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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Ucrânia: UE sanciona 16 cidadãos e sete entidades russas por sequestro de crianças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 14:08:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia (UE) impôs hoje sanções a 16 cidadãos e sete entidades russas pelo sequestro de crianças ucranianas, acusando-os de violarem o direito internacional e tentarem "comprometer a preservação das gerações futuras".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia (UE) impôs hoje sanções a 16 cidadãos e sete entidades russas pelo sequestro de crianças ucranianas, acusando-os de violarem o direito internacional e tentarem &#8220;comprometer a preservação das gerações futuras&#8221;.</p>
<p>As sanções foram aprovadas durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 da UE, em Bruxelas, no mesmo dia em que se realiza na capital belga uma reunião da Coligação Internacional para o Regresso das Crianças Ucranianas.</p>
<p>Em comunicado, o Conselho da UE referiu que estas sanções visam responsáveis &#8220;por ações que minam ou ameaçam a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia&#8221;.</p>
<p>&#8220;A decisão visa os responsáveis por deportações sistemáticas e ilegais, transferência e assimilação forçada &#8212; incluindo doutrinação e educação militarizada &#8212; de menores ucranianos, bem como pela sua adoção ilegal e transferência para a Federação Russa&#8221;, indicou a mesma nota informativa.</p>
<p>O Conselho da UE destacou que, desde o início da guerra na Ucrânia em fevereiro de 2022, se estima que a Rússia deportou &#8220;quase 20.500 crianças ucranianas&#8221;, salientando que isso constitui uma &#8220;violação grave do direito internacional&#8221; e &#8220;dos direitos fundamentais das crianças&#8221;.</p>
<p>Essas deportações visam também &#8220;apagar a identidade ucraniana e comprometer a preservação das gerações futuras&#8221;, acrescentou a instituição.</p>
<p>Entre as entidades visadas nestas sanções, estão instituições ligadas ao Ministério da Educação russo, como a Scarlet Sails, Smena ou o centro Orlyonok.</p>
<p>Estas instituições &#8220;organizam, em coordenação com as autoridades ocupantes, programas para as crianças ucranianas nos quais são sujeitas a doutrinação pró-russa, incluindo através de eventos patrióticos, educação ideológica e atividades com orientação militar&#8221;, especificou o Conselho da UE.</p>
<p>A lista de sancionados inclui ainda &#8220;oficiais e políticos de territórios ilegalmente ocupados pela Rússia, assim como vários chefes de acampamentos juvenis e de clubes e organizações patrióticas e militares&#8221;.</p>
<p>&#8220;Todos eles são responsáveis por promover a educação patriótica e militar entre os jovens através da doutrinação ideológica, exposição à cultura militar russa, treino paramilitar e participação em eventos que glorificam a guerra de agressão da Rússia&#8221;, afirmou ainda o Conselho da UE.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761218]]></sapo:autor>
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		<title>A guerra está a virar? Ucrânia ganha terreno, Rússia perde fôlego e analistas falam em “ponto de inflexão”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 14:06:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[O simbolismo dessa pressão foi visível a 9 de maio, durante a parada do Dia da Vitória em Moscovo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pela primeira vez desde o início da invasão russa em larga escala, em 2022, a iniciativa no campo de batalha parece estar a deslocar-se a favor da Ucrânia.</p>
<p>A avaliação é feita por analistas citados pelo ‘The Economist’ e recuperada pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;, num momento em que Moscovo enfrenta dificuldades crescentes na frente, perdas elevadas e ataques ucranianos cada vez mais eficazes contra alvos situados muito para lá das linhas de combate.</p>
<p>O simbolismo dessa pressão foi visível a 9 de maio, durante a parada do Dia da Vitória em Moscovo.</p>
<p>Ao contrário de anos anteriores, o desfile russo decorreu sem grande presença de equipamento militar pesado, num sinal interpretado como reflexo do desgaste da capacidade militar russa.</p>
<p><strong>Ofensiva russa da primavera falha objetivos</strong></p>
<p>No terreno, a esperada ofensiva russa da primavera ficou aquém das expectativas.</p>
<p>Em abril, as forças russas registaram uma perda territorial líquida pela primeira vez desde agosto de 2024, quando a Ucrânia lançou operações na região russa de Kursk.</p>
<p>Com base em estimativas assentes em dados do Institute for the Study of War, Moscovo terá perdido o controlo de cerca de 113 quilómetros quadrados no último mês.</p>
<p>Os analistas atribuem estes ganhos ucranianos a uma combinação de contra-ataques localizados, ataques de média distância mais precisos e perturbações nas comunicações e na logística russas.</p>
<p>“De forma geral, parece um ponto de inflexão na guerra”, afirmou Lawrence Freedman, professor emérito do King’s College London, ao ‘The Economist’.</p>
<p>O especialista avisou, porém, que novos fracassos russos poderão provocar colapsos mais amplos em alguns setores da frente.</p>
<p><strong>Rússia perde cerca de 35 mil militares por mês</strong></p>
<p>O desgaste humano continua a ser um dos maiores problemas de Moscovo.</p>
<p>As estimativas citadas apontam para perdas russas de cerca de 35 mil militares por mês, um ritmo superior à capacidade de recrutamento.</p>
<p>Desde o início da invasão em 2022, as baixas russas, entre mortos e feridos, estarão próximas de 1,4 milhões, de acordo com estimativas ucranianas.</p>
<p>Outro sinal preocupante para Moscovo é a deterioração da relação entre mortos e feridos.</p>
<p>Autoridades ucranianas, incluindo o presidente Volodymyr Zelensky, têm sugerido que as forças russas poderão estar agora a perder quase dois soldados mortos por cada ferido, uma proporção muito mais desfavorável do que em fases anteriores da guerra.</p>
<p><strong>Drones FPV estão a transformar o campo de batalha</strong></p>
<p>Analistas militares associam esta evolução ao peso crescente dos drones de visão em primeira pessoa, conhecidos como FPV.</p>
<p>Estes drones já poderão ser responsáveis por até 80% das baixas no campo de batalha.</p>
<p>Muitos são guiados por cabos de fibra ótica e reforçados com inteligência artificial, o que os torna mais difíceis de detetar e mais eficazes contra tropas, posições avançadas e operações de evacuação.</p>
<p>“Eles simplesmente deixam os feridos no campo de batalha”, afirmou Seth Jones, do Center for Strategic and International Studies, ao ‘The Economist’.</p>
<p>A guerra de drones está também a alterar a retaguarda imediata.</p>
<p>Uma “zona de morte” que pode estender-se até 20 quilómetros está a dificultar a logística russa, limitando os movimentos de colunas militares e complicando o reabastecimento das unidades em avanço.</p>
<p><strong>Ucrânia ataca cada vez mais longe dentro da Rússia</strong></p>
<p>Ao mesmo tempo, Kiev está a alargar a sua capacidade de ataque contra alvos em território russo.</p>
<p>Drones de médio alcance, capazes de atingir infraestruturas entre 50 e 300 quilómetros, e sistemas de longo alcance, com alcance até 2.000 quilómetros, têm sido usados contra instalações petrolíferas, aeródromos e centros militares.</p>
<p>Em março, a Ucrânia terá ultrapassado a Rússia no número de ataques com drones de longo alcance.</p>
<p>Estas operações colocam até 70% da população russa dentro de potencial alcance, acrescentando pressão psicológica aos danos económicos.</p>
<p>Os ataques contra infraestruturas energéticas já terão obrigado a cortes temporários de produção de até 400 mil barris por dia.</p>
<p>Zelensky afirmou recentemente que estes ataques custaram a Moscovo 7 mil milhões de dólares, cerca de 6,5 mil milhões de euros, em receitas petrolíferas perdidas este ano.</p>
<p><strong>Moscovo ainda resiste, mas acumula sinais de desgaste</strong></p>
<p>Apesar dos reveses, a dimensão militar, territorial e económica da Rússia continua a dar a Moscovo capacidade para prolongar a guerra.</p>
<p>Mas os sinais de pressão acumulam-se.</p>
<p>A defesa aérea russa está cada vez mais sobrecarregada, abrindo falhas na proteção de infraestruturas críticas.</p>
<p>“A realidade é que estão a ter dificuldades na frente e pouca coisa lhes está a correr bem”, afirmou Lawrence Freedman.</p>
<p>A questão decisiva será perceber se esta tendência se mantém nos próximos meses.</p>
<p>Muito dependerá da capacidade da Rússia para se adaptar à vantagem ucraniana nos drones ou para lançar uma nova ofensiva com impacto real.</p>
<p><strong>“Se estiver a fazer um briefing a Putin, o cenário é bastante sombrio”</strong></p>
<p>Para já, segundo a análise citada pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;, a trajetória da guerra sugere que Kiev está a ganhar vantagem.</p>
<p>“É difícil ver como as coisas podem melhorar para a Rússia. Se estiver a fazer um briefing a Putin, o cenário é bastante sombrio”, afirmou Seth Jones.</p>
<p>A mudança não significa que a guerra esteja perto de terminar, nem que a Rússia tenha perdido capacidade ofensiva.</p>
<p>Mas indica que Moscovo enfrenta uma fase particularmente difícil, marcada por perdas humanas elevadas, menor capacidade de avanço e ataques ucranianos cada vez mais profundos.</p>
<p><strong>Putin fala em fim da guerra, mas mantém exigências</strong></p>
<p>A 9 de maio, Vladimir Putin afirmou que a guerra na Ucrânia está “a caminhar para o fim” e mostrou abertura a conversações com a Europa.</p>
<p>A declaração marcou uma mudança de tom face à postura mais dura adotada por Moscovo nos últimos meses.</p>
<p>Ainda assim, essa abertura continua rodeada de dúvidas.</p>
<p>A escolha de um antigo líder europeu pró-Kremlin como possível intermediário e as exigências maximalistas feitas por assessores russos sobre o Donbass levantam reservas sobre a disponibilidade real de Moscovo para dar passos concretos no sentido de terminar a invasão.</p>
<p>Para já, a guerra continua sem desfecho claro.</p>
<p>Mas os sinais acumulados na frente, nas perdas humanas, na logística e nos ataques em profundidade sugerem que a Rússia atravessa uma das fases mais difíceis desde o início da invasão em larga escala.</p>
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		<title>Iscte revela novo retrato de Portugal na Europa com dados sobre saúde, emprego e educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:57:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Iscte – Instituto Universitário de Lisboa lançou o “Atlas de Portugal na Europa”, uma nova plataforma interativa desenvolvida para assinalar os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), celebrados este ano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Iscte – Instituto Universitário de Lisboa lançou o “Atlas de Portugal na Europa”, uma nova plataforma interativa desenvolvida para assinalar os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), celebrados este ano.</p>
