Adidas fecha trimestre em queda livre. Receitas sofrem golpe de 93%

A Adidas agora está focada em superar a situação e beneficiar da recuperação que já acontece na China e das possibilidades oferecidas pelo comércio eletrónico.

Sónia Bexiga

A Adidas anunciou o registo de uma queda de 93% nos lucros e de 19% nas vendas referentes ao primeiro trimestre deste ano, ficando assim aquém das previsões.

A gigante alemã alerta para a possibilidade de ter um impacto ainda mais severo sobre as receitas do segundo trimestre, atendendo às medidas restritivas da pandemia da covid-19 que tanto estão a pressionar os retalhistas a manter encerradas as suas lojas.

De entre os resultados referentes aos três primeiros meses de 2020, apresentados esta segunda-feira, destaque para o lucro operacional que caiu para 65 milhões de euros, abaixo dos 263 milhões estimados pelos analistas.

A Adidas registou ainda um impacto de cerca de 250 milhões de euros em ações que não foram vendidas no seu mercado de excelência, a China, bem como devido a cancelamentos de pedidos de compra e à necessidade de ter maiores provisões para devedores.

Sobre as vendas, estas caíram 19% para 4,75 biliões de euros, contra 4,85 biliões previstos pelos analistas, sendo que a empresa aponta já para uma possível queda de 40% no segundo trimestre.

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A maior queda na rotatividade no primeiro trimestre ocorreu na região Ásia-Pacífico, em quase 45%, na América Latina, em 9,7%, e nas economias emergentes, em 11,1%.

As ações da Adidas caíram mais de um terço desde o início da pandemia de coronavírus, sendo que não avança previsões para o restante ano, dada a incerteza sobre quando as lojas fechadas poderão reabrir.

A Adidas detalhou ainda que mais de 70% de suas lojas estão atualmente fechadas em todo o mundo, o que justifica um aumento de 35% no comércio eletrónico no primeiro trimestre.

Nas três primeiras semanas de abril, a empresa afirmou que as vendas na China continuaram a recuperar com a reabertura das lojas no país.

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A Adidas afirmou ter uma liquidez de 1,975 bilião de euros a 31 de março, tendo recebido a aprovação de um empréstimo garantido pelo governo de 2,4 biliões de euros a 14 de abril para conseguir dar resposta à crise.

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