“Adesão da Ucrânia à NATO é improvável num futuro próximo”, garante especialista

Huseyin Bagci, presidente do Instituto de Política Externa da Turquia, frisa que muitos países europeus procuram “a cooperação com a Rússia e não o confronto”

Francisco Laranjeira

As únicas perspetivas para a Ucrânia são de um entrada rápida na União Europeia, ao passo que a desão do país à NATO é improvável num futuro próximo, segundo garantiu esta segunda-feira um especialista turco em segurança europeia à agência de notícias russa ‘TASS’. “Atualmente, a Ucrânia não tem hipóteses de ser admitida na NATO”, precisou Huseyin Bagci, presidente do Instituto de Política Externa da Turquia. Se a Ucrânia resistiu, até agora, à Rússia é principalmente devido ao apoio que tem recebido da NATO.

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“Não é um segredo que a aliança tem oferecido à Ucrânia todo o tipo de assistência para que o país possa sobreviver, enquanto a própria NATO evitou o confronto direto com a Rússia”, explicou o especialista, durante uma cimeira militar.

Bagci explicou que não se deve esperar por decisões históricas, mesmo que o bloco esteja a ser pressionado por uma nova estratégia. “A expectativa básica é que a crise ucraniana termine o mais rápido possível, mas isso não vai depender da NATO mas sim da Rússia e da Ucrânia e do alcance das concessões que ambos podem fazer”, acrescentou.

A ambição de punir a Rússia por seu conflito com a Ucrânia terá um custo para a Europa, alertou Bagci. “Apesar do confronto atual, a cooperação entre a Europa e a Rússia é inevitável – ambos os lados precisam um do outro, embora o continente esteja a esforçar-se para criar uma arquitetura de segurança contra a Rússia”, destacou o especialista turco. “Enquanto isso, é a cooperação com a Rússia, não o confronto, que muitos países tendem a procurar.”

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