Afinal, não foi uma falha do motor. O que se sabe sobre a queda de avião no Irão (com vídeo)

A queda do avião ucraniano perto da capital do Irão, que provocou esta quarta-feira a morte às 176 pessoas que seguiam a bordo do Boeing 737, não se deveu a uma falha do motor. A embaixada da Ucrânia em Teerão emitiu um segundo comunicado, nesta manhã, onde esclarece que «as informações sobre as causas do acidente com o avião são esclarecidas pela comissão», embora não identifique que entidade é esta nem afaste um cenário de terrorismo. 

«Peço a todos que não especulem nem apresentem teorias não confirmadas sobre o acidente», escreveu o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, no Facebook, citado pela “AFP”.

O acidente ocorreu horas depois do lançamento de mais de 20 mísseis iranianos contra duas bases militares norte-americanas em Ain Assad e Arbil, no Iraque, utilizadas, como retaliação pela morte do general Qassem Soleimani.

A autoridade de aviação civil do Irão já está a investigar o acidente e foram entretanto recuperadas duas caixas negras. Porém, o Irão já veio anunciar que não vai entregá-las à multinacional norte-americana Boeing. «Não entregaremos as caixas negras ao fabricante [Boeing] nem aos americanos», disse o chefe da Organização da Aviação Civil do Irão, Ali Abedzadeh.

O que sabe até agora:

. De acordo a “FlightRadar 24”, um portal que regista voos mundiais em tempo real, o avião – um Boeing 737 – despenhou-se dois minutos depois de descolar do aeroporto internacional de Teerão, capital do Irão, às 06:12 desta quarta-feira (hora local), rumo a Kiev.

. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já confirmou que todos os passageiros morreram. Seguiam a bordo 176 pessoas, dos quais 167 eram passageiros e nove tripulantes.

. Segundo uma publicação na conta de Twitter do ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Vadym Prystaiko, entre as vítimas há 82 iranianos, 63 canadianos, 11 cidadãos ucranianos (nove eram tripulantes), 10 suecos, quatro afegãos, três britânicos e três alemães. A maioria eram iranianos. 

. O avião inha sido verificado há dois dias, garantiu a Ukraine International Airlines, e há há milhares destas aeronaves (Boeing 737-800) a ser usados por companhias aéreas em todo o mundo. A fabricante norte-americana Boeing escreveu no Twitter que está a recolher mais informações.

Veja o vídeo que mostra o momento da queda do avião:

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