Afinal há Eurovisão a 16 de maio, mas não é um concurso

A 65.ª edição do Festival Eurovisão da Canção foi cancelada, mas no dia em que deveria decorrer a final, 16 de maio, haverá um espetáculo que junta os cantores que deveriam representar os 41 países concorrentes deste ano.

Executive Digest

A 65.ª edição do Festival Eurovisão da Canção foi cancelada, mas no dia em que deveria decorrer a final, 16 de maio, haverá um espetáculo que junta os cantores que deveriam representar os 41 países concorrentes deste ano.

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“Depois do cancelamento do Festival Eurovisão da Canção 2020, a União Europeia de Radiodifusão e os seus membros holandeses NPO, NOS e AVRTTROS estão entusiasmados por confirmarem que estão a produzir um novo espetáculo, ‘Eurovisão: Europa Shine a Light’, que será exibido em vez da Grande Final, no dia 16 de maio às 21:00 [locais, 20:00 em Lisboa]”, lê-se num comunicado disponível no ‘site’ oficial do concurso.

O espetáculo, que terá como anfitriões os apresentadores holandeses Chantal Janzen, Edsilia Rombley e Jan Smit, “honrará as 41 canções” que deveriam competir este ano, “num formato não competitivo, bem como várias surpresas para os fãs e espectadores”.

O “Eurovisão: Europa Shine a Light” também pretende reunir “os artistas 2020, a partir das suas localizações pela Europa, numa ‘performance’ de um sucesso da Eurovisão, com letras unificadoras, apropriadas para a situação em que o mundo se encontra”.

Ao espectáculo irão juntar-se também “artistas conhecidos de edições anteriores da Eurovisão”, convidados a participar “na ligação da Europa através de canções familiares do passado, interpretadas em locais icónicos da Europa”.

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A 65.ª edição do Festival Eurovisão da Canção deveria realizar-se entre 12 e 16 de maio, em Roterdão, nos Países Baixos. As semifinais estavam marcadas para os dias 12 e 14 e, a final, para o dia 16.

Num comunicado divulgado nas redes sociais do concurso no dia 18 de março, a organização, a cargo da União Europeia de Radiodifusão, disse que, ao longo das semanas anteriores, tinham sido “exploradas várias opções alternativas que permitissem que o concurso fosse por diante”, mas a “incerteza gerada pela transmissão da doença covid-19 pela Europa — e as restrições postas em prática pelos governos dos participantes e pelas autoridades holandesas — fez com que fosse tomada a difícil decisão de [ser] impossível continuar com o evento ao vivo como planeado”.

No mesmo comunicado, a organização referia que vão ser mantidas discussões entre todas as partes envolvidas, incluindo a cidade de Roterdão, sobre o local de acolhimento do evento em 2021.

Os representantes dos 41 países participantes, Portugal incluído, já estavam escolhidos.

O tema que iria representar Portugal — “Medo de Sentir” (composto por Marta Carvalho e interpretado por Elisa) – foi escolhido em 07 de março, na final do Festival da Canção, que decorreu em Elvas.

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Portugal participou no Festival Eurovisão da Canção pela primeira vez em 1964, tendo entretanto falhado cinco edições (em 1970, 2000, 2002, 2013 e 2016).

Entre 2004 e 2007, inclusive, e em 2011, 2012, 2014, 2015 e 2019, Portugal falhou a passagem à final.

Portugal venceu pela primeira vez o Festival Eurovisão da Canção em 2017, com o tema “Amar pelos dois”, interpretado por Salvador Sobral e composto por Luísa Sobral. Na sequência da vitória, Lisboa acolheu o concurso no ano seguinte, por uma única vez, até agora.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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O continente europeu, com mais de 510 mil infetados e mais de 35 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.915 óbitos em 115.242 casos confirmados até hoje.

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