A mais recente análise feita às águas residuais, elaborada pela ESAR-Net mostra que, este ano, existem picos ocasionais «muito elevados» da presença de ecstasy em Portugal e Espanha, durante os meses referentes à pandemia.
A Rede Espanhola de Análise de Águas Residuais para Fins Epidemiológicos (ESAR-Net), que conta com o atendimento online de 200 funcionários de Espanha, Portugal e América Latina, citada pelo ‘La Vanguardia’ , apresentou, esta quarta-feira, os principais resultados deste seu estudo.
Segundo destacou Rosario Rodil, investigadora da Universidade de Santiago de Compostela (USC), que detalhou os resultados preliminares da análise que mediu o impacto da pandemia no abuso de substâncias como drogas, álcool ou tabaco, não há mudanças significativas no consumo dessas substâncias, embora tenham detetado concentrações muito elevadas de MDMA (ecstasy) nas águas residuais de Portugal e Espanha.
Por sua vez, Ester López, do IDAEA-CSIC, apresentou os resultados da estimativa do consumo de tabaco e álcool em Espanha, concluindo que o consumo médio anual de álcool no país vizinho é de 5,7 litros de etanol puro por habitante, após analisar as águas residuais de 17 estações de tratamento em 13 cidades espanholas, com cerca de seis milhões de habitantes.
Em relação ao consumo de tabaco, a análise das águas residuais revelou que o consumo médio diário de nicotina no país vizinho é de 2,2 mg, o equivalente a 2,8 cigarros por pessoa por dia. Os resultados mostram claramente um aumento nas águas residuais da carga de detritos virais ao longo desta segunda vaga da pandemia.




