Porto, cujo concurso foi hoje lançado, não terá encargos para o Estado, apesar de estarem autorizados 17,5 milhões em impostos para a financiar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo assegurou hoje que a subconcessão de 690 milhões de euros do Metro do Porto, cujo concurso foi hoje lançado, não terá encargos para o Estado, apesar de estarem autorizados 17,5 milhões em impostos para a financiar.</P><br />
<P>&#8220;O concurso público internacional, em regime de parceria público-privada (PPP), prevê um contrato com duração de oito anos com um preço base de 690 milhões de euros. Saliente-se que este montante é financiado por receitas próprias do sistema e que não implica encargos financeiros para o Estado&#8221;, pode ler-se num comunicado hoje enviado às redações pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação.</P><br />
<P>Segundo o ministério liderado por Miguel Pinto Luz, &#8220;os concorrentes têm um prazo de 90 dias para entregar propostas&#8221;, estando previsto &#8220;que o novo contrato entre em vigor em abril de 2027&#8221;.</P><br />
<P>Citado no comunicado, o ministro refere que &#8220;o lançamento deste concurso em regime de PPP representa um passo estratégico para garantir a continuidade de um serviço de transporte público de elevada qualidade, preparado para a expansão da rede e para responder ao aumento da procura&#8221;, acrescentando que o Governo continua &#8220;a investir numa mobilidade mais eficiente, sustentável e centrada nas pessoas&#8221;.</P><br />
<P>Também a Metro do Porto emitiu um comunicado dando conta que o concurso público internacional para a subconcessão foi lançado hoje, visando dotar a empresa &#8220;da capacidade para operar uma rede maior do que a atual&#8221;, introduzindo ainda &#8220;novos padrões de referência em matéria de qualidade do serviço e de proteção do interesse público&#8221;.</P><br />
<P>Além de abranger as atuais e novas linhas, &#8220;o objeto contratual compreende ainda a manutenção da globalidade da infraestrutura da rede, bem como da frota de veículos da Metro do Porto (atualmente 120 veículos, a que se vão somar mais 22 já adjudicados e em fase de produção), e de todos os sistemas técnicos associados&#8221;.</P><br />
<P>A resolução do Conselho de Ministros publicada na quinta-feira, apontava, porém, que a Metro do Porto fica autorizada a realizar a despesa, sendo que dos encargos financeiros previstos, 672,2 milhões de euros são financiados por receitas próprias da Metro e 17,5 milhões de euros por impostos.</P><br />
<P>Após questões da Lusa sobre o recurso a impostos, o ministério de Miguel Pinto Luz respondeu que a resolução &#8220;é uma autorização de despesa do Governo onde constam os encargos financeiros assumidos anualmente e as respetivas fontes de financiamento&#8221;, mas garantiu que &#8220;a receita gerada pela atividade da Metro do Porto é suficiente para cobrir a totalidade da despesa autorizada&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A este respeito, o Contrato de Serviço Público do Estado com a empresa Metro do Porto não contempla encargos financeiros para o Estado&#8221;, refere ainda, clarificando também que a concessão durará oito anos apesar de estarem previstas despesas em nove, uma vez que está previsto iniciar-se em abril de 2027 e terminar em março de 2035, perfazendo oito anos completos.</P><br />
<P>A resolução salienta que não obstante estar previsto um aumento de despesa, &#8220;tal resulta, em grande medida, da entrada em exploração das novas linhas Rosa e Rubi, e das linhas de Gondomar e da Trofa (estas últimas com previsão de início de exploração para o ano de 2031)&#8221;.</P><br />
<P>Assim, por ano prevê-se uma despesa de 52,8 milhões de euros em 2027, 73,1 milhões de euros em 2028, 79,6 milhões de euros em 2029, 81,6 milhões de euros em 2030, 87,1 milhões de euros em 2031, 93,4 milhões de euros em 2032, 96,4 milhões de euros em 2033, 99,6 milhões de euros em 2034 e 25,8 milhões de euros em 2035.</P><br />
<P>Em outubro de 2024, o Governo constituiu uma equipa para preparar a nova subconcessão do Metro do Porto, atualmente atribuída à ViaPorto, do grupo Barraqueiro, cujo atual contrato foi prorrogado até março de 2027, estando a empresa autorizada a despender até 435 milhões de euros.</P><br />
<P>Inicialmente, o contrato celebrado por sete anos previa que a Metro do Porto pudesse realizar uma despesa até ao montante total de 311,1 milhões de euros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793606]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Exames: FNE diz que ministro da Educação não é o único responsável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:52:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[FNE]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE) disse hoje que o processo relativo aos exames nacionais "correu mal, foi mal pensado e planificado", mas o ministro da Educação não é o único responsável.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE) disse hoje que o processo relativo aos exames nacionais &#8220;correu mal, foi mal pensado e planificado&#8221;, mas o ministro da Educação não é o único responsável. </P><br />
<P>&#8220;Se há uma responsabilização política do ministro da Educação também tem que haver outros responsáveis, nomeadamente técnica, uma responsabilidade técnica, de quem construiu este modelo&#8221;, afirmou Pedro Barreiros durante uma conferência de imprensa, no Porto. </P><br />
<P>E acrescentou: &#8220;Não temos nada contra ninguém em concreto, mas se existe um Júri Nacional de Exames, se existe um EduQA eles só fazem sentido para cumprir um determinado papel e se não o cumprem adequadamente então também importa reestruturar e alterar&#8221;.</P><br />
<P>Pedro Barreiros, que fazia a apresentação dos resultados da consulta nacional sobre a carreira docente promovida pela FNE e pela Associação para a Formação e Investigação em Educação e Trabalho (AFIET), considerou que o ministro da Educação tem dado &#8220;o peito às balas&#8221;, mas há outros responsáveis. </P><br />
<P>&#8220;Importa também que ele não as assuma [responsabilidades] por inteiro porque há outros responsáveis ou, pelo menos, há outros atores no meio de todo este filme&#8221;, entendeu. </P><br />
<P>Em sua opinião, houve irresponsabilidade, impreparação e comportamentos menos adequados por parte de toda uma estrutura que não apenas e só aquele que é politicamente responsável, que é o ministro da tutela.  </P><br />
