Onze dos 27 Estados-membros da União Europeia comprometeram-se a “cooperar mais estreitamente” em toda a cadeia de abastecimento nuclear e promover “projetos industriais comuns”, bem como no desenvolvimento de novas tecnologias, que poderá passar por pequenos reatores – os signatários assinaram a declaração em Estocolmo, na Suécia, com o objetivo de “reafirmar, de forma conjunta, a vontade de fortalecer a cooperação europeia no domínio da energia nuclear”.
“A energia nuclear é uma das muitas ferramentas para alcançar os nossos objetivos climáticos, gerar eletricidade de base e garantir a segurança do abastecimento”, pode ler-se na declaração, assinada à margem de uma reunião de ministros da Energia da UE organizada pela Suécia, atual detentora da presidência rotativa semestral da UE.
Os países signatários são Bulgária, Croácia, Chéquia, Finlândia, França, Hungria, Países Baixos, Polónia, Roménia, Eslováquia e Eslovénia.
Segundo a ministra da Transição Energética da França, Agnès-Pannier Runacher, o objetivo da aliança é “estruturar a cooperação em toda a cadeia de valor nuclear” e fornecer à Europa “todas as ferramentas para alcançar a neutralidade carbónica até 2050”.
Os objetivos da cooperação são promover a pesquisa e a inovação, além de ajudar a estabelecer “regras de segurança uniformes, de acordo com as melhores práticas internacionais”, foi referido na declaração conjunta: visa igualmente “reforçar a cooperação industrial no desenvolvimento da capacidade nuclear europeia” e explorar “projetos industriais comuns” para novos reatores.
Kadri Simon, comissária de Energia da União Europeia, participou da reunião, segundo avançou um funcionário da UE à ‘Euroactiv’, e convidou os países participantes a diversificar dos combustíveis nuclares russos e participar ativamente em parcerias nos pequenos reatores nucleares (SMRs).
Os participantes sublinharam ainda “a necessidade de trabalhar num quadro regulatório ou legal para o nuclear”, que permita que a tecnologia desempenha todo o seu papel na descarbonização da economia europeia “sem obviamente se opor às energias renováveis”, garantiu a ministra francesa.














