Ainda com a investigação do MP das seis barragens no Douro em cima da mesa, EDP está a avaliar “implicações fiscais” da venda de parques eólicos

Enquanto o Ministério Público (MP) investiga a venda das barragens do Douro à Engie por parte da EDP, a elétrica continua os trabalhos preparatórios, tendo em vista a alienação de ativos, “para alimentar uma estratégia que privilegia a redução de dívida e a obtenção de capital para realizar novos investimentos mais rentáveis”, avança hoje o jornal Público.

“Foi nessa senda que, na semana passada, o grupo presidido por Miguel Stilwell de Andrade anunciou um acordo entre a sua empresa para as energias limpas, a EDP Renováveis, e a sociedade Onex Renewables para vender cinco parques eólicos no centro do país, avaliando estes activos em 530 milhões de euros”, acrescenta o mesmo jornal.

Quando confrontada pelo Público, sobre se a transação seria sujeita a Imposto de Selo, a empresa respondeu que ” a operação de venda anunciada não se encontra ainda concluída e as suas implicações, incluindo as fiscais, serão determinadas até à conclusão da mesma. A EDPR [Renováveis] cumpre escrupulosamente a lei e paga os impostos que forem devidos”.

A EDP revelou que, uma vez concluída a venda, os parques (três em funcionamento e dois em construção com entrada prevista em funcionamento até final do ano, num total de 221 megawatts de potência) “irão ser geridos pela Exus Management Partners, que possui uma forte presença na Península Ibérica”, escreve o Público.

A empresa adianta, citada pelo mesmo jornal,  que a operação “está sujeita a condições regulatórias e outras condições precedentes habituais para uma transação desta natureza”.

 

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