<P>&#8220;É preciso mais informação para se perceber em concreto o envolvimento de cada um dos atores deste filme para perceber realmente qual foi a importância de cada um&#8221;, insistiu. </P><br />
<P>Por isso, a auditoria é um ponto obrigatório para entender tudo o que se passou, opinou. </P><br />
<P>Pedro Barreiros salientou que a queda do ministro seria um retrocesso porque decorre, neste momento, a negociação do Estatuto da Careira Docente. </P><br />
<P>&#8220;Seria um ano perdido porque teríamos que voltar ao ponto zero do início da negociação do Estatuto da Careira Docente e nós vivemos duas décadas a lutar pela recuperação do tempo de serviço congelado&#8221;, assinalou.</P><br />
<P>O ministro da Educação reconheceu os problemas no processo de classificação dos exames nacionais, mas garantiu que nenhum aluno será prejudicado. </P><br />
<P>Apesar dos atrasos na divulgação das notas, o Ministério manteve os calendários da primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior, que termina a 06 de agosto, bem como os da segunda fase dos exames.</P><br />
<P>Contudo, foi criada uma época especial de exames, a decorrer entre 03 e 08 de setembro, o que obrigou a adiar a segunda fase do concurso para entre 24 de agosto e 20 de setembro.</P><br />
<P>Pela primeira vez este ano, os cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram avaliados em formato digital, mas o processo registou várias falhas técnicas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793615]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Rússia ataca exposição da indústria militar perto de Kiev: há 10 mortos e investigação sobre quem autorizou o evento</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/russia-ataca-exposicao-da-industria-militar-perto-de-kiev-ha-10-mortos-e-investigacao-sobre-quem-autorizou-o-evento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:49:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Fabricantes de armamento e entidades ligadas ao setor confirmaram posteriormente que o local atingido acolhia uma exposição dedicada à indústria de defesa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um ataque com mísseis balísticos lançado pela Rússia contra a região de Kiev atingiu esta sexta-feira um recinto onde decorria um evento da indústria de defesa ucraniana, provocando pelo menos 10 mortos e cerca de uma centena de feridos, segundo o procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko.</p>
<p>De acordo com o &#8216;Kyiv Post&#8217;, fabricantes de armamento e entidades ligadas ao setor confirmaram posteriormente que o local atingido acolhia uma exposição dedicada à indústria de defesa, embora o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tenha inicialmente confirmado apenas o ataque à região de Kiev, sem especificar o alvo.</p>
<p><strong>Investigação sobre a organização do evento</strong></p>
<p>O Conselho Ucraniano de Fabricantes de Armamento confirmou que representantes da indústria de defesa estavam reunidos no local quando ocorreu o ataque.</p>
<p>Em comunicado, a organização indicou que o local exato do evento nunca foi divulgado publicamente e apelou para que não sejam partilhadas fotografias, vídeos, geolocalizações ou informações que possam comprometer a investigação ou colocar outras pessoas em risco.</p>
<p>Mais tarde, a Administração Militar Regional de Kiev confirmou que um míssil balístico russo atingiu um campo de treino privado onde decorria um evento, acrescentando que as circunstâncias do ataque continuam a ser apuradas.</p>
<p><strong>Zelensky pede mais sistemas Patriot</strong></p>
<p>Volodymyr Zelensky confirmou que a operação de socorro decorre no terreno e voltou a defender o reforço das defesas antiaéreas ucranianas.</p>
<p>O presidente afirmou que a Rússia continua a ignorar &#8220;todas as normas internacionais e os valores humanos básicos&#8221; e insistiu que o fornecimento de mais mísseis para os sistemas Patriot continua a ser uma prioridade para proteger a população.</p>
<p><strong>Especialistas criticam realização da exposição</strong></p>
<p>O ataque desencadeou também um intenso debate dentro da própria Ucrânia.</p>
<p>Vários analistas militares e canais especializados no acompanhamento da guerra questionaram a decisão de realizar um evento desta natureza numa zona ao alcance dos mísseis balísticos russos.</p>
<p>Alguns recordaram o ataque russo contra uma exposição de tecnologia militar em Chernihiv, em agosto de 2023, defendendo que a experiência deveria ter servido de alerta para evitar concentrações deste tipo em áreas vulneráveis.</p>
<p>As críticas incidiram igualmente sobre a divulgação do evento, argumentando que informações disponíveis publicamente poderiam ter facilitado a identificação do alvo através de técnicas de inteligência de fontes abertas (OSINT).</p>
<p><strong>Ministério Público abre dois inquéritos</strong></p>
<p>O procurador-geral da Ucrânia anunciou a abertura de um processo por alegada violação das leis e costumes da guerra, dirigido ao ataque russo.</p>
<p>Paralelamente, foi instaurado um segundo inquérito para apurar eventuais falhas na organização do evento, incluindo quem autorizou a sua realização, como foi escolhido o local, que medidas de segurança foram adotadas e se os riscos associados ao atual contexto de guerra foram devidamente avaliados.</p>
<p><strong>Ataque diurno invulgar</strong></p>
<p>O bombardeamento ocorreu cerca das 11h30 locais, um horário pouco habitual para este tipo de ofensivas.</p>
<p>Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou três mísseis balísticos durante o ataque. Um foi intercetado pelas defesas antiaéreas, enquanto os outros dois atingiram a região de Kiev.</p>
<p>O &#8216;Kyiv Post&#8217; recorda que julho tem registado um aumento significativo deste tipo de ataques, com mais de uma centena de mísseis balísticos lançados pela Rússia apenas nos primeiros 19 dias do mês.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793612]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Lidl previsto em antigo subcampo nazi: parque comercial gera indignação internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:40:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Áustria]]></category>
		<category><![CDATA[campo de concentração]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[lidl]]></category>
