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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Ex-ministro de Orbán &#8216;acelera&#8217; para fora da política é junta-se à chinesa BYD</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 14:08:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O anúncio foi feito pelo próprio Szijjártó através da rede social Facebook, onde revelou ter aceite "uma proposta altamente prestigiada" da construtora automóvel chinesa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, anunciou esta quarta-feira que abandonou o Parlamento húngaro para assumir um cargo de direção na fabricante chinesa de veículos elétricos BYD, uma decisão que desencadeou críticas imediatas do atual primeiro-ministro, Péter Magyar, e reacendeu o debate sobre a influência de Pequim na economia e na política europeias.</p>
<p>O anúncio foi feito pelo próprio Szijjártó através da rede social Facebook, onde revelou ter aceite &#8220;uma proposta altamente prestigiada&#8221; da construtora automóvel chinesa. O antigo governante explicou que passará a desempenhar funções como responsável executivo pelas relações externas do grupo e pelo desenvolvimento de novas áreas de negócio da empresa.</p>
<p>A mudança representa uma nova etapa na carreira de um dos mais influentes aliados do antigo primeiro-ministro Viktor Orbán, depois de mais de uma década à frente da diplomacia húngara e de vários anos como uma das principais figuras do partido Fidesz.</p>
<p>Segundo explicou Péter Szijjártó, as novas funções na BYD incluem a supervisão das relações institucionais da empresa e a criação de novas oportunidades de negócio, numa altura em que o fabricante chinês acelera a sua expansão na Europa.</p>
<p>A BYD tornou-se um dos principais protagonistas da estratégia industrial chinesa para o mercado europeu dos veículos elétricos e prepara-se para iniciar ainda este ano a produção automóvel na sua nova fábrica na Hungria, considerada pela empresa como o seu principal centro de produção em território europeu.</p>
<p>A instalação industrial representa um dos maiores investimentos chineses no setor automóvel europeu e constitui um dos projetos estratégicos para a expansão da marca no continente.</p>
<p><strong>Atual primeiro-ministro acusa ex-ministro de conflito de interesses</strong><br />
A decisão de Szijjártó foi imediatamente utilizada pelo atual primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, como argumento político contra o antigo responsável governamental.</p>
<p>Magyar acusou o ex-ministro de ter representado durante anos &#8220;interesses estrangeiros&#8221; enquanto integrava o Governo de Viktor Orbán e de ter feito pressão para garantir elevados subsídios públicos húngaros destinados à BYD antes de passar para a empresa.</p>
<p>Numa publicação, o chefe do Governo afirmou que &#8220;a única diferença em relação ao passado é que, a partir de agora, Péter Szijjártó deixará de ser pago pelos contribuintes húngaros para fazer exatamente o mesmo trabalho e passará a ser remunerado pelo seu verdadeiro empregador&#8221;.</p>
<p>As declarações surgem poucos meses depois de Péter Magyar ter derrotado Viktor Orbán nas eleições legislativas realizadas em abril, encerrando um longo ciclo político liderado pelo Fidesz.</p>
<p><strong>Um dos mais próximos colaboradores de Viktor Orbán</strong><br />
Péter Szijjártó foi uma das figuras mais próximas de Viktor Orbán durante grande parte da sua carreira política.</p>
<p>Militante fiel do Fidesz desde o final da década de 1990, começou por desempenhar funções como porta-voz de Orbán antes de ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros em 2014.</p>
<p>Permaneceu nesse cargo até ao início deste ano, tornando-se um dos rostos da política externa húngara e um dos principais defensores da aproximação de Budapeste tanto à China como à Rússia.</p>
<p>Durante o exercício das suas funções, destacou-se pela defesa de uma política externa mais independente das posições dominantes na União Europeia, apostando no reforço das relações económicas e diplomáticas com Pequim e Moscovo.</p>
<p>Em março deste ano, o próprio Szijjártó reconheceu ter mantido contactos com altos responsáveis russos numa altura em que os governos da União Europeia discutiam um novo pacote de sanções contra o Kremlin.</p>
<p><strong>A aposta da BYD na Europa passa pela Hungria</strong><br />
A contratação do antigo ministro acontece numa fase particularmente importante para a estratégia europeia da BYD.</p>
<p>A fabricante chinesa dos veículos elétricos escolheu a Hungria para instalar o seu principal polo industrial na Europa, onde prevê iniciar a montagem de automóveis ainda durante este ano.</p>
<p>O investimento integra o plano de expansão internacional da empresa, que procura reforçar a produção local para responder ao crescimento da procura europeia por veículos elétricos e reduzir o impacto das barreiras comerciais aplicadas aos automóveis produzidos na China.</p>
<p>A Hungria tem assumido um papel central nesta estratégia, tornando-se um dos principais destinos de investimento chinês na indústria automóvel europeia.</p>
<p><strong>Fenómeno não é exclusivo da Hungria</strong><br />
O caso de Péter Szijjártó não é isolado entre antigos responsáveis políticos europeus que transitam para o setor automóvel.</p>
<p>Também o antigo ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner, prepara uma mudança semelhante após abandonar a política na sequência da derrota eleitoral do seu partido.</p>
<p>Segundo foi anunciado anteriormente, Lindner deverá assumir, em 2027, o cargo de presidente executivo da Autoland AG, considerada a maior rede de concessionários automóveis da Alemanha.</p>
<p>A sucessão destes casos volta a colocar em discussão a passagem de antigos responsáveis políticos para empresas privadas ligadas a setores que acompanharam de perto durante o exercício de funções governativas, sobretudo quando essas empresas desempenham um papel estratégico nas relações económicas entre a Europa e potências como a China.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789650]]></sapo:autor>
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		<title>Porque é tão importante a ilha de Grande Tunb? O alvo que pode agravar a guerra entre EUA e Irão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:50:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[A ilha de Grande Tunb, uma pequena extensão de território localizada junto ao Estreito de Ormuz, voltou ao centro das atenções internacionais depois de ter sido alvo de uma nova vaga de ataques norte-americanos contra posições militares iranianas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ilha de Grande Tunb, uma pequena extensão de território localizada junto ao Estreito de Ormuz, voltou ao centro das atenções internacionais depois de ter sido alvo de uma nova vaga de ataques norte-americanos contra posições militares iranianas. Apesar da sua reduzida dimensão, especialistas consideram-na uma das localizações mais sensíveis de todo o Golfo Pérsico, devido ao papel que desempenha no controlo de uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio mundial de energia.</p>
<p>A Grande Tunb integra um conjunto de ilhas que o Irão considera fundamentais para garantir a sua capacidade defensiva no Estreito de Ormuz. A ilha é administrada por Teerão desde 1971, mas continua a ser reivindicada pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), constituindo um dos litígios territoriais mais antigos da região.</p>
<p><strong>Uma ilha pequena com enorme importância estratégica</strong><br />
Grande Tunb situa-se praticamente à entrada do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde, em tempos normais, circula cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural transportado por via marítima no mundo.</p>
<p>A sua posição permite vigiar uma das passagens marítimas mais estreitas e estratégicas do planeta, tornando-a essencial tanto para operações militares como para a proteção — ou eventual bloqueio — das rotas comerciais internacionais.</p>
<p>Investigadores da Universidade Sun Yat-sen, na China, identificam Grande Tunb como parte da &#8220;principal defesa&#8221; iraniana do Estreito de Ormuz. No mesmo grupo incluem ainda as ilhas de Abu Musa, Pequena Tunb, Hengam, Qeshm, Larak e Ormuz, formando uma rede de posições consideradas essenciais para o controlo da região.</p>
<p>As autoridades iranianas chegaram mesmo a descrever estas ilhas como os &#8220;porta-aviões estacionários e inafundáveis&#8221; da República Islâmica, sublinhando o seu valor estratégico para a projeção de poder no Golfo.</p>
<p><strong>O reforço militar iraniano</strong><br />
Nos últimos anos, Teerão reforçou significativamente a presença militar nestas ilhas.</p>
<p>Em 2025, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou oficialmente o reforço das capacidades militares em Abu Musa, Grande Tunb e Pequena Tunb, medida divulgada pelos meios de comunicação estatais iranianos.</p>
<p>Este reforço incluiu o aumento da presença de tropas, equipamentos militares e sistemas defensivos destinados a proteger o estreito e responder a eventuais operações militares dos Estados Unidos ou dos seus aliados.</p>
<p><strong>Porque atacaram os Estados Unidos Grande Tunb?</strong><br />
O Comando Central das Forças Armadas norte-americanas (CENTCOM) confirmou ter realizado uma operação aérea com cerca de 90 minutos de duração contra posições militares iranianas na ilha.</p>
<p>Segundo Washington, os ataques tiveram como objetivo destruir instalações militares, posições defensivas e sistemas de mísseis utilizados pelo Irão para ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz.</p>
<p>Num comunicado, o CENTCOM afirmou que a operação &#8220;reduziu ainda mais a capacidade do Irão para atacar o transporte marítimo comercial no Estreito de Ormuz&#8221;.</p>
<p>Os ataques inserem-se numa campanha militar mais ampla que os Estados Unidos intensificaram após vários ataques iranianos contra embarcações que atravessavam esta importante rota marítima.</p>
<p><strong>O Estreito de Ormuz volta a ser o centro da crise</strong><br />
Os confrontos mais recentes demonstram que o Estreito de Ormuz voltou a transformar-se no principal palco da escalada militar entre Washington e Teerão.</p>
<p>Os Estados Unidos tinham imposto um bloqueio naval ao Irão em abril, suspendendo-o posteriormente na sequência de um acordo temporário que estabeleceu uma trégua de 60 dias destinada a permitir negociações sobre o programa nuclear iraniano.</p>
<p>Contudo, essas negociações acabaram por estagnar e os confrontos em torno da navegação no estreito reacenderam-se.</p>
<p>Perante os novos ataques, Washington voltou a restabelecer o bloqueio e ampliou as operações militares contra infraestruturas iranianas.</p>
<p><strong>O Irão ameaça bloquear todas as exportações energéticas</strong><br />
A resposta iraniana foi igualmente dura.</p>
<p>A Guarda Revolucionária Islâmica advertiu que poderá impedir toda a exportação de petróleo e gás do Médio Oriente caso o bloqueio norte-americano se mantenha.</p>
<p>&#8220;A exportação de petróleo e gás da região será para todos ou para ninguém&#8221;, declarou a IRGC.</p>
<p>Esta ameaça aumenta significativamente os receios sobre uma interrupção dos mercados energéticos internacionais, dado que o Estreito de Ormuz continua a ser o principal corredor de exportação para vários dos maiores produtores mundiais de petróleo.</p>
<p><strong>Escalada militar em vários países da região</strong><br />
A operação contra Grande Tunb ocorreu num contexto de crescente intensificação dos ataques entre os dois países.</p>
<p>Segundo as autoridades iranianas, os bombardeamentos norte-americanos atingiram vários alvos militares no país, incluindo instalações do Exército iraniano, provocando pelo menos sete mortos numa unidade militar e mais de 260 feridos em diferentes ataques registados durante a noite.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o Irão lançou novos ataques com mísseis contra países do Golfo que acolhem bases militares norte-americanas.</p>
