A Inspeção-geral da Administração Interna (IGAI), concluiu que as agressões que causaram a morte de Ihor Homenyuk não foram um problema transversal no centro do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no aeroporto de Lisboa, avança o ‘Público’.
Segundo a mesma publicação, o IGAI chegou a esta concussão depois de terminada uma investigação que começou há mais de um ano e da qual resultou a abertura de três processos disciplinares e de dois inquéritos.
“Sem prejuízo das questões de natureza disciplinar identificadas, as quais terão seguimento no âmbito dos referidos processos, não foi concluído existir um problema transversal ao funcionamento do SEF”, disse a IGAI, ao jornal.
O organismo não adiantou detalhes sobre os processos disciplinares nem sobre os inquéritos, porque nesta fase de investigação são secretos, contudo, o ‘Público’ revela que os processos disciplinares instaurados não terão ligação ao caso Ihor.
Isto porque, adianta o jornal, depois deste caso, surgiram denúncias sobre outras alegadas agressões, que levaram Eduardo Cabrita, então ministro da Administração Interna, a mandar abrir um inquérito ao funcionamento do CIT.
Recorde-se que Ihor Homeniuk foi algemado e agredido nas instalações do SEF no aeroporto de Lisboa, a 12 de março de 2020, vindo a morrer alegadamente por asfixia lenta devido à fratura de várias costelas.
A investigação resultou em três processos disciplinares. O primeiro, ao então diretor de fronteiras de Lisboa, António Sérgio Henriques, demitido quando os inspetores envolvidos na morte do cidadão ucraniano foram detidos, no final de Março de 2020.
Os outros processos foram instaurados a um inspetor de turno, João Lima, também por violação do dever geral de prossecução do interesse público, e do dever de correção no caso de um outro cidadão estrangeiro; e a um inspetor coordenador, António Mendes, que está aposentado, pelos mesmos motivos.













