O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai reunir-se na quinta-feira, dia 18 de maio, com os líderes da Suécia e Finlândia, no âmbito dos pedidos de adesão à NATO.
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O anúncio foi feito esta quarta-feira através de um comunicado da Casa Branca. “Na quinta-feira, o presidente Biden receberá a primeira-ministra Magdalena Andersson, da Suécia, e o presidente Sauli Niinistö, da Finlândia, na Casa Branca”, lê-se.
“Os líderes discutirão as candidaturas da Finlândia e da Suécia à NATO e a segurança europeia”, referiu a Casa Branca, adiantando que o encontro serve também para “fortalecer as nossas parcerias numa série de questões globais e de apoio à Ucrânia”.
Isto acontece numa altura em que o Parlamento finlandês votou a favor da adesão à NATO com uma votação superior a 95%, permitindo o envio da candidatura oficial do país nórdico para a aliança.
No final de uma sessão parlamentar de dois dias, o projeto de adesão foi aprovado por 188 votos a favor, oito contra e nenhuma abstenção, de acordo com os resultados da votação, informou a AFP. A votação encerrou mais de 14 horas de debate contínuo na legislatura na passada segunda-feira e esta terça-feira.
Tanto a Suécia como a Finlândia solicitaram a entrada na NATO devido à agressão da Rússia na Ucrânia. A opinião pública dos dois Estados-membros da União Europeia – que evitam alianças militares há dois séculos – alternou-se substancialmente na sequência da invasão de Vladimir Putin, ignorando mesmo as exigências de Moscovo de que a NATO não se expandisse em direção à Rússia.
O projeto de lei finlandês será assinado pelo Governo e pelo presidente Sauli Niinisto antes que o pedido possa ser entregue à NATO na sua sede em Bruxelas. Já o pedido da Suécia não requereu votação no Parlamento e foi assinado pela ministra dos Negócios Estrangeiros Ann Linde esta terça-feira.
Os países nórdicos também estão a trabalhar para resolver a oposição turca aos seus planos, depois de o presidente Recep Tayyip Erdogan ter sinalizado, na passada segunda-feira, que não vai permitir a sua entrada na NATO devido às respetivas posições sobre militantes curdos.