O Governo pretende que o concurso para a ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Madrid inclua não só a conceção e construção, mas também a operação, procurando atrair novos candidatos ao projeto. Empresas como a Brisa e o grupo Vinci, que se afastaram da linha Lisboa-Porto devido ao modelo escolhido, poderão agora reconsiderar o investimento.
A intenção foi admitida pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, que antecipou a conclusão da ligação a Madrid para 2034, revela o ‘Negócios’. Ao contrário do modelo seguido para a linha Lisboa-Porto, onde a operação ficou fora dos contratos de concessão, o novo concurso exigirá que o vencedor construa, mantenha e opere a infraestrutura.
A ligação Lisboa-Porto está a ser desenvolvida através de três concessões, com a primeira adjudicada ao consórcio LusoLav, liderado pela Mota-Engil, por 1,66 mil milhões de euros. Para o segundo troço, Oiã-Soure, a única proposta apresentada está ainda em avaliação, podendo ser excluída se não cumprir o caderno de encargos, o que atrasaria o projeto.
A ligação Lisboa-Madrid faz parte da estratégia ferroviária nacional, e a Infraestruturas de Portugal (IP) foi mandatada para antecipar estudos que garantam a sua concretização até 2034. A primeira fase, entre Évora e Elvas, está em construção e deverá ficar concluída em 2025. No lado espanhol, a ligação Badajoz-Plasencia está pronta, enquanto o troço Plasencia-Talayuela entrará em funcionamento em 2027. Faltam construir as ligações Talayuela-Toledo e a terceira travessia do Tejo, em Lisboa.