<p>Bahrein e Kuwait ativaram alertas de defesa aérea devido aos mísseis iranianos, enquanto a Jordânia anunciou ter intercetado três projéteis lançados por Teerão.</p>
<p>O Comando Central norte-americano indicou igualmente que o Irão disparou dezenas de mísseis e drones contra países vizinhos que acolhem forças militares dos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Trump ameaça novos ataques</strong><br />
O Presidente norte-americano Donald Trump afirmou que novas operações militares poderão ocorrer nos próximos dias caso o Irão não retome as negociações.</p>
<p>Numa entrevista à Fox News, Trump advertiu que pontes, centrais elétricas e outras infraestruturas poderão ser alvo de ataques caso Teerão mantenha a atual postura.</p>
<p>&#8220;É melhor fazerem um acordo ou não vos restará praticamente nada&#8221;, declarou.</p>
<p>Em resposta, o embaixador iraniano nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, acusou Washington de ser o verdadeiro agressor.</p>
<p>&#8220;Os Estados Unidos são o agressor, não a vítima&#8221;, escreveu numa comunicação dirigida ao secretário-geral da ONU, segundo a agência estatal iraniana IRNA.</p>
<p><strong>Porque é que Grande Tunb poderá continuar no centro da guerra?</strong><br />
Para além da sua importância militar, Grande Tunb representa uma peça-chave no equilíbrio estratégico entre o Irão e os seus adversários.</p>
<p>Quem controla esta ilha dispõe de uma posição privilegiada para vigiar e, potencialmente, condicionar a circulação de navios comerciais e militares numa das principais artérias do comércio mundial.</p>
<p>Especialistas consideram que qualquer escalada envolvendo Grande Tunb aumenta significativamente o risco de perturbações no abastecimento energético global.</p>
<p>O Fundo Monetário Internacional alertou entretanto que a margem existente para amortecer novos choques petrolíferos diminuiu consideravelmente, uma vez que parte das reservas mundiais já foi utilizada para compensar crises anteriores.</p>
<p>Ao mesmo tempo, mediadores internacionais continuam a tentar aproximar Washington e Teerão da mesa das negociações. Contudo, com os ataques à ilha de Grande Tunb e a crescente militarização do Estreito de Ormuz, o risco de uma nova escalada regional permanece elevado, numa zona considerada uma das mais sensíveis para a segurança energética mundial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789580]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Recursos do fundo que garante depósitos recuam para 0,94%, aponta relatório</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/recursos-do-fundo-que-garante-depositos-recuam-para-094-relatorio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:35:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os recursos próprios do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), que pode ser acionado de emergência para reembolsar os clientes de um banco, baixaram em 2025 para 0,94% dos depósitos cobertos pela garantia, divulgou hoje este organismo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os recursos próprios do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), que pode ser acionado de emergência para reembolsar os clientes de um banco, baixaram em 2025 para 0,94% dos depósitos cobertos pela garantia, divulgou hoje este organismo.</p>
<p>De acordo com o relatório e contas de 2025 do FGD, o rácio entre os recursos próprios do FGD e os depósitos cobertos registou &#8220;uma ligeira redução&#8221; relativamente a 2024, ano em que a percentagem foi de 0,95%.</p>
<p>A descida deve-se a um aumento no valor dos depósitos cobertos, de 4,1%, explica o fundo no relatório.</p>
<p>O rácio mantém-se acima do mínimo exigido pelas regras europeias, que obriga os fundos de garantia dos países da União Europeia a terem recursos próprios correspondentes a pelo menos 0,8% dos depósitos cobertos.</p>
<p>&#8220;Apesar de ligeiramente inferior ao observado no ano anterior, este nível permaneceu acima do patamar de 0,8% previsto na diretiva relativa aos sistemas de garantia de depósitos, o que confirma que o fundo continua adequadamente capitalizado&#8221;, salienta o presidente da comissão diretiva do FGD e vice-governador do Banco de Portugal, Luís Máximo dos Santos, na introdução do relatório.</p>
<p>Máximo dos Santos refere-se à diretiva 2014/49/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014, relativa aos sistemas de garantia de depósitos.</p>
<p>A garantia concedida pelo FGD assegura o reembolso dos depósitos constituídos nos bancos e outras instituições de crédito participantes neste fundo, até 100 mil euros por depositante e por instituição, caso uma instituição bancária não tenha disponibilidade para pagar os depósitos a um cliente.</p>
<p>O relatório refere que, em 2025, os recursos próprios do FGD cresceram 2,4% face a 2024 (42,1 milhões de euros), passando para 1.829,4 milhões de euros.</p>
<p>Para esse aumento contribuíram três fatores: ganhos de 37,7 milhões de euros obtidos com a aplicação dos recursos do fundo, as coimas aplicadas pelo Banco de Portugal a instituições de crédito, com 3,5 milhões de euros a reverterem a favor do FGD, e 1,3 milhões de euros em contribuições pagas ao fundo pelos bancos, refere o FGD.</p>
<p>O resultado líquido do fundo baixou 33% em 2025, para 40,8 milhões de euros, o que compara com 60,8 milhões de euros em 2024, menos 20,1 milhões de euros.</p>
<p>A diminuição é &#8220;essencialmente justificada pela obtenção de menores ganhos na gestão dos recursos do fundo, ainda que estes se tenham mantido em patamares elevados&#8221;, explica o FGD.</p>
<p>O FGD é uma pessoa coletiva de direito público, dotada de autonomia administrativa e financeira e de património próprio, cujos serviços técnicos e administrativos são assegurados pelo Banco de Portugal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789644]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Declarações de Montenegro sobre exames foram &#8220;murro no estômago&#8221;, acusam diretores</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/declaracoes-de-montenegro-sobre-exames-foram-murro-no-estomago-diretores/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:28:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os diretores escolares relataram hoje o desalento e a revolta dos professores após o primeiro-ministro os acusar de resistência à digitalização da classificação dos exames nacionais, declarações que descreveram como "um murro no estômago".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os diretores escolares relataram hoje o desalento e a revolta dos professores após o primeiro-ministro os acusar de resistência à digitalização da classificação dos exames nacionais, declarações que descreveram como &#8220;um murro no estômago&#8221;.</p>
<p>&#8220;É um murro no estômago&#8221;, lamentou o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), em declarações à agência Lusa.</p>
<p>Filinto Lima reagia assim às declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que admitiu, na terça-feira, &#8220;eventuais falhas políticas&#8221; no processo de classificação dos exames nacionais, mas considerou existir também &#8220;alguma resistência&#8221; por parte dos professores à digitalização dos processos.</p>
<p>&#8220;Basta ver que os professores não têm todos a mesma opinião sobre este processo. A grande maioria, não tenho dúvida, está com o passo que estamos a dar, mas há alguns que não estão e temos de compreender que isso perturba o processo em si&#8221;, disse o governante, perante centenas de apoiantes nas Jornadas &#8220;Estado da Nação &#8211; Governar com resultados&#8221;.</p>
<p>As críticas do primeiro-ministro surgiram depois de o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) ter anunciado mais um dia para concluir o processo de classificação das mais de 300 mil provas, que deveria ter terminado na terça-feira.</p>
<p>&#8220;Foram declarações imprudentes, infelizes e injustas&#8221;, criticou o presidente da ANDAEP, considerando que o primeiro-ministro parece querer desresponsabilizar o Governo dos problemas registados ao longo do processo de classificação dos exames nacionais do ensino secundário.</p>
<p>Pela primeira vez este ano, os exames nacionais do ensino secundário estão a ser avaliados em formato digital, mas o processo tem registado falhas técnicas desde o início e, devido aos constrangimentos, o MECI já tinha adiado, em quatro dias, os prazos inicialmente previstos.</p>
<p>&#8220;Percebe-se que (o processo) correu mal porque a plataforma funcionou de forma muito deficitária e a digitalização não correu bem&#8221;, contrapôs Filinto Lima.</p>
<p>Afirmando que as declarações do primeiro-ministro provocaram &#8220;desalento e revolta&#8221; entre os professores, o representante dos diretores escolares entende que Luís Montenegro deve retratar-se e &#8220;dar uma palavra de agradecimento aos professores&#8221;.</p>
<p>A esse respeito, Filinto Lima elogiou o ministro da Educação, que reconheceu os problemas, dando o exemplo de &#8220;alguns professores que tiveram de corrigir as provas três vezes&#8221; e, por isso, voltou hoje a pedir desculpas e a deixar um &#8220;agradecimento especial&#8221; a todos os docentes.</p>
<p>Também a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) condenou as declarações do primeiro-ministro, considerando tratar-se de &#8220;um ataque inadmissível aos professores e uma inaceitável tentativa de desviar as responsabilidades políticas do Governo relativamente ao caos instalado&#8221;.</p>
<p>&#8220;Ao relacionar as dificuldades verificadas com a discordância de alguns professores em relação ao modelo adotado e ao insinuar que estes não estão a revelar o profissionalismo exigível, o chefe do Governo ultrapassou todos os limites do aceitável&#8221;, afirma a federação sindical, em comunicado.</p>
<p>A Fenprof estende também as críticas a Fernando Alexandre, que justificou a súbita convocatória de professores classificadores com a substituição de outros que entraram de baixa, alegando que o ministro transforma em acusação uma necessidade dos docentes.</p>
<p>Segundo o balanço mais recente, 99% das respostas dos exames nacionais do ensino secundário já estão corrigidas e o MECI mantém a afixação das pautas na sexta-feira.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789643]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Médio Oriente: Iniciativa a pedir fim de acordo UE-Israel junta quase 1,3 milhões de assinaturas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:28:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Perto de 1,3 milhões de europeus assinaram uma iniciativa cidadã que vai ser hoje entregue à Comissão Europeia, na qual pedem a suspensão do acordo de associação com Israel, que acusam de cometer genocídio na Palestina.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Perto de 1,3 milhões de europeus assinaram uma iniciativa cidadã que vai ser hoje entregue à Comissão Europeia, na qual pedem a suspensão do acordo de associação com Israel, que acusam de cometer genocídio na Palestina.</p>
<p>Em declarações à Lusa, a eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE) Catarina Martins, uma das principais promotoras desta iniciativa, salientou que o prazo para a recolha de assinaturas termina hoje à meia-noite e já houve mais de 1.289.000 subscrições, ultrapassando o milhão necessário para ser analisada pela Comissão Europeia.</p>
<p>&#8220;Portanto, é uma iniciativa muito bem-sucedida. Foi a mais rápida de sempre, porque, na verdade, nós chegámos aos mínimos necessários em menos de três meses, o que mostra uma enorme mobilização da população europeia contra o genocídio, contra a guerra, pela paz, pelos direitos humanos. Acho que isto é muito importante&#8221;, destacou.</p>
