Quando Donald Trump se casou com a sua terceira esposa, Melania Knauss, já era um empresário de sucesso com uma fortuna gigantesca. Depois de se conhecerem numa festa em 1998, o casal viria, em 2005, a formalizar a relação diante de algumas das pessoas mais famosas e influentes do mundo.
Mas antes do ‘sim’, Trump fez a modelo assinar um acordo pré-nupcial, tal como havia feito nas duas primeiras experiências matrimoniais.
Ainda que Melania tenha rapidamente saído em defesa do marido após a derrota eleitoral para Joe Biden, uma ex-assessora veio afirmar que ela está a “contar cada minuto até que ele saia do cargo e ela possa divorciar-se”, noticia o ‘Mirror’.
Em 2018, esta mesma figura, Omarosa Manigault Newman afirmou que este casamento tinha acabado mas que a Melania tinha sido avisada de que se “de alguma forma humilhasse Trump enquanto ele estivesse no cargo, o próprio se encarregaria de encontrar a melhor retaliação (punição)”.
Assim, fazendo fé de que a separação pode estar iminente, tem vindo a instalar-se uma dúvida pertinente: o que acontece se este casal se separar?
Embora os detalhes do acordo pré-nupcial sejam secretos, o acordo reúne o fascínio dos círculos jurídicos.
Peter Stambleck, do escritório de advocacia Aronson Mayefsky & Sloan, de Nova Iorque, em declarações à revista Town and Country, afirma que teria recomendado um acordo pré-nupcial de controlo de títulos, sendo que deveria ficar bem claro que, em caso de divórcio, tudo o que estivesse no respetivo nome ficaria apenas consigo, não seria partilhado com o outro.
“Os bilionários têm estruturas de ativos complicadas. Têm empresas de fachada, LLCs, investimentos noutras empresas, e é muito, muito complicado”, reforçou, acrescentando que “um dos objetivos principais de um acordo pré-nupcial é evitar ter que partilhar isto, mas também evitar a dor de cabeça que envolve a produção de todos os documentos. Teoricamente, é o que poderá acontecer na ausência de um acordo pré-nupcial”.
Para este especialista, o mais provável é que Melania tenha permissão para ficar com todas as joias que recebeu durante o casamento.
No que diz respeito ao filho do casal, Barron, Jacqueline Newman, sócia-gerente da Berkman Bottger Newman & Rodd, acredita que Melania ficará como a principal responsável e poderá continuar a receber uma alta quantia para cuidar do jovem de 14 anos.
“O meu palpite é que ela venha a obter os direitos de custódia primária, sendo que Trump terá total acesso ao filho sempre que estiver na sua cidade de residência”, acrescentou.
Num dos livros já publicados sobre a primeira-dama, avança que ela usou a vitória eleitoral para renegociar as condições do seu acordo pré-nupcial, recordando que ela não se mudou logo para a Casa Branca, permanecendo em Nova Iorque para que o filho do casal, Barron, pudesse terminar o ano letivo.
Mas a repórter do Washington Post, Mary Jordan, afirma que tal decisão teve outra motivação. No livro “The Art of Her Deal: The Untold Story of Melania Trump” , escreveu que ela “queria uma prova por escrito de que quando se tratasse de oportunidades financeiras e herança, Barron seria tratado de forma igual aos três filhos mais velhos de Trump”.
Recorde-se que as duas primeiras esposas de Trump também tiveram acordos pré-nupciais, que ambas contestaram com sucesso.
No primeiro casamento, com Ivana, a ex-mulher acabou por receber 10 milhões de dólares do empresário e mais 650 mil dólares por ano de pensão. Também conseguiu um apartamento em Nova Iorque e uma mansão em Connecticut.
A segunda esposa, Marla Maples, ganhou muito menos, ficando-se pelos 2 milhões de dólares.