		<category><![CDATA[Mauthausen]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto prevê a instalação de um supermercado Lidl e de um centro logístico num local onde centenas de mulheres judias foram obrigadas a trabalhar como escravas durante a II Guerra Mundial]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A construção de um parque comercial no terreno de um antigo subcampo do complexo de concentração de Mauthausen está a provocar uma crescente onda de indignação na Áustria e além-fronteiras. Segundo o jornal espanhol &#8216;El Mundo&#8217;, o projeto prevê a instalação de um supermercado Lidl e de um centro logístico num local onde centenas de mulheres judias foram obrigadas a trabalhar como escravas durante a II Guerra Mundial.</p>
<p>Organizações judaicas, historiadores e responsáveis pelo Memorial de Mauthausen alertam que a obra poderá destruir um dos últimos vestígios físicos do antigo subcampo de Hirtenberg, precisamente no ano em que se assinalam os 80 anos da libertação dos campos de concentração nazis.</p>
<p><strong>Um terreno banal&#8230; com um passado trágico</strong></p>
<p>O subcampo de Hirtenberg foi criado em setembro de 1944 e integrou a vasta rede de campos dependentes de Mauthausen.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Mundo&#8217;, as primeiras 391 mulheres judias deportadas de Auschwitz chegaram ao local para trabalhar na fábrica de munições Hirtenberger Patronenfabrik, integrada no esforço de guerra do regime nazi. Nos meses seguintes, outras prisioneiras provenientes de Auschwitz e Ravensbrück juntaram-se ao grupo.</p>
<p>Ao todo, mais de 400 mulheres, na sua maioria polacas, soviéticas e italianas, foram obrigadas a trabalhar até 12 horas por dia no fabrico de armamento sob vigilância das SS.</p>
<p>Quando o Exército Vermelho se aproximou de Viena, em abril de 1945, as prisioneiras foram forçadas a percorrer cerca de 170 quilómetros até Mauthausen. Várias morreram durante essa marcha.</p>
<p><strong>Memorial fala numa perda irreversível</strong></p>
<p>Desde 2021, o Memorial de Mauthausen, o Comité Austríaco de Mauthausen e vários movimentos cívicos tentam impedir a urbanização do terreno.</p>
<p>A diretora do Memorial, Barbara Glück, classificou a situação como &#8220;uma vergonha&#8221;, lamentando que os últimos vestígios de um antigo campo de concentração possam desaparecer sem um verdadeiro debate público.</p>
<p>Segundo a responsável, nunca esteve em causa impedir qualquer desenvolvimento urbano, mas encontrar uma solução que permitisse conciliar os direitos dos proprietários com a preservação de um local de enorme importância histórica.</p>
<p>&#8220;A perda destas estruturas históricas e de potenciais fontes de investigação é irreversível&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Centro Simon Wiesenthal leva caso para o plano internacional</strong></p>
<p>A polémica ganhou uma nova dimensão depois da intervenção do Centro Simon Wiesenthal.</p>
<p>A organização defendeu que &#8220;a memória do Holocausto não está a ser apagada pelo tempo, mas por decisões administrativas e ações concretas&#8221;, sublinhando que estes locais assumem hoje um valor ainda maior à medida que desaparecem os últimos sobreviventes do Holocausto.</p>
<p>Para o Centro Simon Wiesenthal, antigos campos e subcampos como Hirtenberg representam simultaneamente prova histórica, espaço de aprendizagem e memorial das vítimas.</p>
<p><strong>Autoridades dizem que projeto cumpre a lei</strong></p>
<p>Apesar das críticas, as autoridades austríacas sustentam que o empreendimento respeita a legislação em vigor.</p>
<p>O Instituto Federal dos Monumentos concluiu que os vestígios existentes não reuniam os requisitos legais necessários para proteção patrimonial, permitindo assim o avanço das obras.</p>
<p>Os críticos contestam esse entendimento e defendem que o valor histórico de um antigo campo de concentração não pode ser medido apenas pelas estruturas ainda visíveis, mas também pelos acontecimentos que ali tiveram lugar e pelo dever de preservar essa memória para as gerações futuras.</p>
<p>Enquanto os trabalhos prosseguem, o terreno onde centenas de mulheres foram escravizadas pelo regime nazi transformou-se no centro de uma nova batalha: a que opõe o desenvolvimento urbano ao dever de preservar a memória de um dos capítulos mais sombrios da história europeia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793604]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Cabo Verde quer reforçar a ponte económica entre a China e os países lusófonos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:34:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Cabo Verde]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Cabo Verde quer aprofundar a cooperação económica com a China e reforçar o papel do Fórum de Macau como plataforma para atrair investimento e apoiar o desenvolvimento de sectores estratégicos da economia cabo-verdiana. A intenção foi manifestada durante a visita de uma delegação do Secretariado Permanente do Fórum de Macau ao país, entre 19 e 22 de julho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cabo Verde quer aprofundar a cooperação económica com a China e reforçar o papel do Fórum de Macau como plataforma para atrair investimento e apoiar o desenvolvimento de sectores estratégicos da economia cabo-verdiana. A intenção foi manifestada durante a visita de uma delegação do Secretariado Permanente do Fórum de Macau ao país, entre 19 e 22 de julho.</p>
<p>Liderada pela Secretária-Geral Adjunta do Secretariado Permanente, Xie Ying, a delegação reuniu-se com vários membros do Governo cabo-verdiano, incluindo os ministros dos Negócios Estrangeiros, Comunidade e Defesa Nacional, Manuel Amante da Rosa, da Economia, Comércio, Indústria e Transição Digital, António José Medina dos Santos Baptista, e a ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adelsia de Jesus Mendes Almeida.</p>
<p>Nos encontros, Xie Ying apresentou os progressos da China na implementação do Plano de Ação para a Cooperação Económica e Comercial, aprovado na 6.ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau, e destacou a disponibilidade para reforçar a execução das iniciativas previstas no âmbito da cooperação entre a China e os países de língua portuguesa.</p>
<p>Para Manuel Amante da Rosa, o Fórum de Macau tem desempenhado um papel relevante no aprofundamento das relações entre a China e Cabo Verde ao longo dos seus 23 anos de existência. O governante defendeu um reforço do intercâmbio e da cooperação no âmbito desta plataforma e apontou como prioridade um maior apoio às pequenas e médias empresas através do Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China – Países de Língua Portuguesa.</p>