<p>Com o fim da campanha de recolha de assinaturas, promovida e financiada pela Aliança de Esquerda Europeia, família política na qual se insere o BE, Catarina Martins defendeu que agora é o &#8220;momento de fazer enorme pressão, não só sobre a Comissão Europeia, mas também sobre os governos europeus para estes agirem&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nós somos o principal parceiro comercial de Israel, o que quer dizer que o genocídio está a ser cometido com dinheiro europeu e se há uma forma rápida de parar esta agressão é parar com o acordo de associação, com os acordos comerciais. Foi assim que se acabou com o &#8216;apartheid&#8217; na África do Sul e é assim que podemos parar Israel&#8221;, afirmou.</p>
<p>Até ao momento, os governos dos 27 Estados-membros da UE não têm conseguido alcançar o consenso necessário para suspender apenas a vertente comercial do acordo de associação com Israel, proposta pela Comissão Europeia em setembro, nem para impor restrições ao comércio com os colonatos judaicos, devido à oposição de países como a República Checa, Hungria ou Alemanha.</p>
<p>Questionada sobre o que é que a leva a crer que a iniciativa cidadã poderá permitir ultrapassar este impasse, Catarina Martins observou que o artigo 2 do acordo de associação com Israel estipula que as partes &#8220;são obrigadas pelo direito internacional ao cumprimento dos direitos humanos e que só nesse quadro é que o acordo pode existir&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que quer dizer que, mais tarde ou mais cedo, a Comissão e os governos que mantêm este acordo serão julgados por cumplicidade de genocídio. O que esta iniciativa está a dizer é para agirem agora e acabarem com essa cumplicidade&#8221;, sublinhou.</p>
<p>Catarina Martins considerou que a iniciativa dá uma &#8220;enorme força&#8221; a este pedido de suspensão porque &#8220;mostra a força popular e que há uma maioria social na UE que não quer genocídio, que não quer ver as crianças a serem bombardeadas ou morrerem à fome ou sem cuidados médicos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Isso pode fazer a diferença, isso é um sinal forte&#8221;, sublinhou.</p>
<p>Esta mesma ideia foi partilhada pela eurodeputada francesa Manon Aubry, presidente do grupo político europeu A Esquerda, integrado por BE e Partido Comunista Português (PCP), numa conferência de imprensa em Bruxelas marcada para assinalar o fim da recolha de assinaturas.</p>
<p>&#8220;A UE e a Comissão Europeia vão ter de responder pela sua cumplicidade. E, como Ursula von der Leyen está a fugir às suas responsabilidades, nós vamos obrigá-la a agir. Não seremos nós, enquanto eurodeputados, mas sim os 1,3 milhões de europeus que assinaram a iniciativa&#8221;, afirmou.</p>
<p>Com o fim do processo de recolha de assinaturas, a Comissão Europeia tem agora três meses para validar todas as subscrições e, findo esse prazo, seis meses para promover uma audição pública no Parlamento Europeu e responder à iniciativa cidadã.</p>
<p>Terá assim de dar uma resposta até meados de abril de 2027.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789642]]></sapo:autor>
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		<title>Diretor executivo do SNS admite constrangimentos nas urgências regionais, mas nunca fecharam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:20:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O diretor executivo do SNS reconheceu hoje que têm existido alguns constrangimentos nas urgências regionais de Obstetrícia e Ginecologia da Península de Setúbal e de Loures, mas assegurou que estas nunca encerraram e têm mantido a capacidade de resposta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor executivo do SNS reconheceu hoje que têm existido alguns constrangimentos nas urgências regionais de Obstetrícia e Ginecologia da Península de Setúbal e de Loures, mas assegurou que estas nunca encerraram e têm mantido a capacidade de resposta.</p>
<p>&#8220;Historicamente, nós sabemos que há períodos de picos de procura que, se coincidirem com períodos em que há escassez de recursos humanos, nomeadamente médicos, geram constrangimentos nas urgências. Sempre tivemos esses constrangimentos&#8221;, afirmou Álvaro Almeida, à margem da &#8220;Conferência Global da OMS sobre IA: Moldar a IA na área da Saúde&#8221;, que está a decorrer em Lisboa.</p>
<p>O diretor executivo respondia desta forma aos relatos de alguns constrangimentos verificados nos últimos dias que, segundo o jornal Observador, se devem no caso do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, à falta de vagas no bloco de partos, que tem apenas cinco camas, e no caso do Hospital Garcia de Orta, em Almada, à falta de médicos obstetras.</p>
<p>Segundo o responsável, a criação das urgências regionais permitiu reduzir esses constrangimentos, &#8220;mas não necessariamente evitá-los, porque o problema de fundo, que é a escassez de recursos humanos, subsiste&#8221;.</p>
<p>Destacou, contundo, que, desde a sua criação, as urgências regionais se mantiveram sempre em funcionamento, &#8220;contrariamente ao que se passava com as urgências dos hospitais que as compuseram, que frequentemente estavam encerradas&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não só nunca estiveram encerradas, como houve um aumento significativo na atividade, o que demonstra que os utentes passaram a ter mais confiança nas urgências. O Hospital de Almada mais do que duplicou a sua atividade desde que se constituiu a urgência regional&#8221;, realçou.</p>
<p>Apesar disso, reiterou que podem continuar a existir dificuldades pontuais.</p>
<p>&#8220;Não significa que não possam existir pontualmente constrangimentos, como têm existido, mas aquilo que nós sabemos é que a criação das urgências regionais reforçou a nossa capacidade de resposta e permitiu manter sempre operacional essa resposta, quer em Almada, quer em Setúbal, quer em Loures&#8221;.</p>
<p>Questionado sobre a forma de reforçar a resiliência destes serviços, evitando situações de condicionamento na admissão de grávidas, explicou que a concentração das urgências permite reunir equipas de várias unidades hospitalares numa única urgência.</p>
<p>&#8220;Dessa forma conseguimos um reforço porque uma urgência que só tinha os médicos de uma unidade passou a ter os médicos de mais do que uma unidade, enfermeiros e todos os profissionais de saúde necessários para assegurar o funcionamento das urgências&#8221;, afirmou.</p>
<p>Questionado sobre a criação de novas urgências regionais, Álvaro Almeida disse que a rede de urgência e emergência está a ser revista, e na sequência dessa revisão, &#8220;poderá haver uma alteração, que pode ser mais ou menos profunda&#8221; e poderá implicar algumas concentrações, mas é um processo que ainda está em curso.&#8221;</p>
<p>Confrontado com a possibilidade de essas alterações avançarem ainda este ano, respondeu apenas: &#8220;Poderá haver algumas ainda este ano, sim&#8221;.</p>
<p>Sobre o funcionamento das urgências gerais durante o verão, Álvaro Almeida reconheceu que genericamente, esta é uma altura complicada para as urgências devido às férias dos profissionais.</p>
<p>&#8220;Esses problemas não vão acabar porque os profissionais continuam a ter férias. Continuamos a ter uma escassez estrutural de recursos humanos e, portanto, os problemas não vão desaparecer de um dia para o outro&#8221;, vincou.</p>
<p>Mas, acrescentou, &#8220;aquilo que estamos a conseguir, aconteceu, por exemplo, num período particularmente difícil, como foi o mês de junho, porque tem uma sucessão de feriados &#8211; e esperamos e estamos convictos que acontecerá também em agosto &#8211; é reduzir o impacto dessas dificuldades, desses constrangimentos, que existem sempre, mas têm-se manifestado na capacidade de resposta do sistema de forma menos intensa do que tinha acontecido em anos anteriores&#8221;</p>
<p>HN/BC // ZO</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789638]]></sapo:autor>
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		<title>Falhas de água em Almada: Autarca diz que problema &#8220;situa-se nas freguesias mais ricas&#8221; e que medidas &#8220;estão a correr bem&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:13:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, assegura que as medidas extraordinárias implementadas para enfrentar as falhas no abastecimento de água estão a produzir resultados positivos, embora considere prematuro baixar o nível de alerta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, assegura que as medidas extraordinárias implementadas para enfrentar as falhas no abastecimento de água estão a produzir resultados positivos, embora considere prematuro baixar o nível de alerta. A autarca explica que o objetivo continua a ser recuperar os níveis de reserva dos depósitos até cerca de 60%, admitindo que os indicadores evoluem favoravelmente, mas defendendo prudência antes de considerar a situação normalizada. Paralelamente, confirma que a autarquia irá avaliar eventuais compensações para moradores, comerciantes e empresas afetados, mas apenas depois de estabilizado o abastecimento.</p>
<p>Em entrevista ao <a href="https://www.publico.pt/2026/07/15/local/entrevista/ines-medeiros-problema-agua-situase-freguesias-ricas-almada-nao-pobres-2181693" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, Inês de Medeiros explica que, desde a implementação dos cortes programados, deixaram de ocorrer interrupções inesperadas no abastecimento, permitindo reforçar gradualmente as reservas existentes. Apesar disso, sublinha que o sistema continua vulnerável e que a manutenção das restrições dependerá da capacidade de criar uma margem de segurança suficiente para enfrentar o restante verão. A autarca recorda que, quando foi declarada a situação de alerta, a previsão apontava para duas a três semanas de medidas extraordinárias, admitindo que esse prazo poderá ser reduzido caso os reservatórios recuperem mais rapidamente. &#8220;As medidas estão a dar bons sinais, mas temos de ter prudência&#8221;, afirma.</p>
<p>Sobre as causas da crise, a presidente da autarquia considera que ainda será necessária uma análise detalhada para identificar todos os fatores envolvidos, embora já existam dados que apontam para um aumento significativo do consumo, impulsionado por um crescimento populacional superior ao previsto e por uma procura elevada que, desde março, nunca abrandou o suficiente para permitir a reposição das reservas. Segundo explica, o consumo inclui não apenas o uso doméstico, mas também regas, enchimento de piscinas, serviços essenciais e até utilizações relacionadas com operações dos bombeiros. Acresce que Almada mantém perdas elevadas na rede, embora estas não resultem exclusivamente de fugas. A autarquia intensificou igualmente ações de fiscalização, incluindo recurso a drones, para detetar eventuais desvios ou furtos de água, considerando que essa investigação poderá ajudar a esclarecer melhor o sucedido.</p>
<p>Inês de Medeiros rejeita ainda a ideia de que a origem da crise esteja nos bairros precários da Penajóia e Raposo, contrariando interpretações que têm circulado nas últimas semanas. Segundo a autarca, os dados mostram precisamente o contrário: o consumo nessas zonas diminuiu, enquanto os maiores aumentos foram registados na Costa da Caparica, Charneca e Sobreda. A presidente da Câmara admite que o forte crescimento da construção nestas freguesias poderá justificar parte da pressão sobre a rede, sobretudo devido ao novo enquadramento do Simplex Urbanístico, que permite avançar com determinadas construções sem apresentação prévia de projetos de arquitetura ao município. Isso obriga agora a verificar se existiram ligações irregulares às redes de água e saneamento, embora ressalve que essa é apenas uma das hipóteses em análise. &#8220;O problema da água situa-se nas freguesias mais ricas de Almada e não nas freguesias mais pobres&#8221;, afirma, acrescentando que é &#8220;uma mentira&#8221; responsabilizar sistematicamente os bairros mais vulneráveis ou as comunidades imigrantes pela situação.</p>
