O Governo decidiu prorrogar a situação de alerta em todo o território continental pelo menos até domingo, mantendo todas as proibições e restrições já em vigor, devido à persistência de condições meteorológicas extremas e ao elevado risco de incêndio.
O anúncio foi feito esta terça-feira pela ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que sublinhou que “a adversidade não dá sinais de nos largar” e que, por isso, o Executivo optou por estender a medida.
Segundo a governante, Portugal enfrenta há “22 dias consecutivos” uma onda de calor “extraordinária” e “ininterrupta”, responsável pelo agravamento do risco de incêndios e pelo surgimento de fogos de grande dimensão. Maria Lúcia Amaral classificou a situação como “uma calamidade nacional”, deixando um agradecimento público “à perseverança” de todos os que estão no terreno a combater as chamas, referindo os bombeiros e as autoridades nacionais.
A ministra destacou que o calor extremo “gera exaustão e cansaço” e apelou à união de esforços para enfrentar o que considera ser um desafio comum a todo o país.
“Perante esse facto é bom que ninguém esteja excluído do esforço conjunto, do combate que é de todos e é necessário manter a vigilância, a auto-contenção e pensar que esta é uma luta nacional”, afirmou Maria Lúcia Amaral.
O prolongamento da situação de alerta implica a manutenção das proibições já decretadas, que incluem restrições ao uso do fogo, à realização de trabalhos com maquinaria e à circulação em determinadas zonas rurais de elevado risco.
Situação no terreno: mais de 3.800 operacionais em ação
De acordo com o ponto de situação das 17h30 divulgado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, 3.886 operacionais estavam no terreno a combater 54 incêndios ativos em todo o território do continente português.
No combate às chamas estão envolvidos mais de 1.200 meios terrestres e 42 meios aéreos. Entre as ocorrências, nove incêndios foram classificados como significativos, localizados nos concelhos de Tabuaço, Arganil, Lousã, Vila Real, Trancoso, Sátão, Vinhais, Cinfães e Portalegre.
O fogo que mobiliza mais recursos é o que está a lavrar em Vila Boa, no concelho de Sátão, onde 605 operacionais combatem as chamas com o apoio de 190 veículos e 15 meios aéreos.