<p>Já António José Medina dos Santos Baptista considerou a China um &#8220;parceiro estratégico fundamental&#8221; para Cabo Verde, lembrando que a cooperação bilateral, que assinala este ano 50 anos de relações diplomáticas, se tem estendido a áreas como as infraestruturas, educação e saúde.</p>
<p>O ministro cabo-verdiano defendeu ainda um maior aproveitamento da experiência chinesa em áreas como o planeamento do desenvolvimento, a inovação tecnológica e a diversificação económica. Entre os sectores identificados estão a agricultura, as pescas, a indústria e a economia digital.</p>
<p>Também a ministra Adelsia de Jesus Mendes Almeida manifestou interesse em utilizar o Fórum de Macau para promover a cooperação nas áreas das infraestruturas, formação e educação e redução da pobreza, procurando beneficiar da experiência chinesa para melhorar a gestão e a qualidade dos serviços sociais e de bem-estar.</p>
<p>Durante a visita, realizou-se ainda uma sessão de apresentação do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, que reuniu cerca de 70 participantes, entre representantes do Governo cabo-verdiano, da Embaixada da China, associações empresariais, empresas locais e empresas chinesas com investimentos no país.</p>
<p>Na ocasião, Xie Ying afirmou que o Secretariado Permanente pretende trabalhar com as várias partes para implementar o Plano de Ação para a Cooperação Económica e Comercial e apoiar os preparativos para a 7.ª Conferência Ministerial. A responsável destacou também a intenção de promover uma maior participação de instituições chinesas na modernização do turismo cabo-verdiano e no desenvolvimento da economia azul, da economia digital e das energias verdes.</p>
<p>A delegação visitou ainda a Cabo Verde TradeInvest e a Universidade de Cabo Verde e manteve contactos com órgãos de comunicação social locais. A comitiva integrou também Nuno Miguel Melo Furtado, Delegado de Cabo Verde junto do Secretariado Permanente do Fórum, e Liu Yimei, Assessora do Gabinete da Administração da instituição.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793600]]></sapo:autor>
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		<title>Fim da fuga em Lisboa: PSP detém suspeito procurado pela INTERPOL por imigração ilegal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:33:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[aeroporto de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Interpol]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[PSP]]></category>
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					<description><![CDATA[PSP explica que a detenção foi efetuada pela Divisão de Segurança Aeroportuária e Controlo Fronteiriço de Lisboa, da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, durante uma ação de controlo fronteiriço realizada no Terminal 1 do aeroporto]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, na noite de 23 para 24 de julho, um homem de 34 anos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, no cumprimento de um mandado de detenção internacional emitido pelas autoridades angolanas e difundido pela INTERPOL.</p>
<p>Em comunicado, a PSP explica que a detenção foi efetuada pela Divisão de Segurança Aeroportuária e Controlo Fronteiriço de Lisboa, da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, durante uma ação de controlo fronteiriço realizada no Terminal 1 do aeroporto.</p>
<p>Segundo a força de segurança, o alerta internacional foi detetado durante os procedimentos de controlo de passageiros, levando à confirmação da existência de um mandado de detenção válido através dos canais de cooperação policial internacional.</p>
<p><strong>Suspeito de integrar organização criminosa</strong></p>
<p>De acordo com a PSP, o homem é procurado pelas autoridades judiciais angolanas por suspeitas da prática dos crimes de auxílio à imigração ilegal, integração em organização criminosa e falsificação de documentos de viagem.</p>
<p>Em comunicado, a polícia refere que a investigação está relacionada com a alegada participação do suspeito numa estrutura organizada dedicada a facilitar a circulação irregular de pessoas, recorrendo, alegadamente, a documentação de viagem fraudulenta.</p>
<p>Segundo a informação constante do mandado internacional, os crimes em causa são puníveis com penas de prisão entre sete e doze anos.</p>
<p><strong>Será presente ao Tribunal da Relação de Lisboa</strong></p>
<p>Após a confirmação da validade do mandado, o suspeito foi detido e conduzido para as instalações de detenção provisória do Comando Metropolitano de Lisboa.</p>
<p>A PSP adianta que o homem será presente ao Tribunal da Relação de Lisboa, autoridade competente para decidir os passos seguintes do processo de extradição.</p>
<p>A força de segurança sublinha ainda que esta operação se enquadra no trabalho de combate à criminalidade organizada e transnacional e na cooperação policial internacional para reforçar a segurança das fronteiras e assegurar a execução da justiça.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793566]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Morte de associado de Jeffrey Epstein em França sem indícios de violência, conclui autópsia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:19:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[jeffrey epstein]]></category>
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					<description><![CDATA[A autópsia realizada ao olheiro de modelos francês Daniel Siad, encontrado morto na sua residência em Colombes, nos arredores de Paris, não detetou quaisquer indícios de violência relacionados com a morte, informou esta sexta-feira a Procuradoria de Nanterre.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A autópsia realizada ao olheiro de modelos francês Daniel Siad, encontrado morto na sua residência em Colombes, nos arredores de Paris, não detetou quaisquer indícios de violência relacionados com a morte, informou esta sexta-feira a Procuradoria de Nanterre. Siad, de 69 anos, foi encontrado sem vida no passado dia 20 de julho e, segundo as autoridades, os exames médico-legais efetuados a 23 de julho não permitiram estabelecer, para já, uma causa direta para o óbito. No entanto, os peritos identificaram um estado de saúde debilitado e vestígios de um enfarte sofrido anteriormente, permanecendo ainda por concluir as análises toxicológicas e anatomopatológicas que deverão determinar a causa exata da morte.</p>
