Afinal não foram 9 mil os testes com defeito comprados por Espanha. Foram 58 mil

O Ministério da Saúde espanhol corrigiu os dados relativos ao número de testes com defeito, comprados a uma empresa chinesa. Em vez de nove mil, foram 58 mil.

Simone Silva

O Ministério da Saúde espanhol comprou 58 mil testes com defeito a uma empresa chinesa e não nove mil, como tinha sido avançado pela imprensa na quinta-feira, de acordo com a ‘TVE’.

Dos 58 mil testes, comprados e encomendados por Espanha, apenas oito mil foram efectivamente entregues ao país, mais concretamente a Madrid, que regista actualmente a pior situação do surto viral, de acordo com o Ministério da Saúde espanhol, que garante ainda que nenhum dos testes chegou a ser utilizado pelos pacientes.

Assim que foram entregues em Espanha, os testes foram encaminhados para análise, no Instituto de Saúde Carlos III. Os resultados ditaram que os testes apresentavam em 70% dos casos falsos negativos, quando o que se esperava era que esse valor se ficasse pelos 20%.

Através do Twitter a Embaixada da China em Espanha referiu que a empresa em questão não tem «licença oficial» para vender os seus produtos, referindo ainda que esta não figurava na lista de fornecedores recomendados ao Governo de Espanha pela embaixada chinesa.

Os testes foram comprados pelo Estado espanhol a um fornecedor do país que, por sua vez, tinha adquirido os testes através de uma empresa chamada ‘Bioeasy’, sediada na China. O Ministério da Saúde de Espanha refere que decidiu não anular o contrato, mas sim pedir a devolução do material defeituoso, em troca de outro com qualidade certificada.

 

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