<p>Coordenado pelo IPPS-Iscte, em parceria com o Colabor, o projeto reúne indicadores comparativos sobre os países europeus em áreas como saúde, justiça, emprego, educação, habitação, ambiente ou mobilidade.</p>
<p>Disponível online através da plataforma Atlas de Portugal na Europa, o Atlas permite comparar dados de Portugal com os restantes países europeus e também com a média da União Europeia, oferecendo uma perspetiva detalhada da evolução do país nas últimas quatro décadas.</p>
<p>Segundo Isabel Flores, diretora executiva do IPPS-Iscte, a principal diferenciação da plataforma está na combinação entre análise estatística, contexto político e enfoque em políticas públicas. “A originalidade deste Atlas está em ser simultaneamente um instrumento de análise comparada, um observatório eleitoral e uma ferramenta de política pública, tudo com uma perspetiva nacional muito clara”, afirma.</p>
<p>A plataforma está organizada em três grandes secções. A primeira disponibiliza indicadores por país em diferentes áreas socioeconómicas. A segunda permite comparar países e regiões europeias, incluindo agrupamentos geopolíticos como Mediterrâneo, Escandinávia, Báltico ou Balcãs. Já a terceira secção é dedicada aos resultados eleitorais europeus desde 1986, analisando a evolução das diferentes famílias políticas no continente.</p>
<p>O Atlas integra ainda uma componente considerada inédita pelos responsáveis do projeto: a fusão entre indicadores socioeconómicos e dados eleitorais históricos, incluindo a filiação dos partidos nas famílias políticas europeias, como o PPE, S&amp;D ou Renew Europe. De acordo com Isabel Flores, esta abordagem distingue a ferramenta de plataformas como o Eurostat ou o OECD.Stat, que apresentam exclusivamente dados estatísticos sem interação com o contexto político.</p>
<p>A diretora executiva do IPPS-Iscte destaca também o posicionamento assumido pela plataforma. “Não é um atlas europeu genérico, tem um ponto de vista declarado”, refere, acrescentando que o utilizador é convidado a interpretar os dados “a partir de Portugal”, criando uma narrativa analítica em vez de apenas um repositório de informação.</p>
<p>Entre os indicadores disponíveis encontram-se também métricas menos habituais, como o impacto das transferências sociais na redução da pobreza ou a desigualdade no valor das pensões entre mulheres e homens, numa lógica focada na análise de políticas públicas e na qualidade dos serviços prestados nos vários países europeus.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761225]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>França aperta cerco ao hantavírus: passageiros de cruzeiro podem ficar até 42 dias em isolamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:52:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Mulher fazia parte de um grupo de cinco passageiros franceses evacuado este domingo do navio de cruzeiro que esteve no centro do surto e que atracou em Tenerife, nas Ilhas Canárias, em Espanha]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>França impôs novas medidas de contenção para tentar travar a propagação do hantavírus, depois de uma passageira francesa repatriada de um cruzeiro atingido por um surto ter testado positivo.</p>
<p>De acordo com o &#8216;POLITICO&#8217;, o caso foi confirmado esta segunda-feira pela ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist.</p>
<p>A mulher fazia parte de um grupo de cinco passageiros franceses evacuado este domingo do navio de cruzeiro que esteve no centro do surto e que atracou em Tenerife, nas Ilhas Canárias, em Espanha.</p>
<p>Segundo o jornal francês ‘Le Figaro’, a passageira começou a sentir-se mal durante o voo de repatriamento, na noite deste domingo.</p>
<p>Os cinco passageiros franceses estão agora em isolamento em Paris e deverão ser novamente testados.</p>
<p><strong>Isolamento pode chegar aos 42 dias</strong></p>
<p>As autoridades francesas aprovaram um decreto que permite impor isolamento até 42 dias aos passageiros repatriados do cruzeiro.</p>
<p>A medida pode também abranger pessoas que tenham estado em contacto com esses passageiros ou com outros casos considerados de “risco grave de infeção”.</p>
<p>O objetivo é limitar o risco de novas cadeias de transmissão, numa fase em que vários países estão a repatriar cidadãos que se encontravam a bordo do navio afetado pelo surto.</p>
<p><strong>Caso positivo também nos Estados Unidos</strong></p>
<p>Nos Estados Unidos, um dos 17 cidadãos americanos repatriados também testou positivo para hantavírus.</p>
<p>Outro cidadão americano apresenta sintomas, confirmou no domingo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA.</p>
<p>As autoridades de saúde continuam a acompanhar os passageiros evacuados e os contactos considerados de risco.</p>
<p><strong>União Europeia acompanha evacuação</strong></p>
<p>A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, agradeceu a Espanha e às restantes autoridades envolvidas pela rápida autorização de desembarque dos passageiros em Tenerife.</p>
<p>A responsável afirmou que Bruxelas está a trabalhar “em estreita colaboração” com as agências de saúde para apoiar a evacuação dos passageiros.</p>
<p>A bordo do navio estavam 77 pessoas da Europa, segundo um comunicado da operadora holandesa Oceanwide Expeditions, divulgado a 4 de maio e citado pelo &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p><strong>OMS admite mais casos, mas afasta cenário semelhante à Covid-19</strong></p>
<p>A Organização Mundial da Saúde já tinha avisado que poderiam surgir mais casos confirmados, à medida que as autoridades sanitárias testam passageiros e pessoas que estiveram em contacto com eles.</p>
<p>Ainda assim, a OMS procurou acalmar receios de que o surto represente um risco sanitário comparável ao da Covid-19.</p>
<p>O hantavírus é normalmente transmitido por ratos infetados.</p>
<p>A variante envolvida neste surto, o subtipo Andes, é a única conhecida por poder ser transmitida entre humanos.</p>
<p>Três pessoas que estavam a bordo do navio morreram depois de contraírem o vírus.</p>
<p>O surto continua a ser acompanhado de perto pelas autoridades de saúde europeias, numa operação que combina repatriamentos, testagem e medidas de isolamento para tentar impedir novas cadeias de transmissão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761216]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>SNS registou agravamento da espera para cirurgia oncológica em 2025, alerta ERS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:46:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[SNS]]></category>
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					<description><![CDATA[A lista de espera para cirurgia oncológica agravou-se no segundo semestre de 2025 no SNS, com 8.215 utentes, mais 9% face a 2024, e destes, 21,2% já tinham ultrapassado os tempos máximos de resposta recomendados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A lista de espera para cirurgia oncológica agravou-se no segundo semestre de 2025 no SNS, com 8.215 utentes, mais 9% face a 2024, e destes, 21,2% já tinham ultrapassado os tempos máximos de resposta recomendados.</p>
<p>Os dados foram divulgados hoje pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) na &#8220;informação de monitorização sobre os tempos de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS), relativos ao segundo semestre de 2025&#8221;, que observa também um aumento no número de utentes em espera para primeira consulta e cirurgia de oncologia e cardiologia.</p>
<p>No caso dos utentes que no final de dezembro de 2025 aguardavam realização de cirurgia oncológica em hospitais públicos, o tempo máximo de resposta garantido (TMRG) foi excedido em 21,2% dos casos, um aumento de 4,0 pontos percentuais face a igual período de 2024, que resultou de maior incumprimento nos casos triados como &#8220;prioritários&#8221; e &#8220;normais&#8221;, refere a ERS.</p>
<p>Os dados apontam também que 8.874 utentes aguardavam por primeira consulta com suspeita ou confirmação de doença oncológica, um aumento 3%, tendo sido ultrapassado o TMRG para 65,5% dos utentes, uma redução de 13,1 p.p. face a igual período de 2024.</p>
<p>Foi igualmente registado um aumento do número de utentes para primeira consulta de cardiologia, totalizando 28.234 no final de dezembro de 2025, mais 8,4%.</p>
<p>Na maioria dos doentes (74,9%), a espera tinha ultrapassado o limite legal, ainda que se tenha verificado uma melhoria de 11 pontos percentuais face ao segundo semestre de 2024.</p>
<p>De acordo com os dados, 2.703 utentes encontravam-se em espera para cirurgia de cardiologia, mais 39,5%, dos quais 58,6% com espera superior ao TMRG, menos 0,3 p.p. do que em 2024.</p>
<p>No final de dezembro havia ainda 1.056.223 utentes em espera para primeira consulta de outras especialidades nos hospitais públicos, mais 17% em comparação com o mesmo período de 2024. Apesar de 43,7% já terem ultrapassado o TMRG, registou-se uma redução de 11,6 p.p. face a 2024.</p>
<p>No mesmo período, 189.444 utentes aguardavam cirurgia de outras especialidades, menos 0,6%, sendo que 16,3% já tinham um tempo de espera superior ao recomendado, mais 1,5 p.p.</p>
<p>Os números da ERS revelam também um aumento generalizado no número de primeiras consultas realizadas e uma diminuição na atividade cirúrgica.</p>
<p>As primeiras consultas realizadas na área da oncologia aumentaram 2,8% (totalizando 20.977), tendo a percentagem de incumprimento diminuído 4,3 p.p. face ao segundo semestre de 2024, fixando-se nos 57,5%.</p>
<p>Já as cirurgias oncológicas realizadas diminuíram 3%, atingindo 34.771 no segundo semestre de 2025, tendo o TMRG sido ultrapassado em 20,4% das cirurgias, mas com uma diminuição de 1,1 p.p. face a 2024.</p>
<p>De acordo com o regulador da Saúde, o número de consultas de cardiologia realizadas aumentou 2,4%, totalizando 23.838 consultas. Em 86,4%, o tempo limite de espera foi ultrapassado, mas observou-se uma redução de 1,4 p.p. comparativamente ao mesmo período de 2024.</p>
<p>Relativamente à atividade cirúrgica de cardiologia, os dados apontam uma diminuição de 4,9%, atingindo as 4.508 cirurgias. A percentagem de incumprimento do TMRG fixou-se nos 32,8%, menos 0,8 p.p.</p>
<p>Quanto às restantes especialidades, excluindo cardiologia e oncologia, observou-se um aumento de 1,4% no número de consultas realizadas, totalizando 662.383, tendo o TMRG sido ultrapassado em 51,4% das consultas, menos 1,7 p.p.</p>
<p>O número de cirurgias das restantes especialidades diminuiu 0,7%, fixando-se nas 283.878 cirurgias, tendo sido ultrapassado os TMRG em cerca de 13,2% das cirurgias realizadas, menos 1,9 p.p. na percentagem de incumprimento face a 2024.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761138]]></sapo:autor>