<p>Daniel Siad estava sob escrutínio das autoridades francesas devido às suas ligações ao falecido financeiro norte-americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. O seu nome surge cerca de duas mil vezes nos ficheiros relacionados com Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, tendo sido igualmente alvo de vigilância especial por investigadores franceses no âmbito de uma vasta investigação sobre alegado tráfico de seres humanos e fraude fiscal. Ainda assim, segundo a Procuradoria e a defesa de Siad, nunca foram reunidos elementos suficientes que justificassem a sua detenção. Em maio, numa entrevista ao canal francês BFM, Siad afirmou que a sua relação com Epstein tinha sido &#8220;estritamente profissional&#8221;. O seu advogado, Menya Arab-Tigrine, reiterou esta semana que os investigadores não encontraram qualquer prova de que o seu cliente tivesse cometido um crime, razão pela qual nunca foi constituído arguido nem detido.</p>
<p>A morte de Daniel Siad é o segundo caso em França envolvendo uma figura publicamente associada a Jeffrey Epstein. Em 2022, o agente de modelos Jean-Luc Brunel foi encontrado enforcado na cela onde se encontrava em prisão preventiva, depois de 14 meses detido por acusações de violação de menores e assédio sexual, alegações que sempre negou. O caso teve ampla repercussão internacional devido à proximidade de Brunel com Epstein e ao papel que alegadamente desempenhou no recrutamento de jovens modelos.</p>
<p>Jeffrey Epstein morreu em 2019 numa prisão norte-americana enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. A sua morte e a rede de contactos que mantinha continuam a gerar investigações e polémicas em vários países. No caso de Daniel Siad, as autoridades francesas sublinham que a investigação permanece aberta até serem conhecidos os resultados das análises laboratoriais pendentes, mas os primeiros exames periciais não revelaram qualquer evidência de violência relacionada com a sua morte.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793587]]></sapo:autor>
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		<title>A relação económica entre Europa e China está a mudar&#8230; e o tempo pode ser decisivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:12:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia ainda dispõe de uma posição de força nas relações comerciais com a China, mas essa vantagem poderá não durar muito mais. A conclusão é de uma análise do Mercator Institute for China Studies (MERICS), segundo a qual Pequim continua dependente de mais produtos provenientes da Europa do que dos Estados Unidos, embora essa dependência esteja a diminuir à medida que a China reforça a sua estratégia de autossuficiência económica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="374" data-end="820">A União Europeia ainda dispõe de uma posição de força nas relações comerciais com a China, mas essa vantagem poderá não durar muito mais. A conclusão é de uma análise do <em data-start="544" data-end="582">Mercator Institute for China Studies</em> (MERICS), segundo a qual Pequim continua dependente de mais produtos provenientes da Europa do que dos Estados Unidos, embora essa dependência esteja a diminuir à medida que a China reforça a sua estratégia de autossuficiência económica.</p>
<p data-start="822" data-end="1097">Segundo Andreas Mischer, analista do MERICS, Bruxelas deverá aproveitar esta &#8220;janela de oportunidade&#8221; para reforçar o seu poder negocial perante Pequim, numa altura em que as importações chinesas de produtos europeus continuam a ser relevantes em vários setores estratégicos.</p>
<p data-start="1099" data-end="1455">A investigação mostra que, em 2024, a China dependia da União Europeia em 110 categorias de produtos, contra apenas 56 relativamente aos Estados Unidos. Ainda assim, este número representa uma redução significativa face às 225 categorias registadas em 2000, refletindo o esforço de Pequim para substituir importações através do aumento da produção interna.</p>
<p data-start="1457" data-end="1995">Quando a análise se restringe a produtos considerados estratégicos para a economia ou para a segurança nacional, a vantagem europeia torna-se ainda mais evidente. O MERICS identificou mais de 300 categorias estratégicas e concluiu que a China depende da União Europeia em 15 delas, incluindo vacinas, hormonas e esteroides, alcaloides utilizados na indústria farmacêutica e de pesticidas, zircónio, turbinas a gás, determinadas máquinas-ferramenta e aeronaves. No caso dos Estados Unidos, a dependência limita-se a apenas três categorias.</p>
<p data-start="1997" data-end="2176">Apesar disso, Andreas Mischer alerta que a margem de influência da Europa está a diminuir à medida que Pequim reduz gradualmente a necessidade de recorrer a fornecedores externos.</p>
<p data-start="2178" data-end="2585">Ao mesmo tempo, o estudo identifica sinais positivos para Bruxelas. Depois de vários anos de crescimento da dependência europeia das importações chinesas, essa tendência começou a inverter-se. O número de categorias de produtos em que a União Europeia depende da China caiu de 422, em 2022, para 411, em 2024. Também as dependências consideradas estratégicas recuaram ligeiramente, de 20 para 19 categorias.</p>
<p data-start="2587" data-end="2780">Entre os produtos em que a Europa continua fortemente dependente da China encontram-se o grafite, a fluorite, alguns antibióticos e compostos químicos utilizados como precursores farmacêuticos.</p>
<p data-start="2782" data-end="3070">Para o analista, estes dados reforçam a necessidade de uma resposta coordenada por parte dos Estados-membros. Andreas Mischer defende que a União Europeia terá muito mais capacidade para influenciar Pequim se atuar de forma conjunta, em vez de permitir abordagens nacionais diferenciadas.</p>
<p data-start="3072" data-end="3510">Nesse contexto, considera que a Alemanha deverá alinhar-se com uma estratégia comum europeia. O especialista assinala que Berlim tem adotado tradicionalmente uma posição mais conciliadora nas relações comerciais com a China, mas destaca que o recente plano do Governo alemão para relançar a economia já prevê medidas de proteção contra concorrência desleal e uma aplicação mais célere dos mecanismos europeus antidumping e antissubsídios.</p>
