
O presidente-executivo da Toyota Motor Corp., Akio Toyoda, revelou ter sentido receio de perder o seu cargo de liderança no construtor nipónico após os problemas de aceleração involuntária que alguns dos modelos sofreram e que resultaram em intervenções de emergência para solucionar a situação nos últimos anos.
Recorde-se que em 2009-2010, a Toyota viu-se forçada a suspender a produção de diversos modelos afectados como o Corolla, Camry e Tacoma na sequência de situações de aceleração involuntária, procurando debelar a situação. Agora, numa conferência realizada em Nagoya pela Toyota para os pequenos investidores, Akio Toyoda abordou aquele problema e a forma como o mesmo o afectou.
“Estava conformado com a possibilidade de perder o meu cargo de presidência rapidamente, tornando o meu mandato de presidente bastante curto. Senti que não ia ficar outro ano como presidente”, é citado no Automotive News o neto do fundador da marca e que em criança desejava ser condutor de táxi. Essa foi apenas uma das muitas revelações feitas por Toyoda neste evento.
Também revelou que, quando embarcou para os Estados Unidos da América (EUA), onde foi ouvido no Congresso, se sentiu “sozinho” tendo em conta todo o ambiente que se estava a criar em torno da marca.
“Sentindo-me sozinho, fui para os Estados Unidos. Não tive muito apoio da companhia em si. O que senti, no meio de tudo, foi que este era um jogo para me despedir ou para me forçar a abdicar do cargo”, afirmou, enaltecendo, contudo, que as audições a que foi sujeito ao mais alto nível o motivaram a procurar afincadamente uma solução para o problema e a responsabilizar-se perante a situação.
Ainda no mesmo evento, Toyoda enalteceu que a sua missão é fazer a marca evoluir para uma entidade que consiga crescer sustentadamente e sem os problemas de qualidade que a afectaram na viragem da década, apontando o caminho a seguir para o conseguir: a nova plataforma TNGA para os novos modelos da marca. Além disso, uer ainda apostar em novas tecnologias auxiliares do quotidiano e de mobilidade.
“Chegou o momento de a Toyota construir um novo modelo de negócios. Tenho os olhos postos daqui a 20 ou 30 anos”, afiançou o homem que assume que a sua paixão são os automóveis. De facto, foi Akio Toyoda que impulsionou o projecto do Lexus LFA, da companhia ‘gémea’ da Toyota, e também o regresso da marca à competição auntomóvel no Mundial de Endurance (2012) e no Mundial de Ralis (2016). O executivo nipónico é de tal forma entusiasta dos automóveis que chegou a participar com um Lexus LFA nas 24 Horas de Nürburgring.
Akio Toyoda admite ter vivido dias difíceis após problemas de qualidade da Toyota
O presidente-executivo da Toyota Motor Corp., Akio Toyoda, revelou ter sentido receio de perder o seu cargo de liderança no construtor nipónico após os problemas de aceleração involuntária que alguns dos modelos sofreram e que resultaram em intervenções de emergência para solucionar a situação nos últimos anos. Recorde-se que em 2009-2010, a Toyota viu-se forçada a suspender a produção de diversos modelos afectados como o Corolla, Camry e Tacoma na sequência de situações de aceleração involuntária, procurando debelar a situação. Agora, numa conferência realizada em Nagoya pela Toyota para os pequenos investidores, Akio Toyoda abordou aquele problema e a forma como o mesmo o afectou. “Estava conformado com a possibilidade de perder o meu cargo de presidência rapidamente, tornando o meu mandato de presidente bastante curto. Senti que não ia ficar outro ano como presidente”, é citado no Automotive News o neto do fundador da marca e que em criança desejava ser condutor de táxi. Essa foi apenas uma das muitas revelações feitas por Toyoda neste evento. Também revelou que, quando embarcou para os Estados Unidos da América (EUA), onde foi ouvido no Congresso, se sentiu “sozinho” tendo em conta todo o ambiente que se estava a criar em torno…
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