Um grupo de seis jovens portugueses, com idades compreendidas entre os oito e os 21 anos, decidiu impor uma acção judicial no Tribunal Europeu de Direitos Humanos, a 33 países, de entre os quais Portugal, devido às alterações climáticas, de acordo com o ‘Público’.
Em causa está a garantia do cumprimento da promessa estabelecida aquando da assinatura do Acordo de Paris, da redução substancial de gases de efeito de estufa, a fim de proporcionar um ambiente seguro, no qual os jovens e crianças possam crescer «sem medos».
Rita Mota foi a principal impulsionadora da acção, conduzida pela Global Legal Action Network (GLAN), segundo o ‘Público’, visto que começou a colaborar com o organismo como investidora jurídica, na altura dos incêndios de Pedrogão Grande.
«Tive a oportunidade de falar sobre as minhas preocupações com as alterações climáticas, sobre a relação da gravidade destes incêndios com essas alterações, e também as ideias que se estavam a gerar na GLAN sobre possíveis formas de usar a lei para conseguir alguma mudança, para um combate mais eficaz», explica a jovem citada pela mesma publicação.
Depois de ser ouvida «atentamente», Rita juntou-se a outros jovens iniciando uma operação de crowdfunding para construir todo o processo, que em 2020 estava pronto para avançar com seis autores já definidos: quatro residentes em Meirinhas, Leiria, e dois da zona de Almada, na Grande Lisboa.
Para além de Portugal o processo inclui ainda outros estados-membros europeus, nomeadamente o Reino Unido, a Suíça, a Noruega, a Rússia, a Turquia e a Ucrânia. A GLAN considera que se os países não fizerem o que é necessário para cumprir as metas estabelecidas e reduzir as emissões, põem em causa os direitos humanos dos seus cidadãos, aqui representados pelos seis jovens portugueses.




