Aliança Renault-Nissan poupa 3.8 mil milhões de euros

A Aliança Renault-Nissan anunciou poupanças recorde na ordem dos 3.8 mil milhões de euros em 2014, numa melhoria substancial face aos 2.87 mil milhões registados no ano anterior. No cerne deste resultado positivo obtido pela Aliança franco-nipónica estão as poupanças geradas ao nível de aquisições, engenharia e produção, destacando-se sobretudo o contributo da primeira plataforma modular CMF (Common Module Family), a qual permitiu um maior aprofundamento de sinergias entre as duas marcas. De acordo com um comunicado emitido pelo grupo, apenas as poupanças líquidas e a melhoria nos lucros permite que ambos os construtores possam manter a aposta no desenvolvimento de novos automóveis. “A nossa arquitectura Common Module Family continua a levar a sinergias nas principais áreas, desde aquisições à engenharia de veículos e de motorizações”, refere Carlos Ghosn, presidente e CEO da Aliança Renault-Nissan, que destacou também os efeitos positivos da convergência de quatro áreas fundamentais na Renault e na Nissan – Engenharia, Processos de Manufactura e Cadeia de Fornecimento, Aquisições e Recursos Humanos, a qual entrou em vigor no dia 1 de Abril de 2014. Embora a Renault e a Nissan continuem a ser companhias separadas, cada decisão é tomada por um vice-presidente comum da Aliança. Graças a…

Pedro Junceiro

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A Aliança Renault-Nissan anunciou poupanças recorde na ordem dos 3.8 mil milhões de euros em 2014, numa melhoria substancial face aos 2.87 mil milhões registados no ano anterior. No cerne deste resultado positivo obtido pela Aliança franco-nipónica estão as poupanças geradas ao nível de aquisições, engenharia e produção, destacando-se sobretudo o contributo da primeira plataforma modular CMF (Common Module Family), a qual permitiu um maior aprofundamento de sinergias entre as duas marcas.

De acordo com um comunicado emitido pelo grupo, apenas as poupanças líquidas e a melhoria nos lucros permite que ambos os construtores possam manter a aposta no desenvolvimento de novos automóveis.

“A nossa arquitectura Common Module Family continua a levar a sinergias nas principais áreas, desde aquisições à engenharia de veículos e de motorizações”, refere Carlos Ghosn, presidente e CEO da Aliança Renault-Nissan, que destacou também os efeitos positivos da convergência de quatro áreas fundamentais na Renault e na Nissan – Engenharia, Processos de Manufactura e Cadeia de Fornecimento, Aquisições e Recursos Humanos, a qual entrou em vigor no dia 1 de Abril de 2014.

Embora a Renault e a Nissan continuem a ser companhias separadas, cada decisão é tomada por um vice-presidente comum da Aliança. Graças a esta convergência na gestão, a empresa espera superar as suas expectativas iniciais de 4.3 mil milhões de euros de poupanças derivadas de sinergias em 2016.

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Neste aspecto, a arquitectura CMF revela-se extremamente importante, uma vez que esta nova plataforma permite construir uma gama de automóveis mais ampla a partir de um leque menor de peças, paralelamente aumentando a qualidade e a variedade de escolha para o consumidor final. Os veículos de menores dimensões têm por base a plataforma CMF-A, enquanto os médios recorrem à CMF-B e os de maiores dimensões à CMF-C/D.

Desta plataforma surgiram já a nova geração do Nissan Qashqai, Renault Espace, Renault Kadjar e, em breve, o Kwid para a Índia, sendo o primeiro modelo da Aliança a recorrer à variante CMF-A (seguir-se-á um automóvel da Datsun para aquela mesma plataforma em 2016). Em 2020, a Aliança espera que 70% dos seus modelos tenham por base a plataforma CMF nas suas mais variadas variações.

De acordo com os mesmos dados, também a produção cruzada de modelos das marcas Renault e Nissan nas mesmas infra-estruturas permitirá maior poupança. A este respeito, a fábrica da AVTOVAZ em Togliatti, na Rússia, é o maior centro de produção da Aliança a nível mundial, com uma capacidade de cerca de um milhão de unidades por ano distribuídas por quatro marcas: Lada, Renault, Nissan e Datsun.

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