Alerta Apifarma: Medicamentos mais baratos arriscam desaparecer das farmácias

Aumento dos custos de produção está a diminuir as margens de comercialização dos medicamentos.

Revista de Imprensa
Março 24, 2022
18:45

Os medicamentos mais baratos correm o risco de desaparecer das farmácias portuguesas, adianta o Jornal de Notícias. Uma vez que o aumento dos custos de produção está a emagrecer cada vez mais as margens de comercialização dos medicamentos, a margem pode não interessar às empresas, referem as farmacêuticas.

O problema está a ser agravado pela guerra na Ucrânia.



“Com os aumentos que estamos a ver, em termos de energia, transportes, dificuldades de abastecimento, mão-de-obra e com um custo final tabelado, a margem pode deixar de interessar”, advertiu António Chaves Costa, que faz parte da Apifarma.

Os medicamentos cujo preço é mais barato são os que correm maior risco de desaparecem das farmácias e nos quais há mais dificuldades em aprovisionar a matéria-prima.

A possível retirada do mercado destes fármacos vai penalizar os doentes, que não terão alternativa a recorrerem a medicamentos mais caros. Mas o Serviço Nacional de Saúde (SNS) também não vai escapar incólume, pois esta situação vai fazer subir os custos de comparticipação para o Estado.

A solução pode passar pela revisão excecional dos preços, que está prevista na lei. Só que este processo é “burocrático e moroso”, como explicou António Chaves Costa ao JN. A Apifarma deseja por isso que o processo seja agilizado.

No final do ano passado, um estudo da Apifarma já chamava a atenção para o incremento de 30% dos custos unitários das matérias-primas, do material de embalagem, da energia, mão-de-obra e distribuição. Esse aumento verificou-se especialmente entre 2017 e 2020.

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