Airbnb: Viagens de proximidade impulsionam destinos de verão portugueses não tradicionais

A Airbnb revela que «as receitas do acolhimento provenientes de reservas feitas por viajantes próximos (durante julho e agosto) cresceram cerca de 30% em Portugal.

Simone Silva

A pandemia da Covid-19 afastou as viagens para destinos mais distantes, mas impulsionou outras para locais mais perto da área de residência, tal como confirma o Airbnb em Portugal.

«As viagens de proximidade de hóspedes que vivem a menos de 500 quilómetros aumentaram os ganhos, permitindo o acolhimento», sobretudo «em destinos de verão menos tradicionais», avança a empresa num comunicado enviado às redacções».

A Airbnb revela que «as receitas do acolhimento provenientes de reservas feitas por viajantes próximos (durante julho e agosto) cresceram cerca de 30% em Portugal, em comparação com o mesmo período do ano passado».

A pandemia fez com que «regiões normalmente não associadas a viagens de verão, como Viseu, Vila Real, Castelo Branco e Santarém, fossem tendência neste verão. Por outro lado, e apesar das restrições às viagens internacionais, os anfitriões em destinos insulares, como os Açores e a Madeira, ganharam mais este verão com os viajantes de proximidade», explica.

Com base no crescimento dos ganhos dos anfitriões dos hóspedes de viagens de proximidade, a Airbnb criou o top 5 dos destinos mais populares este verão. Viseu lidera com uma preferência de 248%, seguem-se os Açores, que recolheram 190% das escolhas, Vila Real com 180%, Castelo Branco com 164% e, por fim, Santarém com 156%.

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Por sua vez, os 10 principais destinos portugueses, com maior aumento nas receitas fruto das viagens de proximidade são: Santa Bárbara de Nexe (Faro); Boliqueime (Faro); Pombal (Leiria); São João das Lampas (Lisboa); Gondomar (Porto); Monsanto (Castelo Branco); Póvoa de Lanhoso (Braga); Moreira (Porto); Lagoa (Faro) e Vilela (Vila Real).

Todos eles «ganharam entre 5 a 6 vezes mais do que no ano passado (em julho e agosto) com o mesmo grupo de hóspedes», adianta o comunicado.

«As tendências das viagens de proximidade começaram a manifestar-se logo nas primeiras fases do desconfinamento na Europa, quando a percentagem de reservas feitas em Portugal por hóspedes que vivem num raio inferior a 500 quilómetros passou de 6% em Fevereiro para 46% em Maio», revela.

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