Adesão à NATO: Finlandeses na reserva em alerta perante a ameaça russa

Ao contrário de outros países europeus, como Portugal, o serviço militar é obrigatório na Finlândia.

Fábio Nunes

O exército finlandês está em alerta face à ameaça da Rússia após a formalização do pedido de adesão do país nórdico à NATO, que se concretizou esta quarta-feira, em conjunto com o pedido de adesão da Suécia.

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Segundo o El Mundo, embora o exército finlandês conte apenas com 13 mil soldados profissionais, dispõe de 900 mil finlandeses que estão na reserva e de um exército de guerra com capacidade para 280 mil soldados. Isto diz muito da forma como a Finlândia sempre se preparou para o pior cenário, nomeadamente o azedar da relação com a vizinha Rússia.

A invasão da Ucrânia por parte da Rússia foi uma chamada de atenção para a Finlândia. Na primeira semana da invasão, dispararam na Finlândia as inscrições em programas de defesa voluntários. “O interesse é cerca de dez vezes maior do que em anos normais”, disse Ossi Hietala, representante da Associação de Formação da Defesa Nacional da Finlândia.

Em vez de 600 voluntários por semana, o número de voluntários aumentou para seis mil.

Ao contrário de outros países europeus, como Portugal, o serviço militar é obrigatório na Finlândia. Todos os homens entre os 18 e os 60 anos estão sujeitos ao recrutamento, enquanto as mulheres são recrutadas de forma voluntária.

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Todos os anos, mais de 20 mil jovens recrutas prestam serviço militar de seis meses a um ano. Depois desse período de tempo, passam a fazer parte da reserva do exército finlandês.

“Os reservistas constituem 96% das forças em tempo de guerra, pelo que são uma parte muito importante da defesa militar finlandesa”, afirmou Hietala.

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