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		<title>Preço do cacau sobe para perto de 4.500 dólares por tonelada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:45:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O preço do cacau nos mercados de futuros aproximou-se hoje dos 4.500 dólares por tonelada, prolongando a subida constante desde final de abril, enquanto o café arábica está ao nível mais baixo desde novembro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O preço do cacau nos mercados de futuros aproximou-se hoje dos 4.500 dólares por tonelada, prolongando a subida constante desde final de abril, enquanto o café arábica está ao nível mais baixo desde novembro.</P><br />
<P>A agência noticiosa Efe remete para os dados do portal financeiro Trading Economics e aponta que o preço do cacau recuperou para máximos dos últimos três meses &#8220;apoiado pela diminuição de posições curtas&#8221;, apesar de as bases serem, &#8220;no geral, favoráveis&#8221;.</P><br />
<P>Para esta tendência de subida do preço do cacau podem estar as chuvas irregulares na Costa do Marfim e no Gana &#8212; principais produtores mundiais &#8212; e a preocupação crescente com o possível regresso de padrões climáticos adversos associados ao El Niño nos próximos meses.</P><br />
<P>A isto, junta-se o &#8220;aumento das tensões geopolíticas no Médio Oriente&#8221;, que contribuiu para o aumento dos custos de energia, transportes e fertilizantes.</P><br />
<P>Segundo a mesma fonte, a consultora de mercado Areté apontou que os preços do cacau em grão no ICE Europe subiram 52% desde o final de fevereiro &#8220;registando uma inversão acentuada da tendência, uma vez que tinham caído 80% entre o início de 2025 e o segundo mês de 2026&#8221;.</P><br />
<P>Para a consultora, esta inversão no mercado deve-se aos riscos relacionados com a oferta &#8220;alimentados pela incerteza meteorológica e pelo contexto macroeconómico e geopolítico&#8221;.</P><br />
<P>Os seus analistas sublinham que persistem os receios quanto à colheita intermédia na Costa do Marfim, embora as maiores preocupações estejam com a colheita principal de 2026/2027.</P><br />
<P>A consultora regista ainda que as primeiras observações no terreno apontam para grãos abaixo da média, antecipando-se perspetivas de produção limitadas. Com uma elevada probabilidade de efeitos severos pelo El Niño, há, assim, fatores &#8220;que poderão exercer pressão sobre a disponibilidade futura&#8221;.</P><br />
<P>Quanto ao preço do café arábica, a ser negociado a 2,7 dólares por libra, a Trading Economics atribui a descida às expectativas de &#8220;um aumento da oferta a curto prazo&#8221;, depois de condições favoráveis à produção no Brasil, o maior produtor deste tipo de grão.</P><br />
<P>No final de abril, a Academia de Comércio de Café previu que a produção no Brasil para 2026/2027 aumente 12% face ao ano anterior, para 71,4 milhões de sacos de 60 quilogramas.</P><br />
<P></P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761136]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Rangel diz haver &#8220;momentum&#8221; para UE começar a falar com a Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:44:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje haver "momentum" para a União Europeia (UE) começar a falar com a Rússia, frisando que Moscovo tem dado sinais de que está disponível para o diálogo com o bloco.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje haver &#8220;momentum&#8221; para a União Europeia (UE) começar a falar com a Rússia, frisando que Moscovo tem dado sinais de que está disponível para o diálogo com o bloco.</P><br />
<P>&#8220;Há sinais que abrem a hipótese de se conversar e falar&#8221;, afirmou Paulo Rangel em declarações aos jornalistas à margem de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Bruxelas.</P><br />
<P>O governante português salientou que parece haver, &#8220;quer da parte da Rússia, quer da parte da UE e dos países europeus, uma disponibilidade para considerar esse diálogo&#8221;, acrescentando que isso &#8220;é algo diferente&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Houve aqui alguma mudança e, portanto, isso cria aquilo que se chama agora, usando uma palavra latina, mas vinda do inglês, &#8216;momentum'&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Questionado se lhe parece que, no terreno, a Rússia tem manifestado vontade de negociar, o ministro respondeu que &#8220;há três fatores diferentes e que podem dar sinais que não são todos convergentes no mesmo sentido&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O primeiro é que as negociações mediadas nos Estados Unidos estão num certo impasse, não têm progredido e há, ao mesmo tempo, abertura nos Estados Unidos para que a Europa ou a UE possam ter aqui um papel, ou pelo menos começar a conversar&#8221;, referiu.</P><br />
<P>O segundo fator, prosseguiu, é que &#8220;há alguns sinais da Federação Russa de que esse diálogo poderia ser feito&#8221;, como indicia o facto de o Presidente Vladimir Putin ter proposto que o ex-chanceler alemão Gerhard Schröder representasse a UE em eventuais negociações.</P><br />
<P>&#8220;A proposta desse nome adianta a questão de considerar um diálogo com a Europa, independentemente de ser um nome aceitável ou não aceitável&#8221;, observou Rangel.</P><br />
<P>O chefe da diplomacia portuguesa referiu que o terceiro fator verifica-se no terreno e &#8220;desmente um pouco a disponibilidade não tanto para falar, mas para aceitar fazer progressos&#8221;, dando o exemplo do facto de a Rússia ter rejeitado antecipar o cessar-fogo de 08 e 09 de maio para 06 de maio.</P><br />
<P>Mas, &#8220;acho que há um &#8216;momentum'&#8221;, reiterou Paulo Rangel.</P><br />
<P>Questionado se essa abertura para dialogar com a Rússia é transversal a todos os Estados-membros da UE, incluindo os países bálticos, o ministro respondeu que &#8220;há nuances&#8221;, mas &#8220;há uma disposição de muitos Estados&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Veja o caso da Finlândia e da Estónia, os presidentes encontraram-se, logo a seguir a ter falado o primeiro-ministro Luís Montenegro, e ambos disseram que teria de haver um momento em que teria de haver conversações com eles&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>Sobre os moldes em que esse eventual diálogo pode acontecer, Rangel frisou que há &#8220;várias formas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Podem ser só alguns países europeus, pode ser a UE enquanto tal. Há várias formas. (&#8230;) É preliminar e ainda é, digamos, um bocadinho precoce. Tudo está em aberto&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Ainda sobre o ex-chanceler alemão Schröder, e interrogado se lhe parecia aceitável que este representasse a UE em potenciais negociações, Rangel respondeu: &#8220;É uma ideia descabida&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;É evidente que Gerhard Schröder não oferece essas condições. Isso seria o mesmo que dizer &#8212; até foi mencionado na sala &#8212; que devia ser Viktor Orbán [ex-primeiro-ministro húngaro] a fazer as negociações. Quer dizer, é alguém que está completamente alinhado com o regime russo&#8221;, disse.</P><br />
<P>Apesar de manifestar abertura para o diálogo, Rangel defendeu que a UE não deve &#8220;parar com as ações&#8221; para pressionar Moscovo, frisando que eventuais negociações ainda estão numa &#8220;fase muito preliminar&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Portanto, não vamos, em caso nenhum, relaxar no apoio que temos dado à Ucrânia&#8221;, frisou.</P><br />
<P>A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.</P><br />
<P>Os aliados de Kiev também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761140]]></sapo:autor>
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		<title>CGTP apela a &#8220;luta em convergência&#8221; na greve geral contra pacote laboral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:43:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral da CGTP apelou hoje a uma "luta em convergência" na greve geral de 03 de junho para "derrotar" o pacote laboral e criticou a ministra do Trabalho por demonstrar um "completo alienamento da realidade" do mercado laboral.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário-geral da CGTP apelou hoje a uma &#8220;luta em convergência&#8221; na greve geral de 03 de junho para &#8220;derrotar&#8221; o pacote laboral e criticou a ministra do Trabalho por demonstrar um &#8220;completo alienamento da realidade&#8221; do mercado laboral. </P><br />
<P>&#8220;Apelamos a todos aqueles que no processo de combate durante estes 9 meses ao pacote laboral construíram connosco este percurso, [que se juntem a] esta luta em convergência para derrotar o pacote laboral&#8221;, afirmou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, momentos antes de entregar o pré-aviso de greve geral, quando questionado sobre se o facto de a UGT não aderir à paralisação poderá deixar a central sindical mais frágil. </P><br />
<P>Tiago Oliveira reiterou o apelo à participação &#8220;de todos os trabalhadores&#8221; na greve geral convocada pela central sindical para 03 de junho, defendendo que &#8220;é do interesse de todos os trabalhadores&#8221; a rejeição da proposta. </P><br />
<P>Confrontado com as declarações do secretário-geral da UGT, que, em entrevista ao Público, considerou que a greve geral é &#8220;extemporânea&#8221;, o secretário-geral da CGTP afirmou que o intuito &#8220;é antecipar&#8221; a tomada de posição do Governo, que já sinalizou que vai submeter uma proposta de lei no parlamento. </P><br />
<P> &#8220;A greve geral nunca poderia ser feita depois de nos terem assaltado a casa. Não é depois de assaltar a casa que vamos pôr os cadeados&#8221;, frisou, sublinhando que o objetivo da central sindical é dar desde já &#8220;o verdadeiro combate&#8221; e insistir para que a proposta seja retirada. </P><br />
<P></P></p>
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		<title>Hantavírus: Espanha considera operação com navio &#8220;êxito do multilateralismo&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:42:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Espanha considerou hoje um "êxito do multilateralismo" a operação nas Canárias com o navio afetado com um surto de hantavírus, reiterando que foram seguidos todos os protocolos sanitários internacionais, após dois passageiros retirados do barco terem tido testes positivos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Espanha considerou hoje um &#8220;êxito do multilateralismo&#8221; a operação nas Canárias com o navio afetado com um surto de hantavírus, reiterando que foram seguidos todos os protocolos sanitários internacionais, após dois passageiros retirados do barco terem tido testes positivos.</P><br />
<P>Duas pessoas que no domingo foram retiradas do cruzeiro &#8220;MV Hondius&#8221; e repatriadas para França e Estados Unidos (EUA) a partir da ilha de Tenerife, no arquipélago espanhol das Canárias, têm testes positivos de infeção com hantavírus, disseram hoje os respetivos países.</P><br />