<p data-start="3512" data-end="4016" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Caso as atuais negociações entre Bruxelas e Pequim não conduzam a um maior equilíbrio nas relações comerciais, o MERICS considera que a União Europeia poderá ter de recorrer a instrumentos mais robustos para reduzir riscos económicos e proteger setores considerados estratégicos. Entre as hipóteses está a imposição de requisitos de diversificação das cadeias de abastecimento, obrigando empresas de setores sensíveis a manter múltiplas fontes de fornecimento para matérias-primas e componentes críticos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793583]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>Trump quer financiar organizações europeias alinhadas com a agenda MAGA. Há 4,9 milhões de dólares para oferecer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 13:58:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A administração norte-americana de Donald Trump abriu um programa de financiamento destinado a organizações europeias que promovam princípios considerados alinhados com a sua visão política, numa iniciativa que está a gerar preocupação entre especialistas e dirigentes europeus quanto ao potencial impacto na esfera pública e no debate político do continente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A administração norte-americana de Donald Trump abriu um programa de financiamento destinado a organizações europeias que promovam princípios considerados alinhados com a sua visão política, numa iniciativa que está a gerar preocupação entre especialistas e dirigentes europeus quanto ao potencial impacto na esfera pública e no debate político do continente. A medida surge após meses de sucessivas críticas de responsáveis norte-americanos à União Europeia e às suas políticas em matérias como imigração, liberdade de expressão, cultura e regulamentação tecnológica.</p>
<p>Segundo o El Confidencial, a iniciativa foi lançada a 13 de julho por um gabinete do Departamento de Estado norte-americano através de uma convocatória destinada a reforçar os chamados &#8220;laços entre civilizações&#8221; e a &#8220;resiliência democrática&#8221;. Centros de investigação, organizações não-governamentais, instituições educativas e think tanks poderão candidatar-se até meados de agosto para receber subvenções que podem atingir os três milhões de dólares por projeto. No total, o programa dispõe de 4,9 milhões de dólares para apoiar iniciativas de investigação, conferências, atividades culturais e ações dirigidas à sociedade civil em diferentes democracias. A própria convocatória esclarece que os beneficiários &#8220;não devem tentar reformar os processos legislativos&#8221;, embora vários especialistas admitam receios quanto à influência indireta que estes financiamentos poderão exercer na vida política europeia.</p>
<p>A iniciativa enquadra-se numa estratégia política que Washington tem vindo a desenvolver desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca. Ainda antes disso, durante a Conferência de Segurança de Munique, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, criticou duramente a evolução política europeia, afirmando estar preocupado com &#8220;a ameaça que vem de dentro&#8221; e com o alegado afastamento da Europa &#8220;de alguns dos seus valores mais fundamentais&#8221;. Desde então, Trump classificou as políticas migratórias europeias como um &#8220;suicídio&#8221; perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, acusou a União Europeia de limitar a liberdade de expressão e o secretário da Defesa, Pete Hegseth, criticou a dependência militar europeia e a fragilidade política de vários governos do continente.</p>
<p>Paralelamente ao discurso político, a administração norte-americana tem reforçado a aproximação a vários movimentos e partidos conservadores e de direita radical na Europa. Essa estratégia ficou visível em iniciativas como o apoio internacional à campanha de Viktor Orbán, na Hungria, que reuniu dirigentes como Marine Le Pen, Geert Wilders, Matteo Salvini e Santiago Abascal, bem como em documentos estratégicos dos Estados Unidos que descrevem a Europa como estando confrontada com a eventual &#8220;destruição da sua civilização&#8221; e elogiam o crescimento da influência dos chamados &#8220;partidos patrióticos europeus&#8221;.</p>
<p>Apesar destas posições, especialistas sublinham que o novo programa não se destina formalmente ao financiamento direto de partidos políticos. Majda Ruge, investigadora do European Council on Foreign Relations (ECFR) especializada em política externa dos Estados Unidos, nacionalismo e democracias iliberais, explicou ao El Confidencial que, na maioria dos países europeus, &#8220;os partidos políticos não podem receber financiamento de governos estrangeiros por lei&#8221; e que qualquer tentativa nesse sentido violaria a legislação nacional. A investigadora considera, contudo, que o programa pretende apoiar organizações conservadoras, grupos de reflexão, entidades educativas e organizações de defesa de determinadas causas ligadas a temas como género, cultura ou comunicação social, distinguindo esse apoio da intervenção direta em processos eleitorais.</p>
<p>As preocupações não se limitam, porém, ao possível impacto político. O chanceler alemão, Friedrich Merz, foi um dos primeiros líderes europeus a alertar Washington para que não interfira nas eleições regionais alemãs previstas para setembro, onde a Alternativa para a Alemanha (AfD) lidera as sondagens em alguns estados federados. &#8220;Da nossa parte, não interferimos nas eleições norte-americanas. Da mesma forma, não quero que o Governo dos Estados Unidos nem instituições próximas interfiram nas eleições alemãs&#8221;, afirmou.</p>
<p>A perceção da proximidade à administração Trump também parece estar a mudar entre alguns dirigentes europeus da direita conservadora. O exemplo mais citado é o da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que procurou apresentar-se como a principal interlocutora europeia de Trump, mas que, segundo diversos analistas, se tem distanciado da Casa Branca desde o início da guerra com o Irão, devido ao desgaste político dessa associação junto do eleitorado italiano. A relação deteriorou-se ainda mais depois de Trump afirmar que Meloni lhe teria &#8220;implorado&#8221; uma fotografia conjunta durante a cimeira do G7. A chefe do Governo italiano respondeu publicamente, afirmando sentir-se &#8220;consternada&#8221; e lamentando que o Presidente norte-americano não demonstrasse a mesma firmeza perante &#8220;os inimigos do Ocidente&#8221;.</p>