<p>A autarca reconhece igualmente que a crise resulta provavelmente da conjugação de vários fatores e não de uma única causa. Além do aumento da população e das temperaturas excecionalmente elevadas, aponta o facto de o consumo noturno se ter mantido anormalmente elevado, impedindo a recuperação dos reservatórios durante a madrugada. Refere ainda que acontecimentos como o Mundial de futebol poderão ter contribuído para alterar hábitos de consumo, prolongando a utilização de água durante a noite. Para acompanhar todo o processo, propôs a criação de uma comissão na Assembleia Municipal que permita aos deputados acompanhar os trabalhos técnicos e avaliar todas as conclusões da investigação, admitindo que &#8220;há um fenómeno inesperado pela sua dimensão que nos surpreendeu a todos&#8221;.</p>
<p>Questionada sobre as críticas relativas ao investimento na rede de abastecimento, Inês de Medeiros rejeita que tenha existido falta de investimento, lembrando que Almada apresentou candidaturas a todos os programas disponíveis para renovação da rede, tanto no âmbito do PT2020 como das atuais candidaturas ao Portugal 2030, depois de o Plano de Recuperação e Resiliência não contemplar financiamento para este tipo de intervenções na Área Metropolitana de Lisboa. A presidente da Câmara defende ainda que a solução para o futuro passa por reforçar a ligação complementar à EPAL, reduzindo a dependência das captações subterrâneas, e insiste na necessidade de uma estratégia nacional de gestão da água que envolva municípios, Agência Portuguesa do Ambiente e restantes entidades responsáveis. Sobre eventuais indemnizações, confirma que a Câmara e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento estão já a recolher informação sobre todas as interrupções não programadas e a contactar os agentes económicos afetados, mas esclarece que apenas após a normalização completa do abastecimento será possível quantificar os prejuízos e decidir o modelo de compensação, que poderá ser assumido pelos SMAS, pela Câmara ou por ambas as entidades, conforme o enquadramento legal aplicável.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789584]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Venezuela: Sobe para 119 número de portugueses e lusodescendentes mortos no duplo sismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:10:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[sismo]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 119 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 119 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.</p>
<p>Entre os 119 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos, dos quais 96 eram adultos e 23 menores, 102 tinham também a nacionalidade venezuelana.</p>
<p>O MNE português referiu ainda que continuam desaparecidos 50 cidadãos portugueses, menos um do que os 51 contabilizados na terça-feira.</p>
<p>O anterior balanço indicava 117 portugueses e lusodescendentes mortos.</p>
<p>No total, o número de mortos subiu na terça-feira para 4.734, enquanto o de feridos se manteve em 16.740, segundo o mais recente balanço oficial divulgado pelo Governo venezuelano.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789633]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Nova agência de investigação quer Portugal como um dos países &#8220;onde é mais fácil fazer ciência&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:10:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Agência para a Investigação e Inovação (AI²) disse hoje querer tornar Portugal num dos países "onde é mais fácil fazer ciência e inovação", pedindo um reforço do investimento público e privado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Agência para a Investigação e Inovação (AI²) disse hoje querer tornar Portugal num dos países &#8220;onde é mais fácil fazer ciência e inovação&#8221;, pedindo um reforço do investimento público e privado.</p>
<p>Na abertura do maior encontro da comunidade científica em Portugal, o &#8220;Encontro Ciência e Inovação 2026&#8221;, João Barros começou por pedir um reforço do investimento público, mas também uma maior presença do setor privado.</p>
<p>O primeiro objetivo da instituição que veio substituir o Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e a Agência Nacional de Inovação (ANI) é &#8220;tornar Portugal um dos países onde é mais fácil fazer ciência e inovação&#8221;, disse o presidente da AI² na sessão de abertura do encontro.</p>
<p>Para isso, acrescentou, é preciso garantir &#8220;calendários previsíveis, orçamentos estáveis&#8221; e melhores condições para quem investiga e empreende.</p>
<p>A falta de condições de trabalho foi precisamente o que motivou a manifestação de dezenas de investigadores junto ao evento, que decorre hoje e na quinta-feira no Centro de Congressos de Lisboa.</p>
<p>Já sobre os grandes objetivos da nova agência, João Barros apontou também a aposta em duplicar &#8220;o impacto social das publicações, pilotos ou protótipos&#8221;, com resultados &#8220;reais e mensuráveis na saúde, na cultura, na educação, nas empresas, no território, na administração pública, no produto interno bruto e na segurança e qualidade de vida&#8221;.</p>
<p>O terceiro consiste em elevar Portugal à categoria de &#8220;Strong Innovator&#8221; no European Innovation Scoreboard, objetivo que, segundo João Barros, exige &#8220;mais investimento público&#8221; e um melhor alinhamento com programas europeus, como o Horizonte Europa e o Fundo Europeu de Competitividade.</p>
<p>Considerando que o sistema científico e tecnológico está hoje &#8220;altamente fragmentado&#8221;, o presidente apelou a uma mudança que o transforme num &#8220;verdadeiro ecossistema de ciência e inovação em que todos os componentes, públicos e privados, estão profundamente interligados&#8221;.</p>
<p>Reconhecendo que o tema dos investimentos públicos e privados gera &#8220;polarização&#8221;, João Barros afirmou: &#8220;Uns dizem, eles vão tirar dinheiro público da ciência para dar às empresas. Outros atiram, eles vão desviar incentivos das empresas para dar aos cientistas. Quero dizer-vos hoje, de forma muito clara, que esta é uma falsa escolha.&#8221;</p>
<p>&#8220;Precisamos muito das duas e sobretudo das duas em conjunto&#8221;, acrescentou o presidente, dando como exemplo ecossistemas mais inovadores, onde o conhecimento circula &#8220;entre empresas e universidades, entre laboratórios e hospitais, entre engenheiros e artistas, entre investigadores e investidores, entre &#8216;startups&#8217; e grandes empresas&#8221;.</p>
<p>Por isso, acredita que a &#8220;grande missão da próxima década&#8221; será criar mais ligações e mais condições para que o conhecimento crie &#8220;mais valor para todos&#8221;, afirmou, antes de apresentar três objetivos da AI².</p>
<p>O presidente da AI² defendeu ainda um maior investimento privado em investigação e inovação. &#8220;O teste de um ecossistema saudável é saber se as empresas estão dispostas a investir os seus próprios recursos em investigação e inovação&#8221;, afirmou, considerando que isso demonstra confiança no retorno do conhecimento e disponibilidade para assumir risco.</p>
<p>&#8220;Um ecossistema saudável é aquele em que o Estado, as regiões, as empresas e as instituições científicas investem em conjunto para reduzir o risco de procurar soluções novas para os problemas reais da sociedade&#8221;, sustentou.</p>
<p>Segundo João Barros, mais de dois mil participantes estão inscritos no encontro, que decorre até quinta-feira em Lisboa, com 20 sessões temáticas. Das 206 propostas recebidas, a maioria resulta &#8220;da colaboração entre centros de investigação, empresas e organizações setoriais&#8221;, revelou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789632]]></sapo:autor>
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		<title>“Roubo em plena luz do dia”: seis milhões pedem expulsão da Argentina do Mundial e árbitro é afastado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 13:01:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
		<category><![CDATA[petição]]></category>
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					<description><![CDATA[Petição foi lançada no site argentinaout.com e questiona a legitimidade da competição, alegando que o vencedor estaria decidido antecipadamente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de seis milhões de pessoas já assinaram uma petição a pedir a expulsão da Argentina do Mundial de 2026, depois da polémica vitória por 3-2 sobre o Egito nos oitavos de final. A campanha acusa a FIFA e a equipa de arbitragem de favorecerem a campeã em título e Lionel Messi.</p>
<p>Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, a petição foi lançada no site argentinaout.com e questiona a legitimidade da competição, alegando que o vencedor estaria decidido antecipadamente. Apesar da dimensão da mobilização, o documento não tem qualquer valor jurídico e apenas a FIFA pode aplicar sanções ou excluir uma seleção.</p>
<p>A Argentina recuperou de uma desvantagem de dois golos e marcou três vezes nos últimos 13 minutos. Messi desperdiçou ainda um penálti na primeira parte, num encontro marcado por decisões de arbitragem que provocaram forte contestação entre adeptos e responsáveis egípcios.</p>
<p>No centro da polémica está o golo de Mostafa Ziko, anulado após intervenção do videoárbitro. O VAR identificou uma falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez no início da jogada, interpretação rejeitada pela seleção egípcia.</p>
<p>Também um lance sobre Mohamed Salah, pouco antes do golo da vitória argentina, alimentou as acusações. Os críticos defendem que o árbitro francês François Letexier ignorou uma falta sobre o avançado e permitiu que a Argentina lançasse o ataque decisivo.</p>
<p>Pierluigi Collina, presidente da Comissão de Arbitragem da FIFA, defendeu a atuação da equipa e garantiu que o VAR recomendou corretamente a anulação do golo. Citado pela &#8216;Euronews&#8217;, o antigo árbitro afirmou que a intervenção respeitou os protocolos e identificou uma infração na construção da jogada.</p>
<p>A ausência de Letexier da lista de árbitros escolhidos para os restantes encontros do Mundial agravou, contudo, as suspeitas. Embora a FIFA não tenha associado a decisão a eventuais erros, vários críticos interpretaram o afastamento como um reconhecimento indireto de que a arbitragem não terá sido irrepreensível.</p>
<p>José Mourinho classificou a partida como um “roubo em plena luz do dia” e considerou que todas as decisões importantes favoreceram a Argentina. Alan Shearer descreveu o encontro como “uma peça de teatro”, enquanto Paul Scholes falou na “maior roubalheira futebolística” que viu.</p>
<p>Patrice Evra questionou os dois minutos de revisão de um lance que considerou limpo. Jamie Carragher sustentou que a falta identificada pelo VAR dificilmente seria assinalada nas principais ligas, e Gary Neville acusou a arbitragem de aplicar critérios diferentes às duas equipas.</p>
<p>Lionel Scaloni rejeitou qualquer possibilidade de manipulação, argumentando que a tecnologia e a exposição mediática tornam praticamente impossível esconder decisões suspeitas. O selecionador argentino insistiu que os erros podem existir, mas negou um tratamento favorável à sua equipa.</p>
<p>A polémica acompanha agora a Argentina até às meias-finais. A campeã mundial defronta hoje a Inglaterra, num encontro que deverá voltar a colocar a arbitragem sob forte escrutínio e que poderá ampliar uma contestação que já reuniu milhões de assinaturas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789625]]></sapo:autor>
