Alemanha quer liderar construção de sistema conjunto de defesa aérea a nível europeu, indica chanceler

Olaf Scholz garantiu que a Alemanha vai investir “de forma muito significativa” nesta matéria

Francisco Laranjeira
Agosto 29, 2022
12:33

Olaf Scholz quer avançar com a criação de um sistema conjunto de defesa aérea a nível europeu com o objetivo de “ganhar” em segurança no continente, defendeu o chanceler alemão esta 2ª feira, garantindo que o seu país pretende liderar a iniciativa, investindo “significativamente” na defesa nos próximos anos.

“Um sistema de defesa aérea desenvolvido conjuntamente na Europa seria mais eficaz e económico do que se cada um de nós construísse os seus próprios sistemas”, apontou o chanceler, acrescenntado que há “muito a fazer” na defesa contra ameaças aéreas e espaciais.

Scholz garantiu, durante a sua visita oficial à Chéquia, que a Alemanha vai investir “de forma muito significativa” nesta matéria “nos próximos anos”. “A Alemanha projetará, desde o início, essa futura defesa aérea de forma a que os nossos vizinhos europeus possam participar, se assim o desejarem”, acrescentou.

Mas a integração europeia esteve também na agenda do chanceler germânico: “A realpolitik deve significar envolver amigos e parceiros com valores partilhados e apoiá-los para serem fortes na competição global por meio da cooperação”, disse, sublinhando que a Europa deve enfrentar a ameaça da “autocracia neo-imperialista”, dando especial ênfase ao facto de a Europa livre ter sido ameaçada pelo “ataque brutal à Ucrânia”.

Por outro lado, Scholz anunciou que a Alemanha vai ajudar a Ucrânia nas tarefas de reconstrução, um assunto que será discutido numa conferência de especialistas a 25 de outubro e que inclui falar sobre “coordenação internacional” nesse sentido. “Este será o tema central de uma conferência de especialistas para a qual a presidente da Comissão (Europeia), Ursula von der Leyen, e eu convidamos a Ucrânia e seus parceiros de todo o mundo a participar em Berlim em 25 de outubro”, frisou Scholz.

“A Alemanha terá uma responsabilidade especial em termos de desenvolvimento das capacidades de artilharia e defesa aérea da Ucrânia”, disse ele, acrescentando que a reconstrução da Ucrânia é “um grande empreendimento que levará gerações para ser realizado”, finalizou.

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