<p>Majda Ruge considera que, desde o início deste ano, a associação à administração Trump se transformou mais num fator de desgaste do que numa vantagem para muitos movimentos da direita radical europeia, devido à impopularidade da guerra com o Irão e às consequências económicas e migratórias daí resultantes. Ainda assim, a especialista relativiza o eventual impacto eleitoral das novas subvenções, defendendo que &#8220;as ideias conservadoras e os movimentos já existem na Europa&#8221; e que &#8220;têm apoio independentemente do dinheiro norte-americano&#8221;.</p>
<p>Outra dimensão da polémica resulta de uma investigação da organização jornalística norte-americana ProPublica, citada pelo El Confidencial, segundo a qual este programa representa uma mudança significativa na política tradicional de financiamento externo dos Estados Unidos. Habitualmente, o Departamento de Estado privilegiava organizações dedicadas à defesa dos direitos humanos, da liberdade de expressão e das minorias perseguidas, através de concursos públicos avaliados por técnicos especializados. A investigação sustenta, porém, que membros da administração Trump terão apresentado listas próprias de organizações para financiamento, contornando parcialmente o processo habitual de seleção. Segundo a ProPublica, algumas dessas entidades estariam ligadas a movimentos conservadores, anti-imigração e até a grupos defensores da minoria branca sul-africana.</p>
<p>As críticas estenderam-se também ao Congresso norte-americano. Um antigo funcionário responsável pelos processos de atribuição destas verbas afirmou que os financiamentos não devem ser atribuídos com base em critérios políticos ou ideológicos. A senadora democrata Jeanne Shaheen considerou que estes apoios sugerem que o Departamento de Estado pretende escolher beneficiários &#8220;em função da sua ideologia política, e não no interesse dos contribuintes norte-americanos nem da segurança nacional&#8221;. Em resposta, um porta-voz do Departamento de Estado garantiu que todas as candidaturas continuarão sujeitas ao &#8220;rigoroso processo de avaliação&#8221; habitual e que as decisões permanecem &#8220;em deliberação ativa&#8221;, acrescentando que os programas de assistência externa estão alinhados com &#8220;as prioridades estratégicas&#8221; dos Estados Unidos.</p>
<p>Entre as organizações apontadas como potenciais beneficiárias encontra-se a britânica Free Speech Union, fundada pelo membro da Câmara dos Lordes Toby Young. A associação apresenta-se como uma organização apartidária dedicada à defesa da liberdade de expressão, mas é frequentemente identificada pelos críticos com posições anti-woke e pela oposição a diversas políticas relacionadas com identidade de género e direitos LGBT.</p>
<p>Um dos rostos mais visíveis desta nova estratégia norte-americana é Samuel Samson, conselheiro principal da Direção para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado. Aos 27 anos, tornou-se uma figura central na redefinição das relações entre Washington e a Europa, tendo promovido contactos com dirigentes da AfD na Alemanha, com Nigel Farage, líder do Reform UK, no Reino Unido, e participado em iniciativas relacionadas com Marine Le Pen, em França. Num ensaio publicado na plataforma oficial Substack do Departamento de Estado, Samson escreveu que &#8220;a Europa tornou-se um foco de censura digital, migração em massa, restrições à liberdade religiosa e muitos outros ataques ao autogoverno democrático&#8221;.</p>
<p>Majda Ruge sustenta, contudo, que por detrás desta narrativa existe também uma dimensão económica e tecnológica. Segundo a investigadora do ECFR, a administração Trump procura igualmente proteger os interesses das grandes empresas tecnológicas norte-americanas, contrariando a regulamentação da União Europeia sobre inteligência artificial, plataformas digitais e conteúdos online. Na sua perspetiva, Bruxelas deve responder demonstrando que o modelo regulatório europeu não visa limitar vozes conservadoras nem penalizar empresas norte-americanas, mas sim estabelecer regras aplicáveis ao funcionamento das grandes plataformas digitais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793576]]></sapo:autor>
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		<title>Câmara de Albufeira vai criar mais lugares para TVDE mas mantém interdições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 13:47:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara de Albufeira vai criar lugares para tomada e largada de passageiros por veículos contratados a partir de plataformas eletrónicas (TVDE), mas manterá a interdição à circulação aplicada em algumas zonas da cidade, disse o presidente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Câmara de Albufeira vai criar lugares para tomada e largada de passageiros por veículos contratados a partir de plataformas eletrónicas (TVDE), mas manterá a interdição à circulação aplicada em algumas zonas da cidade, disse o presidente.</P><br />
<P>À margem de uma reunião com a associação da Associação Nacional Movimento TVDE (ANM-TVDE), o presidente da autarquia, Rui Cristina, disse aos jornalistas que as restrições se vão manter, mas que foi alcançado um compromisso para serem criados mais locais para os passageiros entrarem e saírem destes veículos.</P><br />
<P>&#8220;[&#8230;] Da nossa parte, poderá haver mais entendimentos e mais cedências a nível de espaços para largada e para tomada de passageiros. Mas as restrições continuarão a ser as mesmas&#8221;, afirmou o presidente daquela Câmara do distrito de Faro, após uma manifestação que reuniu mais de 100 motoristas TVDE.</P><br />
<P>O autarca reforçou a ideia de que a quantidade de veículos TVDE causa dificuldades de acesso a veículos de emergência no centro da cidade, sublinhando que a interdição, que entrou em vigor na quinta-feira, visa garantir que &#8220;os veículos de emergência continuam a ir socorrer quem realmente necessita de ajuda, ou seja, os turistas e os albufeirenses&#8221;.</P><br />
<P>Rui Cristina considerou que a interdição aplicada pela autarquia &#8220;não é muito alargada&#8221; e constitui &#8220;um primeiro passo&#8221; para continuar a preparar um &#8220;plano de mobilidade para Albufeira&#8221; que tenha em conta a necessidade de garantir a circulação e acesso de veículos de socorro.</P><br />
<P>A interdição foi aplicada da zona do Pau da Bandeira, até à baixa de Albufeira e respetivas envolventes, na zona sul da Avenida da Liberdade, na zona da Rua da Oura e nos acessos laterais da Avenida dos Descobrimentos, onde se estavam a assistir a acumulações de veículos TVDE que aguardavam por clientes, dificultando a circulação de veículos de emergência, justificou.</P><br />
