Aeroporto do Montijo. Dos seis possíveis, Costa recebe dois «não» e admite derrota

«É conhecida a minha posição quer sobre a privatização como acerca da localização do aeroporto, mas uma pessoa quando perde e é derrotada tem de conformar-se com isso e tem que assumir com humildade o dever que tem de dar continuidade às decisões que quem, com legitimidade, então governava e tomou as decisões que entendeu», afirmou esta quarta-feira o primeiro-ministro, António Costa, aos jornalistas.

Executive Digest

A localização da nova infraestrutura aeroportuária está fechada. «É conhecida a minha posição quer sobre a privatização como acerca da localização do aeroporto, mas uma pessoa quando perde e é derrotada tem de conformar-se com isso e tem que assumir com humildade o dever que tem de dar continuidade às decisões que quem, com legitimidade, então governava e tomou as decisões que entendeu», afirmou esta quarta-feira o primeiro-ministro, António Costa, aos jornalistas.

O governante esteve esta manhã reunido «de emergência» com os seis presidentes de municípios afectados pela a construção do aeroporto do Montijo para «encontrar pontos de entendimento», na sequência dos contactos que «têm sido mantidos pelo Governo», através do ministro das Infraestruturas e da Habitação, mas deixou de fora quatro autarquias que se manifestaram contra.

Costa referiu que «é esta continuidade que temos de assegurar» para pôr fim a uma discussão que já se prolonga há 60 anos e que «hoje é insustentável prolongar». «Como todos sabemos, o actual aeroporto da Portela está a rebentar pelas costuras». «Já é um constrangimento muito efectivo ao desenvolvimento da região e do conjunto do país», acrescentou, sublinhando que «o aeroporto não serve só turistas, serve em primeiro lugar os nacionais».

«Se queremos continuar a internacionalizar a nossa economia através da atracção de investimento estrangeiro, e a crescer nas exportações precisamos de um aeroporto capaz. A Portela já não tem condições para responder às necessidades efectivas do país», reforçou.

Questionado sobre a opção Alcochete, Costa disse que há que perceber que «há um tempo para tudo», acrescentando que «esse debate ficou encerrado em 2015». «Não há nenhuma grande obra pública em Portugal que não suscite as maiores paixões e as opiniões mais contraditórias», atirou ainda, acrescentando que «não é legítimo qualquer município poder bloquear uma obra que é de interesse nacional».

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A 8 de Janeiro de 2019, a ANA – Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028, para aumentar o actual aeroporto de Lisboa e transformar a base aérea do Montijo, na margem sul do Tejo, num novo aeroporto.

No final de Janeiro deste ano, a Agência Portuguesa do Ambiente anunciou que o projecto do novo aeroporto no Montijo, na margem sul do Tejo, recebeu uma decisão favorável condicionada em sede de Declaração de Impacte Ambiental, mantendo cerca de 160 medidas de minimização e compensação a que a ANA «terá de dar cumprimento», as quais ascendem a cerca de 48 milhões de euros.

*Notícia actualizada

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