“Agora vamos todos para casa”: jovem russo dispara sobre responsável de centro de recrutamento militar

Tiroteio é o mais recente ataque após cinco dias de vandalismo contra sedes de recrutamento em todo o país

Francisco Laranjeira

Um homem disparou, esta segunda-feira, no escritório de recrutamento militar em Ust-Ilimsk, ferindo com gravidade o comissário militar. O atirador já foi preso pelas forças de segurança. O incidente decorreu quando o comissário instruía os recrutas, onde estava Ruslan Zinin, de 25 anos e alvo de recrutamento militar, que terá dito aos restantes “agora vamos todos para casa” antes de disparar.

Ao jornal russo ‘Astra’, a mãe do agressor frisou que o filho “não recebeu ordem de mobilização mas chegou ao seu melhor amigo, que não tem experiência no exército. Disseram que haveria uma mobilização parcial mas eles levam toda a gente”, denunciou.

O tiroteio é o mais recente ataque após cinco dias de vandalismo contra sedes de recrutamento em todo o país. Ust-Ilimsk é uma cidade no noroeste da região de Irkutsk, na Sibéria, que teve cerca de 300 cidadãos convocados como parte da mobilização decretada pelo presidente russo, Vladimir Putin. O governador da região de Irkutsk, Igor Kobzev, confirmou os incidentes: “O comissário militar Alexander Vladimirovich Eliseev está nos cuidados intensivos, em estado extremamente grave. Os médicos estão a lutar pela sua vida. O atirador foi preso imediatamente e será punido”, prometeu o responsável, que garantiu que vai reforçar as medidas de segurança nos centros de alistamento militar.

Durante os primeiros seis meses da invasão da Ucrânia, houve pelo menos 20 esquadras de polícia militar na Rússia incendiadas. Desde o anúncio de Vladimir Putin, houve uma onda de incêndios criminosos em toda a Rússia de escritórios de registo militar e também em administrações locais.

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A 21 de setembro, o escritório de alistamento militar no distrito de Lomonosovsky, em Leningrado, foi incendiado, assim como outro em Nizhny Novgorod. No dia seguinte, mais dois escritórios foram atacados em outras partes do país. Nos dias seguintes houve ataques contra pelo menos mais cinco escritórios.

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