<P>&#8220;O que nós queremos é que haja circulação e que os meios de emergência circulem pela cidade&#8221;, argumentou o autarca, considerando que os representantes do setor &#8220;entenderam que tem de haver restrições&#8221; para regular o trânsito em zonas de maior afluência. </P><br />
<P>Segundo Rui Cristina, além de criar locais de tomada e largada de passageiros, o município irá reunir-se com as plataformas que gerem o setor para serem &#8220;criadas restrições na própria plataforma&#8221; que impeçam a entrada e saída de passageiros nos locais mais tensionados.</P><br />
<P>No final da reunião com a autarquia, Filipe Lopes, da Associação Nacional Movimento TVDE (ANM-TVDE) classificou o encontro como &#8220;bastante agradável&#8221;, considerou que foram obtidos progressos entre as partes, anunciando que, durante a tarde, iriam ao terreno com responsáveis das forças de segurança para &#8220;criar medidas eficazes&#8221; que facilitem o trabalho aos profissionais TVDE.</P><br />
<P>&#8220;Um dos principais problemas que nós temos enfrentado, e a Câmara Municipal também enfrenta, é os motoristas TVDE que não têm viagem [pedida] na aplicação e permanecem parados na baixa de Albufeira. Isso atrapalha muito o desenvolvimento do nosso trabalho&#8221;, afirmou, apelando a todos os profissionais para &#8220;que só desçam à baixa de Albufeira se tiverem clientes na aplicação&#8221;.</P><br />
<P>Filipe Lopes reconheceu que o município &#8220;não vai voltar atrás&#8221;, pedindo aos colegas para respeitarem as sinalizações existentes nos locais onde vigora a interdição, assim como o trabalho desenvolvido pelas forças de segurança.</P><br />
<P>O responsável acrescentou que vai agora ser desenvolvido um trabalho com a GNR e a Polícia Municipal para que, nas zonas abrangidas, &#8220;não exista um afluxo excessivo de motoristas&#8221; a complicar a mobilidade e a dificultar o acesso de veículos de emergência.</P><br />
<P>&#8220;Vai ser criado pontos específicos de recolha [&#8230;]. Nos pontos específicos, [o local de tomada e largada de passageiros] vai ser identificado com pinturas no chão e com placas a dizer que é recolha para o TVDE&#8221;, informou, pedindo aos colegas para cumprirem os sinais existentes nos locais enquanto são definidas zonas para tomada e largada de passageiros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_793577]]></sapo:autor>
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		<title>Vírus do Nilo Ocidental está a aumentar na Europa. OMS deixa alerta e explica como se deve proteger</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 13:30:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a alertar para o aumento dos casos do vírus do Nilo Ocidental em vários países do sul da Europa e apela ao reforço das medidas de prevenção durante os meses de maior atividade dos mosquitos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a alertar para o aumento dos casos do vírus do Nilo Ocidental em vários países do sul da Europa e apela ao reforço das medidas de prevenção durante os meses de maior atividade dos mosquitos. A época de transmissão da doença decorre habitualmente entre o final da primavera e o outono, atingindo o pico entre julho e setembro, período em que já foram registados casos na Grécia, Itália, Espanha, Roménia e Macedónia do Norte.</p>
<p>Perante este cenário, o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, sublinha que a prevenção continua a ser a melhor forma de proteção, uma vez que não existe uma vacina aprovada para utilização em seres humanos e o tratamento limita-se ao alívio dos sintomas e aos cuidados hospitalares de suporte nos casos mais graves. &#8220;Medidas simples como usar roupa que cubra a pele, aplicar repelente e eliminar águas paradas junto das habitações podem fazer uma diferença real&#8221;, afirmou esta sexta-feira.</p>
<p>A OMS Europa recomenda que as pessoas residentes ou em viagem para zonas afetadas utilizem vestuário que cubra grande parte do corpo, reduzam a permanência no exterior durante os períodos em que os mosquitos são mais ativos — sobretudo ao amanhecer e ao entardecer —, apliquem repelente, utilizem redes mosquiteiras nas janelas e portas das habitações e protejam camas e carrinhos de bebé com redes apropriadas. A organização aconselha ainda à eliminação de recipientes, vasos e outros locais onde possa acumular-se água estagnada, reduzindo assim os locais de reprodução dos mosquitos responsáveis pela transmissão do vírus.</p>
<p>Embora a maioria das infeções seja assintomática, a OMS refere que cerca de 70% a 80% das pessoas infetadas não desenvolvem qualquer sintoma. Quando estes surgem, podem incluir febre, dores de cabeça, fadiga, dores musculares, náuseas, vómitos, erupções cutâneas e aumento dos gânglios linfáticos. Hans Henri P. Kluge alerta que &#8220;qualquer pessoa que desenvolva febre alta, erupções cutâneas ou rigidez no pescoço após uma picada de mosquito deve procurar assistência médica sem demora&#8221;. Cerca de uma em cada 150 pessoas infetadas desenvolve doença grave com envolvimento do sistema nervoso central, podendo surgir complicações como encefalite ou meningite, potencialmente fatais.</p>
<p>A OMS alerta ainda que as alterações climáticas estão a criar condições cada vez mais favoráveis à propagação do vírus. &#8220;O vírus do Nilo Ocidental não é uma ameaça nova, mas as condições que impulsionam a sua propagação estão a mudar rapidamente&#8221;, afirmou Hans Henri P. Kluge. Segundo o responsável, &#8220;temperaturas mais elevadas e verões mais longos estão a dar aos mosquitos mais tempo e mais território para transmitir este vírus&#8221;, o que poderá traduzir-se num aumento da transmissão nos próximos anos.</p>
<p>Os dados mais recentes mostram que a Grécia regista, até ao momento, o agravamento mais significativo da situação, com 21 casos humanos confirmados até 22 de julho. Destes, 20 desenvolveram doença neuroinvasiva, incluindo encefalite ou meningite, e 13 permanecem internados. Já Itália apresenta a maior dispersão geográfica da infeção, com 21 casos confirmados distribuídos por 17 áreas diferentes até 15 de julho. Foram igualmente confirmadas infeções adquiridas localmente na Macedónia do Norte (dois casos), Roménia (dois casos) e Espanha (dois casos), acompanhando uma tendência que preocupa as autoridades de saúde europeias à medida que avança o verão.</p>
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