O próximo fim de semana (que inclui uma ‘ponte’ – com o feriado de amanhã) volta a trazer constrangimentos significativos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), com o fecho temporário de várias urgências hospitalares em diversos pontos do país. De acordo com as previsões divulgadas pelas autoridades de saúde, estarão encerradas nove urgências no sábado e oito no domingo, numa tendência que se tem repetido nos últimos meses, devido à contínua dificuldade em assegurar escalas médicas.
Os distritos mais afetados por estes encerramentos são Lisboa, Setúbal, Leiria e Santarém. A especialidade mais atingida é, uma vez mais, ginecologia e obstetrícia, cuja resposta assistencial será significativamente reduzida. No sábado, esta especialidade estará indisponível nas urgências dos hospitais de Almada, Barreiro, Setúbal, Vila Franca de Xira, Caldas da Rainha, Amadora e Abrantes. Em simultâneo, também não haverá atendimento de pediatria em Vila Franca de Xira e em Loures.
Já no domingo, as restrições mantêm-se em praticamente todos os mesmos hospitais. A exceção será a urgência de ginecologia e obstetrícia das Caldas da Rainha, que, ao contrário do dia anterior, não se encontra prevista para encerramento. Todas as outras unidades hospitalares continuarão com limitações, somando-se um total de oito urgências encerradas nesse dia.
Este cenário repete-se após o feriado de 25 de Abril, quando três urgências estiveram encerradas, e durante o fim de semana anterior, em que seis unidades também suspenderam temporariamente os seus serviços. A causa apontada pelas entidades responsáveis continua a ser a dificuldade em garantir a presença de médicos suficientes para preencher as escalas de urgência, especialmente nas áreas mais pressionadas, como obstetrícia e pediatria.
O impacto destes encerramentos é sentido sobretudo por grávidas e pais com crianças pequenas, que veem o seu acesso ao SNS condicionado em períodos de maior afluência aos serviços de urgência. Apesar das medidas de mitigação em curso, como a articulação entre unidades hospitalares e a tentativa de reforçar recursos humanos, o problema permanece sem solução à vista.
Até ao momento, o Ministério da Saúde não se pronunciou sobre novas medidas concretas para evitar a repetição destas situações em futuros feriados e fins de semana prolongados, o que aumenta a pressão sobre os hospitais que permanecem em funcionamento e sobre os utentes que deles dependem.













