Agosto com pouca chuva agrava seca em Portugal. Algarve em situação crítica

O mês de agosto, marcado por um clima seco e pouca precipitação, agravou a situação das reservas de água nas barragens de Portugal, com particular incidência no Algarve. A bacia hidrográfica do Barlavento algarvio, que já vinha apresentando níveis preocupantes, viu o seu volume de armazenamento de água reduzir-se ainda mais, atingindo apenas 16,7% da sua capacidade total, em comparação com os 19% registados no mês anterior.

Revista de Imprensa
Setembro 4, 2024
10:23

O mês de agosto, marcado por um clima seco e pouca precipitação, agravou a situação das reservas de água nas barragens de Portugal, com particular incidência no Algarve. A bacia hidrográfica do Barlavento algarvio, que já vinha apresentando níveis preocupantes, viu o seu volume de armazenamento de água reduzir-se ainda mais, atingindo apenas 16,7% da sua capacidade total, em comparação com os 19% registados no mês anterior.

De acordo com o Sistema Nacional de Informação dos Recursos Hídricos, a situação é preocupante em quase todo o país, assinala o Correio da Manhã. No último mês, verificou-se uma descida das reservas de água em todas as bacias hidrográficas, exceto na do rio Lima, onde se observou uma ligeira recuperação. Contudo, quando se compara com a média de armazenamento dos últimos 30 anos, o volume médio de água nas bacias de Portugal continua superior à média, exceto nas bacias dos rios Lima, Tejo, Mira, e nas ribeiras do Algarve e Arade.

No conjunto das 58 albufeiras monitorizadas, a quantidade média de água armazenada situa-se agora nos 72%. Este valor, embora aparentemente elevado, esconde disparidades regionais significativas. De entre as albufeiras monitorizadas, dez apresentam reservas hídricas superiores a 80%, enquanto 15 registam volumes inferiores a 40%, refletindo a irregularidade da distribuição de água no território.

As previsões meteorológicas para as próximas semanas não são animadoras para a recuperação das reservas. Com previsão de apenas episódios esporádicos de chuva, particularmente no Litoral Norte, espera-se que o volume de água armazenado nas barragens continue a descer gradualmente até meados de setembro.

Apesar do cenário geral de redução das reservas, as três maiores albufeiras do país mantêm volumes de água relativamente confortáveis. A albufeira de Alqueva, na bacia do Guadiana, está a 82% da sua capacidade total, a de Castelo de Bode, no Tejo, encontra-se nos 78%, e a de Baixo Sabor, no Douro, regista 90%.

A situação nas barragens portuguesas é, portanto, um reflexo das condições meteorológicas adversas que têm afetado o país, especialmente nas regiões mais a sul. O Algarve, em particular, continua a enfrentar desafios significativos na gestão dos seus recursos hídricos, o que poderá levar a novas medidas de contenção e gestão eficiente da água nas próximas semanas.

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