<P>No caso do cidadão norte-americano, trata-se de um &#8220;positivo fraco&#8221; feito ainda a bordo do navio, segundo os EUA.</P><br />
<P>Quanto ao passageiro francês, as autoridades de Paris disseram que começou a ter sintomas no voo de repatriamento e o teste ao hantavírus que lhe foi feito à chegada deu positivo.</P><br />
<P>Numa conferência de imprensa hoje em Tenerife, a ministra da Saúde espanhola, Mónica García, disse que foram seguidos a bordo do navio todos os protocolos sanitários internacionais, nomeadamente a nível de inquéritos epidemiológicos e testes, pelos peritos do Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) que viajaram no &#8220;MV Hondius&#8221; a partir de Cabo Verde, onde o barco esteve de quarentena.</P><br />
<P>No caso do cidadão norte-americano, um teste que lhe foi feito teve resultado negativo e outro foi inconclusivo, com os EUA a decidirem tratá-lo como positivo. Foram por isso adotadas medidas específicas de controlo e isolamento no desembarque e repatriamento desta pessoa, garantiu a ministra espanhola.</P><br />
<P>Quanto ao caso francês, Mónica Garcia disse que não está em causa a validade das avaliações feitas a bordo do barco e lembrou que este vírus tem um período de incubação de até 42 dias, pelo que os sintomas e a doença podem surgir a qualquer momento e subitamente.</P><br />
<P>O estipulado nesta operação é que depois de retirados do barco nas Canárias e levados aos aviões de repatriamento, seriam aplicados a passageiros e tripulantes os protocolos sanitários dos respetivos países, que podem ser diferentes.</P><br />
<P>No domingo foram desembarcadas e repatriadas 94 pessoas de 19 nacionalidades em oito voos.</P><br />
<P>Para hoje está previsto o desembarque de mais 22 pessoas, de várias nacionalidades, que serão todas transportadas num mesmo voo para os Países Baixos, o país do armador do navio, disse Mónica Garcia.</P><br />
<P>Trata-se de uma mudança do plano inicial previsto para hoje, que estabelecia a saída destas pessoas em dois voos, um para a Austrália e outro para os Países Baixos.</P><br />
<P>A previsão é que o avião com estas 22 pessoas saia antes das 19:00 locais (mesma hora em Lisboa) e que em seguida o navio, com 32 pessoas a bordo da tripulação, zarpe para Roterdão, onde será desinfetado.</P><br />
<P>O &#8220;MV Hondius&#8221; foi já reabastecido hoje durante a manhã com combustível e alimentos para poder partir ao final da tarde, disse o Governo espanhol.</P><br />
<P>Quando o barco sair, será desinfetado o porto de Granadilla, onde está ancorado.</P><br />
<P>A operação nas Canárias, que envolveu mais de 20 países e diversas organizações internacionais, assim como a de rastreio de todos os contactos das pessoas que contactaram com passageiros e tripulantes do &#8220;MV Hondius&#8221; nas últimas semanas, é já &#8220;um êxito do multilateralismo e do conceito de saúde global&#8221;, considerou a ministra espanhola.</P><br />
<P>&#8220;Podemos sentir-nos orgulhosos como país e das instituições internacionais&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>A OMS confirmou até agora seis casos de infeção com hantavírus em pessoas que viajaram no cruzeiro &#8220;MV Hondius&#8221;, que saiu do sul da Argentina no início de abril. Três pessoas morreram.   </P><br />
<P>O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.</P><br />
<P>Os sintomas da infeção são, inicialmente, semelhantes aos da gripe, como tosse, fadiga ou dores de cabeça e musculares.</P><br />
<P>A OMS garante que o risco deste surto para a população em geral é baixo.</P><br />
<P></P></p>
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		<item>
		<title>Médio Oriente: UE aprova sanções contra colonos na Cisjordânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:41:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia aprovaram hoje sanções a colonos israelitas na Cisjordânia, anunciou a chefe da diplomacia do bloco europeu, que frisou que foram também impostas medidas contra figuras do grupo extremista palestiniano Hamas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia aprovaram hoje sanções a colonos israelitas na Cisjordânia, anunciou a chefe da diplomacia do bloco europeu, que frisou que foram também impostas medidas contra figuras do grupo extremista palestiniano Hamas. </P><br />
<P>&#8220;Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) acabaram de dar &#8216;luz verde&#8217; a sanções contra colonos israelitas pela sua violência contra palestinianos&#8221;, anunciou Kaja Kallas numa publicação na rede social X.</P><br />
<P>A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança acrescentou que os ministros também concordaram em impor novas sanções a personalidades do Hamas.</P><br />
<P>&#8220;Já era tempo de passarmos do impasse à ação. Extremismos e violência têm consequências&#8221;, frisou Kaja Kallas.</P><br />
<P>As sanções a colonos israelitas, que estavam em cima da mesa desde setembro de 2025, estavam a ser unicamente bloqueadas pelo Governo da Hungria de Viktor Orbán, que foi derrotado nas eleições legislativas de 12 de abril.</P><br />
<P>Com a tomada de posse do novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, no sábado passado, os Estados-membros conseguiram assim chegar à unanimidade necessária para aprovar estas sanções.</P><br />
<P></P></p>
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		<title>Irão: Teerão apoia plano da China para segurança no golfo Pérsico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:40:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Irão está disponível para apoiar um plano apresentado pelo Presidente da China, Xi Jinping, para estabilizar a situação no golfo Pérsico, anunciou hoje o embaixador iraniano em Pequim, Abdolreza Rahmani Fazli.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão está disponível para apoiar um plano apresentado pelo Presidente da China, Xi Jinping, para estabilizar a situação no golfo Pérsico, anunciou hoje o embaixador iraniano em Pequim, Abdolreza Rahmani Fazli.</p>
<p>&#8220;A República Islâmica do Irão anunciou a disponibilidade para apoiar o plano de quatro pontos do Presidente da China, com o objetivo de estabelecer uma segurança duradoura e o desenvolvimento partilhado na região&#8221;, disse Fazli.</p>
<p>A posição de Teerão foi transmitida na reunião entre os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países realizada em 06 de maio, em Pequim, referiu o diplomata nas redes sociais, citado pela agência de notícias espanhola EFE.</p>
<p>Nesse encontro, o ministro Wang Yi disse ao homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão era ilegítima e que a declaração de um cessar-fogo era &#8220;necessária e inevitável&#8221;.</p>
<p>O plano de quatro pontos foi proposto por Xi ao príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, numa reunião em Pequim em meados de abril.</p>
<p>A proposta de Xi inclui o respeito pela coexistência pacífica, o princípio da soberania nacional, o direito internacional e a coordenação entre desenvolvimento e segurança para criar um ambiente favorável para os países da região.</p>
<p>O anúncio do diplomata iraniano ocorre logo após Teerão ter enviado uma mensagem a Washington, através de Islamabad, na qual rejeitou a última proposta de paz norte-americana por a considerar &#8220;unilateral e irracional&#8221;.</p>
<p>A China tem condenado reiteradamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciados em 28 de fevereiro.</p>
<p>Pequim também tem defendido o respeito pela soberania dos países do golfo, com os quais mantém estreitos laços políticos, comerciais e energéticos, que têm sido alvo de represálias iranianas.</p>
<p>O Irão reagiu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente um quinto dos hidrocarbonetos que abastecem os mercados globais, incluindo a China.</p>
<p>Além de milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, a guerra no Médio Oriente tem causado instabilidade nos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica mundial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761194]]></sapo:autor>
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		<title>Telegram, fogo posto e espionagem: investigação expõe alegada rede ligada ao Irão a recrutar na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:37:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Fingindo ser jovens utilizadores da plataforma a viver em Londres, jornalistas da 'CNN' encontraram contas que operavam à vista de todos e que prometiam pagamentos em troca de tarefas clandestinas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma investigação da &#8216;CNN&#8217; revela como canais no Telegram se apresentam como serviços secretos iranianos e tentam recrutar utilizadores para ações de vigilância, propaganda e potencial violência contra interesses israelitas e locais ligados à comunidade judaica na Europa.</p>
<p>Fingindo ser jovens utilizadores da plataforma a viver em Londres, jornalistas da &#8216;CNN&#8217; encontraram contas que operavam à vista de todos e que prometiam pagamentos em troca de tarefas clandestinas.</p>
<p>Num dos canais, uma publicação escrita em inglês e hebraico anunciava a procura de “agentes bem pagos num ambiente totalmente seguro e profissional, com monitorização e apoio 24 horas por dia, 7 dias por semana”.</p>
<p>Noutra troca de mensagens, a conta “VIPEmployment” afirmou procurar “contratar qualquer pessoa capaz de prejudicar os interesses ou indivíduos israelitas”.</p>
<p><strong>Ataques incendiários contra locais judaicos</strong></p>
<p>A investigação surge num momento de forte preocupação no Reino Unido e noutros países europeus, depois de vários ataques incendiários contra locais ligados à comunidade judaica.</p>
<p>Entre os alvos esteve a Sinagoga Kenton United, no noroeste de Londres, atingida por uma aparente bomba incendiária atirada por uma janela durante a noite.</p>
<p>Dez dias depois do ataque, as marcas das chamas ainda eram visíveis na sala médica da sinagoga: paredes carbonizadas, uma porta parcialmente derretida e um cheiro a fumo ainda persistente.</p>
<p>“É apenas a sala médica. Podemos substituí-la, podemos redecorar”, afirmou o rabino Yehuda Black. “Mas o que poderia ter acontecido — isso que é realmente difícil.”</p>
<p><strong>Grupo obscuro reivindica pelo menos 17 incidentes</strong></p>
<p>Segundo a &#8216;CNN Portugal&#8217;, pelo menos 17 incidentes foram reivindicados por um grupo online obscuro que se autodenomina Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia, ou HAYI, traduzido aproximadamente como “O Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita”.</p>
<p>O grupo surgiu online em março e afirma ter como alvo interesses “sionistas”.</p>
