Alegações de fraude não param. Trump acusa empresa de máquinas de voto de ser «imprecisa e tudo menos segura»

Os funcionários da empresa de máquinas de voto, Dominion Voting Systems, foram alvo de ameaças e assédio online no mais recente ‘ataque’ de Donald Trump.

Mara Tribuna

Os funcionários da empresa de máquinas de voto, Dominion Voting Systems, foram alvo de ameaças e assédio online no mais recente ‘ataque’ de Donald Trump que continua a recusar-se a aceitar a vitória do Presidente eleito, Joe Biden.

Trump atacou a equipa na rede social Twitter, proferindo afirmações falsas sobre a Dominion Voting Systems, à qual chamou de “horrível, imprecisa e tudo menos segura”, apesar de não existirem provas credíveis que sugiram que as suas plataformas foram comprometidas de qualquer forma ou que houve, de facto, fraude eleitoral.

“Temos estado a trabalhar 24 horas por dia para abordar questões com a aplicação da lei e tomar todas as medidas adequadas para garantir a segurança dos empregados”, disse um porta-voz da Dominion, citado pela ABC News.

Apesar das grandes margens de voto a favor de Biden, do esforço para contestar os resultados eleitorais e de nenhuma prova de fraude ou irregularidades generalizadas, Donald Trump ainda não admite que perdeu. Em vez disso, tem escrito afirmações difamatórias online para invalidar o resultado das eleições.

Além disso, vários funcionários eleitorais, em vários estados, relataram que os tweets do Presidente foram depois identificados como assédio. Na Geórgia, o secretário de Estado Brad Raffensperger disse que tinha sido alvo de múltiplas ameaças de morte. A secretária de Estado do Arizona, Katie Hobbs, divulgou esta quarta-feira uma declaração reagindo a “ameaças contínuas e crescentes de violência dirigidas à sua família e ao seu gabinete”.

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Vários trabalhadores dos círculos eleitorais também foram associados a conspirações online falsas. Na semana passada, em Atlanta, registou-se o caso de um funcionário que foi forçado a esconder-se depois de um vídeo ter ficado viral, no qual supostamente surgia a atirar um voto para o lixo, quando na verdade se tratavam de papéis com as instruções.

A retórica online de Trump e os comentários públicos foram repetidamente citados em processos judiciais nos últimos quatro anos por terem inspirado ou sido associados a alegada conduta criminosa.

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