Um aluno da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra foi diagnosticado com meningite bacteriana, facto que levou mais de 500 pessoas a tomar um medicamento preventivo da doença, de acordo com o ‘Diário de Notícias’.
Ainda que o aluno só tivesse tido contacto com 200 pessoas, o número de pedidos para tomar o comprimido de Ciprofloxacina Megaflox disparou para mais de 500 depois de a Faculdade ter divulgado a informação de que havia uma pessoa doente, segundo o jornal.
A informação foi divulgada através de um comunicado publicado na quinta-feira, na página de Facebook do estabelecimento de ensino, dizendo: «Um aluno do DEI (Departamento de Engenharia Informática), que participou no Typomania Festival, foi diagnosticado com meningite bacteriana. Este tipo de meningite é bastante contagioso e é necessário tomar imediatamente medidas preventivas», pode ler-se no anúncio que aconselha ainda «a todas as pessoas que estiveram na palestra e na inauguração da exposição Typomania a tomar um comprimido de Ciprofloxacina Megaflox 500 mg. Esta única toma deve feita até sexta-feira, o mais tardar».
A medicação é disponibilizada de forma gratuita pelo Departamento de Engenharia Informática, bem como pelos serviços médicos da Universidade de Coimbra.
O comunicado indica ainda que apesar de se tratar de um tipo de meningite bastante grave e contagioso, «não há transmissão secundária – só se transmite a partir de pessoas com a doença já declarada».
Um dos alunos participantes na palestra ‘Rodchenko – Vodka – Typomania’, onde também marcou presença o aluno infectado com meningite, elogiou a comunicação feita Faculdade dizendo que «foi feita de forma muito eficiente», refere Tiago Santos, citado pelo DN. O aluno ficou bastante mais descansado por ter sido informado de que «não há razão para pânico» e que, caso existisse qualquer dúvida, deveria contactar directamente o delegado de Saúde de Coimbra, o Dr. José Pereira de Almeida.
O reitor da UC, Amílcar Falcão, revelou que «o facto de os sintomas relatados pelo aluno serem idênticos aos do coronavírus facilitou o processo, uma vez que a universidade já estava em alerta», disse citado pela TVI.