<p>A investigação encontrou ligações aparentes entre o HAYI e um grupo paramilitar xiita apoiado pelo Irão. Também identificou contas nas redes sociais que parecem procurar recrutar pessoas para vigiar, intimidar ou atacar locais associados à comunidade judaica na Europa.</p>
<p><strong>Dinheiro em troca de tarefas clandestinas</strong></p>
<p>Numa das interações, um utilizador identificado como Sina ofereceu dinheiro para a afixação de cartazes em Londres contra o presidente americano, Donald Trump, e contra a guerra entre os EUA, Israel e o Irão.</p>
<p>Nas mensagens, o contacto chegou a aconselhar que a tarefa fosse feita num local “onde não haja câmaras de segurança”. A &#8216;CNN&#8217; decidiu encerrar as conversas nesse ponto e sublinha que não conseguiu confirmar uma ligação direta entre aquelas contas e o Estado iraniano ou os seus representantes.</p>
<p>Ainda assim, as mensagens mostram como utilizadores das redes sociais à procura de rendimento clandestino podem ser atraídos para ações de propaganda, vigilância ou violência.</p>
<p><strong>Especialistas apontam para estrutura em camadas</strong></p>
<p>Especialistas ouvidos pela &#8216;CNN&#8217; admitem que este tipo de interação possa fazer parte de uma estrutura operacional com vários níveis, dirigida em última instância pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão.</p>
<p>“Temos um modelo potencial em que, no topo, estão o IRGC ou organizações ligadas ao IRGC”, afirmou Roger Macmillan, antigo chefe de segurança da Iran International, meio de comunicação da oposição iraniana sediado em Londres.</p>
<p>“Há outro nível que se encarrega do recrutamento e, depois, há o nível mais baixo — os não qualificados, os rufias contratados”, acrescentou.</p>
<p>A própria Iran International foi alvo de um ataque incendiário em abril, também reivindicado pelo HAYI.</p>
<p><strong>Casos semelhantes em Israel</strong></p>
<p>O canal “VIPEmployment” já tinha surgido noutros processos. Autoridades israelitas alegam que uma conta com o mesmo nome foi usada pelo Irão para recrutar cidadãos israelitas para espiar locais e indivíduos sensíveis em troca de dinheiro.</p>
<p>De acordo com acusações apresentadas em Israel, os suspeitos começaram por receber tarefas aparentemente simples, como escrever slogans contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e filmar-se a queimá-los.</p>
<p>Os procuradores alegam que as missões evoluíram para recolha de informações mais sensíveis, incluindo filmagens no interior de um hospital onde o antigo primeiro-ministro Naftali Bennett estava a ser tratado, bem como imagens da sede do Shin Bet, bases militares e outros locais estratégicos.</p>
<p>Num dos casos, um reservista das Forças de Defesa de Israel terá sido incentivado a assassinar o seu comandante em troca de cerca de 33 mil dólares, cerca de 28 mil euros. A alegada missão não foi aceite.</p>
<p>Segundo uma autoridade israelita citada pela &#8216;CNN&#8217;, pelo menos 60 israelitas foram acusados de espionagem a favor do Irão desde 2023.</p>
<p><strong>Londres investiga “violência como serviço”</strong></p>
<p>No Reino Unido, a polícia continua a investigar os ataques reivindicados pelo HAYI e admite estar a analisar se o Irão tem recorrido a intermediários criminosos.</p>
<p>“Estamos a ponderar se esta tática está a ser utilizada aqui em Londres — recrutar violência como um serviço”, afirmou Vicki Evans, vice-comissária adjunta e coordenadora nacional sénior da polícia antiterrorista da Polícia Metropolitana.</p>
<p>“Muitas vezes, os indivíduos que cometem estes crimes não têm qualquer lealdade à causa e estão a receber dinheiro rápido pelos seus crimes”, acrescentou.</p>
<p>O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que as autoridades estão a investigar se um “Estado estrangeiro” poderá estar por trás de alguns dos incidentes.</p>
<p>“A nossa mensagem ao Irão ou a qualquer outro país que possa procurar fomentar a violência, o ódio ou a divisão na sociedade é que isso não será tolerado”, declarou.</p>
<p><strong>Menores acusados em Londres e Antuérpia</strong></p>
<p>Em Londres, um jovem de 17 anos declarou-se culpado de uma acusação de fogo posto sem perigo de vida no ataque à sinagoga de Kenton.</p>
<p>Em tribunal, afirmou que não sabia que o edifício era uma sinagoga e que não nutria ódio pelo povo judeu.</p>
<p>Na Bélgica, o HAYI reivindicou também um incidente em Antuérpia, onde um carro foi incendiado durante a noite num bairro predominantemente judeu.</p>
<p>A advogada de um dos suspeitos, também de 17 anos, disse à &#8216;CNN&#8217; que o jovem tinha recebido a promessa de dinheiro e que serviu apenas como “carne para canhão”.</p>
<p>Os procuradores belgas afirmaram que os dois suspeitos estavam a ser investigados por fogo posto e participação nas atividades de um grupo terrorista.</p>
<p><strong>Alegadas ligações a milícias xiitas iraquianas</strong></p>
<p>As reivindicações dos ataques surgiram inicialmente em canais das redes sociais que, segundo especialistas, estão ligados a grupos xiitas iraquianos. Dois dias antes de o HAYI reivindicar o primeiro ataque, em Liège, na Bélgica, um desses canais fez uma referência ao nome do grupo, escrevendo: “Ashab al-Yamin, em breve…”</p>
<p>Um administrador de um canal associado a grupos iraquianos apoiados pelo Irão confirmou à &#8216;CNN&#8217; que o seu superior mantinha comunicação direta com o HAYI. Uma fonte próxima do grupo paramilitar iraquiano Kataib Hezbollah afirmou ainda que alguns membros do HAYI são iraquianos e que os dois grupos estão ligados.</p>
<p>O Kataib Hezbollah, tal como outros grupos alinhados com Teerão, opera sob comando direto ou indireto da Guarda Revolucionária iraniana.</p>
<p><strong>“Fachada” para negar envolvimento</strong></p>
<p>Para Phillip Smyth, especialista em milícias xiitas, o HAYI funciona provavelmente como uma fachada para o IRGC.</p>
<p>“Parte do apelo disto reside no facto de não terem de depender de redes ideologicamente leais e centrais que os levariam diretamente até eles”, explicou.</p>
<p>Segundo o analista, este modelo permite ao Irão beneficiar da reivindicação indireta dos ataques, mantendo ao mesmo tempo capacidade de negação. “Isto proporciona uma fachada para o que realmente se passa na Europa, de modo que o Irão pode tanto reivindicar a responsabilidade como, simultaneamente, negá-la”, afirmou.</p>
<p>A embaixada iraniana em Londres rejeitou qualquer ligação aos ataques e classificou as acusações como infundadas, sem “provas credíveis”.</p>
<p><strong>MI5 já tinha alertado para ameaça crescente</strong></p>
<p>Mesmo antes desta vaga recente de incidentes, o MI5 já tinha alertado para uma ameaça crescente por parte do Irão.</p>
<p>A agência de inteligência interna britânica afirmou ter desmantelado mais de 20 planos potencialmente letais apoiados pelo Irão no Reino Unido no ano até outubro de 2025.</p>
<p>“Não há dúvida de que estamos a assistir a um aumento da atividade daqueles que apoiam ou são agentes do IRGC”, afirmou Alicia Kearns, ministra-sombra da Segurança Nacional e Proteção do Partido Conservador.</p>
<p>“Eles vão recrutar quem puderem. Quer se trate de alguém que está aborrecido ou à procura de emprego… ou de um criminoso a tempo inteiro”, acrescentou.</p>
<p><strong>Comunidades judaicas reforçam segurança</strong></p>
<p>Embora muitos dos ataques reivindicados pelo HAYI tenham sido executados de forma amadora e não tenham causado feridos ou danos graves, os especialistas receiam uma escalada.</p>
<p>Na sinagoga de Kenton, o rabino Yehuda Black diz que a comunidade está a reforçar medidas de segurança e a tentar seguir em frente.</p>
<p>A sinagoga instalou um alarme de pânico, câmaras de vigilância e portas reforçadas. Os horários dos serviços religiosos e os detalhes de eventos publicados online passaram também a estar protegidos por palavra-passe.</p>
<p>Black foi destacado num vídeo divulgado pelo HAYI, que o descreveu como “instrumento-chave” do sionismo.</p>
<p>Para o rabino, não há dúvidas sobre a natureza dos ataques. “Isto foi puro antissemitismo”, afirmou. “Isto tem de parar.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761192]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Casas grandes tomam conta do mercado: T3 e T4 já dominam a oferta em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:26:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Imovirtual]]></category>
		<category><![CDATA[mercado imobiliário]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Dados do 'Imovirtual' mostram que os imóveis T3 e T4 representam atualmente 61,6% da oferta disponível, confirmando a forte predominância destas tipologias no mercado nacional]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado imobiliário em Portugal está cada vez mais concentrado em casas de média e grande dimensão, deixando menos espaço para quem procura uma habitação mais pequena.</p>
<p>Dados do &#8216;Imovirtual&#8217; mostram que os imóveis T3 e T4 representam atualmente 61,6% da oferta disponível, confirmando a forte predominância destas tipologias no mercado nacional.</p>
<p>Os T4 lideram a oferta, com 33,9%, seguidos dos T3, que representam 27,7%.</p>
<p>Já as tipologias mais compactas continuam a ter um peso bastante inferior. Os T2 correspondem a apenas 11,1% da oferta e os T1 ficam nos 3,6%.</p>
<p>No total, T1 e T2 somam apenas 14,7% da oferta nacional, um dado que evidencia a escassez de casas mais pequenas no mercado.</p>
<p><strong>Apartamentos dominam, mas também são cada vez maiores</strong></p>
<p>A análise do &#8216;Imovirtual&#8217; mostra também diferenças claras entre apartamentos e moradias.</p>
<p>Os apartamentos representam 60,4% da oferta disponível, enquanto as moradias correspondem a 39,6%.</p>
<p>Ainda assim, mesmo no segmento dos apartamentos, a oferta continua concentrada em tipologias maiores.</p>
<p>Os T3 representam 36,5% dos apartamentos disponíveis e os T4 chegam aos 32,4%.</p>
<p>Nas moradias, o padrão desloca-se ainda mais para casas de grande dimensão, com destaque para os T5+, que representam 43,6% da oferta, e para os T4, com 36,2%.</p>
<p><strong>Porto e Lisboa concentram quase metade da oferta</strong></p>
<p>A oferta imobiliária continua também fortemente concentrada nos principais centros urbanos.</p>
<p>Porto e Lisboa representam, em conjunto, 45,4% da oferta nacional, quase metade do mercado.</p>
<p>O Porto lidera, com 25,4% da oferta disponível, seguido de Lisboa, com 20%.</p>
<p>Setúbal, com 10,4%, e Faro, com 9,6%, surgem depois como os mercados secundários mais relevantes.</p>
<p><strong>Lisboa, Madeira e Faro continuam no topo dos preços</strong></p>
<p>Ao nível dos preços, os valores médios mais elevados continuam concentrados em Lisboa, Ilha da Madeira e Faro.</p>
<p>Lisboa apresenta o preço médio mais elevado, com 621.000 euros.</p>
<p>Segue-se a Ilha da Madeira, com 590.000 euros, e Faro, com 575.000 euros.</p>
<p>Entre os mercados mais acessíveis destacam-se Viseu, com um preço médio de 190.000 euros, e Santarém, onde o valor médio se fixa nos 280.000 euros.</p>
<p><strong>Quanto custa comprar casa por tipologia?</strong></p>
