Cerca de 6.500 habitantes da cidade alemã de Potsdam, localizada a sudoeste de Berlim, foram evacuados esta terça-feira na sequência da descoberta de uma bomba não detonada da Segunda Guerra Mundial. O engenho explosivo foi encontrado durante trabalhos de construção no centro da cidade, desencadeando uma vasta operação de segurança conduzida pelas autoridades locais.
Os serviços de emergência iniciaram a evacuação por volta das 8h30 locais, mobilizando equipas que percorreram as áreas afetadas porta a porta para alertar os residentes e garantir a saída ordenada da população da zona de risco. As autoridades determinaram a criação de um perímetro de exclusão com um raio de 700 metros em redor do local onde a bomba foi encontrada.
A operação teve também impacto significativo nos transportes. Grande parte do tráfego ferroviário em Potsdam foi suspenso enquanto decorriam os trabalhos de segurança, numa medida preventiva destinada a reduzir riscos durante a intervenção das equipas especializadas.
Para lidar com a situação, foram mobilizados especialistas em desativação de explosivos, que iniciaram uma operação destinada a neutralizar o engenho. Segundo as autoridades, a intervenção poderia prolongar-se durante cerca de uma hora, embora a duração exata dependesse das condições encontradas no terreno e da complexidade do dispositivo.
Apesar de terem passado mais de oito décadas desde o fim da Segunda Guerra Mundial, descobertas deste tipo continuam a ser relativamente frequentes na Alemanha. Bombas e outros engenhos explosivos lançados durante o conflito permanecem enterrados em várias zonas do país e são regularmente encontrados durante obras de construção ou projetos de infraestruturas.
Estas descobertas obrigam frequentemente à realização de grandes operações de evacuação e ao encerramento temporário de áreas urbanas, refletindo o legado duradouro da guerra no território alemão. O caso de Potsdam junta-se assim a uma longa lista de intervenções semelhantes realizadas ao longo dos últimos anos em diversas cidades da Alemanha.



