Nos últimos dias, o repatriamento dos viajantes portugueses tem vindo a aumentar exponencialmente e sempre sob a natural pressão do tempo, com as fronteiras a serem encerradas por toda a Europa, incluindo as de Portugal, a partir desta quarta-feira, dia 18 de março.
“Honrando os respetivos contratos, não os deixem sozinhos nestas circunstâncias difíceis”, sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em declarações à agência Lusa, enquadrando também o apelo às agências de viagens no sentido de não “abandonar” os turistas e viajantes portugueses que estão retidos nas Filipinas, Argentina, México e Marrocos face às restrições com a pandemia do coronavírus, lembrando tratar-se de clientes com os quais tinham contratos.
A APAVT respondeu, em comunicado, que “não encontrou até à data qualquer cliente de agência de viagens nas Filipinas ique não esteja a ser devida e profissionalmente acompanhado”, ao contrário do que o ministro tinha referido, concluindo que “o referido grupo terá marcado as suas viagens sem o auxilio de uma agência de viagens, circunstância que, como a APAVT vem salientando há muito, prejudica enormemente a qualidade da experiência de viagem, sobretudo em momentos de alteração das circunstâncias dessa mesma viagem”.
A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), contactada pelo Expresso, garante que “os agentes de viagens portugueses estão a fazer todos os esforços para acudirem a esta situação de excepção” com a pandemia do coronavírus, no sentido de reencaminharem de regresso os turistas portugueses que se encontram retidos no estrangeiro. Num momento crítico em que se deparam, elas próprias, com a necessidade de “tratar do equilíbrio financeiro das suas empresas”, as agências de viagens enfatizam estar “a passar dias e noites a tratar de cada um dos seus clientes”.