<p>A diferença de preços por tipologia é clara e progressiva.</p>
<p>Um T1 apresenta um preço médio de 219.000 euros.</p>
<p>Um T2 sobe para 275.000 euros.</p>
<p>Um T3 atinge os 336.000 euros.</p>
<p>Um T4 chega aos 435.000 euros.</p>
<p>Já um T5+ fixa-se nos 650.000 euros.</p>
<p><strong>“O desafio não está apenas no preço”</strong></p>
<p>“A oferta disponível mostra um mercado muito concentrado em casas de média e grande dimensão. Esta realidade reduz a diversidade de opções e torna mais difícil encontrar produto adequado para quem procura uma primeira habitação, vive sozinho ou precisa de soluções mais compactas. O desafio não está apenas no preço, mas também no tipo de casa que existe no mercado”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.</p>
<p>Os dados apontam para uma transformação estrutural na composição da oferta imobiliária em Portugal.</p>
<p>Mais do que uma questão de preços, o mercado está cada vez mais concentrado em tipologias maiores, reduzindo a disponibilidade de soluções mais compactas e potencialmente mais acessíveis.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761181]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Interferência eletrónica no Estreito de Ormuz baralha navegação marítima: há navios a ‘circular’ a 185 km/h</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 13:20:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[ormuz]]></category>
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					<description><![CDATA[Os sistemas de localização de dezenas de navios no Golfo Pérsico começaram a apresentar dados considerados impossíveis ou incoerentes, numa altura em que aumentam as tensões militares no Estreito de Ormuz após novos ataques do Irão contra países vizinhos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os sistemas de localização de dezenas de navios no Golfo Pérsico começaram a apresentar dados considerados impossíveis ou incoerentes, numa altura em que aumentam as tensões militares no Estreito de Ormuz após novos ataques do Irão contra países vizinhos. A anomalia está a levantar preocupações sobre uma intensificação das operações de guerra eletrónica numa das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás.</p>
<p>Os dados de rastreamento marítimo mostravam cerca de 120 embarcações aparentemente concentradas numa área situada em terra firme, a aproximadamente uma hora de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Ao mesmo tempo, esses navios indicavam velocidades próximas dos 50 nós, sem qualquer alteração real de posição. Outro grupo mais pequeno, com cerca de uma dúzia de embarcações, aparecia perto da fronteira terrestre entre Omã e os Emirados Árabes Unidos, alegadamente a navegar a mais de 100 nós, velocidades incompatíveis com o tráfego marítimo normal.</p>
<p>Especialistas apontam que estas leituras anómalas são um forte indício de interferência deliberada nos sinais de geolocalização dos navios, prática conhecida como “signal jamming”. O fenómeno surgiu poucos dias depois de os Emirados Árabes Unidos terem confirmado a ativação dos seus sistemas de defesa aérea para intercetar mísseis e drones lançados por Teerão, naquele que foi o primeiro ataque iraniano contra o país em quase um mês.</p>
<p>Mark Douglas, analista da Starboard Maritime Intelligence, explicou à Bloomberg que a intensificação da guerra eletrónica deverá estar diretamente relacionada com a deterioração da situação militar na região. Segundo afirmou, é provável que os Emirados Árabes Unidos e outros países do Golfo tenham ativado sistemas eletrónicos de defesa após os ataques recentes do Irão.</p>
<p>“O transporte marítimo, e particularmente os dados AIS, acabaram apanhados no fogo cruzado”, afirmou o especialista, numa referência ao Sistema de Identificação Automática, tecnologia usada pelos navios para transmitir em tempo real a sua posição através de sinais rádio.</p>
<p><strong>Estreito de Ormuz continua praticamente paralisado</strong><br />
Apesar de os atuais níveis de interferência não serem considerados tão severos como os registados no início do conflito, os novos agrupamentos de embarcações em locais improváveis sugerem uma nova subida da atividade de bloqueio eletrónico, depois de um período de relativa diminuição dessas perturbações.</p>
<p>A situação está a dificultar significativamente a monitorização do tráfego marítimo no Golfo e no Estreito de Ormuz, passagem considerada estratégica para os fluxos energéticos globais. Aproximadamente um quinto do petróleo mundial transportado por via marítima atravessa esta zona, o que faz com que qualquer perturbação tenha impacto direto nos mercados internacionais da energia.</p>
<p>Perante o agravamento do risco, vários comandantes de navios começaram também a recorrer a medidas preventivas, como desligar os transponders das embarcações para evitar serem identificados por forças hostis. Dados de rastreamento mostram linhas retas abruptas nos percursos de alguns navios, um sinal normalmente associado à desativação temporária dos sistemas de transmissão.</p>
<p>A tensão aumentou ainda mais depois de um navio de carga ter sido alvo de um ataque na região durante o domingo. O incidente contribuiu para manter praticamente interrompido o tráfego através do Estreito de Ormuz esta segunda-feira.</p>
<p>A travessia de petroleiros continua extremamente reduzida, embora duas embarcações tenham conseguido efetuar a passagem rumo ao Golfo de Omã. Uma delas, o “Agios Fanourios I”, é um grande petroleiro carregado com crude iraquiano e tinha como destino indicado o Vietname.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761142]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Colisão na Ponte 25 de Abril faz um ferido e condiciona trânsito</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/colisao-na-ponte-25-de-abril-faz-um-ferido-e-condiciona-transito/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:56:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma colisão envolvendo três viaturas no sentido Sul-Norte da Ponte 25 de Abril, em Lisboa, deixou esta segunda-feira uma mulher de 60 anos ferida. 
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma colisão envolvendo três viaturas no sentido Sul-Norte da Ponte 25 de Abril, em Lisboa, deixou esta segunda-feira uma mulher de 60 anos ferida. </p>
<p>De acordo com o Correio da Manhã, o acidente ocorreu pouco antes da saída para o Marquês de Pombal, mobilizando de imediato os serviços de emergência.</p>
<p>O alerta foi dado às 12h10, tendo no local estado presentes os Bombeiros de Almada, os Sapadores de Lisboa e a PSP, que coordenaram o socorro à vítima e a gestão do trânsito. A mulher ferida foi transportada para o Hospital Francisco Xavier, em Lisboa, para receber tratamento médico adequado.</p>
<p>O trânsito permanece fortemente condicionado na Ponte 25 de Abril, com filas e circulação lenta no sentido Sul-Norte. As autoridades mantêm a intervenção no local, garantindo a segurança rodoviária enquanto decorrem os trabalhos de remoção das viaturas envolvidas.</p>
<p>Os meios mobilizados mantêm-se a assegurar o socorro, o controlo da circulação e a prevenção de novos acidentes na área afetada. Até ao momento, não foram divulgadas informações sobre a causa da colisão.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761154]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>SNS falha prazos legais em milhares de consultas e cirurgias: cardiologia continua a liderar atrasos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:45:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Serviço Nacional de Saúde (SNS) voltou a registar tempos de espera acima dos limites legais em milhares de consultas e cirurgias durante o segundo semestre de 2025.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Serviço Nacional de Saúde (SNS) voltou a registar tempos de espera acima dos limites legais em milhares de consultas e cirurgias durante o segundo semestre de 2025. Os dados mais recentes divulgados pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) revelam um cenário de incumprimento generalizado dos Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG), com a cardiologia a destacar-se como a especialidade mais crítica.</p>
<p>Segundo o relatório da ERS, mais de metade das primeiras consultas hospitalares realizadas nos hospitais públicos ultrapassaram os prazos legalmente estabelecidos. No final de dezembro de 2025, mais de um milhão de utentes aguardavam por uma primeira consulta de especialidade, sendo que uma parte significativa já tinha excedido o tempo máximo previsto por lei.</p>
<p><strong>Mais de metade das primeiras consultas excederam os prazos legais</strong><br />
A monitorização da ERS relativa ao segundo semestre de 2025 mostra que os hospitais públicos realizaram cerca de 383 mil primeiras consultas de especialidade hospitalar, excluindo cardiologia e oncologia. Apesar de representar um aumento de 1,4% face ao mesmo período de 2024, os atrasos continuam a afetar uma larga fatia dos utentes.</p>
<p>De acordo com os dados do regulador, 51,4% destas consultas ocorreram depois do prazo máximo garantido. Ainda assim, a ERS assinala uma ligeira melhoria de 1,7 pontos percentuais em comparação com o ano anterior.</p>
<p>No entanto, o número total de pessoas em espera aumentou significativamente. No final de 2025, havia 1.056.223 utentes à espera de uma primeira consulta hospitalar, o que representa uma subida de 17% face a 2024. Destes, 43,7% aguardavam para além do limite legal.</p>
<p><strong>Cardiologia mantém-se como a área mais crítica</strong><br />
A situação mais grave continua a verificar-se na cardiologia, onde os atrasos atingem níveis particularmente elevados.</p>
<p>Durante o segundo semestre de 2025, os hospitais públicos realizaram 23.838 primeiras consultas de cardiologia. Contudo, 86,4% destas consultas ultrapassaram os TMRG.</p>
<p>No final do ano passado, estavam em lista de espera 28.234 utentes para consulta de cardiologia, sendo que 74,9% já aguardavam há mais tempo do que o legalmente permitido.</p>
<p>Os dados da ERS revelam ainda um agravamento nas cirurgias cardíacas. Foram realizadas 4.508 intervenções cirúrgicas nesta área, menos 4,9% do que em 2024. Além disso, quase um terço dos doentes — 32,8% — foi operado depois do prazo máximo garantido.</p>
<p>A lista de espera para cirurgia cardíaca também aumentou de forma expressiva. Em dezembro de 2025, estavam inscritos 2.703 utentes, mais 39,5% do que no ano anterior. Destes, 58,6% encontravam-se já em incumprimento dos prazos legais.</p>
<p><strong>Oncologia também regista incumprimentos elevados</strong><br />
Os atrasos afetaram igualmente a área oncológica. Segundo a ERS, foram realizadas 20.977 primeiras consultas relacionadas com suspeita ou confirmação de doença oncológica, o que corresponde a um aumento de 2,8% face ao período homólogo.</p>
<p>Apesar do reforço da atividade, 57,5% das consultas ultrapassaram os tempos máximos garantidos.</p>