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		<title>Trump queria prémios. Deram-lhe um troféu gigante pela guerra com o Irão — mas não era uma homenagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 12:45:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Instalação é da autoria do Secret Handshake, um coletivo anónimo que tem colocado em Washington várias obras satíricas dirigidas a Trump]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump recebeu um novo troféu em Washington, embora dificilmente queira exibi-lo na Casa Branca. Uma escultura dourada com cerca de três metros de altura foi instalada no National Mall para ridicularizar o envolvimento do presidente dos Estados Unidos na guerra com o Irão.</p>
<p>Segundo o ‘Indy100’, a obra imita os prémios de participação entregues a quem compete sem necessariamente vencer e apresenta as inscrições “#1” e “participante”.</p>
<p>Na base, uma placa atribui a Trump o “Troféu de Participação na Guerra do Irão” pela sua “participação entusiástica” no conflito.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">NEWS: A 10 foot tall participation trophy has been placed on the National Mall in honor of Donald Trump&#39;s &quot;enthusiastic involvement&quot; in the Iran war. </p>
<p>A group called Secret Handshake is taking credit. <a href="https://t.co/EtagBVTEWH">pic.twitter.com/EtagBVTEWH</a></p>
<p>&mdash; Aaron Parnas (@AaronParnas) <a href="https://x.com/AaronParnas/status/2076692452615033243?ref_src=twsrc%5Etfw">July 13, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O texto elogia ironicamente o presidente por ter demonstrado coragem para participar, enquanto outros se preocupavam com estratégia militar, diplomacia ou resultados concretos, e por o ter feito “independentemente do resultado final”.</p>
<p>A placa termina com a assinatura: “Com honra, o Comité do Prémio Secret Handshake”.</p>
<p>A instalação é da autoria do Secret Handshake, um coletivo anónimo que tem colocado em Washington várias obras satíricas dirigidas a Trump.</p>
<p>O grupo criou anteriormente a estátua “Best Friends Forever”, que representava Trump de mãos dadas com Jeffrey Epstein, o financista condenado por crimes sexuais.</p>
<p>Foi também responsável por uma sanita dourada destinada a criticar a administração Trump e por uma instalação semelhante a um videojogo, intitulada “Operation Epic Furious Strait to Hell”, contra o envolvimento dos Estados Unidos na guerra com o Irão.</p>
<p>De acordo com o ‘Indy100’, o novo troféu tornou-se rapidamente uma atração entre visitantes e críticos do presidente, com fotografias e comentários a circularem nas redes sociais.</p>
<p>“Lindo”, escreveu um utilizador, numa das reações destacadas pela publicação.</p>
<p>A obra explora ainda a conhecida atração de Trump por prémios e distinções. A provocação sugere que, mesmo sem uma vitória clara ou resultados mensuráveis, o presidente poderá pelo menos acrescentar mais um troféu à coleção.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789618]]></sapo:autor>
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		<title>Penas suspensas para rede que usava moradas falsas para legalizar imigrantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 12:28:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[justiça]]></category>
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					<description><![CDATA[Existência de um esquema para que, com recurso a moradas fornecidas por outras pessoas a troco de dinheiro, a Junta de Freguesia da Penha de França atestasse erroneamente a residência de imigrantes foi denunciada em 2022 pela própria autarquia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os 26 acusados de pertencerem a uma rede que usava moradas falsas na Penha de França, em Lisboa, para legalizar imigrantes foram hoje condenados a penas suspensas por auxílio à imigração ilegal, falsificação de documento e abuso de poder.</p>
<p>Em causa estava também o crime de associação criminosa, que o tribunal não deu como provado, uma vez que considerou não existir uma organização complexa da rede, nem uma liderança da estrutura.</p>
<p>Deixando cair o crime de associação criminosa, 25 arguidos foram condenados pelos crimes de auxílio à imigração ilegal e de falsificação de documento e um dos arguidos, funcionário da junta de freguesia, foi condenado pelo crime de abuso de poder &#8211; todas as penas aplicadas são inferiores a cinco anos e, por isso, o coletivo de juízes decidiu pela suspensão da pena.</p>
<p>A existência de um esquema para que, com recurso a moradas fornecidas por outras pessoas a troco de dinheiro, a Junta de Freguesia da Penha de França atestasse erroneamente a residência de imigrantes foi denunciada em 2022 pela própria autarquia.</p>
<p>Em junho de 2024, o Ministério Público acusou 30 pessoas, das quais 26 conheceram hoje a decisão. Das restantes quatro, uma morreu entretanto e outras três vão ser julgadas em separado, devido a dificuldades em notificá-las.</p>
<p>De acordo com a acusação, Rippon Hossain seria o líder de uma rede que contaria com cinco intermediários igualmente naturais do Paquistão e mais 23 pessoas, na maioria portugueses, residentes na Penha de França, cuja função seria fornecer a sua morada ou testemunhar a veracidade de outro endereço, a troco de quantias entre os 10 e os 60 euros.</p>
<p>No entanto, o tribunal considerou hoje que Rippon Hossain não era o líder da rede, uma vez que não ficou demonstrado em julgamento que este conhecia todos os arguidos.</p>
<p>O esquema contaria ainda com a colaboração de um funcionário da Junta de Freguesia, que alertaria um dos intermediários sempre que uma das moradas usadas se tornava suspeita.</p>
<p>O funcionário terá sido o único a não lucrar com o negócio, enquanto os restantes terão obtido, entre janeiro de 2020 e julho de 2023, de 110 a 14.850 euros.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789612]]></sapo:autor>
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		<title>Debate de urgência pedido pelo PCP sobre exames nacionais agendado para esta sexta-feira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 12:26:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Pedido de agendamento tinha sido feito pelo PCP na passada segunda-feira, de forma potestativa, através de um requerimento em que é exigida a presença do ministro da Educação, Fernando Alexandre]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O debate de urgência sobre a classificação dos exames nacionais, pedido pelo PCP, foi agendado para a sessão plenária da próxima sexta-feira, dia 17, anunciou esta quarta-feira o porta-voz da conferência de líderes parlamentares.</p>
<p>O pedido de agendamento tinha sido feito pelo PCP na passada segunda-feira, de forma potestativa, através de um requerimento em que é exigida a presença do ministro da Educação, Fernando Alexandre.</p>
<p>O porta-voz da conferência de líderes, o social-democrata Francisco Figueira, disse que o Parlamento não recebeu ainda qualquer indicação sobre quem representará o Governo neste debate.</p>
<p>Francisco Figueira salientou que a &#8220;agenda parlamentar encontrava-se estabilizada&#8221;, prevendo-se, como é habitual, que fosse o debate do estado da Nação a encerrar os trabalhos antes das férias, porém, perante dois requerimentos para o agendamento de um debate sobre exames nacionais (da autoria do PCP e do Chega) &#8220;foi entendimento maioritário&#8221; agendar-se o debate para esta sexta-feira.</p>
<p>No final da conferência de líderes, a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, e o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, afirmaram que os partidos que apoiam o Governo (PSD e CDS-PP) se opuseram a este agendamento.</p>
<p>No requerimento entregue na Assembleia da República, o PCP pede um debate de urgência potestativo sobre &#8220;Exames Nacionais&#8221; com a presença do ministro da tutela para explicar quais as medidas adotadas &#8220;para assegurar que nenhum estudante é prejudicado neste processo caótico de avaliação dos exames nacionais, cujos responsáveis são o ministério e o Governo&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789613]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Seguro felicita Chapo por &#8220;agenda reformista&#8221; e defende cooperação &#8220;orientada para os resultados&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 12:25:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Numa conversa com Daniel Chapo, no Fórum Euro-África, no Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa, António José Seguro referiu que a "capacidade formativa" de Portugal, "de grande qualidade, do melhor que se faz no mundo", está ao dispor de Moçambique]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O chefe de Estado português, António José Seguro, felicitou hoje o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, pela &#8220;agenda reformista&#8221;, considerou que as relações bilaterais estão &#8220;num momento excelente&#8221; e defendeu uma cooperação &#8220;orientada para os resultados concretos&#8221;.</p>
<p>Numa conversa com Daniel Chapo, no Fórum Euro-África, no Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa, António José Seguro referiu que a &#8220;capacidade formativa&#8221; de Portugal, &#8220;de grande qualidade, do melhor que se faz no mundo&#8221;, está ao dispor de Moçambique.</p>
<p>&#8220;Dou apenas como exemplo as Forças Armadas, [uma área] relevantíssima, onde já existe alguma formação, existe alguma cooperação, e onde há disponibilidade de Portugal para continuar a aprofundar esse tipo de formação&#8221;, afirmou o Presidente da República.</p>
<p>Em matéria de trocas comerciais e de investimento, António José Seguro informou que está perto de ser concretizada a linha de crédito de 500 milhões de euros anunciada em dezembro de 2025 pelo Governo português para incentivar as empresas portuguesas a investir em Moçambique.</p>
<p>Depois de ouvir Daniel Chapo salientar essa linha de crédito, o Presidente português comentou que se trata de &#8220;uma linha importantíssima, que funciona como uma garantia importante para o investimento&#8221; dos empresários portugueses em Moçambique.</p>
<p>&#8220;E ainda esta semana o senhor primeiro-ministro [Luís Montenegro] me transmitiu que estamos já, não diria nos pormenores técnicos, porque estas questões não são de pormenor, mas estamos muito próximos de uma decisão final para que essa linha possa ser concretizada. E isso é excelente e cumprimento o senhor ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros, que aqui está presente&#8221;, adiantou.</p>
<p>António José Seguro descreveu Moçambique como um país com &#8220;potencial económico enorme&#8221; e &#8220;localização geoestratégica relevantíssima&#8221;, com &#8220;um mar de oportunidades&#8221;, e defendeu uma relação bilateral &#8220;orientada para os resultados concretos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Eu aqui quero felicitar muito o Presidente Daniel Chapo pelas reformas e pela agenda reformista que tem estado a implementar no seu país, porque isso cria condições de confiança e de previsibilidade para as empresas portuguesas que queiram aí investir. Quero felicitá-lo vivamente, senhor Presidente&#8221;, declarou.</p>
<p>Mais à frente, o chefe de Estado português acrescentou: &#8220;Em relação à estabilidade política, nós temos uma relação perfeita e, aliás, sublinho o que o Presidente Daniel Chapo há pouco disse, que estamos num momento excelente das relações&#8221;.</p>
<p>&#8220;Para os empresários portugueses que queiram fazer parcerias, que queiram investir, naturalmente que isso é relevante porque gera confiança, gera estabilidade, gera previsibilidade e isso é muito, muito, muito relevante. Portanto, eu apenas quero enaltecer, não apenas a visão, mas os passos concretos que o senhor Presidente Daniel Chapo tem feito e sob a sua liderança têm acontecido em Moçambique&#8221;, reforçou.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789599]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Portugal taxa as renováveis como nenhum outro país europeu: 60 mil milhões parados e 1,7 mil milhões perdidos por ano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/portugal-taxa-as-renovaveis-como-nenhum-outro-pais-europeu-60-mil-milhoes-parados-e-17-mil-milhoes-perdidos-por-ano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 12:22:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Associação Portuguesa de Energias Renováveis]]></category>
