Ainda vai a tempo de aumentar o reembolso do IRS: veja o que pode fazer até 31 de dezembro

Com o final do ano a aproximar-se, ainda vai a tempo de melhorar o seu reembolso de IRS a receber em 2025. Embora muitos contribuintes apenas se lembrem do imposto aquando da entrega da declaração anual, a melhor altura para poupar é agora, aproveitando os meses finais de 2024 para reforçar deduções e validar faturas no Portal das Finanças.

Executive Digest

Com o final do ano a aproximar-se, ainda vai a tempo de melhorar o seu reembolso de IRS a receber em 2025. Embora muitos contribuintes apenas se lembrem do imposto aquando da entrega da declaração anual, a melhor altura para poupar é agora, aproveitando os meses finais de 2024 para reforçar deduções e validar faturas no Portal das Finanças.

O melhor será começar desde já a fazer contas à vida para tentar maximizar o reembolso do Fisco ou reduzir o montante a pagar, e isto significa verificar as faturas pendentes, perceber quais as categorias em que ainda não atingiu o limite máximo de deduções e, se necessário, antecipar despesas que podem ser dedutíveis.

Organizar e validar faturas: o primeiro passo essencial
O primeiro passo para otimizar o reembolso é organizar e confirmar todas as faturas com NIF no Portal das Finanças. É fundamental garantir que todas foram corretamente associadas à categoria correspondente (saúde, educação, imóveis, lares, etc.) e validar as que ainda estejam “em modo suspenso”.

Esta verificação é importante porque o sistema de deduções tem limites máximos por categoria e um teto global que depende do rendimento coletável. Controlar o progresso até 31 de dezembro permite saber se ainda há margem para reforçar despesas dedutíveis.

De acordo com o esquema atual, o imposto pode recuar entre 1.000 e 2.500 euros, dependendo do escalão de IRS e das deduções alcançadas. Apenas os contribuintes no primeiro escalão podem deduzir sem limite, enquanto as famílias com três ou mais filhos têm direito a majorações de 5% por dependente.

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Deduções máximas por categoria

Os valores máximos de dedução variam conforme o tipo de despesa. Entre os principais limites estão:

Saúde: 15% até 1.000 euros, incluindo consultas, medicamentos e seguros de saúde;

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Educação: 30% até 800 euros, abrangendo propinas, manuais e alojamento de estudantes deslocados;

Imóveis: até 502 euros em rendas de habitação permanente ou 296 euros em juros de crédito à habitação contratados antes de 2011;

Lares: 25% até 403,75 euros, aplicável a despesas com lares de idosos ou pessoas com deficiência;

Despesas gerais familiares: 35% até 250 euros, em compras de supermercado, luz, água ou combustíveis;

Planos Poupança Reforma (PPR): 20% até 400 euros para contribuintes com menos de 35 anos, 350 euros entre os 35 e 50 anos e 300 euros para os mais de 50;

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IVA: 15% até 125 euros, em áreas como restauração, cabeleireiros, alojamento e oficinas.

Três passos para saber se ainda pode aumentar o reembolso

Há três passos fundamentais para calcular se ainda é possível aumentar o valor do reembolso:

Consultar o e-fatura: somar as deduções nas categorias de saúde, educação, imóveis, lares, pensões de alimentos, despesas domésticas e faturas de exigência (como restauração, transportes públicos ou cabeleireiros).

Aplicar a fórmula do limite global:

Para rendimentos até 7.703 euros, não há limite total.

Entre 7.704 e 80.000 euros, aplica-se a fórmula:
1.000 + [1.500 × (80.000 – rendimento coletável) / 72.927].
Exemplo: um contribuinte com rendimento de 20.000 euros pode deduzir até 2.244,86 euros.

Acima de 80.000 euros, o limite global é de 1.000 euros.

Compreender o cálculo do reembolso: se o valor das retenções na fonte for superior à coleta líquida (após deduções), o contribuinte recebe reembolso; caso contrário, terá de pagar imposto.

Dicas práticas para aumentar o reembolso de IRS
1. Validar faturas pendentes antes do final do ano

Ainda que a validação de faturas possa ser feita até fevereiro, antecipar esta tarefa permite identificar falhas e corrigir categorias manualmente no Portal das Finanças. Lembre-se de que apenas as faturas com NIF são elegíveis para dedução.

2. Investir num Plano Poupança Reforma (PPR)

O PPR continua a ser uma das formas mais eficazes de reduzir a coleta e aumentar o reembolso. Permite deduzir 20% do montante aplicado, dentro dos limites estabelecidos por idade. No entanto, quem levantar o valor antes do prazo legal é obrigado a devolver o benefício, acrescido de uma penalização de 10% por cada ano decorrido.

3. Antecipar despesas dedutíveis

Se prevê realizar despesas médicas, de educação ou manutenção automóvel em 2025, pode antecipá-las para antes de 31 de dezembro, beneficiando do seu impacto fiscal já no IRS de 2024.

A poucos dias do final do ano, a melhor estratégia é agir agora. Validar faturas, rever categorias e, se possível, realizar investimentos estratégicos em PPR ou antecipar despesas dedutíveis pode fazer toda a diferença no valor do reembolso do IRS.

Como resume o artigo, “antes do ano terminar, ainda pode aumentar o reembolso de IRS a receber no próximo ano”. Cada euro gasto de forma consciente até 31 de dezembro pode transformar-se em poupança real em 2025.

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