<p>No final do semestre, havia 8.874 utentes à espera de consulta oncológica, sendo que 65,5% já tinham excedido o prazo legal.</p>
<p>Também nas cirurgias oncológicas os números revelam dificuldades. Os hospitais realizaram 34.771 cirurgias programadas nesta área, menos 3% do que em 2024. Ainda assim, 20,4% dos doentes aguardaram acima do limite legalmente definido.</p>
<p>A lista de espera para cirurgia oncológica atingia os 8.215 utentes no final do ano, um aumento de 9% face ao ano anterior. Entre estes, 21,2% estavam fora do prazo previsto.</p>
<p><strong>Cirurgias programadas diminuíram</strong><br />
No conjunto das cirurgias programadas realizadas nos hospitais públicos — excluindo oncologia e cardiologia — registou-se uma ligeira quebra da atividade.</p>
<p>Segundo o relatório da ERS, foram efetuadas 283.878 cirurgias, menos 0,7% do que no período homólogo de 2024.</p>
<p>Apesar disso, 13,2% dos utentes foram operados depois de ultrapassarem o tempo máximo garantido.</p>
<p>No final de dezembro de 2025, existiam 189.444 pessoas inscritas para cirurgia, sendo que 16,3% aguardavam para além do prazo legal.</p>
<p><strong>Hospitais protocolados apresentam melhores resultados</strong><br />
A ERS sublinha que os prestadores protocolados registaram níveis de incumprimento bastante inferiores aos verificados no SNS.</p>
<p>Nas cirurgias programadas não oncológicas nem cardíacas realizadas por estes prestadores, foram efetuadas 9.963 intervenções, com uma taxa de incumprimento dos TMRG de apenas 2,6%.</p>
<p>Já nos chamados hospitais de destino — através da utilização de nota de transferência ou vale cirurgia — foram realizadas 13.312 cirurgias programadas, mais 4,5% do que em 2024. Ainda assim, 26,8% destas operações ultrapassaram os tempos máximos garantidos.</p>
<p>No relatório divulgado esta segunda-feira, a Entidade Reguladora da Saúde reconhece também que continuam a existir problemas na recolha de informação relativa aos cuidados de saúde primários.</p>
<p>Segundo o regulador, “mantém-se a dificuldade de obtenção de dados que permitam a aferição do incumprimento dos TMRG para os cuidados de saúde analisados, para todas as Unidades Locais de Saúde”.</p>
<p>A divulgação destes números surge numa altura em que o desempenho do SNS continua sob forte pressão, com críticas crescentes relacionadas com listas de espera, atrasos no acesso a consultas e cirurgias e dificuldades de resposta em várias especialidades hospitalares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761152]]></sapo:autor>
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		<title>Pacote Laboral: Tudo a postos para protesto dia 3 de junho. CGTP já entregou o pré-aviso de greve</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pacote-laboral-tudo-a-postos-para-protesto-dia-3-de-junho-cgtp-ja-entregou-o-pre-aviso-de-greve/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:31:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A CGTP entregou ao início da tarde desta segunda-feira o pré-aviso da greve geral marcada para 3 de Junho, formalizando assim a paralisação nacional convocada contra a reforma da legislação laboral proposta pelo Governo. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A CGTP entregou ao início da tarde desta segunda-feira o pré-aviso da greve geral marcada para 3 de junho, formalizando assim a paralisação nacional convocada contra a reforma da legislação laboral proposta pelo Governo. A entrega do documento foi feita no Ministério do Trabalho, em Lisboa, por uma delegação da Comissão Executiva da Intersindical liderada pelo secretário-geral da central sindical, Tiago Oliveira.</p>
<p>A greve geral surge após o fim das negociações em sede de Concertação Social, encerradas na passada quinta-feira sem entendimento entre o Executivo e os parceiros sociais relativamente ao chamado pacote “Trabalho XXI”, o projeto de revisão profunda do Código do Trabalho apresentado pelo Governo liderado por Luís Montenegro.</p>
<p>O principal foco da CGTP é precisamente a rejeição total da reforma laboral, que a central sindical considera um ataque aos direitos dos trabalhadores. O lema escolhido para a paralisação nacional é “Derrotar o pacote laboral”, frase que já aparece nos materiais e cartazes divulgados pela Intersindical nos últimos dias.</p>
<p><strong>Pré-aviso formaliza paralisação nacional</strong><br />
A entrega do pré-aviso representa um passo decisivo na concretização da greve geral, que deverá abranger vários sectores da administração pública e da atividade privada.</p>
<p>A delegação sindical deslocou-se ao Ministério do Trabalho durante a tarde desta segunda-feira para formalizar o processo legal necessário à realização da paralisação.</p>
<p>A CGTP tinha anunciado a greve ainda antes do fim oficial das negociações com o Governo, argumentando que o processo estava comprometido desde o início devido à orientação do Executivo relativamente às alterações laborais.</p>
<p><strong>Governo quer alterar mais de 100 artigos do Código do Trabalho</strong><br />
O anteprojeto de revisão da legislação laboral foi apresentado pelo Governo a 24 de Julho de 2025 sob a designação “Trabalho XXI”.</p>
<p>Na altura, o Executivo descreveu o documento como uma revisão “profunda” do Código do Trabalho, prevendo mais de uma centena de alterações à legislação laboral em vigor.</p>
<p>Desde a apresentação inicial da proposta, tanto a CGTP como a UGT manifestaram oposição às mudanças previstas, considerando que colocavam em causa direitos fundamentais dos trabalhadores.</p>
<p>A contestação sindical levou inclusivamente à realização de uma greve geral conjunta das duas centrais sindicais em 11 de Dezembro de 2025.</p>
<p><strong>CGTP acusa Governo de excluir a central sindical</strong><br />
Nos últimos meses, as negociações decorreram num clima de forte tensão entre a CGTP e o Executivo.</p>
<p>O Governo optou por realizar reuniões com a UGT e com as quatro confederações patronais no Ministério do Trabalho, deixando a CGTP fora desses encontros.</p>
<p>O argumento apresentado pelo Executivo foi o de que a central sindical se colocou “à margem” das negociações ao exigir desde o início a retirada integral da proposta.</p>
<p>A CGTP respondeu acusando o Governo de adotar uma postura “profundamente antidemocrática” e mesmo “anticonstitucional”, criticando a realização de “reuniões paralelas” fora das sessões plenárias da Concertação Social.</p>
<p><strong>Executivo mantém intenção de avançar com reforma laboral</strong><br />
Apesar da ausência de acordo, o Governo mantém a intenção de avançar com a revisão da legislação laboral.</p>
<p>No final do processo negocial, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou que o Executivo irá apresentar no Parlamento uma proposta de lei baseada no anteprojeto inicial, incorporando apenas os contributos considerados úteis recolhidos durante o processo de Concertação Social.</p>
<p>A governante manifestou também disponibilidade para negociar o diploma com os partidos parlamentares, incluindo PS e Chega.</p>
<p>Em entrevista à SIC Notícias, Palma Ramalho referiu que pretende procurar entendimentos políticos para viabilizar a reforma laboral no Parlamento.</p>
<p>Contudo, a ministra considerou “insustentável” a exigência do Chega de reduzir a idade da reforma como condição para apoiar o pacote legislativo.</p>
<p>O posicionamento do partido liderado por André Ventura poderá complicar as negociações parlamentares em torno da reforma do mercado de trabalho.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761139]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Brand as a Business Driver: o papel da marca na criação de valor e vantagem competitiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[marca]]></category>
		<category><![CDATA[valor]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Carla Fonseca, Senior Global Marketing &#038; Business Executive]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Carla Fonseca, Senior Global Marketing &amp; Business Executive</strong></em></p>
<p>O crescimento sustentado de uma marca exige um equilíbrio inteligente entre construção de valor a longo prazo e geração de resultados imediatos. Neste contexto, torna-se essencial compreender o papel complementar que diferentes abordagens de marketing desempenham na estratégia global de uma organização.</p>
<p>O branding é, por natureza, uma alavanca estratégica associada à criatividade, à emoção e à construção de notoriedade e autoridade. Atua na perceção de valor da marca, na diferenciação face à concorrência e na criação de relações duradouras com os clientes. Embora o seu impacto no negócio seja profundo e estruturante, nem sempre se reflete de forma imediata nas métricas financeiras da empresa. Em paralelo, o marketing de performance tem vindo a ganhar protagonismo, impulsionado pela sua forte orientação a dados e pela capacidade de gerar resultados mensuráveis e otimização contínua. Esta natureza mais tangível e quantificável torna-o particularmente relevante em contextos onde a eficiência e o retorno a curto prazo do investimento são fatores críticos de decisão.</p>
<p>Esta dinâmica pode criar um desequilíbrio estrutural: maior foco na captura de resultados de curto prazo, em detrimento da construção de valor que sustenta o crescimento futuro, uma abordagem que pode revelar-se arriscada e potencialmente penalizadora, na medida em que privilegia o que é mais facilmente mensurável, mas não necessariamente o que é mais determinante para assegurar crescimento sustentável e a consolidação de vantagens competitivas duradouras.</p>
<p>A marca não é apenas um ativo emocional. É um ativo económico e, mais do que isso, um dos principais motores de crescimento sustentável de uma empresa. De acordo com a McKinsey, empresas com marcas fortes conseguem gerar até 40% mais crescimento de receita do que os seus concorrentes, precisamente porque beneficiam de maior confiança, maior lealdade e menor sensibilidade ao preço.</p>
<p>Quando uma marca é sólida, o impacto estende-se a toda a cadeia de valor. O custo de aquisição de cliente diminui, as taxas de conversão aumentam, o ciclo de decisão encurta e a retenção melhora de forma consistente. Paralelamente, a capacidade de expansão, seja para novos mercados, categorias ou segmentos, torna-se significativamente mais eficiente. Este efeito não é imediato, mas é cumulativo e é precisamente essa acumulação que transforma marca em valor tangível.</p>
<p>Esta relação não é apenas conceptual, é comprovada. O relatório BrandZ Global Top 100 da Kantar demonstra que as marcas mais valiosas do mundo superam consistentemente o desempenho do mercado acionista global. Em 2024, o valor total das 100 marcas mais valiosas cresceu 20%, ultrapassando os 8,3 biliões de dólares, um indicador claro de que a marca não é apenas perceção: é um ativo com impacto direto na valorização empresarial.</p>