		<category><![CDATA[energia renovável]]></category>
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		<category><![CDATA[Nova School of Business and Economics]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Conclusão consta do estudo “Carga Fiscal das Energias Renováveis em Portugal”, desenvolvido pela Nova School of Business and Economics e pela Lobo Carmona para a Associação Portuguesa de Energias Renováveis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal mantém uma carga fiscal e parafiscal sobre as energias renováveis sem paralelo conhecido na Europa, ao mesmo tempo que cerca de 60 mil milhões de euros em intenções de investimento permanecem bloqueados por entraves regulatórios, falta de capacidade da rede elétrica e ausência de novos leilões.</p>
<p>A conclusão consta do estudo “Carga Fiscal das Energias Renováveis em Portugal”, desenvolvido pela Nova School of Business and Economics e pela Lobo Carmona para a Associação Portuguesa de Energias Renováveis.</p>
<p>Segundo a análise, o setor entregou ao Estado 1,11 mil milhões de euros em 2024, valor equivalente a cerca de 1,16% da receita fiscal nacional. No mesmo ano, contribuiu com 5,34 mil milhões de euros para o produto interno bruto e sustentou 62.434 postos de trabalho.</p>
<p>A produção renovável permitiu ainda evitar importações de combustíveis fósseis no valor de 2,1 mil milhões de euros e cerca de 11,7 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono.</p>
<p>Apesar deste contributo, as empresas do setor suportam uma carga fiscal total equivalente, em média, a cerca de 35% dos lucros. O estudo indica também que a taxa efetiva de IRC paga pelas renováveis é superior à média nacional.</p>
<p>A estes impostos acrescem contribuições específicas do setor. Em 2024, a carga parafiscal atingiu 135 milhões de euros, correspondendo a 12,2% da contribuição fiscal total e a 25,3% dos tributos diretamente suportados pelas empresas.</p>
<p>Entre 2020 e 2024, os produtores de energia renovável pagaram 312 milhões de euros através da Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético e do mecanismo de clawback.</p>
<p><strong>Portugal é caso único na Europa, conclui estudo</strong></p>
<p>A análise destaca particularmente a manutenção da Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético. A CESE incide sobre o valor líquido dos ativos e é cobrada independentemente de um projeto gerar lucros ou prejuízos.</p>
<p>De acordo com o estudo, Portugal é atualmente o único país europeu que mantém uma contribuição permanente desta natureza sobre ativos de produção de energia renovável.</p>
<p>A Associação Portuguesa de Energias Renováveis considera que este regime penaliza a instalação de nova capacidade e torna o país menos competitivo na atração de investimento.</p>
<p>“Portugal é hoje um caso praticamente único na Europa”, afirma Susana Serôdio, coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN.</p>
<p>A responsável sustenta que as energias renováveis já constituem um dos setores com maior contributo para a economia e para as receitas públicas, mas continuam sujeitas a uma carga que não encontra equivalente noutros mercados europeus.</p>
<p><strong>Renováveis terão poupado 636 euros por família em 2024</strong></p>
<p>Além dos efeitos no emprego, no PIB e nas importações energéticas, o estudo estima que a produção renovável tenha reduzido diretamente o preço da eletricidade.</p>
<p>Em 2024, o benefício terá correspondido a uma poupança média anual de 636 euros por agregado familiar e superior a 63 mil euros por empresa.</p>
<p>Entre 2018 e 2025, a incorporação de energia renovável terá permitido uma poupança acumulada próxima dos 42 mil milhões de euros no mercado ibérico de eletricidade.</p>
<p>Estes valores resultam da substituição de tecnologias de produção mais caras e dependentes de combustíveis importados por fontes renováveis com custos marginais mais baixos.</p>
<p><strong>Investimento de 60 mil milhões continua bloqueado</strong></p>
<p>O estudo considera que o principal obstáculo ao crescimento das energias renováveis em Portugal deixou de ser económico e passou a ser regulatório.</p>
<p>Para cumprir as metas do Plano Nacional Energia e Clima 2030, Portugal terá de instalar mais 22,2 gigawatts de capacidade renovável.</p>
<p>No entanto, existem atualmente cerca de 60 mil milhões de euros em intenções de investimento que não avançam devido aos longos processos de licenciamento, à insuficiente capacidade da rede e à ausência de novos leilões desde 2022.</p>
<p>Em Portugal, a aprovação de projetos continua a demorar entre cinco e sete anos. Na Alemanha, segundo o estudo, os processos foram reduzidos para cerca de 18 meses.</p>
<p>A Diretiva Europeia das Energias Renováveis estabelece igualmente objetivos de aceleração bastante inferiores aos prazos atualmente observados no país.</p>
<p><strong>Cada ano de atraso custa 1,7 mil milhões ao Estado</strong></p>
<p>A eliminação dos bloqueios ao investimento permitiria aumentar a contribuição fiscal anual do setor de 1,11 para cerca de 2,8 mil milhões de euros, segundo os cálculos apresentados.</p>
<p>Cada ano de atraso na instalação de nova capacidade representa uma perda estimada de 1,7 mil milhões de euros em receita fiscal potencial para o Estado.</p>
<p>Entre 2025 e 2034, o desbloqueio dos projetos poderia gerar entre 12 e 17 mil milhões de euros de receita fiscal adicional acumulada.</p>
<p>“Remover os atuais bloqueios ao investimento gera um retorno económico e fiscal muito superior ao que resultaria do agravamento da tributação”, defende Pedro Brinca, economista e professor da Nova SBE.</p>
<p>Num cenário de cumprimento integral das metas nacionais, a receita fiscal associada à economia verde poderia chegar a 4,79 mil milhões de euros em 2030.</p>
<p>O contributo para o PIB poderia atingir 32,2 mil milhões de euros em 2040, enquanto o emprego no setor poderia aumentar mais de 400%.</p>
<p><strong>Estudo contesta aplicação de IMI a painéis e aerogeradores</strong></p>
<p>O documento analisa também a possibilidade de agravamento da tributação patrimonial sobre infraestruturas renováveis, através da cobrança de IMI sobre equipamentos como painéis solares ou aerogeradores.</p>
<p>Os autores concluem que esta opção aumentaria ainda mais a carga fiscal sobre um setor já sujeito a um regime considerado singular na Europa.</p>
<p>Em alternativa, defendem uma redistribuição mais equilibrada da receita fiscal gerada pelos projetos, permitindo que os municípios e territórios anfitriões recebam uma parcela maior dos benefícios económicos.</p>
<p>“O instrumento adequado não passa por agravar o IMI sobre equipamentos produtivos, mas por distribuir de forma mais equilibrada a riqueza que as energias renováveis já geram”, afirma Carlos Lobo, partner da Lobo Carmona.</p>
<p>A proposta pretende aumentar a aceitação local dos projetos sem comprometer a viabilidade financeira dos investimentos ou criar novos entraves à instalação de capacidade.</p>
<p><strong>Oito medidas para acelerar o setor</strong></p>
<p>O estudo propõe a eliminação da CESE e a redução dos prazos de licenciamento para menos de três anos, através da simplificação dos procedimentos e da centralização dos pareceres necessários.</p>
<p>Recomenda também o relançamento dos leilões de capacidade renovável com um calendário previsível e o reforço do investimento na rede de transporte de eletricidade.</p>
<p>Entre as restantes propostas encontram-se a promoção de contratos de longo prazo para compra de energia, a revisão da estrutura das tarifas elétricas e a clarificação do enquadramento fiscal dos equipamentos produtivos.</p>
<p>Os autores defendem ainda uma maior redistribuição da receita pelos territórios que recebem parques solares, eólicos e outras infraestruturas energéticas.</p>
<p>Para a APREN, o objetivo deve passar por alinhar a fiscalidade, a política energética e o investimento, evitando que a tributação destinada a aumentar as receitas públicas acabe por bloquear projetos capazes de gerar uma contribuição fiscal muito superior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789606]]></sapo:autor>
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		<title>Preço do cabaz recua, mas há alimentos a subir até 13% numa semana: saiba o que ficou mais caro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 12:12:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[cabaz alimentar]]></category>
		<category><![CDATA[Deco Proteste]]></category>
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					<description><![CDATA[Em janeiro, era possível comprar os mesmos produtos por menos 14,64 euros, o que significa que o cabaz está agora 6,05% mais caro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O preço do cabaz alimentar monitorizado pela DECO PROteste voltou a descer ligeiramente, depois da subida registada na semana anterior. Entre 8 e 15 de julho, o conjunto de 63 produtos essenciais recuou 25 cêntimos, passando de 256,71 para 256,46 euros.</p>
<p>A descida de 0,10% está longe de compensar os aumentos acumulados desde o início do ano. Em janeiro, era possível comprar os mesmos produtos por menos 14,64 euros, o que significa que o cabaz está agora 6,05% mais caro.</p>
<p>Há um ano, o mesmo conjunto de bens custava menos 10,67 euros, uma diferença de 4,34%. Comparativamente com janeiro de 2022, quando a DECO PROteste iniciou esta monitorização, os consumidores pagam agora mais 68,76 euros, o equivalente a um aumento de 36,63% sobre o valor inicial — ou uma diferença de 39,66% quando calculada em relação ao preço de 2022.</p>
<p><strong>Flocos de cereais, esparguete e arroz foram os produtos que mais subiram numa semana</strong></p>
<p>Apesar da ligeira descida do valor total do cabaz, vários produtos alimentares registaram aumentos relevantes nos últimos dias. Entre 8 e 15 de julho, os flocos de cereais lideraram as subidas percentuais, ao encarecerem 13% numa semana.</p>
<p>Este produto passou a custar 2,76 euros. A massa esparguete subiu 10%, para 1,17 euros, enquanto o arroz agulha ficou 6% mais caro, atingindo os 1,64 euros.</p>
<p>Os dados mostram que a redução global do cabaz não significa uma descida generalizada dos preços. As variações semanais continuam a ser significativas em diferentes categorias, com alguns produtos a encarecerem ao mesmo tempo que outros recuam.</p>
<p><strong>Couve-coração, bacalhau e robalo destacam-se na comparação anual</strong></p>
<p>Quando a comparação é feita com o mesmo período do ano passado, a couve-coração apresenta uma das maiores subidas. O preço aumentou 24%, para 1,76 euros.</p>
<p>O bacalhau graúdo e o robalo encareceram ambos 21%. O bacalhau custa atualmente 19,45 euros por quilograma, enquanto o robalo atingiu os 10,30 euros por quilograma.</p>
<p>Na semana anterior, a 8 de julho, o cabaz tinha subido 3,08 euros, o equivalente a 1,21%, depois da descida observada no início do mês. Nessa altura, os brócolos tinham encarecido 13%, o tomate chucha 12% e a farinha para bolos e a polpa de tomate 9%.</p>
<p>A redução de 25 cêntimos agora registada anula, por isso, apenas uma pequena parte do aumento da semana anterior.</p>
<p><strong>Carne de novilho mais do que duplicou desde 2022</strong></p>
<p>Desde 5 de janeiro de 2022, a carne de novilho para cozer continua a ser o produto com o maior aumento percentual entre os bens analisados pela DECO PROteste.</p>
<p>Em pouco mais de quatro anos e meio, o preço subiu 126%, atingindo os 13,13 euros por quilograma. Isto significa que o custo mais do que duplicou desde o início da monitorização.</p>
