As administrações Trump e Biden repartem a responsabilidade pela derrota catastrófica das forças afegãs perante os talibãs, que foi espoletada pela retirada das tropas norte-americanas, aponta um relatório elaborado pelo Special Inspector General for Afghanistan Reconstruction (Sigar) do governo dos Estados Unidos.
O relatório, que foi divulgado esta quarta-feira, conclui que as forças afegãs colapsaram perante a ofensiva talibã em agosto do ano passado por estarem dependentes do apoio dos Estados Unidos. Apoio esse que findou com a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão.
Além de responsabilizar as administrações Trump e Biden, o relatório também aponta o dedo ao governo afegão que era liderado por Ashraf Ghani.
“O Sigar descobriu que o fator mais importante no colapso das Forças Nacionais Defesa e Segurança Afegãs (ANDSF, na sigla em inglês) em agosto de 2021 foi a decisão de dois presidentes dos Estados Unidos de retirar as forças militares norte-americanas do Afeganistão, enquanto as forças afegãs continuavam a ser incapazes de se susterem”, pode ler-se no relatório.
O Sigar centrou-se no impacto de dois acontecimentos críticos que diz ter condenado as forças afegãs: o acordo de Doha de fevereiro de 2020 entre a administração Trump e os talibãs, e depois a decisão de Biden, em abril de 2021, de retirar todas as tropas norte-americanas até setembro.
“Devido à dependência das forças afegãs das forças militares norte-americanas, estes acontecimentos destruíram a moral das forças afegãs”, realça o relatório.













