A equipa do Fundo Monetário Internacional (FMI) está pronta para fechar as portas do seu gabinete na Grécia, submetida a três programas de resgate pelos credores internacionais (União Europeia e FMI), avança a “Bloomberg”.
A decisão foi anunciada esta terça-feira, após uma reunião em Washington, onde estiveram a directora executiva do FMI, Kristalina Georgieva, e o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, num momento em que se agravam as tensões no Mediterrâneo oriental.
O país comprometeu-se a aplicar estritos objectivos orçamentais para os próximos anos. Ainda assim, vai permanecer sob vigilância apertada dos credores. «Esperamos um novo capítulo no nosso relacionamento, uma relação de cooperação positiva», disse Mitsotakis na segunda-feira, depois do encontro com a directora executiva do FMI, citado pelo “Politico”. «O relacionamento com o FMI nem sempre tem sido fácil, mas penso que concordamos em algumas questões importantes, como a necessidade de reduzir os excedentes primários em 2021. (…) Chegou a hora desta discussão com os nossos parceiros na zona do euro. Somos um governo credível, estamos a implementar reformas, vivemos um ambiente de baixa taxa de juros e os nossos valores do empréstimo são mais baixos do que em Itália», sublinhou.
«Durante dez anos, estivemos demasiado concentrados nos nossos problemas internos. Está na hora de voltar à região [Europa] com uma agenda voltada para o futuro», acrescentou ainda.
O primeiro resgate à Grécia – e também o primeiro entre os 28 – foi aprovado em 2010. O drama grego voltou em 2012 e, novamente, em 2015 com a chegada de Alexis Tsipras e da política de extrema-esquerda ao executivo. Em 2018, terminou o terceiro programa de resgate, voltando a assumir sozinha a gestão das contas públicas. No total dos três resgates, recebeu mais de 288 mil milhões de euros, uma parte significativa através de empréstimos dos parceiros europeus e outra parte pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade.
Depois de ter falhado um pagamento ao FMI, em 2015, a Grécia pagou antecipadamente em Novembro do ano passado 2,7 mil milhões de euros à instituição liderada por Georgieva o empréstimo do FMI contraído em 2011.