<p>O bacalhau graúdo surge em segundo lugar, com um aumento acumulado de 84% e um preço atual de 19,45 euros por quilograma.</p>
<p>Os ovos completam o grupo dos produtos que mais encareceram, com uma subida de 82% desde janeiro de 2022. Custam atualmente 2,07 euros por embalagem analisada pela associação.</p>
<p><strong>Conflito no Médio Oriente e fertilizantes pressionam preços</strong></p>
<p>A evolução recente dos preços alimentares tem sido influenciada por vários fatores externos. As negociações para estabilizar o conflito entre os Estados Unidos e o Irão e a reabertura do Estreito de Ormuz trouxeram algum alívio às cadeias de abastecimento, mas a região continua a representar um risco para os mercados de energia e de matérias-primas.</p>
<p>Nos últimos meses, a instabilidade no Médio Oriente pressionou os preços dos combustíveis e da energia, custos que se refletem na produção agrícola, no transporte e na distribuição dos alimentos.</p>
<p>A este impacto somam-se os prejuízos causados pelas tempestades de janeiro e fevereiro em Portugal, cujos efeitos poderão ainda não estar totalmente refletidos nos preços pagos pelos consumidores, bem como o aumento dos custos dos fertilizantes utilizados na agricultura.</p>
<p>Alguns dos principais produtores de fertilizantes e das matérias-primas necessárias ao seu fabrico encontram-se no Médio Oriente. Uma parte relevante destas mercadorias é transportada através do Estreito de Ormuz, pelo que qualquer perturbação na região pode tornar a produção alimentar mais cara.</p>
<p><strong>Como é calculado o cabaz alimentar da DECO PROteste</strong></p>
<p>Desde janeiro de 2022, a DECO PROteste acompanha semanalmente a evolução dos preços de um conjunto de bens alimentares considerados essenciais.</p>
<p>O cabaz inclui 63 produtos das categorias de carne, peixe, congelados, fruta e legumes, laticínios e mercearia. Entre os bens analisados encontram-se peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, arroz, esparguete, açúcar, leite, queijo e manteiga.</p>
<p>Todas as quartas-feiras, a organização calcula o custo total do cabaz com base nos preços recolhidos no dia anterior nos principais supermercados com loja online.</p>
<p>Primeiro é apurado o preço médio de cada produto em todas as lojas onde se encontra disponível. A soma desses valores permite calcular o custo total do cabaz em cada semana.</p>
<p><strong>Guerra na Ucrânia agravou custos desde 2022</strong></p>
<p>A subida dos preços alimentares nos últimos quatro anos resulta de vários fatores. A invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, pressionou o setor agroalimentar, devido ao peso dos dois países na produção e exportação de cereais, óleos vegetais e fertilizantes.</p>
<p>O setor já enfrentava, nessa altura, os efeitos da pandemia de covid-19 e da seca em Portugal. A redução da oferta de matérias-primas e o aumento dos custos de produção, sobretudo da energia, dos transportes e dos fertilizantes, chegaram depois aos preços pagos pelos consumidores.</p>
<p>Produtos como carne, hortofrutícolas, cereais de pequeno-almoço e óleos alimentares estiveram entre os mais afetados por este contexto.</p>
<p>A evolução acumulada do cabaz traduz esse impacto. Desde janeiro de 2022, o custo dos 63 produtos aumentou 68,76 euros, passando de cerca de 187,70 para 256,46 euros.</p>
<p><strong>IVA zero travou preços no início, mas efeito perdeu força</strong></p>
<p>Perante a forte subida dos preços, o Governo aplicou, em abril de 2023, uma isenção temporária de IVA a um cabaz com mais de 40 alimentos.</p>
<p>Numa fase inicial, a medida ajudou a limitar o aumento dos preços. Contudo, o efeito foi perdendo força ao longo dos meses e o custo do cabaz alimentar voltou a subir.</p>
<p>Em 2024, após a reposição do imposto, vários produtos continuaram a encarecer. O azeite virgem extra atingiu nesse ano um dos valores mais elevados da série acompanhada pela associação.</p>
<p>Em 2025, as maiores pressões fizeram-se sentir sobretudo nos ovos, no café torrado moído e no chocolate. Em 2026, as subidas acumuladas abrangem novamente diferentes categorias, com destaque para produtos como arroz, peixe, carne e hortícolas.</p>
<p><strong>Inflação abrandou para 3,2% em junho</strong></p>
<p>Os aumentos sucessivos dos preços ao consumidor contribuíram para elevar a inflação para níveis históricos em 2022 e 2023.</p>
<p>Segundo o Instituto Nacional de Estatística, a taxa média de inflação fixou-se em 2,3% em 2025, abaixo dos 2,4% registados em 2024.</p>
<p>Em maio de 2026, a inflação atingiu 3,3%. Em junho, de acordo com a estimativa do INE, terá abrandado ligeiramente para 3,2%.</p>
<p>A redução semanal de 25 cêntimos no cabaz alimentar representa um pequeno alívio, mas o valor continua próximo dos máximos da série e 14,64 euros acima do registado no início do ano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789602]]></sapo:autor>
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		<title>Sem trocar de carro nem de motor: Bosch, Toyota, BMW e Repsol testam gasolina 100% renovável nas estradas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 12:01:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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		<category><![CDATA[Repsol]]></category>
		<category><![CDATA[Toyota Motor Europe]]></category>
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					<description><![CDATA[Iniciativa começou no início de julho e terá a duração de seis meses. Cerca de 20 veículos das marcas Toyota, Lexus, BMW e MINI serão abastecidos com gasolina renovável Nexa 95, produzida pela Repsol]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Bosch, a Toyota Motor Europe, o BMW Group e a Repsol lançaram em Espanha um projeto-piloto destinado a demonstrar que automóveis a gasolina já em circulação podem funcionar exclusivamente com combustível 100% renovável, sem alterações no motor ou na infraestrutura de abastecimento.</p>
<p>A iniciativa começou no início de julho e terá a duração de seis meses. Cerca de 20 veículos das marcas Toyota, Lexus, BMW e MINI serão abastecidos com gasolina renovável Nexa 95, produzida pela Repsol.</p>
<p>O projeto pretende testar a solução em condições reais de utilização e avaliar se este tipo de combustível pode ser aplicado em maior escala como complemento à eletrificação do transporte rodoviário.</p>
<p>A frota será acompanhada através do sistema Digital Fuel Twin da Bosch, uma tecnologia de rastreabilidade que recolhe e valida informação proveniente dos automóveis, dos postos de abastecimento e das transações realizadas com cartões de combustível.</p>
<p>O objetivo é garantir que a gasolina renovável utilizada em cada veículo possa ser identificada e certificada ao longo de todo o processo, desde a entrada no mercado até ao consumo final.</p>
<p>Segundo a Bosch, o sistema permitirá acompanhar em tempo real os abastecimentos e criar uma base de confiança para a eventual integração destes combustíveis em futuros mecanismos de certificação e regulamentação.</p>
<p>“Estamos a trazer total transparência digital a toda a cadeia de valor do combustível”, afirma Marko Babic, responsável pela área de produto da Bosch dedicada ao Digital Fuel Twin.</p>
<p>O responsável sustenta que a monitorização individual de cada automóvel poderá facilitar a aceitação regulamentar dos combustíveis renováveis no setor dos transportes.</p>
<p>O projeto irá avaliar três áreas principais: a disponibilidade do produto nos postos, a preparação das tecnologias de rastreabilidade digital e a utilização operacional de frotas abastecidas exclusivamente com combustíveis considerados elegíveis pelas regras europeias.</p>
<p>A Repsol é atualmente a única empresa que disponibiliza gasolina 100% renovável em postos públicos de abastecimento em Espanha, circunstância que contribuiu para a escolha do país como local do ensaio.</p>
<p>A Nexa 95 é produzida a partir de matérias-primas enquadradas nos critérios da Diretiva das Energias Renováveis da União Europeia. De acordo com a empresa, permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa quando comparada com a gasolina fóssil.</p>
<p>O combustível mantém, contudo, a compatibilidade com os motores a gasolina e com os sistemas de armazenamento, distribuição e abastecimento já existentes.</p>
<p>Esta característica permite utilizá-lo como uma solução de substituição direta, sem exigir a compra de um automóvel novo ou investimentos imediatos numa rede de infraestruturas diferente.</p>
<p>“A participação dos nossos veículos BMW e MINI permitirá recolher dados valiosos para continuarmos a disponibilizar soluções de motorização eficientes”, afirma Stefan Heller, responsável pelo desenvolvimento do programa de veículos que funcionam exclusivamente com combustíveis elegíveis no BMW Group.</p>
<p>A Repsol considera que a experiência poderá demonstrar que a redução de emissões no transporte não depende de uma única tecnologia.</p>
<p>“Os combustíveis renováveis podem aumentar as opções disponíveis para os consumidores, permitindo reduzir a pegada carbónica através dos veículos e da infraestrutura existentes”, defende Estíbaliz Pombo, subdiretora de Produtos Energéticos da empresa.</p>
<p>O projeto surge num momento em que a União Europeia discute o futuro do setor automóvel e a trajetória definida para 2035, ano a partir do qual os novos automóveis ligeiros deverão cumprir objetivos mais exigentes de emissões.</p>
<p>Os parceiros pretendem utilizar os dados recolhidos para defender uma abordagem de neutralidade tecnológica, na qual os combustíveis renováveis possam complementar os veículos elétricos.</p>
<p>A Toyota considera que esta alternativa poderá ser particularmente relevante para reduzir as emissões dos milhões de automóveis a combustão que continuarão em circulação durante vários anos.</p>
<p>“Existe um risco crescente de o objetivo de alcançar uma frota composta exclusivamente por veículos de emissões zero até 2035 não ser totalmente concretizado”, afirma Pascal Ruch, vice-presidente de assuntos corporativos e governamentais da Toyota Motor Europe.</p>
<p>Para o responsável, os combustíveis renováveis poderão ajudar a reduzir essa diferença, sobretudo quando associados a tecnologias híbridas e híbridas plug-in.</p>
<p>As conclusões intermédias do projeto deverão ser apresentadas a responsáveis políticos da União Europeia, representantes da indústria e outras entidades ligadas ao setor da mobilidade.</p>
<p>O ensaio permitirá ainda avaliar a redução efetiva das emissões, a capacidade de utilização do combustível em toda a frota e a possibilidade de associar digitalmente cada abastecimento a um automóvel específico.</p>
<p>No final dos seis meses, Bosch, Toyota, BMW e Repsol esperam dispor de dados suficientes para demonstrar se esta solução pode ser aplicada em maior escala, recorrendo aos automóveis e aos postos de combustível que já existem.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789573]]></sapo:autor>
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		<title>Mundial2026: Jogo entre França e Espanha foi o programa mais visto do dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:52:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
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					<description><![CDATA[O jogo disputado entre as seleções de França e Espanha na terça-feira, no âmbito das meias-finais do Mundial 2026, foi transmitido na SIC e foi o programa mais visto do dia, de acordo com dados da CAEM/MediaMonitor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O jogo disputado entre as seleções de França e Espanha na terça-feira, no âmbito das meias-finais do Mundial 2026, foi transmitido na SIC e foi o programa mais visto do dia, de acordo com dados da CAEM/MediaMonitor.</P><br />
