O líder bielorrusso Alexander Lukashenko fez declarações recentes que sugerem a possibilidade de uma ‘reforma’ futura em breve, isto após celebrar três décadas no poder no mês passado.
Lukashenko, de 69 anos, um aliado muito próximo do presidente russo Vladimir Putin, fez comentários este fim de semana que deixaram antever um possível afastamento do poder, indicando aos bielorrussos que devem “habituar-se à ideia de que haverá um presidente diferente.”
As observações de Lukashenko foram feitas em resposta a uma pergunta sobre sua intenção de concorrer às próximas eleições presidenciais da Bielorrússia, marcadas para 2025. Lukashenko assumiu o cargo de presidente em 1994, nas primeiras eleições realizadas na Bielorrússia independente, e completou 30 anos no poder a 20 de julho. As próximas eleições presidenciais devem ocorrer até 20 de julho de 2025, e Lukashenko anunciou a sua intenção de se candidatar em fevereiro deste ano.
Lukashenko declarou: “Não, não estou dizendo que vou abandonar-vos amanhã, depois de amanhã e assim por diante. Mas a vida é imprevisível. Vocês devem habituar-se ao fato de que não sou eterno, assim como todos vocês.” A declaração foi relatada pela publicação local SB.
O líder bielorrusso sublinhou que, antes de deixar o cargo, quer “deixar um país pacífico e calmo.” E acrescentou: “Quando eu sair, viverei ao vosso lado numa aldeia qualquer, e quando voltar, vocês vão lembrar-se e serão gratos por as coisas não terem piorado.”
Lukashenko também afirmou que os residentes devem “ter em mente” que nem tudo no país depende exclusivamente dele. o líder bielorrusso destacou a “instabilidade” na fronteira devido à guerra em curso entre a Rússia e a Ucrânia. “Minha principal tarefa é evitar um conflito no país. Para que essa infeção não se espalhe até nós. Precisamos proteger a Bielorrússia da guerra e resolver nossos problemas com calma,” acrescentou Lukashenko.
Na segunda-feira, Lukashenko também propôs uma emenda ao código penal bielorrusso, que prevê penas de até oito anos de prisão para quem fizer ameaças a um ex-presidente e os seus familiares, segundo são conta os meios de comunicação locais.
A Bielorrússia, uma ex-república soviética, manteve relações estreitas com a Rússia durante a invasão em larga escala da Ucrânia por Putin, iniciada em fevereiro de 2022. Embora as tropas bielorrussas não tenham participado diretamente do conflito ucraniano, tropas russas têm sido autorizadas a realizar exercícios no território bielorrusso desde antes do início da guerra. O país foi utilizado pela Rússia para lançar a sua invasão da Ucrânia há dois anos.