<p>Ainda assim, muitas organizações continuam a privilegiar aquilo que é imediatamente mensurável, comprometendo o investimento em construção de marca em nome de resultados rápidos. Esta abordagem cria uma dependência estrutural: quanto menor o investimento em branding, maior a necessidade de intensificar a ativação de performance para sustentar os mesmos resultados, com uma eficiência que tende, inevitavelmente, a degradar-se ao longo do tempo.</p>
<p>É neste contexto que o trabalho de Binet &amp; Field assume particular relevância. A análise de décadas de campanhas globais demonstra que as estratégias mais eficazes equilibram curto e longo prazo,  combinando cerca de 60% de investimento em construção de marca e 40% em performance, uma alocação crítica para sustentar crescimento e maximizar rentabilidade. Este equilíbrio não é arbitrário, é uma alavanca de negócio que permite gerar resultados no presente sem comprometer a sua capacidade de crescimento futuro.</p>
<p>Porque a performance, por si só, não constrói marca. Mas a marca amplifica toda a performance.</p>
<p>Num momento de crescente fragmentação de canais, saturação de mensagens e maior exigência por parte dos clientes, o papel da marca torna-se ainda mais crítico. Segundo o Edelman Trust Barometer, 81% dos consumidores afirmam precisar de confiar numa marca para considerar a comprar de um produto ou serviço. Esta confiança não se constrói com ações isoladas, mas com consistência ao longo do tempo. E é essa consistência que reduz fricção, acelera decisões e sustenta relações duradouras.</p>
<p>Neste cenário, o marketing afirma-se como uma função estrutural do negócio, diretamente responsável por contribuir para o seu crescimento e sustentar vantagens competitivas. Para além de executar campanhas ou gerar procura, deve assegurar que cada ponto de contacto reforça um posicionamento claro, distintivo, consistente e relevante. É nesta coerência, transversal a todas as áreas da organização, que sustenta a diferenciação, aumenta a eficiência e suporta o crescimento de longo prazo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, exige-se maior maturidade na forma como se mede o impacto. Nem tudo o que sustenta crescimento é imediatamente visível, mas tudo o que é consistente e estratégico deixa sinais claros ao longo do tempo: aumento da preferência, maior retenção, redução do esforço comercial e maior capacidade de justificar preço.</p>
<p>A questão não reside em escolher se devemos investir em marca ou em performance, mas em garantir a sua integração. É essa articulação que sustenta a vantagem competitiva, sendo a marca a base que assegura a eficácia contínua da performance.</p>
<p>As empresas que compreendem isto deixam de ver o branding como um custo e passam a tratá-lo como aquilo que realmente é: um verdadeiro ativo estratégico com impacto direto no negócio, na valorização e na sustentabilidade do crescimento.</p>
<p>Porque o crescimento sustentável não se traduz apenas em volume de vendas, mas na capacidade de uma marca ser escolhida de forma consistente, com menor fricção e maior confiança ao longo do tempo. Afinal, a confiança afirma-se hoje como um dos principais drivers de decisão já que mais de 80% dos consumidores afirmam que precisam de confiar numa marca para considerar a compra.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Carla Fonseca, Senior Global Marketing &amp; Business Executive]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Vídeo: Portugal precisa de “ambição coletiva” para competir globalmente, defende Pedro Brito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:15:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[30ª Conferência]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Brito]]></category>
		<category><![CDATA[XXX Conferência Executive Digest]]></category>
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					<description><![CDATA[Na XXX Conferência Executive Digest, Pedro Brito, Associate Dean e CEO da Nova SBE Executive Education, deixou um diagnóstico crítico sobre a economia portuguesa e a forma como empresas, instituições e sociedade encaram o crescimento, defendendo que falta ao país uma verdadeira “ambição coletiva”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na XXX Conferência Executive Digest, Pedro Brito, Associate Dean e CEO da Nova SBE Executive Education, deixou um diagnóstico crítico sobre a economia portuguesa e a forma como empresas, instituições e sociedade encaram o crescimento, defendendo que falta ao país uma verdadeira “ambição coletiva”.</p>
<p>Sob o tema “Do potencial à escala: Quando a ambição se torna coletiva”, Pedro Brito defendeu que Portugal continua a pensar em pequeno, o que limita o seu desempenho económico e a capacidade de competir internacionalmente.</p>
<p>“Portugal tem um nível de ambição relativamente reduzido, sobretudo porque muitos de nós pensam sempre em pequenino, o benchmark é sempre o bairro, não o que pode ser em pleno potencial”, afirmou.</p>
<p>Reveja a intervenção:</p>
<p><iframe title="08 Orador de Encerramento" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/xDEzEpLGbiA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A XXX Conferência Executive Digest decorreu no dia 15 de Abril, na Culturgest, sob o tema “Os caminhos para um Portugal Extraordinário”, e conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, Delta Q, Fidelidade, MC Sonae, Nova SBE, Randstad, Recordati, Steelcase, Tabaqueira/Philip Morris, Unilever, CTT, Lusíadas Saúde, Vodafone, Galp, e ainda com a parceria da Neurónio Criativo, Sapo, SENO. A Sociedade Ponto Verde foi o Parceiro de Sustentabilidade do evento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_761117]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Vacina, Simpsons ou Macron: As mentiras e desinformação que circulam sobre o hantavírus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:14:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O surto de hantavírus associado ao navio de cruzeiro MV Hondius desencadeou uma vaga de desinformação nas redes sociais, com a circulação de conteúdos falsos, vídeos manipulados e alegações sem fundamento sobre vacinas, encerramento de escolas e até previsões apocalípticas feitas pela série “Os Simpsons”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O surto de hantavírus associado ao navio de cruzeiro MV Hondius desencadeou uma vaga de desinformação nas redes sociais, com a circulação de conteúdos falsos, vídeos manipulados e alegações sem fundamento sobre vacinas, encerramento de escolas e até previsões apocalípticas feitas pela série “Os Simpsons”.</p>
<p>Desde que os primeiros casos começaram a ser divulgados publicamente durante a primeira semana de maio, multiplicaram-se publicações enganosas relacionadas com o vírus Andes, a variante de hantavírus associada ao actual surto.</p>
<p>O navio MV Hondius partiu da Argentina a 1 de abril de 2026 e transportava cerca de 150 pessoas entre passageiros e tripulantes. O cruzeiro ficou associado a vários casos positivos, suspeitos e também a mortes relacionadas com o vírus.</p>
<p>Com o aumento da atenção mediática em torno do caso, começaram igualmente a surgir informações falsas sobre alegadas vacinas, medidas sanitárias e teorias da conspiração.</p>
<p><strong>Pfizer nega existência de vacina contra hantavírus</strong><br />
Uma das alegações falsas mais partilhadas nas redes sociais afirma que a farmacêutica Pfizer teria desenvolvido uma vacina contra o hantavírus ou obtido resultados “promissores” no combate à doença.</p>
<p>No entanto, até 8 de Maio de 2026, não existia qualquer vacina apresentada pela empresa para prevenir ou reduzir o risco de infeção por hantavírus.</p>
<p>Segundo esclarecimentos atribuídos à Pfizer Europa, as informações que circulam online são “incorretas”.</p>
<p>A própria plataforma pública da farmacêutica, onde são apresentados os medicamentos e vacinas atualmente em desenvolvimento, não inclui qualquer programa relacionado com o hantavírus.</p>
<p>Entre os dez programas de vacinas em desenvolvimento divulgados pela empresa, nenhum se destina à prevenção desta infeção viral.</p>
<p><strong>CureVac não possui patente de vacina</strong><br />
Outro rumor amplamente difundido garante que a empresa CureVac teria adquirido a patente de uma vacina contra o hantavírus.</p>
<p>Essa informação também é falsa.</p>
<p>Atualmente não existe qualquer vacina aprovada contra hantavírus nem na Europa nem nos Estados Unidos.</p>
<p>Relatórios divulgados em Maio de 2026 pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde de Espanha referem que continuam a não existir tratamentos específicos ou vacinas aprovadas para combater infeções por hantavírus.</p>
<p>Além disso, a empresa CureVac deixou de operar com esse nome após ter sido adquirida pela BioNTech em dezembro de 2025.</p>
<p><strong>Vídeo antigo de Macron foi reutilizado fora de contexto</strong><br />
Outra publicação enganosa afirmava que o Presidente francês, Emmanuel Macron, teria anunciado o encerramento das escolas devido à propagação do hantavírus.</p>
<p>As imagens partilhadas nas redes sociais são reais, mas estão totalmente fora de contexto.</p>
<p>O vídeo corresponde, na verdade, a um discurso feito por Macron a 12 de março de 2020, durante a pandemia de covid-19, e não tem qualquer relação com o actual surto de hantavírus.</p>
<p>As publicações reutilizaram imagens antigas para criar a falsa ideia de que França estaria a adotar medidas de emergência relacionadas com a nova situação sanitária.</p>
<p><strong>“Os Simpsons” não previram o surto</strong><br />
Também se tornou viral uma alegação segundo a qual a série de animação “Os Simpsons” teria previsto o actual surto de hantavírus.</p>
<p>As imagens utilizadas pertencem a um episódio da 23.ª temporada intitulado “A Totally Fun Thing That Bart Will Never Do Again”.</p>
<p>Nesse episódio, Bart reproduz no sistema de um cruzeiro uma cena de um filme fictício onde é mencionado um “vírus Pandora” e uma “quarentena mundial”.</p>
<p>Em nenhum momento o episódio menciona hantavírus ou faz qualquer referência ao actual surto.</p>
<p>Apesar disso, vários utilizadores nas redes sociais passaram a apresentar o episódio como uma suposta “previsão” da série, alimentando teorias conspirativas já frequentes sempre que surgem crises sanitárias internacionais.</p>
<p><strong>O que é o vírus Andes</strong><br />
O vírus Andes é uma variante de hantavírus associada sobretudo à América do Sul.</p>
<p>Os hantavírus podem provocar doenças graves, incluindo síndromes respiratórias potencialmente fatais.</p>
<p>A transmissão está frequentemente associada ao contacto com roedores infetados ou com partículas contaminadas presentes no ambiente.</p>
<p>As autoridades sanitárias continuam a acompanhar a situação relacionada com o surto detetado no cruzeiro MV Hondius, enquanto especialistas alertam para o risco da propagação de desinformação em paralelo com a crise sanitária.</p>
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