<P>&#8220;O jogo França X Espanha, respeitante às meias-finais do Mundial 2026, transmitido na SIC, destacou-se como o programa mais visto do dia, registando uma audiência média de 2.087.500 espectadores&#8221;, adianta a mesma fonte.</P><br />
<P>A Espanha, campeã em 2010, qualificou-se na terça-feira para a final do Mundial de futebol de 2026, ao vencer a vice-campeã em título França por 2-0, em encontro disputado em Arlington, nos EUA.</P><br />
<P>Entretanto, a campeã em título Argentina e a Inglaterra disputam hoje a segunda vaga na final do Mundial de futebol de 2026, no domingo. </P><br />
<P>Os jogos também são transmitidos pela SportTV e pela plataforma LiveMode (através do canal LiveModeTV no YouTube).</P><br />
<P></P><br />
<P>ALU /(PFO) // JNM </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789583]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>UE cria equipa de crise para responder a guerra comercial com a China por causa das terras raras</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ue-cria-equipa-de-crise-para-responder-a-guerra-comercial-com-a-china-por-causa-das-terras-raras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:50:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Comissão Europeia está a criar uma equipa de emergência para preparar e coordenar a resposta da União Europeia a futuras crises, incluindo um eventual agravamento das tensões comerciais com a China.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia está a criar uma equipa de emergência para preparar e coordenar a resposta da União Europeia a futuras crises, incluindo um eventual agravamento das tensões comerciais com a China, numa altura em que se aproxima o fim da atual trégua relativa às restrições chinesas às exportações de terras raras. A iniciativa pretende reforçar a capacidade de antecipação e reação de Bruxelas perante um contexto internacional considerado cada vez mais instável, marcado por riscos geopolíticos, comerciais e de abastecimento.</p>
<p>Segundo o Financial Times (FT), que cita três responsáveis familiarizados com o processo, este grupo será composto por funcionários de vários departamentos da Comissão Europeia e terá como missão identificar riscos, preparar respostas rápidas e coordenar medidas antes que as crises tenham impacto significativo na economia europeia. A criação desta estrutura surge numa fase em que Bruxelas acompanha com preocupação a possibilidade de Pequim voltar a impor restrições às exportações de terras raras a partir de outubro, quando expira o atual entendimento alcançado entre a China e os Estados Unidos.</p>
<p><strong>Terras raras continuam a ser uma vulnerabilidade estratégica</strong><br />
A eventual reintrodução de restrições preocupa particularmente a União Europeia devido à forte dependência da indústria europeia destes materiais críticos. A China representa atualmente cerca de 66% da produção mundial de terras raras extraídas e 88% da produção refinada, matérias-primas essenciais para diversos setores industriais, incluindo a produção automóvel, equipamentos eletrónicos, energias renováveis e indústria da defesa.</p>
<p>De acordo com uma das fontes citadas pelo FT, o objetivo passa por tornar a Comissão &#8220;mais ágil&#8221; e preparada para responder rapidamente aos problemas identificados antes que estes provoquem ruturas significativas nas cadeias de abastecimento.</p>
<p><strong>Bruxelas procura alternativas e poderá recorrer a financiamento europeu</strong><br />
Além de monitorizar potenciais riscos, a nova equipa deverá trabalhar na identificação de fornecedores alternativos para matérias-primas consideradas estratégicas e poderá recorrer a financiamento europeu para garantir o abastecimento sempre que necessário.</p>
<p>Esta preparação acontece num momento em que o comissário europeu para o Comércio, Maroš Šefčovič, já advertiu Pequim de que Bruxelas poderá responder caso não existam progressos na redução do défice comercial bilateral, atualmente estimado em cerca de mil milhões de euros por dia, segundo o FT.</p>
<p><strong>Dependência vai além das terras raras</strong><br />
As preocupações da Comissão não se limitam às terras raras. A indústria europeia continua igualmente dependente de fornecedores chineses de semicondutores utilizados em vários setores, incluindo o fabrico automóvel.</p>
<p>O FT recorda que, em outubro do ano passado, uma disputa entre o Governo neerlandês e a empresa chinesa Nexperia provocou dificuldades no fornecimento de chips, obrigando Bruxelas a flexibilizar temporariamente algumas sanções aplicadas a outro fornecedor chinês, depois de a indústria automóvel ter alertado para o risco de escassez de componentes.</p>
<p>Segundo uma das fontes ouvidas pelo jornal, embora a China seja atualmente uma das principais preocupações, o âmbito da nova equipa será mais vasto e abrangerá outras potenciais crises que possam afetar o bloco europeu.</p>
<p><strong>Equipa reunirá especialistas de vários departamentos</strong><br />
A primeira reunião deste grupo de crise deverá ocorrer em setembro. A equipa integrará representantes dos serviços responsáveis pela indústria, comércio, serviços financeiros, ajuda ao desenvolvimento, economia e ainda elementos da unidade central que responde diretamente à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.</p>
<p>A criação desta estrutura surge também como resposta às críticas de que a chamada &#8220;Comissão geopolítica&#8221;, prometida por Ursula von der Leyen, tem sido obrigada a reagir aos acontecimentos em vez de os antecipar.</p>
<p>Nos últimos meses, a União Europeia enfrentou sucessivas crises, entre as quais as tarifas impostas pelo Presidente norte-americano Donald Trump, o impacto da guerra entre Israel e o Irão sobre os mercados energéticos, preocupações com o abastecimento de fertilizantes, que poderão afetar a produção agrícola, e o aumento dos chamados ataques híbridos atribuídos à Rússia.</p>
<p><strong>Trégua pode terminar em outubro</strong><br />
O atual acordo relativo às exportações chinesas de terras raras foi alcançado no ano passado, quando o Presidente chinês, Xi Jinping, aceitou suspender durante um ano parte das restrições às exportações de ímanes e matérias-primas após um encontro com Donald Trump.</p>
<p>Apesar disso, Pequim manteve um sistema de licenciamento que obriga os clientes europeus a solicitar autorização para aquisição destes produtos, fornecendo igualmente informações detalhadas sobre os seus processos produtivos e respetivos clientes.</p>
<p>Embora responsáveis europeus mantenham a expectativa de que esta trégua possa ser renovada em outubro, Bruxelas considera essencial preparar-se para um cenário menos favorável.</p>
<p><strong>Comissão prepara novas medidas para reduzir dependências</strong><br />
Paralelamente, a Comissão Europeia deverá apresentar em setembro uma proposta destinada a reduzir a dependência das cadeias de abastecimento externas.</p>
<p>Segundo pessoas informadas sobre os trabalhos, o pacote poderá incluir a criação de uma taxa sobre as exportações de sucata de alumínio, incentivando a sua reciclagem dentro da União Europeia, bem como medidas destinadas a aumentar a reciclagem de ímanes de terras raras no espaço europeu.</p>
<p>Está igualmente em preparação uma futura legislação de diversificação que poderá obrigar empresas a reduzir a dependência de um único fornecedor em determinadas matérias-primas consideradas estratégicas.</p>
<p>Questionado pelo FT, o porta-voz europeu para o Comércio, Olof Gill, afirmou apenas que, &#8220;como parte da intensificação contínua do diálogo estruturado com a China, a Comissão está a aumentar a frequência da coordenação regular e do trabalho interno entre os vários serviços&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789534]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Albuquerque defende revisão do PDM para permitir prédios de habitação em altura no Funchal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:47:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, defendeu hoje a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) do Funchal, para permitir a construção de prédios de habitação em altura, até 20 andares, atenuando o problema da falta de terrenos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, defendeu hoje a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) do Funchal, para permitir a construção de prédios de habitação em altura, até 20 andares, atenuando o problema da falta de terrenos.</P><br />
<P>&#8220;O nosso problema é, de facto, a disponibilização de terrenos para podermos construir habitação pública&#8221;, afirmou, considerando que o PDM do principal concelho da região autónoma tem de ser alterado.</P><br />
<P>O líder do executivo PSD/CDS-PP falava aos jornalistas no âmbito de uma conferência organizada pela Estrutura de Missão para a Comemoração dos 50 Anos da Autonomia, subordinada ao tema &#8220;Habitação&#8221;, que decorreu na reitoria da Universidade da Madeira, no Funchal.</P><br />
<P>&#8220;Sobretudo nas zonas que não têm impacto [paisagístico] no anfiteatro do Funchal, a zona da Ajuda [na parte oeste da cidade], por exemplo, tem capacidade para construirmos prédios até vinte e tal andares, porque isso vem resolver parte substancial do nosso problema&#8221;, argumentou.</P><br />
<P>Miguel Albuquerque, também líder da estrutura regional do PSD, disse, por outro lado, que o crescimento da habitação de luxo e do mercado de alojamento local na Madeira não está relacionado com o aumento do preço das casas na região.</P><br />
<P>&#8220;Isso é tudo uma falsa questão&#8221;, afirmou, reforçando: &#8220;Temos atraído investimento, temos atraído novos residentes, isso traz um efeito multiplicador na economia. Portanto, não podemos estragar a galinha de ovos de ouro. Temos é de avançar com a construção de habitação [pública], habitação cooperativa e pôr o mercado de arrendamento a funcionar.&#8221;</P><br />
<P>O governante salientou que a habitação pública na Madeira já atingiu os 6%, em parte com a construção de casas financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência.</P><br />
<P>&#8220;Já entregámos cerca de 500 casas e até setembro vamos entregar mais de 300&#8221;, indicou, considerando que são necessários pelo menos 1.500 fogos na região.</P><br />
<P>&#8220;Temos comprado e adquirido terrenos em zonas privilegiadas. Não queremos construir guetos. Habitação pública não significa habitação social. Não queremos estigmas&#8221;, disse, acrescentando que o Governo Regional está a construir &#8220;bons edifícios de renda acessível&#8221; em todos os concelhos do arquipélago.</P><br />
<P>A conferência organizada pela Estrutura de Missão para a Comemoração dos 50 Anos da Autonomia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais (PSD), e da ex-ministra da Habitação e deputada do PS na Assembleia da República, Marina Gonçalves. </P><br />
<P>O autarca de Oeiras defendeu que a &#8220;única fórmula&#8221; para resolver a crise habitacional no país é construir mais habitação pública.</P><br />
<P>&#8220;Tudo aquilo que se tem feito nos últimos tempos não passam de paliativos, seja mexer na lei de rendas, seja mexer no sistema fiscal&#8221;, disse, afirmando que Portugal precisa de 300 mil casas e é fundamental que uma &#8220;parte significativa&#8221; seja habitação pública.</P><br />
<P>&#8220;Sem habitação pública nova não se resolve o problema e basta copiarmos aquilo que se faz nos outros países europeus. Portugal tem 2% de habitação pública e Espanha tem 10%. A média europeia anda na ordem dos 25% a 30%, havendo países, como a Áustria, que tem 65% de habitação pública&#8221;, observou.</P><br />
<P>Marina Gonçalves também defendeu o aumento da oferta pública como parte da solução para a crise da habitação, a par de parcerias com os setores privado e cooperativo, mas avisou que os preços das casas têm de ser compatíveis com o rendimento das famílias. </P></p>
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